O Estado do País 2015

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Mas eu não disse que tirava. Aliás, não acho que tire. Acho é que é profundamente irónico que alguém que não vota sequer, critique outra pessoa por ela criticar uma ideologia ou, mais concretamente, aquilo que um partido se tornou sem que tenha outro partido. Ou seja, para criticar um lado do rebanho, tenho, obrigatoriamente de pertencer a outro. Thanks but no thanks.

Essa tua visão dicotómica é, para mim, exagerada, simplista e desprovida de realismo. Além disso, essa tua crítica nem faz sentido tendo em conta a tua visão firmemente anti-direita no que respeita aos direitos sociais. Supostamente já estás a tomar partidos. Se te apercebes disso ou não, já é outro assunto.
 
Então e se acontecer? Não é isso parte das regras do jogo político? Não é isso democracia? Mas morreu alguém porque outros governos caíram?

Respondendo: Vai acontecer; Faz; É; Do meu conhecimento, não.

E qual é o mal de especular sobre os joguinhos políticos? São teorias da conspiração que às vezes, e só às vezes, se tornam realidade. Quem for trader ainda ganha, ou perde, alguns trocos :D
 
e não há nenhum partido liberal porquê?

Porque o liberalismo que anunciam vem embrulhado na beatice católica. De outro modo seria um partido anarquista.


Falas tanto de religião, mas lembra- te dê duas coisas. O comunismo também base e uma organização em tudo idêntico a qualquer religião, com Bíblia, dogmas, padres, sermões, julgamentos morais e missas.

Em segundo, ao satirizares tanto a religião, ainda ofendes algum camarada teu. Aqui no Norte, há muitos comunistas que vão a missa aos domingos e rezam o terco, muitos estão em movimentos ligados à igreja e alguns que até pertencem a comissões políticas também frequentam a igreja.
 
e não há nenhum partido liberal porquê?

Porque o liberalismo que anunciam vem embrulhado na beatice católica. De outro modo seria um partido anarquista.


E, já agora, eu sou um liberal e não me considero um beato católico. Não me identifico nada com a direita folclórica americana, por exemplo.

Esses estereótipos que se colocam aos outros servem muitas vezes para disfarçar a nossa própria intolerância em relação a diferença.
 
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A líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, garantiu, este sábado, que no processo de negociações com o Partido Socialista (PS) “nunca” foram discutidos lugares de Governo. O que tem estado a ser negociado são “políticas concretas”.

“A garantia que o Bloco de Esquerda dá neste processo é que é a pensar na vida concreta de cada uma das pessoas e no efeito concreto de cada medida que fazemos o trabalho de convergência e é por isso que, embora muita gente fique admirada, nunca discutimos lugares de Governo”, afirmou Catarina Martins, este sábado, na Amora, concelho do Seixal.

E explicou porquê: “Acham mesmo que é estarmos a discutir um lugar que define qual vai ser a pensão? Será a discutir distribuições de secretarias de Estado ou direções-gerais que se vai proteger salários? Será que algum desses debates podem garantir o que é realmente importante para o País?”

http://observador.pt/2015/10/24/catarina-martins-nunca-discutimos-lugares-de-governo/

:lol:


Ainda vai tirar o lugar a madre teresa. :lol:
 
Portugal não tem nenhum partido de Direita neste momento. Ora vejamos...

- Nenhum partido defende no seu programa eleitoral uma privatização parcial do SNS, coisa que até faria sentido na minha opinião enquanto profissional de saúde;

- Nenhum partido quer mexer a fundo no modelo da gestão escolar, a Coligação talvez reforce os apoios aos colégios com contrato de associação e talvez dê poderes aos municípios, mas no fundo as escolas que são públicas continuarão do Estado;

- Em matéria de privatizações, o próprio PS defendeu as que foram feitas pela Coligação, embora agora se faça de esquecido;

- No que diz respeito aos costumes, talvez só a questão da adopção gay divida a Coligação da Esquerda, mas convenhamos, é algo que diz respeito a uma minoria dentro de uma minoria, de resto em questão de divórcio, casamento gay, uniões de facto, adopções por solteiros, aborto, a Coligação não mexeu a fundo nem tenciona fazê-lo e poderia tê-lo feito.

O que distingue neste momento a Coligação do PS? Uma maior responsabilidade na gestão do dinheiro público, e um menor histórico de tentativas de intromissão na Justiça. Apenas isto e pouco mais.
 
Depois do discurso do PR ( que não foi o mais feliz, há que se reconhecer) , a esquerda respondeu a letra com dois discursos também de pouco nível de Ferro e daquele senhor que foi derrotado duas vezes pelo atual PR.

P. S - só um esclarecimento, já que há muita desinformação. Ao contrário do que se diz, o UNICO ORGAO ( repito, O UNICO ORGAO que no nosso sistema político tem o poder de obrigar a cumprir a Constituição e o TRIBUNAL CONSTITUCIONAL) . O PR APENAS tem o dever de, em caso de dúvida, enviar qualquer lei para a apreciação do TC ; mas a Constituição nem sequer determina essa obrigatoriedade de procedimento ao PR, fica sujeito ao critério e poder discricionário do PR) .
 
E, já agora, eu sou um liberal e não me considero um beato católico. Não me identifico nada com a direita folclórica americana, por exemplo.

Esses estereótipos que se colocam aos outros servem muitas vezes para disfarçar a nossa própria intolerância em relação a diferença.

O Agreste tem de vez em quando uns tiques totalitários, nem os nota. É normal em quem simpatiza com espectros mais extremos das ideologias políticas.

Ser conservador não é ser beato católico. Ser liberal não é ser beato católico. A extrema-esquerda por cá chegou a ser mais beata que a Direita. A Esquerda é o que quer e lhe apetece quando lhe convém e no dia a seguir viram a casaca pois o fim único é o poder.

Quando o Sá Carneiro concorreu às eleições, vivia com Snu Abecassis. Naquela altura havia muito preconceito em relação ao divórcio. E quem pegou nesse tema para deitar abaixo Sá Carneiro foi a Esquerda, dizia que se ele não sabia governar uma casa, não poderia governar um país. A Esquerda andou a manchar Sá Carneiro por ser um homem divorciado.
 
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A Esquerda é mais amiga dos animais que a Direita...

No Jornal da Noite da SIC a cabeça de lista do Livre/Tempo de Avançar por Setúbal, Isabel do Carmo, falou das suas atividades bombistas de resistência à ditadura fascista e contou, entre risos, um episódio em que resolveu matar gatos à bomba:

Não tinha medo dos explosivos mas tenho medo de gatos. E acontece que a garagem onde ia por os explosivos tinha gatos. E então eu peguei naquilo, atirei lá para dentro (risos) para ver se me via livre dos gatos, fechei a porta e tive muito mais medo dos gatos do que dos explosivos ou da PIDE que me tivesse seguido (vídeo).

Ficamos a saber que para esta candidata a deputada os gatos são mais assustadores que a polícia política do fascismo e que as suas fobias se resolvem matando gatos à bomba.
 
A Esquerda é mais tolerante...

Na Cadeia da PIDE em Caxias, dentro de uma cela colectiva com mais de dez mulheres, na maioria militantes comunistas, a alta dirigente do PCP Fernanda de Paiva Tomás e a médica e apoiante do PC de Angola, Julieta Gandra, viveram, durante cinco anos, uma paixão e uma relação homossexual.

As duas mulheres sofreram um duplo estigma: estarem numa prisão da PIDE e sob o olhar reprovador das companheiras de cela. As duas encontraram-se na prisão em 1961, Julieta Gandra foi posta em liberdade em 1965, mas a relação prolongou-se até 1984, ano da morte de Fernanda de Paiva Tomás. Esta foi a mulher que cumpriu a maior pena de prisão política aplicada pela PIDE: nove anos e nove meses (ver PÚBLICO de 22/10/2007).

A sua história de amor marcou de tal forma a memória das prisões políticas do Estado Novo que, décadas depois, quando elaborou as suas memórias, Maria Eugénia Varela Gomes ainda criticou as duas mulheres. A relação permaneceu mais ou menos esquecida, ou foi relatada apagando a parte amorosa e o escândalo que causou.

Ainda hoje provoca constrangimento abordar o assunto entre os meios da oposição antifascista e comunistas, reconhece o membro do Comité Central do PCP Ruben de Carvalho.

"O caso da Julieta Gandra e da Fernanda de Paiva Tomás foi mais complicado porque foi dentro da cadeia e foi uma coisa para que nenhuma das mulheres que estavam presas estava preparada. Não estavam preparadas para viver com aquilo na cela, onde até havia crianças", diz à Pública Ruben de Carvalho, frisando que se "vivia no Portugal dos anos 60". Este dirigente comunista acrescenta outro nível de análise: "São duas intelectuais de boas famílias, não foi uma história entre mulheres operárias ou de origem operária ou rural." E, diz, "a hostilidade que a Fernanda da Paiva Tomás sentiu na cela" por parte das outras dirigentes e militantes comunistas terá contribuído para a sua ruptura com o PCP pela extrema-esquerda.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/amor-numa-cadeia-da-pide-1392260
 
Mais tolerante que o Estado Novo...

A homossexualidade de Fernanda de Paiva Tomás nunca foi usada publicamente pela PIDE - sublinha Ruben de Carvalho -, assim como nunca usou um outro caso importante na história das prisões políticas que foi o da prisão do dirigente de topo do PCP, Júlio Fogaça, numa pensão da Nazaré com o seu companheiro, em 1960.

Na ficha da PIDE de Fogaça, além da condenação política enquanto dirigente do PCP, está escrito: "Julgado em 6-4-962 pelo Tribunal de Penas, tendo sido classificado de pederasta passivo e habitual na prática de vícios contra a natureza." Um tipo de registo que, segundo explica à Pública a historiadora Irene Pimentel, "não é muito visível nos processos da PIDE e que não é nada evidente no caso das mulheres". Curiosamente, frisa, a homossexualidade de Fogaça só seria usada para o denegrir pelo inspector da PIDE Fernando Gouveia nas suas memórias, mas depois do 25 de Abril.

Se a PIDE não usava estas informações para atacar politicamente o PCP, nos meios homossexuais havia medo de que as denúncias à polícia chegassem à PIDE. Há, de acordo com vários homossexuais e lésbicas ouvidos pela Pública, memória de homossexuais "incomodados" pela PIDE. "A perseguição vivia muito da denúncia e a PIDE também pagava por informações sobre comportamentos homossexuais", confirma o artista plástico Óscar Alves.

Ruben de Carvalho destaca o facto de a PIDE nunca ter usado informação sobre a sexualidade dos presos precisamente por o fascismo ter uma "forma especial de tratar a homossexualidade", não a reconhecendo mas permitindo-a em certas elites - Paulo Rodrigues, o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, era publicamente conhecido como homossexual e despachava diariamente com Salazar.

O caso Fogaça, porém, foi complicado para o PCP, partido que vivia clandestino numa sociedade homofóbica, e este dirigente acabou por ser expulso do partido em 1961 devido a "aspectos da conduta" (ver PÚBLICO de 28/01/2000) A dificuldade criada ao PCP pela homossexualidade de um seu dirigente poderia ser usada com fins políticos, sublinha Ruben de Carvalho ao divulgar que "houve um momento complicado a seguir ao 25 de Abril" relacionado com este caso: "Foi complicado quando se soube do depoimento na PIDE do tipo que foi preso com ele. É um documento sórdido de polícias a tratar de problemas afectivos.

Não é um testemunho político. Se isso fosse tornado público, tinha sido complicado para o PCP." Mas Ruben de Carvalho garante que a expulsão de Fogaça, que era há 20 anos o grande opositor de Álvaro Cunhal na determinação da orientação político-ideologica do PCP, não se deve a um preconceito homofóbico. Deveuse apenas a questões de segurança: "Sempre ouvi sublinhar que a expulsão do Fogaça não tinha a ver com perseguição à sua homossexualidade, mas ao facto de pôr em causa a segurança do partido. Ele usava meios do partido, casas, carros, para os seus encontros românticos. Nem que o Fogaça fosse irmão gémeo do Álvaro, depois do que aconteceu o resultado seria aquele. Ele pôs em causa a organização e a política do partido, não foi utilizado mas podia ter sido."
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/amor-numa-cadeia-da-pide-1392260
 
A Esquerda é mais amiga do Ambiente...

Mas em Portugal o primeiro grande nome da área na política foi um homem monárquico e ligado à Direita...

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Só a Direita assassinou em Portugal. A Esquerda não tem crimes de sangue.

O grupo Forças Populares 25 de Abril, também conhecido pela sigla “FP 25”, foi uma organização de extrema-esquerda, surgida no princípio dos anos 80 e apontada como responsável pela morte de 18 pessoas em diversos assaltos e atentados.
O surgimento oficial da organização terrorista ficou marcado pela explosão de diversos petardos no dia 20 de Abril de 1980, e nos anos seguintes o grupo reivindicou ataques e assaltos que matam e ferem diversas pessoas.

Contam-se assassinatos de empresários, gestores de empresas e elementos das forças policiais. Morre também uma criança num dos atentados. Para financiar as suas atividades são assaltados bancos e carros de valores. Quatro operacionais do grupo foram mortos em confrontos com as autoridades.

Otelo Saraiva de Carvalho, um dos operacionais da revolução de Abril de 1975, foi um dos seus elementos mais conhecidos e também um dos seus mentores.

Só parte dos elementos da organização serão julgados, apesar da muita dificuldade em obter provas. As últimas detenções relacionadas com as FP’s 25 tiveram lugar em 1992.

Um perdão presidencial abrange todos os crimes cometidos pela organização, exceto aqueles que envolvem crimes de sangue.

- See more at: http://ensina.rtp.pt/artigo/os-atentados-das-fp-25/#sthash.Z0shkZPg.dpuf
 
O que eu prevejo é uma grande coligação com o PSD+CDS+PCP+BE todos juntos vão transformar o PS no Pasok grego. :rolleyes: Lá, para Junho de 2016 logo veremos. :D
 
A esquerda e muito tolerante
A Esquerda é mais amiga do Ambiente...

Mas em Portugal o primeiro grande nome da área na política foi um homem monárquico e ligado à Direita...

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Responsável pela criação da reserva ecológica e agrícola nacionais e de muitas áreas protegidas. O ambiente seria, nos dias de hoje, mais pobre sem a sua grande intervenção.

O último governo de esquerda deixou- nos como herança os pins e o plano nacional de barragens, já não se via tanta destruição da paisagem desde os anos 70.
 
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