O Estado do País 2015

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Eu estava a referir - me à bancarrota iminente em 2011.
Neste aspeto melhorámos, pelo menos para já, já não estamos com o garrote ao pescoço.

De resto, embora eu ache impossível que se o PS ceder em demasia ao PCP, consigamos melhorar os nossos indicadores económicos, uma coisa eu garanto: nunca ninguém ouvirá da minha parte qualquer tipo de crítica ( bem pelo contrário) , sempre que se verificar qualquer melhoria, comprovada, de algum indicador económico, social ou ambiental.
 
Agora é tempo de andar para a frente, este Governo tem legitimidade formal para exercer o cargo. E devem ser elogiados quando acertarem e implacavelmente arrasados quando falharem. São assim as coisas com todos os Governos.

Ah, e vamos deixar de vez da história de que 62 % dos portugueses não quiseram PPC.

Isso não corresponde à verdade, como alguém aqui já disse.

Dos representantes do povo português que conseguiram representação parlamentar, 38 % disseram que queriam PPC para liderar o Governo e 50 % disseram que queriam AC.

Estes é que são os números corretos.
 
A economia portuguesa saiu da recessão no 2º trimestre de 2013, a maior recessão desde que há registos, mas com muito muito "jeitinho", os teus queridos podem rebentar com isto novamente, como fizeram na Grécia.
Portugal mantém-se muito frágil, nem estamos na situação de certa propaganda de direita nem aconteceu o que dizia a propaganda de esquerda. Mas se quiserem insistir em certos disparates, pelo menos que estejam conscientes das consequências.
Haja alguém que concorde comigo e que veja que alguém aqui tem uma fábrica de fazer dinheiro.
 
toda a gente mete a colher em José Sócrates e acho muito bem... não confiava nele nem para lhe emprestar 1 euro...
Eu meto a colher em Paulo Portas... a quem também não emprestava 1 euro que fosse...


Ex-secretário-geral do Ministério da Defesa contou aos investigadores do processo dos submarinos, já definitivamente arquivado, ter recebido instruções de Portas para que fosse feito um acordo com o consórcio que o BES integrava. Disse ainda ter tido um único encontro com Portas depois de sair do Ministério da Defesa: o ex-ministro estava interessado em saber que documentos tinham os investigadores levado da casa do ex-secretário-geral durante as buscas
Sílvia Caneco

Jornalista

Bernardo Carnall, ex-secretário-geral do Ministério da Defesa, foi chamado a testemunhar no processo dos submarinos a 7 de Maio de 2013 e prestou aquele que seria um dos depoimentos mais comprometedores do inquérito que investigou suspeitas de corrupção na aquisição de dois submarinos pelo Estado português, em 2004.Carnall tinha como funções gerir o orçamento e intervir no concurso para aquisição dos submergíveis. Chamado a explicar o processo de decisão, implicou Paulo Portas, à data ministro da Defesa, e também Amílcar Morais Pires e Ricardo Salgado, enquanto representantes do Banco Espírito Santo (BES) no negócio.

Como era necessário financiamento bancário, foram convidadas várias instituições financeiras. No final do terceiro trimestre de 2013, a equipa entendeu que as melhores propostas vinham do Deutsche Bank e do consórcio CSFB/BESI. Na proposta inicial, o segundo consórcio apresentava um spread de 19,6 pontos base e o Deutsche Bank um de 26. À partida, o primeiro oferecia o preço mais baixo e, por essa razão, num sábado ou domingo de manhã, Paulo Portas transmitiu a decisão de optar por aquele consórcio. Só que mais tarde, Bernardo Carnall terá percebido que algumas cláusulas previstas nos anexos aumentava o risco de os custos futuros virem a ser, afinal, bastante mais altos do que a proposta do Deutsche Bank.

É feita uma nova reunião entre assessores e representantes do BESI, num dia em que Paulo Portas se encontra fora do país, numa visita oficial. Mediante as dúvidas apresentadas sobre as cláusulas em anexo, os representantes do consórcio presentes terão saído do gabinete, desatando a fazer telefonemas para outros responsáveis do BES. Carnall supõe que seriam “Morais Pires e/ou o próprio presidente Ricardo Salgado”.

Não precisaram de avisar o ministro, porque minutos depois era Paulo Portas quem ligava para Carnall para perguntar o que estava a acontecer. “O Dr. Paulo Portas não o questionou como tinha decorrido a reunião, que aliás sabia que tinha decorrido, mas antes manifestando a sua preocupação de, afinal, não existir acordo”.

Mais uma vez, terá explicado ao então ministro da Defesa o motivo pelo qual não se chegara a acordo. Portas terá dado apenas uma ordem: a questão deveria ser resolvida para que o financiamento não fosse inviabilizado. O advogado Bernardo Ayala, que chegou a ser investigado noutro processo que acabou arquivado, também terá ouvido a conversa telefónica entre Carnall e o ministro. Carnall insistiria na razão do impasse e Portas insistiria que a questão deveria ser resolvida com urgência. Ayala terá agarrado no telefone para dar o enquadramento jurídico: “Do ponto de vista jurídico, não há enquadramento que suporte uma adjudicação de valor superior ao apresentado pelo Deutsche Bank, e que o sr. ministro não tinha competência para o fazer, e que fazê-lo violaria a lei e, nessa perspectiva, podia ser objecto de censura e penalizado.”

Na opinião de Ayala e de Carnall, o valor base teria de ser, no mínimo, inferior ao do Deutsche Bank. Na posse dessas informações, Portas terá prometido ligar-lhe dentro de alguns minutos. O que viria a fazer. Nesse segundo telefonema terá dado a entender que esteve em contacto com Ricardo Salgado, então presidente do BES, e que seria possível o consórcio vir a aceitar o spread com o valor de 25 base.

A decisão, que viria a avançar por alegada ordem directa de Paulo Portas, implicava o pagamento por parte do Estado de um valor diferente ao que estava previsto: cerca de 400 mil euros por ano se aplicado sobre a totalidade do financiamento. E viria a transformar-se numa das maiores polémicas decorrentes do negócio da aquisição dos dois submergíveis.

Carnall acrescentou ainda perante o Ministério Público que depois de sair do Ministério da Defesa terá tido apenas um contacto com Paulo Portas, por iniciativa daquele. Ter-se-ão encontrado num café na avenida da Igreja, em Lisboa, tendo Paulo Portas perguntado nessa ocasião que documentos tinham sido apreendidos na busca à sua casa. Depois desse encontro, contou Carnall, Portas terá tentado por diversas vezes, por volta das 8h da manhã e da 1h da madrugada, estabelecer contacto via telemóvel. Carnall diz que não atendeu porque para si “a relação existente entre ambos não era de molde a justificar esse tipo de contactos informais e fora de horas, e depois de cerca de quatro anos de silêncio e sem qualquer tipo de contacto pessoal ou outro”.

Portas foi ouvido duas vezes como testemunha, apenas na recta final da constituição. O processo terminou sem culpados, depois de um arquivamento e de um pedido de abertura de instrução feito pela deputada Ana Gomes que foi “vetado” pelo juiz Carlos Alexandre e pelo Tribunal da Relação de Lisboa.
 
Passam hoje 35 anos do acidente aéreo de Camarate.

Apenas a título de curiosidade, rezam as crónicas da altura que, contrariamente ao atual mês de Dezembro, estava um início de Dezembro muito frio em todo o país.

Acidente?? :rolleyes:
 
BE e PCP propõem abolição das portagens na Via do Infante

O Bloco de Esquerda (BE) e o Partido Comunista Português (PCP) anunciaram hoje que, durante a próxima semana, vão apresentar na Assembleia da República projetos de resolução a propor a abolição das portagens na Via do Infante (A22).

“O Bloco cumpre o que prometeu", esclareceu, em comunicado, João Vasconcelos, deputado do BE eleito pelo Algarve, lembrando que a introdução de portagens naquela via aconteceu cumpre no dia 8 quatro anos.

Para o Bloco de Esquerda, a introdução de portagens na A22 agravou a crise social e económica da região, com falências e encerramento de empresas com o consequente aumento do desemprego na região.

"O Algarve perdeu competitividade em relação à vizinha Andaluzia, a mobilidade na região regrediu, voltando à EN 125, esta voltou a transformar-se numa via muito perigosa", salientou Vasconcelos.

A alternativa proposta pelo Bloco é para a abolição completa de portagens, “assente nos princípios de solidariedade e de defesa da coesão social, da promoção da melhoria das acessibilidades territoriais, como instrumento essencial para uma estratégia de desenvolvimento sustentável e na consagração do direito à mobilidade como estruturante de uma democracia moderna”.

O PCP anunciou também em comunicado que apresentará a proposta para abolir uma medida “contrária aos interesses regionais e nacionais”, que teve “repercussões muito negativas para a atividade económica da região e contribuiu para o encerramento de inúmeras empresas, o aumento do desemprego e o agravamento das injustiças e das desigualdades sociais no Algarve, além de ter contribuído para o dramático aumento da sinistralidade na EN 125”.

Segundo os comunistas, o PS “terá que decidir se mantém a sua posição de colagem ao PSD e CDS, de submissão aos interesses das concessionárias, ou se, está chegada a hora de acabar com esta injustiça”.

O PCP/Algarve promove, na segunda-feira, 7, ao longo da tarde, um conjunto de ações de contacto, esclarecimento e mobilização das populações contra as portagens, que consiste na distribuição de um comunicado aos automobilistas, concentrado entre as 17:00 e as 18:00 horas, em vários pontos da EN 125, designadamente, nos concelhos de Vila Real de Santo António, Olhão, Faro, Albufeira, Portimão e Lagos.

Fonte: Região Sul

Esta esquerda, deve pensar, que engana os algarvios, foi a quebra na construção civil que aumentou o desemprego no Algarve e não as portagens, é como a restauração vão baixar o IVA mas o preço ao cliente não irá baixar, é mais para fugirem ao fisco.

Os acidentes acontecem na 125 porque os portugueses não sabem conduzir, fazem ultrapassagens em pleno traço contínuo, ultrapassagens em curvas, se o Estado quer mais receitas de multas, meta a BT forte e feio na 125 e talvez reduzem a sinistralidade na 125. Ainda, na 4ªfeira, não tive um choque frontal na 125, porque tinha a berma, porque um animal que não tem outro nome, fez uma ultrapassagem em pleno traço contínuo. Não é a 125 que é perigosa mas sim os animais que andam na estrada, porque pessoas é que não são.



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algarvio1980, sabes tão bem quanto eu que as portagens na Via do Infante são uma aberração. Do final de Julho a meados de Agosto há filas diárias de quilómetros, por vezes com mais de 10 quilómetros em vários troços. Os espanhóis vêm muito menos a Portugal e muitos juraram nunca mais pôr cá os pés. O comércio e a restauração ressentiram-se muito com a quebra do cliente espanhol. Falas do excesso de velocidade, o que eu vejo é outra coisa, carros a 40 e a 50 onde é para se ir a 90, as pessoas por vezes não têm paciência e fazem ultrapassagens muito perigosas. Eu também me estico, não tenho paciência para ir atrás de carros que não andam nada em zonas de 90 km/h. Os peões andam de noite com roupa escura, sem colete reflector, por vezes há bêbados aos ziguezagues na berma, as bicicletas andam de noite sem luz, há pequenas motas na berma de pessoas de idade que andam a ziguezaguear na berma... nem sempre a culpa é do condutor, os peões ou os ciclistas deveriam ter mais responsabilidades.
 
toda a gente mete a colher em José Sócrates e acho muito bem... não confiava nele nem para lhe emprestar 1 euro...
Eu meto a colher em Paulo Portas... a quem também não emprestava 1 euro que fosse...



Paulo Portas goza de uma protecção mediática ímpar na nossa comunicação social, poucos na Direita têm tamanha protecção. É uma personagem com sete vidas, sobreviveu ao caso dos submarinos, ao caso Portucale, tirou o tapete a Manuel Monteiro, foi arauto de medidas populistas como a redução da idade da reforma para as mulheres para os 62 anos, demitiu-se em 2012 causando um prejuízo de milhões em juros para voltar em nome da conquista do Ministério da Economia, apoiou Bush. Apesar de tudo isto e muito mais é um protegido com excelente imprensa, por que será? Haverá poderes ocultos que receiam Portas? Dever-se-á a teias de amizades e contactos que construiu na capital ao longo dos anos? Cavaco, Rui Rio, Manuela Ferreira Leite, Passos Coelho e outros da Direita nunca gozaram de tamanha simpatia por parte da comunicação social.
 
Agora é tempo de andar para a frente, este Governo tem legitimidade formal para exercer o cargo. E devem ser elogiados quando acertarem e implacavelmente arrasados quando falharem. São assim as coisas com todos os Governos.

Ah, e vamos deixar de vez da história de que 62 % dos portugueses não quiseram PPC.

Isso não corresponde à verdade, como alguém aqui já disse.

Dos representantes do povo português que conseguiram representação parlamentar, 38 % disseram que queriam PPC para liderar o Governo e 50 % disseram que queriam AC.

Estes é que são os números corretos.

Na hora certa o Governo vai cair.

O PS precisará primeiro de repor benesses e cortar um ou outro imposto para conquistar eleitorado. Culpará depois o PCP e não o BE. O objectivo será ir a eleições e livrar-se do PCP. Não sonha com maioria absoluta mas com uma vitória ao PSD e com uma solução de acordos eleitorais mais ampla.

O PSD precisa de mudar de líder e apresentar nova solução. A imagem de Passos está manchada por erros de comunicação e erros políticos. Vai haver agora muita lavagem de roupa suja do anterior governo, o caso dos vistos gold é o começo. Talvez seja hora de Rui Rio pensar em candidatar-se a secretário geral do Partido e ser PM.
 
É interessantíssimo verificar como perante a iminência de (mais um de muitos) incumprimento(s) (poderia chamar-lhe embuste, farsa ou usar outro sinónimo) por parte do anterior governo ao longo dos últimos 4 anos, as respostas apostam para AC e Centeno que tomaram posse faz hoje...uma longa semana. I love the smell of desperation in the morning. Neste caso, at night. :lol:

A saga do défice só termina com uma Reforma do Estado. Para já não é possível. Mexe com interesses de avental e sacristia.
 
A reforma do Estado é apenas um trunfo eleitoral. Se, mesmo quase na bancarrota, não a fizemos, alguma vez se há - de fazer? Não me parece.

Em relação à 125 e outras nacionais, um dos grandes problemas é a falta de sinalização.
Falta de sinais ou não se sabe a que velocidade se pode ir. Mas também não é justificação fazer manobras perigosas, porque o carro da frente vai devagar. Isso é um dos grandes problemas da nossa sociedade, facilitismo, pouco rigorosa. Que depois se reflete , entre outras coisas, na falta de rigor orçamental. E, claro, também, a nossa pressinha e as nossas coisinhas são mais importantes que os outros, mesmo que seja a vida deles.

Em relação às portagens, até concordo que se possam rever preços, que nalguns casos são manifestamente exagerados.
No entanto, já se sabe o que aconteceu à história do Estado assumir os encargos de tudo e mais alguma coisa. Pode ser muito bonito no início, mas depois acaba com o país com as calças na mão, sem dinheiro.

E depois, lá vai a classe média a ser chamada para pagar a dívida do Estado.
 
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