O Estado do País 2015

  • Thread starter Thread starter Orion
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
Mas tirando isso, está tudo a correr muito bem e o programa de ajustamento foi um sucesso. O PP agora até já diz que agora é tempo de pensar nas pessoas. Certo. 4 anos para as lixar e depois outros 4 para remediar o 'lixanço'.
 
A verdade vinda lá de fora...

Juncker revela que Portugal não quis discutir alívio da dívida antes das eleições

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, revelou, numa entrevista ao diário belga Le Soir, hoje publicada, que Portugal se opôs a que um alívio da dívida pública grega fosse discutido antes das eleições legislativas.
Numa entrevista focada nas longas negociações com a Grécia, que segundo o presidente do executivo comunitário só terminaram com um acordo devido ao "medo", Juncker, questionado sobre a questão da (in)sustentabilidade da dívida grega, revelou que, pessoalmente, pretendia que uma discussão sobre a questão tivesse ficado desde já agendada para outubro, ideia que mereceu a oposição de Irlanda, Espanha e Portugal.
"Eu disse há vários meses a (Alexis) Tsipras (o primeiro-ministro grego) que a questão da dívida iria ser levantada, que iriamos resolvê-la, a partir do momento em que ele tivesse aplicado as primeiras medidas de fundo. Nas conclusões do Conselho, há uma frase que diz 'após a primeira avaliação'. Eu, no primeiro texto que os gregos recusaram, disse outubro, para que Tsipras tivesse uma conquista. Mas essa data acabou por ser rejeitada, porque alguns países, Irlanda, Portugal, Espanha, não o desejavam antes das eleições", disse.

DESTAK
 
Juncker revela que Portugal não quis discutir alívio da dívida antes das eleições

Compreende-se.. dada a proximidade das eleições, seria bom discutir a posição de cada partido.

A responsabilidade de um eventual perdão ou alívio da dívida grega, deve ser assumida no próximo governo. Para que fique claro, perdões existem, desde que haja outros contribuintes que paguem pelos Gregos. O próximo governo deve decidir se ainda temos margem financeira, para ajudar a Grécia (perdão / alívio) com os nossos impostos.

E Cavaco Silva disse agora mesmo em directo na RTP que só Portugal, Espanha e Irlanda devem fazer parte de uma união económica e monetária mais profunda...

Correto, a Grécia não está nas melhores condições.
 
O doublespeak de hoje:

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, confirmou esta quarta-feira que Portugal esteve entre os países que pediram um adiamento da discussão do alívio da dívida à Grécia, mas salvaguardou que esse pedido aconteceu para "criar confiança" entre os parceiros europeus.

"De facto, é verdade que Espanha, Irlanda e Portugal suscitaram que a discussão sobre as condições a oferecer à Grécia para melhorar o seu perfil de divida pudessem ocorrer após uma primeira avaliação bem sucedida para criar condições de confiança entre todos, não tem nada a ver com calendários eleitorais na medida em que o que estava inicialmente previsto era que pudesse ter lugar até ao final de outubro, manifestamente depois das eleições em Portugal", sublinhou o primeiro-ministro.

Passos Coelho respondia assim aos jornalistas, no final da reunião do Conselho de Concertação Territorial em Lisboa, quando questionado sobre a entrevista ao presidente da Comissão Europeia, publicada hoje pelo diário belga Le Soir, onde Jean-Claude Juncker revelou que Portugal, bem como Espanha e Irlanda, se opuseram a que um alívio da dívida pública grega fosse discutido antes das eleições legislativas.

"Digamos que há uma meia verdade e um meio mal-entendimento do presidente da comissão europeia ou da forma como foi relatado pela imprensa", afirmou Passos Coelho.

Numa entrevista focada nas longas negociações com a Grécia, que segundo o presidente do executivo comunitário só terminaram com um acordo devido ao "medo", Juncker, questionado sobre a questão da (in)sustentabilidade da dívida grega, revelou que, pessoalmente, pretendia que uma discussão sobre a questão tivesse ficado desde já agendada para outubro, ideia que mereceu a oposição de Irlanda, Espanha e Portugal.

"Eu disse há vários meses a (Alexis) Tsipras (o primeiro-ministro grego) que a questão da dívida iria ser levantada, que iriamos resolvê-la, a partir do momento em que ele tivesse aplicado as primeiras medidas de fundo", refere o presidente da Comissão Europeia.

Nas conclusões do Conselho, há uma frase que diz 'após a primeira avaliação'. Eu, no primeiro texto que os gregos recusaram, disse outubro, para que Tsipras tivesse uma conquista. Mas essa data acabou por ser rejeitada, porque alguns países, Irlanda, Portugal, Espanha, não o desejavam antes das eleições", conclui.

Portugal e Espanha têm eleições legislativas este ano, sendo que, no caso português, a data do sufrágio terá de se realizar entre 14 de setembro e 14 de outubro, a qual será hoje anunciada pelo Presidente da República.

http://economico.sapo.pt/noticias/p...-grega-nao-tem-a-ver-com-eleicoes_224410.html
 
http://observador.pt/2015/07/22/nov...ra-eventual-prejuizo-banqueiros-intranquilos/

Sobre esta matéria, o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Fernando Faria de Oliveira, disse em março na Comissão Parlamentar de Inquérito ao colapso do BES, que “os bancos consideram essencial que, no cômputo geral, mesmo no que se refere à exposição ao risco de insuficiência do valor de alienação para cobrir o montante do capital do Novo Banco por eles financiado através do Fundo de Resolução, a sua responsabilidade seja limitada”.

As razões invocadas pelos bancos, como explicou Fernando Faria de Oliveira: “Os outros bancos não contribuíram em nenhuma medida para a situação criada no BES (tendo, pelo contrário, sofrido a concorrência de um banco que, durante certo tempo, não cumpriu globalmente as regras da atividade); não dispunham de quaisquer meios para prevenir a ocorrência da mesma ou para mitigar os seus efeitos; não tiveram qualquer intervenção no processo de decisão (e, portanto, qualquer responsabilidade na adoção) da medida de resolução; e, acima de tudo, uma exposição sem limites ao impacto patrimonial da resolução pode pôr em causa a solvabilidade dos restantes bancos, situação que a própria lei pretende salvaguardar e que, em última análise, iria originar um efeito negativo para os contribuintes que, justamente, se pretende salvaguardar”.

Os bancos privados em Portugal não querem contribuir para o prejuízo do BES porque não tiveram nada a ver com isso. Os contribuintes, esses sim, é que devem pagar todos os prejuízos de públicos e privados. Na próxima vez que os bancos pedirem empréstimos para não irem à falência, é um bom argumento que os contribuintes podem usar: "Que culpa temos nós?". Ademais, os bancos privados ao não pagarem a conta estão a proteger os contrbuintes. Portanto, estes últimos devem pagar a conta na íntegra.

Nisto estou com o PCP. Se é para dar isenções aos lucros e pagar os prejuízos que se nacionalize a banca toda. Cumprem a definição de parasitas: procuram o lucro fácil, não produzem nada e recebem bens tangíveis através de avalancagem (ou por outras palavras, imprimem dinheiro do nada). Se a falência de um banco põe em risco um país, sendo por isso necessário salvá-los sempre, não estão em pé de igualdade com todas as outras empresas. Ou devem ser extensivamente regulados ou nacionalizados. Nos moldes atuais não podem continuar. São um cartel com um conjunto de regras próprias.
 
Demasiado lampeiros para serem sérios

(...)

Tudo isto vem a propósito da palavra que mais me veio à cabeça – bem sei que uma cabeça muito deformada pelo “ressabiamento” por este governo não me ter dado um cargo qualquer – quando ouvi o debate parlamentar com o Primeiro-ministro na sexta-feira passada. Como ele está lampeiro com a verdade! Lampeiro é a palavra do dia.
Lampeiros com a verdade, neste governo e no anterior, há muitos. Sócrates é sempre o primeiro exemplo, mas Maria Luís Albuquerque partilha com ele a mesma desenvoltura na inverdade, como se diz na Terra dos Eufemismos. E agora Passos deu um curso completo dentro da nova tese de que tudo que se diz que ele disse é um mito urbano. Não existiu. Antes, no tempo do outro, era a ”narrativa”, agora é o “mito urbano”.
Aconselhar os portugueses a emigrar? Nunca, jamais em tempo algum. Bom, talvez tenha dito aos professores, mas os professores não são portugueses inteiros. Bom, talvez tenha dito algo de parecido, mas uma coisa é ser parecido, outra é ser igual. Igual era se eu dissesse “emigrai e multiplicai-vos” e eu não disse isso. Nem ninguém no “meu governo”. Alexandre Mestre era membro do Governo? Parece que sim, secretário de Estado do Desporto e disse: "Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras". Como “sair da sua zona de conforto” é uma das frases preferidas do Primeiro-ministro, e a “zona de conforto” é uma coisa maléfica e preguiçosa, vão-se embora depressa. E Relvas, o seu alter-ego e importante dirigente partidário do PSD de 2015, então ministro, não esteve com meias medidas: “é extraordinariamente positivo” “encontrar [oportunidades] fora do seu país” e ainda por cima, “pode fortalecer a sua formação”. Resumindo e concluindo: “Procurar e desafiar a ambição é sempre extraordinariamente importante". Parece um coro grego de lampeiros.
Continuemos. A crise não atingiu os mais pobres porque “os portugueses com rendimentos mais baixos não foram objecto de cortes”, disse, lampeiro, Passos Coelho. Estou a ouvir bem? Sim, estou. Contestado pela mentirosa afirmação, ele continua a explicar que os cortes no RSI foram apenas cortes na “condição de acesso ao RSI” e um combate à fraude. A saúde? Está de vento em popa, e quem o contraria é o “socialista” que dirige um “observatório” qualquer. Sobre os cortes nos subsídios de desemprego e no complemento solidário de idosos, nem uma palavra, mas são certamente justas medidas para levarem os desempregados e os velhos a saírem da sua “zona de conforto”. Impostos? O IVA não foi aumentado em Portugal, disse Passos Coelho com firmeza. Bom, houve alterações no cabaz de produtos e serviços, mas o IVA, essa coisa conceptual e abstracta, permaneceu sem mudança, foi apenas uma parte. Então a restauração anda toda ao engano, o IVA não aumentou? E na luz, foi um erro da EDP e dos chineses? Lampeiro.
Depois há a Grécia. “Não queremos a Grécia fora do euro” significa, por esta ordem, “queremos derrubar o governo do Syriza”, “queremos o Syriza humilhado a morder o pó das suas promessas eleitorais”, “queremos os gregos a sofrerem mais porque votaram errado e têm que ter consequências”, “queremos a Grécia fora do euro”. O que é que disse pela voz do Presidente? Na Europa “não há excepções”. Há, e muitas. A França por exemplo, que violou o Pacto de Estabilidade. A Alemanha que fez o mesmo. 23 dos 27 países violaram as regras. Consequências? Nenhumas: foi-lhes dado mais tempo para controlar as suas finanças públicas. Mas ninguém tenha dúvidas: nunca nos passou pela cabeça empurrar a Grécia para fora do euro, até porque na Europa “não há excepções”. Lampeiros é o que eles são. Lampeiros
Este tipo de campanha eleitoral é insuportável, e suspeito que vamos ver a coligação a “bombar” este tipo de invenções sem descanso até à boca das urnas. O PS ainda não percebeu em que filme é que está metido. Continuem com falinhas mansas, a fazer vénias para a Europa ver, a chamar “tontos” ao Syriza, a pedir quase por favor um atestado de respeitabilidade aos amigos do governo, a andar a ver fábricas “inovadoras”, feiras de ovelhas e de fumeiro, a pedir certificados de bom comportamento a Marcelo e Marques Mendes, a fazer cartazes sem conteúdo – não tem melhor em que gastar dinheiro? – e vão longe.
Será que não percebem o que se está a passar? Enquanto ninguém disser na cara do senhor Primeiro-ministro ou do homem “irrevogável” dos sete chapéus, ou das outras personagens menores, esta tão simples coisa: “o senhor está a mentir”, e aguentar-se à bronca, a oposição não vai a lado nenhum. Por uma razão muito simples, é que ele está mesmo a mentir e quem não se sente não é filho de boa gente. Mas para isso é preciso mandar pela borda fora os consultores de imagem e de marketing, os assessores, os conselheiros, a corte pomposa dos fiéis e deixar entrar uma lufada de ar fresco de indignação.
Então como é? O país está mal ou não está? Está. Então deixem-se de rituais estandardizados da política de salão e conferência de imprensa, deixem-se de salamaleques politicamente correctos, mostrem que não querem pactuar com o mal que dizem existir e experimentem esse franc parler que tanta falta faz à política portuguesa.
Mas, para isso é preciso aquilo que falta no PS (e não só), que é uma genuína indignação com o que se está a passar. Falta a zanga, a fúria de ver Portugal como está e como pode continuar a estar. Falta a indignação que não é de falsete nem de circunstância, mas que vem do fundo e que, essa sim, arrasta multidões e dá representação aos milhões de portugueses que não se sentem representados no sistema político. Eles são apáticos ou estão apáticos? Não é bem verdade, mas se o fosse, como poderia ser de outra maneira se eles olham para os salões onde se move a política da oposição, e vêm gente acomodada com o que se passa, com medo de parecer “radical”, a debitar frases de circunstância, e que não aprenderam nada e não mudaram nada, nem estão incomodados por dentro, como é que se espera que alguém se mobilize com as sombras das sombras das sombras?
(...)
José Pacheco Pereira (PÚBLICO)
 
Sindicato dos maquinistas...

Privatização da subempresa CP Carga - 25 locomotivas de alta qualidade e restante trem de carga vendidos por 2 milhões de euros à empresa MSC.
Valor estimado do conjunto - 180 milhões de euros.
 
Última edição:
Vim dar uma volta a Inglaterra e por cá quase todos os casais têm dois filhos. Muitas mães optam por ficar em casa ou trabalhar a partir de casa, ou em part-time. Vê-se que aqui as crianças são bem cuidadas e são muito importante, e é falso que só os imigrantes as têm, o que vejo é crianças com fartura nos casais ingleses. O que vou vendo em Portugal é outra coisa, e o problema está na cabeça das mulheres portuguesas porque os homens querem ter filhos mas as mulheres não.
 
o salário médio em portugal são 600-700 euros. Isso é pouco mais que o limiar da pobreza. O indexante de apoios sociais está congelado desde 2009. 412 euros é o valor que o Estado considera mínimo para sobreviver.
 
  • Gosto
Reactions: Gerofil
Isto está lindo, está. Depois da 'onda' xenófoba, entrámos na fase machista e misógina. Sempre a evoluir...
 
Estado
Fechado para novas mensagens.