O Estado do País 2015

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Estado
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Segundo uma notícia publicada pelo Expresso, pelo facto de serem seguidas determinadas fórmulas de cálculo no que diz respeito aos indicadores de pobreza, há uma quantidade expressiva de pessoas pobres que não estão a ser quantificadas.

Ou seja, o valor de 19,5% apresentado na passada sexta-feira de pessoas em risco de pobreza, pode esconder uma realidade bem mais gravosa. Esta estatística reflete apenas o facto 1,95 milhões de portugueses sobreviver com um rendimento familiar inferior a 60% da mediana da população – 4937 euros. Este valor, explica o Expresso, contabiliza ainda as transferências sociais.

Segundo o semanário, sempre que existe uma estatística que contabiliza o rendimento médio da população para chegar ao resultado final, e uma vez que o rendimento tem vindo a cair, o limiar tende a baixar.

Assim, eliminando do cálculo do indicador a variação dos rendimentos médios, verifica-se que existem cerca de 640 mil pobres que não são contabilizados, sendo que os valores do INE exprimem apenas a realidade em 2013, um dos anos mais negros da economia lusa.

NaM

Taxa de risco de pobreza subiu para 19,5% em 2013. Com o limiar de pobreza mantido inalterado desde 2009, para não refletir perdas de rendimento que reduzem a fasquia, a pobreza seria de 25%.

Expresso
 
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O Banco Espírito Santo era utilizado por grupos brasileiros em esquemas de lavagem de dinheiro, de acordo com o denunciante do caso de lavagem de dinheiro Lava Jato. Chama-se Hermes Freitas Magnus e, em entrevista ao Público, diz que é possível encontrar ligações entre o "desaparecido" banco português e os dois maiores esquemas de corrupção do Brasil.

"O cruzamento de nomes de pessoas ligadas ao BES com passaporte brasileiro e os envolvidos no ‘petrolão’ e ‘mensalão’ pode dar pistas. Tenho a certeza que encontrarão elos", comenta o brasileiro que se viu envolvido num caso de corrupção e cuja denúncia esteve na base da operação Lava Jato, escândalo de lavagem de dinheiro que passava pela Petrobras.

JdN
 
Não sei se este número será real, mas segundo um blogue que acompanho o esforço fiscal em Portugal é de 165% da média europeia!

Somos os verdadeiros escravos do Estado no continente europeu!

E nenhum partido tem um programa contra este ROUBO.
 

A Esquerda bem gosta de ulular contra os «ricos», mas a verdade é que as médias dos rendimentos das famílias portuguesas são assustadoramente baixas, e uma das consequências desta crise foi mesmo o empobrecimento das classes médias, as mesmas que davam emprego a muitos pobres, em serviços como limpezas, pequenos biscates, empregos a tempo parcial...

O Estado paradoxalmente esfola os «ricos», o que por sua vez gera desemprego nos pobres que são atirados para a «caridadezinha» de que tanto gosta esta maioria medíocre, cinzenta e meia salazarista.. a «caridadezinha» que justifica por sua vez a «economia social» do sinistro Mota Soares, paga, claro está, com o nosso dinheiro, para justificar o emprego de inúteis boys e girls do CDS e do PSD nas Santas Casas deste país, que de «santas» não raras vezes pouco têm.
 
Alberto João Jardim rejeita a ideia de uma gestão irresponsável à frente dos destinos da Madeira e justifica o endividamento que levou a região autónoma a um específico programa de ajustamento.

“Qualquer pessoa de bom senso olhava para a forma desregulada como estava a funcionar a economia internacional e diz, ‘isto vai dar um estoiro um dia’. A minha preocupação era, antes que houvesse esse estoiro”.

“Antes que houvesse uma nova crise, como houve no princípio do século passado, nós tínhamos que fazer depressa aquilo que precisávamos de ter para sermos uma terra desenvolvida”, explica.

Numa entrevista que assinala o final de 37 anos à frente dos destinos da Madeira, Alberto João Jardim nega as notícias que dão conta que terá pedido um prolongamento do programa de ajustamento já em governo de gestão, e acusa a ministra das Finanças de ter manifestado assim uma “certa falta de afectividade política que existe entre o governo da Republica e o meu, exigindo que fizesse uma carta sobre uma coisa que já estava prevista no orçamento”.

RR

:huhlmao:
 
O Estado paradoxalmente esfola os «ricos», (...).

Não parece que vai na linha das noticias que vão saindo...

Os multimilionários portugueses são mais e estão mais ricos
Camilo Soldado

07/11/2013 - 18:21

No total, a fortuna dos 870 multimilionários portugueses aumentou 10 mil milhões de dólares (7,5 mil milhões de euros), apesar da crise económica que assola o país.

http://www.publico.pt/economia/noti...rtugueses-sao-mais-e-estao-mais-ricos-1611725
 
Não parece que vai na linha das noticias que vão saindo...

Há ricos e ricos. É um assunto muito denso mas os juros baixos estão a forçar os investidores e os fundos de pensões (e os bancos centrais que devia ser proibido por lei) a investir em ações. Claro que quem tem mais ações são os 'ricos ricos'. Mas vai para além disso. As empresas só conseguem crescer de duas formas. Aumentar receitas e/ou cortar custos. Como estamos em crise as empresas dificilmente aumentam as receitas mas têm que aumentar o valor para os acionistas. Logo há que cortar custos, prejudicando os trabalhadores (que são eles que trabalham). Desta forma, quem menos faz (os acionistas) ficam mais ricos. É um ciclo pernicioso. E é desta forma que a desigualdade aumenta. Claro que há outras coisas. A fuga de impostos (o Salgado dá-se ao luxo de esperar pelos perdões do governo - e este é conivente. Se for um pobre boa sorte com isso), os subsídios/benefícios fiscais/desigualdade de tratamento que os governos dão aos grandes negócios em detrimento dos pequenos e médios etc.

Um vez li um artigo num blogue que sumariza a crise com duas palavras. Demografia e dívida. A primeira mudará radicalmente o sistema social típico da Europa. O desemprego jovem que agora se assiste só vai acelerar o problema. Haverão oportunidades de negócio para uns mas cortes massivos noutros (creches, professores etc). A imigração ajuda mas muda o contexto cultural. Quando as pessoas estão gordas e felizes a imigração é bem vinda. Já quando as coisas não estão bem...

Quanto à dívida, nem vale a pena abordar com detalhe. É mais que óbvio. Os próximos 10, 15, 20 anos serão muito diferentes dos anteriores. É possível que o espaço rural volte a ter um aumento de população. Mas infelizmente considero que será para voltar, maioritariamente, à agricultura de sobrevivência. Mas posso estar enganado e ser exatamente o contrário. O despovoamento em massa do interior fruto da fraca natalidade e o êxodo para as cidades continuar (provável tendo em conta que conveniência da abertura de negócios relacionados com os serviços). Ver-se-á.

A desigualdade pode ser combatida com impostos 'inteligentes' e estratégicos. Certamente não é dar benesses a uns (grandes empresas) em detrimento dos pequenos e médios. Os primeiros dão mais dinheiro mas os segundos empregam mais pessoas e são estes os responsáveis pela criação da classe média.

De qualquer das formas não deixa de ser engraçado como não há uma discussão geral do que acabei de escrever. Aqui e ali há uma reflexão mas não passa disso. De facto, as pessoas não têm uma capacidade de planeamento a médio/longo prazo. A alta finança pensa em trimestres e os políticos pensam é na próxima eleição. Assim nada se conseguirá.
 
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Nos últimos anos criaram-se sistemas simplificardores e muitos importantes para uma rápida análise do que vai acontecedo pelo país.
Um deles foi o sistema SICO, do Ministério da Saúde.

Apesar de só nos últimos meses estar praticamente em pleno funcionamento, já podemos verificar um pormenor sobre a polémica das urgências a "abarrotar pelas costuras":

Mortes verificadas em Dezembro 2014

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anda

Mortes verificadas até 24 de Janeiro de 2015 (todos os dias os valores ainda são provisórios mas terão poucas alterações, excepto no dia 25 de Janeiro)

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É bem evidente a diferença da mortalidade.

Vinte e um dias mais tarde a saga da mortandade continua...

Janeiro 2015

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Fevereiro 2015

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Fonte: http://www.dgs.pt/
 
CGD reduz prejuízos anuais e anula lucros trimestrais

Os prejuízos da CGD caíram 40% no ano passado, fixando-se em 348 milhões de euros. O impacto do colapso do GES, da avaliação do BCE e da redução da taxa de IRC foram os principais factores extraordinários que penalizaram o banco, sobretudo no último trimestre. Já os proveitos recorrentes mantiveram a tendência de recuperação.
A Caixa Geral de Depósitos registou um prejuízo de 348 milhões de euros no ano passado, o que representa uma melhoria de 40% face às perdas de 578,9 milhões apuradas em 2013, revela a instituição liderada por José de Matos em comunicado publicado esta quarta-feira, 11 de Fevereiro, no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

A diminuição dos prejuízos foi conseguida graças ao aumento dos proveitos bancários, à redução dos custos operacionais e à quebra das provisões e imparidades. Mas também ao impacto positivo da alienação da Caixa Seguros, que como a CGD já tinha divulgado anteriormente, deu um contributo positivo de 287 milhões.

No entanto, os resultados anuais acabaram por anular os lucros de 55,5 milhões que o banco do Estado tinha gerado nos primeiros nove meses deste ano. Isto porque, no último trimestre do ano, a Caixa teve de fazer um esforço adicional de "provisionamento na sequência do AQR", o exercício de avaliação da qualidade dos activos conduzido pelo Banco Central Europeu, esclarece o comunicado.

Foi no final do ano que a CGD contabilizou quase 40% do total de provisões e imparidades registadas em 2014, que totalizaram 949,6 milhões, recuando 15,6% face a 31 de Dezembro de 2013. Grande parte deste esforço, registado nos segundo e terceiro trimestres, deveu-se às perdas relacionadas com a exposição ao colapsado Grupo Espírito Santo (GES).

Entre o início de Outubro e o final do ano, o desempenho da CGD foi ainda penalizado pela "anulação de impostos diferidos decorrente da redução da taxa de ICR", cujo impacto líquido totalizou 85 milhões.

Proveitos bancários mantêm crescimento

Apesar dos impactos extraordinários, os principais proveitos bancários mantiveram a tendência de crescimento. A margem financeira aumentou 15,7%, para 988,7 milhões, "apesar da redução das taxas Euribor". Já as comissões líquidas mantiveram-se praticamente inalteradas, com uma subida marginal de 0,3%, para 515 milhões, enquanto a margem complementar recuou 11,5%, para 700 milhões. Reflexo da evolução conjugada destas rubricas, o produto bancário subiu 1,4%, para 1.738 milhões.

Por seu turno, os custos operacionais diminuíram 5,4%, para 1.327 milhões. Esta evolução reflectiu "a política de racionalização operativa e aumento de eficiência". A queda foi ainda mais acentuada nos gastos com pessoal, que recuaram 8%.

A subida do produto bancário e a quebra dos custos operacionais permitiram um crescimento do resultado bruto de exploração de 31,8%, para 410,8 milhões.

Negócios

Caixa guarda um terço dos depósitos dos portugueses

A Caixa Geral de Depósitos tem à sua guarda um terço dos depósitos dos clientes particulares portugueses. No ano passado, em que a crise do BES motivou uma fuga de poupanças deste banco, a instituição pública aumentou os recursos de clientes. Mas o crédito continuou a cair.
Um terço dos depósitos dos clientes particulares da banca portuguesa está à guarda da Caixa Geral de Depósitos. O banco liderado por José de Matos apresentava, no final de Novembro, uma quota de mercado de 32,4% neste segmento, de acordo com o comunicado sobre os resultados de 2014, divulgado esta quarta-feira, 11 de Fevereiro.

Também em termos do conjunto dos depósitos, a CGD conseguiu reforçar a sua liderança, passando de uma quota de mercado de 27,6% no final de 2013 para 28,6% no final de Novembro. Uma evolução que não será alheia ao facto de a crise vivida no Banco Espírito Santo durante o Verão ter levado a uma fuga de depósitos desta instituição, que ainda se manteve após a criação do Novo Banco.

O peso da Caixa no mercado de depósitos reflectiu um aumento dos recursos de clientes captados pela instituição, que cresceram 4,9%, para 71.134 milhões.

Já o crédito a clientes manteve a tendência de queda, recuando 3,3% em termos brutos, para 72 mil milhões. "Este decréscimo não foi uniforme nos diferentes sectores de actividade, reflectindo sobretudo a significativa redução do crédito ao sector empresarial do Estado na sequência de um assinalável fluxo de amortizações antecipadas", no valor de 900 milhões, refere o comunicado da CGD.

Negócios

Resumindo, sem dúvida alguma o banco pilar do sistema financeiro português... ainda a reflectir nas contas atuais más decisões do passado... não fosse isso os resultados seriam bem diferentes... alguns dados impressionam.
 
e se o seu banco lhe começasse a cobrar juros pelos seus depósitos? e se o seu crédito à habitação lhe começasse a devolver dinheiro?

Os bancos a anteciparem o momento surreal das taxas de juro negativas.
 
A Win Gallup fez esta pergunta "Se houvesse uma guerra que envolvesse o seu país, estaria disposto a lutar pelo seu país?" em 63 países. Em média, 60% diz que sim. Em Portugal apenas 28% respondeu afirmativamente.

Segundo uma informação da Marktest, associada da Win Gallup, em termos globais, «60% dos inquiridos respondeu afirmativamente a esta questão, 27% negativamente e 12% não soube ou não quis responder à pergunta colocada».

Portugal está entre os 13 países onde é menor a percentagem dos que respondem afirmativamente à questão colocada, «com 28% a referir que lutariam pelo país em caso de guerra, 47% a indicar que não o fariam e 24% a não responder à questão».

Na base da lista encontramos o Japão, onde apenas 11% dos inquiridos estariam dispostos a lutar pelo seu país em caso de guerra (43% não lutaria e 47% não sabe ou não responde), assim como Holanda (15% lutaria), Alemanha (18%), Bélgica (19%) e Itália (20%). O mapa representa as respostas positivas à questão em análise: «O estudo da Win Gallup foi realizado entre Outubro e Novembro de 2014, junto de uma amostra de 64 909 entrevistados, residentes em 65 países de todas as regiões do Mundo. Em Portugal, a Marktest foi a responsável pela recolha de informação, que consistiu num estudo online junto de uma amostra de 1000 indivíduos com 18 e mais anos»

MSN
 

É normal. Quem é que quer uma guerra? Muito menos participar nela. Para que? Para morrer. A guerra não é solução para nada. Só trás miséria, morte e destruição. Temos o exemplo da guerra do ultramar. A paz é sempre o melhor caminho. Prefiro ser pobre e viver em paz toda a vida, do que ser miserável e viver num país em guerra.
 
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Vêm aí boas notícias para quem quer comprar casa
Com o intuito de estimular o mercado imobiliário, a Caixa Geral de Depósitos decidiu ‘esmagar’ o spread (taxa mínima) no crédito à habitação. Esta é a primeira instituição a rever em baixa as taxas cobradas, para um valor inferior a 2%, nos empréstimos para a compra de casa.

Está a pensar pedir um crédito habitação? Pois bem, saiba que, por agora, a Caixa Geral de Depósitos oferece um dos melhores valores do mercado no que toca à taxa de spread mínima cobrada.

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Segundo noticia esta quarta-feira o Jornal de Negócios, o banco estatal cortou em 75 pontos a taxa cobrada neste tipo de empréstimos, colocando a margem mínima abaixo dos 2%. Este é o primeiro banco a estabelecer a fasquia tão baixa, especulando-se que as restantes instituições deverão seguir o mesmo caminho.

Esta tendência já tinha sido verificada no BCP, que no início deste mês cortou na taxa cobrada aos clientes que queriam adquirir casa nova.

Com a redução aplicada no banco do Estado – taxa mínima desceu dos 2,5% para os 1,75% e a máxima dos 5,65% para os 4,25% - a CGD passa a ter a taxa mais baixa no mercado português, tirando o trono, neste cômputo, ao Banco Popular, que cobra um spread de 2,25%.

“A CGD sempre foi um banco com grande relevância no crédito à habitação. Quer continuar a sê-lo. [Esta] descida marca um reposicionamento no crédito à habitação, [significando] que será mais fácil obter crédito para a casa”, referiu fonte oficial do banco ao Negócios.

A medida foi possível graças a uma baixa verificada no que diz respeito à emissão de obrigações hipotecárias em janeiro, tendo o banco estatal pago 1,09% nesta operação.

Segundo especialistas consultados pelo Negócios, nos próximos tempos será de esperar que assistamos a novas reduções neste âmbito, resultantes de uma melhoria generalizada das condições de financiamento da banca portuguesa.

Noticias ao minuto

Os bancos estão com muita, muita liquidez... é necessário rentabilizar o dinheiro... Volta a "guerra" pelo crédito habitação dos portugueses...
 
“A CGD sempre foi um banco com grande relevância no crédito à habitação. Quer continuar a sê-lo. [Esta] descida marca um reposicionamento no crédito à habitação, [significando] que será mais fácil obter crédito para a casa”, referiu fonte oficial do banco ao Negócios.

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BP

Muito caminho há a percorrer para se atingir níveis passados.

Por um lado:

De uma forma mais evidente do que as Administrações Públicas, as famílias continuam o processo de desalavancagem (redução do endividamento). As famílias fecharam o ano passado com um rácio de endividamento de 85,7% do PIB, uma quebra face ao valores registados um ano antes, quando estava em 91,3% do PIB.

Orácio de endividamento face ao rendimento disponível mostra também uma tendência de descida. Entre 2013 e 2014, o rácio do endividamento das famílias passou de 111,2% do rendimento disponível para 104,6%. Apesar da redução, o endividamento ainda representa mais do que o rendimento disponível. O recuo no rácio de endividamento aconteceu apesar de, ao longo de 2014, vários indicadores terem revelado alguns sinais de alívio para os orçamentos familiares. O consumo privado deu sinais de recuperação - visíveis na diminuição do ritmo de queda da concessão de crédito às famílias - e a taxa de poupança chegou a baixar.

Mas por outro:

O crédito malparado das famílias e das empresas aumentou em 2014 face a 2013, representando 4,4% e 14,4% do total dos empréstimos concedidos pela banca, respetivamente, segundo números divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

Entre 2013 e 2014, verifica-se um aumento do malparado nos empréstimos à habitação e para outros fins concedidos às famílias, sendo que o crédito de cobrança duvidosa diminuiu no caso dos empréstimos ao consumo (de 11,77% para 10,32%).

Em 2013, o crédito malparado na habitação representava 2,27% (2.398 milhões de euros) do total de 105.775 milhões de euros concedidos; no ano passado aumentou para 2,52% (2.563 milhões de euros) face ao total de 101.896 milhões de euros emprestados.

A medida foi possível graças a uma baixa verificada no que diz respeito à emissão de obrigações hipotecárias em janeiro, tendo o banco estatal pago 1,09% nesta operação.

Hehe. Chutaram os empréstimos problemáticos para outros e estão dispostos a criar mais alguns:

Segundo dados da Era o crédito à habitação aumentou 15% em 2014 e "para 2015 não me surpreende que se chegue aos 30%", reparou ao Dinheiro Vivo o diretor-geral, Miguel Poisson.
 
Estado
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