O Estado do País 2015

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Então, já foi tudo para a rua festejar o fim da austeridade? Eu, só no caminho do trabalho até casa, comprei um apartamento, um carro (novo!), 2 pares de botas e um pastel de nata. O pastel de nata foi a pronto pagamento.

http://www.tsf.pt/politica/interior/e_este_o_documento_que_a_coligacao_enviou_ao_ps_4831392.html

Espero que isto tudo seja porque a coligação já percebeu que não vai ser governo. Faz sair as "cedências" cá para fora, para dar a ideia que está a negociar, mas servirá apenas para futura vitimização. Seria bem jogado. Ficar refém deste PS é que seria uma completa estupidez.
 
Espero que isto tudo seja porque a coligação já percebeu que não vai ser governo. Faz sair as "cedências" cá para fora, para dar a ideia que está a negociar, mas servirá apenas para futura vitimização. Seria bem jogado. Ficar refém deste PS é que seria uma completa estupidez.

Bom, cada um é livre de jogar como quer e de fazer as figuras que quer nesse jogo. Isso é um facto. Para qualquer votante PaF que votou neles por convicção, não faz qualquer sentido esta 'nova' posição deles. Já agora, é essa a tua convicção pessoal? Apenas curiosidade.
 
Isto da distribuição dos votos também tem muito que se lhe diga. Os dois líderes da extrema esquerda reclamam agora também todos os votos do PS, sem que ninguém deste partido de um murro na mesa e os chame a razão ( meu Deus, ao que este partido chegou) .

Mas se alguém pensa que todos os 32% que votaram PS, o voto foi no mesmo sentido dos que votaram na extrema esquerda, só podem estar alucinados e sob o efeito de drogas.

Se o PS tivesse dito antes das eleições que ia negociar com a extrema esquerda, certamente que levavam uma valente tareia do eleitorado. Mas agora que vamos ter um governo patriótico, aqueles que não emigraram vão começar a pensar nisso muito seriamente. Só falta aparecer um louco tipo Salazar e Portugal estará numa nova ditadura.

Com as declarações do Costa à Reuters esperem por amanhã, que a Bolsa vai cair a pique e os juros vão disparar. Ainda vou ver muita gente que tem trabalho neste momento, a ser obrigada a emigrar. Porque estão a pensar que isto vai melhorar, ai vai vai, vai é estoirar novamente.

Quem vai pagar a fatura é o povo, enquanto eles divertem-se a gozar com aqueles que foram votar.

Algum dia, o Benfica ganha o campeonato, vem o Sporting dizer que ficou em 2º e o título é dele. :lmao:
 
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Bom, cada um é livre de jogar como quer e de fazer as figuras que quer nesse jogo. Isso é um facto. Para qualquer votante PaF que votou neles por convicção, não faz qualquer sentido esta 'nova' posição deles. Já agora, é essa a tua convicção pessoal? Apenas curiosidade.

Não votei na PaF, mas acho que não faz sentido que o vencedor se coloque nas mãos do vencido. Uma coisa são cedências pontuais, outra é ceder em 20 pontos, como parece que aconteceu. De qualquer modo, as cedências tanto do PCP como do Bloco terão que ser ainda maiores no caso de aprovarem um OE do PS, seria algo a raiar o escândalo
 
Sinceramente, não percebo o drama. PPC e PP só têm de se apresentar ao PR e dizer que querem governar. E depois lidar com tudo o que isso implica. Se conseguirem governar, problema resolvido. Se não conseguirem (como é obvio não podem obrigar o PS nem nenhum outro partido a dar-lhes a mão!) e houver entendimento à esquerda, a esquerda apresenta-se e informa o PR que tem uma maioria parlamentar e pretende governar. Depois, o PR faz uma de duas coisas: dá posse ao governo de esquerda/com apoio da esquerda ou deixa o país em gestão (contra a estabilidade que sempre defendeu, mas já sabemos como são as coisas na política). Tudo isto é a democracia a funcionar. As consequências de cada uma destas coisa para os partidos envolvidos e para os líderes envolvidos, boas ou más, são as consequências da democracia. O que não se pode é dizer que há ilegitimidade em nenhuma destas situações, porque não há. Dê para que lado der, isto é apenas por em prática a Constituição. Que os Portugueses em geral a desconheçam, já é outro assunto.
 
@David sf , o que pretendia perguntar-te era se é tua convicção que este comportamento da Coligação é uma estratégia porque acham que não vão governar ou se é uma tentativa de continuarem a governar. Eu não faço ideia, sinceramente.
 
Seja como for, já deu para perceber que dentro de pouco tempo iremos novamente a votos.

Já deu para perceber que todos os partidos estão a marcar terreno para eleições próximas e ninguém está verdadeiramente a negociar ( ninguém abdica de todo o seu programa a favor do outro, rindo e cantando, como é óbvio) .
 
@David sf , o que pretendia perguntar-te era se é tua convicção que este comportamento da Coligação é uma estratégia porque acham que não vão governar ou se é uma tentativa de continuarem a governar. Eu não faço ideia, sinceramente.

Presumo que seja estratégia para não governar. É o que diz o James no post abaixo.

Seja como for, já deu para perceber que dentro de pouco tempo iremos novamente a votos.

Já deu para perceber que todos os partidos estão a marcar terreno para eleições próximas e ninguém está verdadeiramente a negociar.

Excepto o PS.
 
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Como seria um governo de gestão, em regime de duodécimos, ou lá o que for, alguém faz idéia?

Seria mau, muito mau, ou o menor dos males? Em que se traduziria em termos de contenção da dívida pública?

Significa que as leis/medidas com termo em 2015, não poderiam ser prolongadas, certo?

Alguém faz idéia, que queira opinar, sem ideologias pelo meio?
 
não havendo novo orçamento, há o orçamento do ano passado e no ano passado a máquina de lavar estava a funcionar. Em cada mes só estava orçamentado o custo da luz e da água e é esse o dinheiro disponível.
 
Não é bem assim, Agreste! Se a máquina de lavar, for uma medida de carácter social, o estado pode contrair a dívida. Medidas extraordinárias ou projetos lei extraordinários, de carácter social passam, subida de impostos é que não.

Estive a googlar um pouco e artigos não faltam, uns referem 50 leis de guterres, outros falam de sócrates.

O artigo 136 ou 139 da constituição é muito vago. Não diz o que é urgente ou extraordinário.

A constituição defende o cumprimento dos tratados europeus e internacionais, logo aí entra a subjetividade da coisa..

Digo isto, porque o governo de gestão, não é enfim um bicho papão, por assim dizer. É quase como congelar no tempo, não poder fazer reformas estruturais, não poder nomear novos cargos..

Pode-se sobreviver perfeitamente até às próximas eleições, não acham?
 
Agreste, mas de acordo com o que referes, com o regime de duodécimos no governo de gestão, iríamos ter défice zero!

Isso somado ao crescimento do PIB, resultaria na diminuição automática da dívida, certo?
 
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