O Estado do País 2015

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O Banco Central Suíço (BCS) termina a indexação do euro ao franco. O euro cai para 1,16 dólares. O euro também está a sofrer devido à instabilidade na Grécia. Provavelmente estabilizará algum tempo depois das eleições gregas e o Syriza vier acalmar o medo do fim do euro. As exportações e o crescimento suíço vão sofrer. Contudo, preferem sofrer algumas consequências e, pelo menos por agora, preservar o valor da sua moeda.
 
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Aparentemente a Tróika estava interessada em afogar-nos em (mais) dívida:

De acordo com o governador do Banco de Portugal, “quando a troika cá chegou, tinha um número na cabeça para o fundo de recapitalização [da banca] que não era 12 [mil milhões de euros]” e chegar a esse valor só foi possível “depois de se ajustar o modelo de escrutínio do sistema àquilo que eram as necessidades de capital” dos bancos.

“Tínhamos dois modelos alternativos: termos em 2012 o sistema financeiro todo nacionalizado por insuficiência de capital e tínhamos hoje um grande programa de privatizações em curso e mais dívida pública; ou termos seguido o processo que seguimos com os riscos que obviamente comporta e segui-lo de forma metódica”, revelou Carlos Costa.

Observador

E Portugal, em termos políticos, continua a ser muito diferente dos restantes países europeus. E não é que o PDR do Marinho Pinto só tem +-2% dos votos?
 
Diferente em que sentido ?

Em Espanha há o Podemos e na Grécia há o Syriza. Partidos políticos que sobem de forma abrupta nas intenções de voto e 'disputam' o poder. Em Portugal é PS e PSD novamente.

Para Portugal deverá ser benéfico, exportações para fora da Europa ficam mais competitivas, importações fora da Europa ficam mais caras mas as que são mais lesivas para a economia são os combustíveis e gás, e esses estão em baixa. Alguma sorte aqui. Pelo menos para já, nada de mal vem daqui, até poderá ajudar ao nosso ajustamento estrutural.

Numa outra perspetiva, a única coisa que vai acelerar é mais um QE americano. Um dólar forte não vai beneficiar ninguém. Nem a eles. Será que o mercado vai reagir bem a um QE4 americano? A narrativa é que a economia está forte e agora tem que se subir taxas de juro. QE e subidas dos juros não combinam.

Quanto ao QE europeu, honestamente vejo benefícios limitados. Não vai haver compra de dívida grega. Os juros vão continuar iguais. Mais taxas negativas nas obrigações? É preciso chegar aos -1/-2%? Mais efeitos teria o levantamento das sanções aos russos.

Eu fico banzo com o que se diz/escreve, como isto:

Benoit Coeure alerta que banco central não pode reestruturar a dívida por si detida, pois isto é contrário aos tratados europeus. Os mercados dão tréguas à Grécia: a bolsa de Atenas sobe e os juros da dívida descem.

JN

A diferença entre o 'legal' e o 'ilegal' é muito difusa. Está ao alcance de uma 'caneta'. A lei dos bail-ins é abominável (não era algo que só ocorreria uma vez?).

Basicamente, considero o QE uma aldrabice (a juntar a tantas outras):

A revista alemã Der Speigel avança que o programa de alívio quantitativo ficará a cargo dos bancos centrais regionais. Estes poderão comprar até um máximo de 20% a 25% da dívida do seu país, assumindo, assim, o próprio risco.

O plano em cima da mesa prevê que os bancos centrais nacionais fiquem responsáveis pelas compras de dívida soberana, podendo adquirir até um limite máximo de 20% a 25% da dívida do seu país. Adicionalmente, o mesmo artigo aponta que a Grécia seria o único país excluído deste programa, devido ao facto de a sua dívida estar classificada de "lixo" pelas quatro agências de notação financeira que o BCE tem em conta. Portugal deverá, assim, ser incluído no programa, beneficiando do facto de a DBRS – incluída na lista do banco central – ter um "rating" para Portugal de "BBB (baixo)", um nível já de investimento.

JdN

Que complicação. Então os bancos regionais vão voltar a ser úteis? Vai haver dívida comprada pelo BCE que não é detida pelo BCE? Para que serve o BCE então? Já escrevi que ser banqueiro é ser criminoso e passar sempre impune. Ganham algo do nada. Não é um grande negócio imprimir dinheiro do nada, ganhar juros e ter bens como colateral?
 
Acho que o esquema dos bancos regionais assemelha-se à resolução do BES. Quando der bronca em algum lado, o banco regional será o banco mau. Mas de resto, acho que são tretas para mascarar as verdadeiras compras do BCE. Será que as dívidas compradas pelos bancos regionais podem ser algo de reestruturação (reiterando o ponto anterior das tretas)? Terminando a minha contínua referência a tretas, como é que há redução da partilha dos riscos? Um banco regional devora a dívida de um país mas como é óbvio não pode haver hiperinflação. O BCE e os bancos regionais vão poder comprar dívida soberana ao mesmo tempo? Ou cada banco vai comprar coisas diferentes? Enfim, decerto haverão mais explicações num futuro próximo.
 
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Depois da opção chinesa...

A utilização da Base das Lajes nos Açores pela China está fora dos planos do Executivo, apurou o Económico junto de fonte governamental. O Governo avalia a hipótese de usos militares alternativos para aquela base situada nos Açores, como a instalação de empresas de serviços relacionados com Defesa e a criação de um "hub" para missões humanitárias.

No domingo à noite, o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, defendeu a possibilidade de as instalações da Base das Lajes, na ilha Terceira, serem usadas por chineses. Hoje à tarde, Cordeiro é recebido pelo Presidente da República, Cavaco Silva, e depois pelo secretário-geral do PS, António Costa. A redução da presença dos EUA naquela base é o assunto em cima da mesa. Mas o Económico sabe que esta hipótese não faz parte da estratégia do Executivo, que lembra que Portugal é membro da NATO, ao contrário da China.

Económico

Uma opção mais improvável:

O Governo Regional dos Açores apresentou esta tarde, na ilha Terceira, onde se localiza a Base das Lajes, o Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira, que contempla diversas medidas a aplicar na zona para compensar a redução de dois terços do pessoal militar americano na Base das Lajes e o despedimento de cerca de 500 funcionários portugueses. O investimento a cargo dos americanos deverá garantir, por exemplo, a limpeza ambiental dos terrenos a desmantelar ou o pagamento de impostos.

As medidas que deverão ser financiadas, anualmente, pelos Estados Unidos, estão orçadas em 167,7 milhões de euros, em regime de "phasing out". Ou seja, serão 170 milhões de euros no primeiro ano e menos 5% em cada um dos anos seguintes. No total, o investimento a 15 anos deverá ser de 1.800 mil milhões de euros. Em média, portanto, os Estados Unidos "terão" de desembolsar 120 milhões de euros por ano. Ou seja, precisamente quatro vezes mais do que os Estados Unidos estimam poupar com a redução de pessoal na base açoriana.

JdN

Ao que parece, as medidas propostas são ainda mais desconcertantes:

- A cargo dos americanos deve ficar, por exemplo, a "readaptação, requalificação profissional e formação de activos dos trabalhadores portugueses da Base das Lajes que venham a ser abrangidos por despedimento ou trabalhadores independentes". Uma medida avaliada em 16,5 milhões de euros por ano.

- Criação de "um ecossistema de inovação e empreendedorismo na Ilha Terceira, com dois pólos de desenvolvimento, um nas Lajes e outro em Angra do Heroísmo",

- Vasco Cordeiro quer que os americanos sejam responsáveis pela dinamização do investimento privado e o desenvolvimento empresarial na ilha. Além disso, "deve ser assegurada a concretização de parcerias estratégicas entre o Governo dos Açores e entidades como Harvard, MIT, Kellogg’s School, MassChallenge, Centro de Inovação de Cambridge e seguradoras na área da saúde", estipula o documento.

- O Governo açoriano quer que todos os americanos continuem a comprar bens transaccionáveis açorianos (como lacticínios ou frutas) e os vendam em outras bases americanas na Europa.

- Os Estados Unidos terão de proceder ao "pagamento integral" de "todos os impostos, taxas e licenças previstas na legislação nacional e regional", bem como ao "pagamento integral da água consumida pelas Forças dos EUA e pela Força Aérea Portuguesa".

e mais... :confused:
 
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Com a ativação da 'bazuca' o euro caiu hoje para 1,13 dólares. Enquanto o efeito nas exportações será positivo, preparem-se para que tudo fique mais caro (especialmente a comida). Usando a experiência americana...

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Das duas uma. Ou o preço dos produtos vai aumentar ou o preço vai ser igual e o tamanho das embalagens vai diminuir.

No Japão aconteceu a mesma coisa.

Sendo Portugal um país extremamente dependente no que concerne às importações alimentares, os próximos tempos serão 'interessantes'.
 
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é complicado como tudo em economia, o maior culpado é o petróleo pois os combustiveis baixaram muito e como fazem parte do calculo pumba bem tudo por ai a baixo, numa primeira parte os preços devem manter e depois haverão como se aumentos , a inflação ou o seu inverso são calculados com base num cabaz e não de todos os produtos
 
http://www.tvi24.iol.pt/musica/23-01-2015/longas-filas-de-espera-para-ver-violetta-ao-vivo-em-lisboa

Crise, qual crise?
Aqui as criancinhas já não passam frio, só nas escolas.
Pais a faltar ao trabalho para levar os meninos? Estamos a passar altos valores aos nossos filhos: faltas à escola e ao trabalho existem para se dar meus queridos, pois claro. 1000€ na brincadeira é barato, taxas moderadoras, livros escolares é que estão pela hora da morte.
Por isso é que não me estranham nada as greves pela manutenção de regalias parvas, estamos habituados a que nos caia tudo no colo.
Falta-nos coerência.
 
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