O Estado do País 2015

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Mete na cabeça de uma vez por todas

Obrigadinha, @David sf mas a minha cabeça está bastante bem e não precisa de ser 'encaminhada'. Tu podes achar o que entenderes. Eu, pessoalmente, estou a borrifar-me para os figurões. Interessa-me mesmo é o meu país e a sua agonia. O problema é que eles está na mão dos figurões pelo que é inevitável ter de levar com eles.
 
É política. Os aparelhos partidários que os sustentam são enormes. Há muita gente para agradar.

Eu concordo contigo. Aliás, mais do que isso, sei que tens razão. O que a mim me causa estranheza, é que pessoas inteligentes, sabendo disso e tendo isso como verdadeiro, ainda assim, defendam o partidarismo. Para mim isso só faz sentido em duas situações: os ingénuos que ainda acreditam que os partidos e os seus políticos têm como objectivo o bem geral; os que dependem, de uma maneira ou de outra, da teta dos partidos.
 
Eu concordo contigo. Aliás, mais do que isso, sei que tens razão. O que a mim me causa estranheza, é que pessoas inteligentes, sabendo disso e tendo isso como verdadeiro, ainda assim, defendam o partidarismo. Para mim isso só faz sentido em duas situações: os ingénuos que ainda acreditam que os partidos e os seus políticos têm como objectivo o bem geral; os que dependem, de uma maneira ou de outra, da teta dos partidos.

Na 'nossa' democracia os partidos são essenciais. Qual é a alternativa? Revoluções populares? É meio caminho andado para a desgraça.
 
Como curiosidade, e por 'falar' em democracia e a sua deturpação... qual é a diferença entre o federalismo europeu e o partido (opressivo) comunista chinês?

Meanwhile, the Chinese Communist Party has broken the democratic world’s monopoly on economic progress. Larry Summers, of Harvard University, observes that when America was growing fastest, it doubled living standards roughly every 30 years. China has been doubling living standards roughly every decade for the past 30 years. The Chinese elite argue that their model—tight control by the Communist Party, coupled with a relentless effort to recruit talented people into its upper ranks—is more efficient than democracy and less susceptible to gridlock. The political leadership changes every decade or so, and there is a constant supply of fresh talent as party cadres are promoted based on their ability to hit targets.

http://www.economist.com/news/essay...ury-why-has-it-run-trouble-and-what-can-be-do

Sim, a autocracia é bem mais eficaz que a democracia em certas coisas. Até pode-se dizer que o problema não é autocracia mas sim o autocrata. Será que a política em Bruxelas terá a mesma cobertura noticiosa que a política doméstica tem atualmente? No final de contas, serão 'meia dúzia' de pessoas a reger 500 milhões.
 
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Na 'nossa' democracia os partidos são essenciais. Qual é a alternativa? Revoluções populares? É meio caminho andado para a desgraça.

Mas eu não disse que eles não são um mal necessário. Não poderia dizê-lo sendo honesta. Nem era aos partidos em si que me referia. Era às pessoas que gravitam em torno deles, que os defendem como aos seus clubes, muitas das vezes sofrendo na pele as devaneios dos mesmos, que encaram as derrotas e vitórias dos partidos como derrotas e vitórias pessoais. Nunca vou perceber isso. Quanto a alternativas, que provavelmente nem poderão assim ser chamadas, sou favorável a movimentos de cidadania. O problema deles é que, mais tarde ou mais cedo, é alta a probabilidade de se tornarem partidos e, com isso, ficarem com os mesmos vícios.
 
Quanto a alternativas, que provavelmente nem poderão assim ser chamadas, sou favorável a movimentos de cidadania. O problema deles é que, mais tarde ou mais cedo, é alta a probabilidade de se tornarem partidos e, com isso, ficarem com os mesmos vícios.

Claro. Têm que ter uma maior organização, os movimentos de cidadania. A maior virtude da democracia é, paradoxalmente, o seu pior defeito... a variedade de opiniões. Mais cedo ou mais tarde chega-se a um impasse. E para onde é que as pessoas se viram quando os maus tempos chegam? Populistas, demagogos e autocratas. São ciclos. Já se passou por isto e mais cedo ou mais tarde a história voltará a repetir-se... infelizmente.
 
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A forma como neste país decorrem as campanhas eleitorais, deixa-me agoniada. A forma como os eleitores são tratados (também por culpa própria!), como se de indigentes mentais se tratassem, com as bandeirinhas, e as canetinhas e os bonés, e as presenças em comícios muitas vezes em troca de um jantar, e as arruadas artificiais, etc, tudo isso me incomoda profundamente, admito.
 
O PP não é nenhum partido liberal. O espectro partidário que temos resultou do 25 de Abril e está enviesado para a Esquerda.

O Manuel Monteiro é um homem honesto mas tinha uma visão desajustada do presente. Defendia uma união com os países de língua portuguesa que na minha opinião não tem muito sentido mas isso são contas de outro rosário. Das vezes que o ouvi falar fiquei com a impressão que estava próximo do que se pensava no Estado Novo, o que não tem mal nenhum, mas os tempos são outros.

O Paulo Portas entretanto tomou o partido, é uma espécie de pop star da política, e um gato com as suas sete vidas. Várias vezes defendeu medidas populistas que aumentavam a despesa, e tinham muito de socialismo, recordo que há uns anos defendia a redução da idade da reforma para as mulheres, para os 62 anos. A Assunção Cristas também tem tido uma visão paternalista do Estado, e parece que tiraram das listas de deputados os liberais do partido como o Adolfo Mesquita Nunes.

Seria muito importante a existência de um partido verdadeiramente liberal para equilibrar o nosso espectro político, liberal ao estilo anglo-saxónico, que lutasse pela meritocracia, redução do peso do Estado, liberdade comercial e livre concorrência. Não temos nada disso e seria muito importante.

Os portugueses dão-se lindamente em países de cultura anglo-saxónica, por que será?

O PS e o PSD tal como o David referiu são ideologicamente semelhantes, têm a mesma visão do Estado e da sociedade, com diferenças em termos de costumes, sendo o PSD mais conservador, e diferenças na gestão dos dinheiros públicos, sendo o PS de longe mais despesista.
 
Já agora, onde andam aqueles que diziam que as sondagens estavam erradas, compradas, mal feitas, enviesadas...

O assunto morreu! Pois é... parece que as sondagens só são sérias quando dão a vitória ao PS...
 
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Já agora, onde andam aqueles que diziam que as sondagens estavam erradas, compradas, mal feitas, enviesadas...

O assunto morreu! Pois é... parece que as sondagens só são sérias quando dão a vitória ao PS...


Esse episódio das sondagens foi absolutamente lamentável e serviu para mostrar a falta de cultura democrática de muita gente. . .
 
Já agora, onde andam aqueles que diziam que as sondagens estavam erradas, compradas, mal feitas, enviesadas...

O assunto morreu! Pois é... parece que as sondagens só são sérias quando dão a vitória ao PS...


Esse episódio das sondagens foi absolutamente lamentável e serviu para mostrar a falta de cultura democrática de muita gente. . .
 
Então estás como grande parte dos Portugueses. De mãos (e bolsos) vazios.


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Será que a próxima quezília terá como protagonistas o PCP e o BE relativamente à negociação da dívida enquanto exigência política? Seria giro.

Catarina Martins desautorizou na tarde desta sexta-feira os dirigentes do Bloco de Esquerda (BE) que insistem em definir a renegociação da dívida como ponto incontornável nas negociações com o PS.

"Se me permite, quem fala pelo Bloco sou eu", disse a porta-voz do partido quando confrontada com afirmações de Joana Mortágua esta sexta-feira na Antena 1.

Falando após um encontro de cerca de uma hora com o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, que teve lugar numa sala dos comunistas no Parlamento, a líder bloquista afirmou que o caderno reivindicativo do Bloco "não passa em primeira linha pela questão da dívida".

http://www.dn.pt/portugal/interior/...mesa_quem_fala_pelo_bloco_sou_eu_4838699.html

A Mesa Nacional do Bloco de Esquerda (BE) ratificou este domingo, por unanimidade, o mandato da equipa bloquista que está em negociações com o PS, sem "nenhum limite" quanto à forma que o acordo com os socialistas poderá assumir.

Questionada se está excluída a possibilidade de o BE entrar num governo com o PS, Catarina Martins considerou que essa leitura "é precipitada", acrescentando: "Neste momento, o que está aqui são as garantias que o BE considera poder dar já face ao passo das negociações, que já não são poucas, porque já é um grande passo que é dado, e histórico, no nosso país".

Interrogada se o mandato conferido pela Mesa Nacional estabelece algum limite quanto à forma que um acordo com o PS poderá assumir, a porta-voz do BE respondeu: "Não há nenhum limite no mandato".

http://www.ionline.pt/artigo/417578...s-com-ps-sem-nenhum-limite-?seccao=Portugal_i

Quanto a AC, já veio afirmar que não será subserviente à coligação. Chocante :rolleyes:
 
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