O Estado do País 2015

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Cada tiro cada melro...

CFP, "Finanças Públicas: Situação e Condicionantes 2015-2019
– Atualização" (14 outubro 2015) O Conselho das Finanças Públicas (CFP) divulga hoje o relatório Finanças Públicas: Situação e Condicionantes 2015-2019 – Atualização que atualiza as projeções macroeconómicas e macro-orçamentais para o período de 2015-2019, publicadas pelo CFP em março de 2015, com o pressuposto de políticas invariantes. Esta revisão tem em conta os desenvolvimentos entretanto ocorridos a nível interno e internacional e procura explicitar os riscos existentes. Após concluir o programa de assistência internacional, Portugal continua a defrontar desafios significativos em matéria de política económica em geral e de política orçamental em particular. No que a esta diz respeito, a acumulação de défices orçamentais ao longo de décadas e o peso da dívida pública daí resultante exigem manter a consolidação orçamental e a revisão em profundidade do processo orçamental como suas prioridades principais. Paralelamente, o país precisa de encontrar um modelo de crescimento estável da economia e do emprego, assente no aumento da produtividade e na competitividade da economia e não no seu endividamento e no aumento das despesas públicas. O cenário de políticas invariantes desenvolvido neste relatório indica, em primeiro lugar, que a simples ausência de medidas de política orçamental – que conduziria, nomeadamente, em 2016, à eliminação da sobretaxa sobre o IRS e à reversão integral da remuneração remuneratória aplicável aos trabalhadores das administrações públicas – poria em causa a revogação do Procedimento por Défices Excessivos, dada a projeção de um défice superior a 3% do PIB em 2016. Tanto ou mais importante seria o risco significativo do impacto dessa política sobre o crescimento a curto prazo da economia voltar a revelar-se insustentável. Esta seria a consequência do crescimento de novo impulsionado pelo consumo privado e pela quebra da poupança, levando a acentuar a contribuição negativa das importações e a deterioração do saldo da balança corrente.
No domínio orçamental, embora, com este cenário, o défice voltasse a descer abaixo do limite de 3% do PIB a partir de 2017, ele ficaria longe do objetivo de eliminação do desequilíbrio orçamental que o Programa de Estabilidade/2015 prevê, que as regras europeias impõem e que a experiência da economia portuguesa aconselha. Na ausência de medidas de política, verificar-se-ia um desvio significativo da trajetória do saldo estrutural face ao Objetivo de Médio Prazo, superior a 2 p.p. do PIB. Mesmo ignorando os riscos que o relatório refere, o rácio da dívida pública manter-se-ia em 2019 ainda acima dos 120% do PIB, um nível que representa um elevado risco para a estabilidade e o crescimento da economia, não só pelo custo que acarreta, mas também atendendo ao facto de ser financiado em muito larga medida pelo exterior, em condições cuja volatilidade este cenário acentuaria.

http://www.cfp.pt/news/cfp-divulga-...cionantes-2015-2019-atualizacao/#.ViGjz36rS02
 
PS já recebeu todos os dados orçamentais e foge às negociações


O porta-voz do PSD declarou à agência Lusa que o PS já recebeu da ministra das Finanças, há dois dias, todos os dados orçamentais disponíveis, e acusou os socialistas de fugirem às negociações. Marco António Costa referiu que Maria Luís Albuquerque, ministra de Estado e das Finanças em exercício e deputada eleita nas listas da coligação PSD/CDS-PP, já fez chegar "há dois dias, quer por escrito, quer verbalmente, todos os elementos de que dispõe e que existem" ao coordenador do cenário macroeconómico do PS, Mário Centeno.
Numa reação à afirmação feita hoje pelo presidente do PS, Carlos César, de que há elementos orçamentais em falta, o porta-voz do PSD considerou: "Trata-se de mais uma desculpa para fugirem às suas responsabilidades, já que não consta que a falta de tais elementos que agora reclamam impeça as profundas negociações técnicas que alegam estar a realizar com o PCP e com o Bloco de Esquerda". "Ora, se os elementos não serão necessários para essas negociações, estranha-se que sejam necessários para estas", reforçou.
Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente e coordenador da Comissão Política Nacional do PSD argumentou também que "hoje o Conselho das Finanças Públicas e a Unidade Técnica de Apoio Orçamental garantem um grau de transparência de informações relativamente às contas públicas que torna caricata esta afirmação do PS". "Estranha-se que o PS invoque agora esta razão para, mais uma vez, fugir a uma negociação", acrescentou.

PSD - Partido Social Democrata
 
Conselho das Finanças Públicas
Finanças Públicas: Situação e Condicionantes 2015 - 2019 - Atualização
RelatóriodoConselho das Finanças Públicas n.º9/2015
outubro de 2015

http://www.cfp.pt/wp-content/uploads/2015/10/CFP-REL-09-2015-PT1.pdf



Cada vez mais fico convencido que o único objectivo de António Costa se limita apenas o facto de apenas querer agarrar-se ao poder, nada mais, tal é a sua “cobardia” em exigir relatórios e mais relatórios à coligação de direita, relatórios esses que já não fazem falta quando se trata de negociar à esquerda. Tenha Cavaco bom senso e trave essas trafulhices...
 
Última edição:
Proposta do Partido Socialista:

De quanto é o impacto estimado de perda de receita de uma eliminação da sobretaxa de IRS em 2016 e 2017?

A perda de receita direta considerada é 400 milhões de euros em 2016 e de 800 milhões de euros em 2017 e nos anos seguintes. O impacto final no saldo das Administrações Públicas é de ‐ 311 milhões de euros em 2016, ‐ 427 milhões de euros em 2017 e de cerca de ‐ 330 milhões de euros nos anos subsequentes. A diferença entre a perda de receita direta e o impacto final no saldo decorre de um conjunto de efeitos que importa considerar e quantificar.

http://www.ps.pt/images/imprensa/comunicados_ps/Respostas_Final.pdf

Efeitos se a proposta fosse adiante:

O cenário de políticas invariantes desenvolvido neste relatório indica, em primeiro lugar, que a simples ausência de medidas de política orçamental – que conduziria, nomeadamente, em2016, à eliminação da sobretaxa sobre o IRS e à reversão integral da remuneraçãoremuneratória aplicável aos trabalhadores das administrações públicas
– poria em causa arevogação do Procedimento por Défices Excessivos (PDE), dada a projeção de um déficesuperior a 3% do PIB em 2016. Tanto ou mais importante seria o risco significativo do impactodessa política sobre o crescimento a curto prazo da economia voltar a revelar-seinsustentável. Esta seria a consequência do crescimento de novo impulsionado pelo consumoprivado e pela quebra da poupança, levando a acentuar a contribuição negativa dasimportações e a deterioração do saldo da balança corrente.

http://www.cfp.pt/wp-content/uploads/2015/10/CFP-REL-09-2015-PT1.pdf
 
A Coligação, por uma questão de coerência, já que tornou público o documento com as propostas que 'copiou e colou' do programa do PS e que depois se dispôs a adoptar, podia e devia fazer a mesma coisa com as continhas que diz ter enviado ao PS. Se acham que os Portugueses devem saber o que está em cima da mesa de negociações entre as forças políticas, muito mais nos interessaria saber o estado das nossas contas, já que somos nós que sofremos na pele quando elas não 'dão certo'.
 
Aquilo que eram antes das eleições 'cofres cheios' passou, depois das eleições a isto:

O Governo reconhece que há, de facto, riscos de o buraco das contas aumentar ainda este ano. PSD e CDS admitem que o Estado gastou mais em salários e teve de injetar vários milhões numa subsidiária da Caixa Geral de Depósitos.
 
O PS diz que as contas estão piores de que pensavam. Das duas uma, ou já conhece o Estado das contas e, não sei porquê, não divulga aquilo que tem conhecimento ou, mais provável, já estão a preparar a opinião pública para a história do costume, se forem para o governo vão dizer que afinal as contas estão muito pior do que pensavam e não vai ser possível cumprir as promessas eleitorais.
 
Então mas não foi o teu patrão que deu um murro na mesa e deu por findas as conversas entre a coligação e o PS? Ou estavam a correr tão bem que já chegaram a acordo e não é preciso mais reuniões?

Costa quer criar "ideia artificial de que negociações só correm bem à Esquerda"

http://www.noticiasaominuto.com/pol...l-de-que-negociacoes-so-correm-bem-a-esquerda

Quanto às contas, não tenho dúvidas que é uma estratégia de António Costa. PPC afirmou por várias vezes que o défice de 2015 ficará abaixo dos 3% (ou 2,7%, até) e eu acredito.
 
Se é para falar, dizias tudo em vez de dares a dica. Os Portugueses merecem saber a verdade.

http://www.jornaldenegocios.pt/econ..._ps_surpresas_desagradaveis_nas_reunioes.html

António Costa sabe de factos gravíssimos que põem em causa as contas públicas de Portugal. O que faz? Manda uma carta com 29 propostas para viabilizar um governo PSD/CDS, em que 25 das quais têm como consequência imediata um maior desequilíbrio das contas públicas. Coerência? Nenhuma.
 
Eu estou cada vez mais chocado com a demagogia da esquerda. Exigem, e bem, saber a verdadeira situação da finanças públicas. Pelos vistos sabem de "factos gravíssimos" (e, portanto, consideram - pelo menos o PS - que é necessário corrigir a situação). Mas insurgem-se contra a direita, que fez cortes terríveis, e ai de nós deixarmos que eles continuem a governar... Será que alguém acredita um governo aplica austeridade por prazer? As medidas são aplicadas para corrigir situações de desvios graves (como qualquer um de nós faz com as suas finanças pessoais - não há dinheiro, não há vícios... sempre ouvi dizer). Mas a esquerda acha que os cortes são ideológicos, são da terrível direita que é a raiz de todos os nossos males... Estou farto destas conversas... os cortes são a consequência natural de muitos anos de populismo (também da direita...) que delapidou totalmente as nossas contas públicas. Hoje alguém me disse: a esquerda é que vai salvar este país! Como é possível alguém pensar isto? Onde é que há dinheiro para "salvar o país"? Não há, e a esquerda sabe... mas faz como sempre fez: assobia para o lado. Como dizia Thatcher: "O socialismo acaba quando acaba o dinheiro dos outros"... Gastar o que não se tem é criminoso e tem consequências graves. Dá-se a ideia de que o que interessa é querer, mesmo que não haja meios para tal. Queres usufruir de 30 ou 40 anos de reforma? Usufrui! Alguém há de pagar! Queres ter um estado grande (e disfuncional)? Tem! Alguém há de pagar! Os ricos que paguem! As pessoas esquecem-se é que para a esquerda mais radical, os "ricos" somos todos nós! Deixem-nos ir para o governo e depois queixem-se... Depois será tarde! Esquerda=ditadura!
 
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Eu estou cada vez mais chocado com a demagogia da esquerda. Exigem, e bem, saber a verdadeira situação da finanças públicas. Pelos vistos sabem de "factos gravíssimos" (e, portanto, consideram - pelo menos o PS - que é necessário corrigir a situação). Mas insurgem-se contra a direita, que fez cortes terríveis, e ai de nós deixarmos que eles continuem a governar... Será que alguém acredita um governo aplica austeridade por prazer? As medidas são aplicadas para corrigir situações de desvios graves (como qualquer um de nós faz com as suas finanças pessoais - não há dinheiro, não há vícios... sempre ouvi dizer). Mas a esquerda acha que os cortes são ideológicos, são da terrível direita que é a raiz de todos os nossos males... Estou farto destas conversas... os cortes são a consequência natural de muitos anos de populismo (também da direita...) que delapidou totalmente as nossas contas públicas. Hoje alguém me disse: a esquerda é que vai salvar este país! Como é possível alguém pensar isto? Onde é que há dinheiro para "salvar o país"? Não há, e a esquerda sabe... mas faz como sempre fez: assobia para o lado. Como dizia Thatcher: "O socialismo acaba quando acaba o dinheiro dos outros"... Gastar o que não se tem é criminoso e tem consequências graves. Dá-se a ideia de que o que interessa é querer, mesmo que não haja meios para tal. Queres usufruir de 30 ou 40 anos de reforma? Usufrui! Alguém há de pagar! Queres ter um estado grande (e disfuncional)? Tem! Alguém há de pagar! Os ricos que paguem! As pessoas esquecem-se é que para a esquerda mais radical, os "ricos" somos todos nós! Deixem-nos ir para o governo e depois queixem-se... Depois será tarde! Esquerda=ditadura!


Inteiramente de acordo.

Dou o exemplo do IRS, muito mais de metade da população não paga este imposto. E sabendo, como todos sabemos, que os ricos tem o seu dinheiro nas off - shores, e em qualquer circunstância, tem sempre o seu dinheiro seguro. Quem paga este imposto e a classe média e classe média alta. Espremendo está classe ainda mais, não é só está a empobrecer a mesma, mas também a empobrecer o Estado ( com menos receita) e, ao contrário do que diz a esquerda, pois são intelectualmente desonestos, vai fazer com que os pobres fiquem ainda mais pobres, mas dando a ideia que, sem eles seria ainda pior
A tatica e boa e rende muitos votos.

O problema da esquerda em Portugal e que tem muitos filósofos e poucos economistas. E mesmo os filósofos são quase todos de má qualidade.

Para terminar, a esquerda está embevecida com a legitimidade e pureza democrática da solução de esquerda.

A melhor solução, e também legítima e muito pura, era a coligação ser convidada a formar governo, ( pois venceu as eleições ; o que custa mais a extrema esquerda e que no seu melhor momento de sempre, num momento muito difícil para o país, tiveram menos de metade dos votos que o cento direita e, a partir das próximas eleições e sempre a descer, a não ser que o PS se torne suicida) e fazer um acordo com o PS ( partido muito próximo a nível programático e praticamente idêntico nas questões estruturais) .

Só que isto esbarra num problema insanável. Ac quer ser primeiro ministro e está disposto a formar coligação com qualquer um para esse objetivo, se necessário até se coligava com o MRPP ou o PNR.


P.S. Não me surpreende o facto da extrema esquerda não se importar de se coligar com um partido que estruturalmente está no centro. Para quem aplaudiu de pé um syrisa na Grécia que se coligou com um partido de extrema direita ( que é anti - judeu, que é contra a separação entre a religião e o estado e tem posições muito conservadoras sobre as mulheres, digamos assim) e que, pelo menos no primeiro governo, só tinha ministros homens, tudo é possível
 
Grande palhaçada, se esta gente tivesse de enfrentar os espanhóis em Aljubarrota teriam perdido num ápice... visto de fora o espectáculo é uma verdadeira zaragata de «gajas». Não há ideias concretas, soluções objectivas. Tudo com muita intriga, chico-espertismo, manha de aldeia. Passos Coelho, que nunca primou pelo brilho intelectual, é a pessoa mais sensata no meio dos palermas.
 
James.

Há dinheiro para as necessidades básica do Estado Social. Não há para certas regalias de alguns funcionários públicos de topo, para as pensões mais altas, para termos um Estado Paralelo tão grande ou para 300 e tal autarquias estoirarem. As famílias portuguesas à escala europeia têm rendimentos baixíssimos e parte substancial da classe média depende directamente ou indirectamente do Estado. É uma miséria quase grega. Um país assim terá de ter excedentes no futuro e não pode aumentar impostos, pelo contrário, deve diminuí-los. Portanto o discurso contra a austeridade é de uma brutal irresponsabilidade e no fundo acabará por destruir Portugal se a palhaçada da Esquerda continuar. É normal que as pessoas se deixem levar, os portugueses não primam pela instrução financeira, mesmo os licenciados e doutorados pecam nessa instrução que deveria vir de berço. Há quem diga que a culpa foi da Igreja Católica portuguesa, mas um dia teremos de aprender a viver com as contas em ordem, são séculos de dependência e pelintrice.
 
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