O Estado do País 2016

o coelho disse isso em portugal.
o costa disse isso fora de portugal.

nenhum tem razão. O pais nem sequer atingiu os 50% de ensino secundário completo.
 
O PS não quer a comissão de inquérito e toda a gente sabe porquê... O PSD também não.

E quem falta nesse grupo? O BE e o...

O PCP assume que não é necessário uma comissão de inquérito parlamentar à Caixa Geral de Depósitos, até porque o Parlamento tem tido meios para fiscalizar quem a tutela. Miguel Tiago, deputado comunista, diz mesmo, em declarações à TSF, que em torno da ideia da comissão de inquérito se pretende "criar a ilusão que o banco público é igual aos bancos privados", uma tese, acrescenta, que o PSD e CDS têm interesse em promover para "criar essa nuvem, não para apurar responsabilidades, mas para ilibar os bancos privados".

http://www.jornaldenegocios.pt/empr...rito_a_caixa_visa_ilibar_bancos_privados.html

O problema é mesmo esse, as regras desiguais. O raciocínio do deputado comuna (sim, escrevo-o de forma intencionalmente insultuosa) é ainda pior do que o argumento da Mortágua (que no extremo posso até conceder certas coisas). O que o deputado comuna teme é que os buracos gigantescos da Caixa motivem a população a apoiar a privatização. Mas se houvesse um pensamento avançado no PCP (que não há), o comuna devia ter a opinião contrária. Uma administração pública devia ser altamente eficiente. Se a administração pública fosse eficiente e produtiva isso ajudaria a causa comuna. Mas eficiência e - especialmente a - transparência são termos completamente alienígenas para a malta comuna. A comunada gosta é de mandar velhotas (e vou-te citar) 'catar resíduos verdes' com ancinhos. Isso é o ideal comuna. É o coletivo no seu esplendor. Todos iguais na miséria material e espiritual.
 
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http://www.jornaldenegocios.pt/empr...rito_a_caixa_visa_ilibar_bancos_privados.html

O problema é mesmo esse, as regras desiguais. O raciocínio do deputado comuna (sim, escrevo-o de forma intencionalmente insultuosa) é ainda pior do que o argumento da Mortágua (que no extremo posso até conceder certas coisas). O que o deputado comuna teme é que os buracos gigantescos da Caixa motivem a população a apoiar a privatização. Mas se houvesse um pensamento avançado no PCP (que não há), o comuna devia ter a opinião contrária. Uma administração pública devia ser altamente eficiente. Se a administração pública fosse eficiente e produtiva isso ajudaria a causa comuna. Mas eficiência e - especialmente a - transparência são termos completamente alienígenas para a malta comuna. A comunada gosta é de mandar velhotas (e vou-te citar) 'catar resíduos verdes' com ancinhos. Isso é o ideal comuna. É o coletivo no seu esplendor. Todos iguais na miséria material e espiritual.


Mas olha, Orion, nesta situação em concreto, a posição do BE é muito semelhante.

Aliás, se há um aspecto positivo da formação da geringonça foi ter permitido que caísse a máscara da esquerda radical e dos seus fanáticos defensores.
A sua indignação com a imoralidade e o neoliberalismo ( seja lá isso o que for para esses sujeitos) é seletiva e depende do partido que governar. Sabe - se hoje, por exemplo, que a " indignação " com as palavras de PPC ( acerca da emigração) foi uma verdadeira farsa. Outros podem dizer o mesmo sem problema.
 
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Noutra onda, 2 deputados do PS ( um deles com uma posição importante na comissão política) revelaram que, apesar de serem contra o projeto das " barrigas de aluguer ", votaram a favor,por respeito aos valores do partido e para não chatear os partidos da esquerda radical.
Mas ficaram satisfeitos pelo facto do PR ter vetado a respectiva lei, pois ia de encontro aos seus princípios. :lol:
 
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O "passo seguinte" vai reduzir banca à CGD e mais três

Não há espaço para tantos bancos em Portugal e as fusões são inevitáveis, dizem os analistas que lembram que o movimento de concentração é pan-europeu

O processo tem sido lento, gradual e dificilmente será travado. "Basta olhar para a história dos bancos nacionais nos últimos 40 anos." Os bancos vão continuar a absorver-se, reduzindo cada vez mais a concorrência até que "tenderão a ser integradas em entidades ainda maiores", antecipa Filipe Garcia, analista da IMF. Neste processo, o destino do Novo Banco será decisivo para se começar a entender o futuro da banca em Portugal, avalia Albino Oliveira, da Fincor.
Segundo os últimos dados comparáveis sobre todo o setor, disponibilizados pela Associação Portuguesa de Bancos e de junho de 2015, encontramos oito instituições de dimensão significativa no mercado bancário português, num grupo que vai desde o angolano banco BIC, com mais de 200 balcões e perto de 1500 colaboradores, ao gigante público, a Caixa Geral de Depósitos, com mais de 8500 trabalhadores e 750 balcões em Portugal.
Além destes dois, e entre médias e grandes instituições, encontramos ainda o BCP, BPI, Novo Banco, Crédito Agrícola, Montepio e Santander Totta, um rol a que se poderão juntar em breve o Popular e o Bankinter, já que ambos têm como meta crescimentos significativos no país. Se considerarmos mais estes dois players espanhóis, temos uma dezena de bancos de dimensão significativa no país. Mas Portugal não tem espaço para todos, apontam os analistas contactados pelo DN/Dinheiro Vivo.
"Portugal, ao contrário de outros mercados, tem uma dimensão bastante reduzida", diz Pedro Ricardo Santos, da XTB. "Acredito que não mais de três bons bancos privados, a par da CGD, seria ajustado para as necessidades do nosso país", acrescenta. Além do potencial limitado de um mercado pequeno, também as "rentabilidades bancárias altamente deprimidas em resultado da política monetária do BCE" levam a esta conclusão, justifica.
Visão semelhante é defendida pelos analistas da Société Générale, que notam que o mercado português "não é muito maior" do que os da Bélgica, Holanda e Irlanda. Na Holanda "três bancos detêm 70% dos ativos", na Irlanda "há apenas dois bancos de grande dimensão e outros dois bem mais pequenos", enquanto na Bélgica "quatro bancos dominam o sistema financeiro", o ING, KBX, Dexia e BNP Fortis.
É pela dimensão do mercado que o SG chega também à conclusão de que não há espaço para todos. "No nosso entendimento, Portugal é um mercado para três, no máximo quatro, grandes bancos", dizem estes analistas, que identificam no BCP o "candidato óbvio" para a compra do Novo Banco - apesar das necessidades de capital que tal operação representa.
Mas os níveis de capital são também um problema para outras instituições do país, cujos rácios globais estão aquém dos europeus, ocorrendo o oposto a nível das redes de balcões e de colaboradores, sobredimensionadas face às médias europeias, o que obrigará a mais reestruturações dolorosas no setor. Mas a tendência de consolidação, apesar de intensa em Portugal, verifica-se também a nível europeu.
"O movimento de concentração é pan-europeu e resulta do mercado e moeda únicos, bem como da reconfiguração necessária do negócio bancário num tempo de desmaterialização dos serviços", devendo por isso a consolidação ser encarada com normalidade, diz Filipe Garcia. "O que está a acontecer é normal e, um dia, estas instituições tenderão a ser integradas em entidades ainda maiores."
Sobre os movimentos que poderão ocorrer em Portugal, o analista da IMF diz que o habitual "é as maiores instituições absorverem as menores", mas que vivemos um período pouco habitual. "Sucede que nesta fase há vários bancos com um legado pesado, que os tem impedido de olhar para o futuro de uma forma mais livre. Penso que o modo como a consolidação irá ocorrer dependerá de forma como evoluir o dossiê do Novo Banco e se é ou não criado o banco mau."
A venda do Novo Banco será, assim, uma jogada que determinará o resto do caminho da banca, até porque o ex-BES é o terceiro maior banco privado no mercado - já assumindo Santander+Banif juntos. Se o terceiro maior do mercado for comprado por outro do top 5, a instituição resultante será obrigada - por necessidades de capital e para apaziguar os reguladores - a uma forte reestruturação, reestruturação essa que acabará por levar a mais mexidas no setor, pois em termos concorrenciais a nova instituição deverá ser obrigada a abdicar de segmentos do negócio.
"Sendo intenção do governo manter a CGD com capital 100% público e tendo em conta as características específicas do Montepio, assim como a oferta sobre o BPI do CaixaBank, o Novo Banco parece representar uma peça decisiva no processo de consolidação do setor bancário em Portugal, até tendo em conta a quota de mercado que a instituição apresenta", diz ao DN/Dinheiro Vivo Albino Oliveira. Quanto ao desfecho da venda do antigo BES, o analista da Fincor aponta que os bancos espanhóis, "que já detêm presença em Portugal, poderão ter interesse em reforçar a sua quota de mercado, como aconteceu no caso do Santander com o Banif", diz. Além do Santander, também o Popular chegou a estar muito interessado no banco madeirense, tendo recuado à última hora.
Albino Oliveira prefere, no entanto, não antecipar o número de bancos que o mercado português "aguentará" no futuro. "Poderá depender da rentabilidade associada ao mercado", diz, apontando de seguida as questões regulatórias que poderão surgir de vender um dos maiores bancos no mercado a outro: "É também preciso ter em conta o tema da regulação e as limitações que poderá colocar em termos de consolidação adicional no setor."

http://www.dn.pt/dinheiro/interior/o-passo-seguinte-vai-reduzir-banca-a-cgd-e-mais-tres-5226205.html

BCE considera "normal" capitalização da Caixa com dinheiro público

Danièle Nouy considera "uma boa notícia" que o Estado queira investir na Caixa Geral de Depósitos


A presidente do Conselho de Supervisores do BCE considera "uma boa notícia" que o Estado queira investir na Caixa Geral de Depósitos, uma vez "é sempre bom" haver maior liquidez. Danièle Nouy entende que é "normal" a capitalização com verbas estatais.

"Se o banco for público e o dono dos ativos for o Estado, obviamente, quando o banco precisar de ser apoiado ao nível da liquidez, ela será requerida ao Estado. É a situação normal para um banco público", defendeu.

"Maior liquidez é sempre bom do ponto de vista dos supervisores. É sempre uma boa notícia a melhoria da situação dos bancos", afirmou a presidente do Conselho de Supervisores do BCE, durante a audição na comissão de Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu.

Danièle Nouy lembrou que tal como para outras entidades semelhantes, também a capitalização da Caixa terá de respeitar regras, nomeadamente as da política Concorrência europeia que, como se sabe, não permite "perturbações do mercado" através dos chamados "auxílios estatais".

"Os bancos públicos que requeiram liquidez adicional do Estado estão obrigados a demonstrar que são lucrativos e que esse seriam o investimento normal de um proprietário normal de um banco e que não se trata de ajuda de estado, o que não seria aceitável", afirmou, lembrando que está regra não é exclusiva para Portugal.

"Esta regra serve para Portugal, serve para um banco público na Alemanha ou noutros países. É sempre a mesma situação. Se um banco precisa de capital adicional, a direção-geral de Concorrência, na Comissão assegurar-se-á que se trata de um investimento e não de ajuda de estado", sublinhou.

A presidente do Conselho de Supervisores do BCE fora questionada diretamente pelo eurodeputado social-democrata, José Manuel Fernandes sobre a capitalização da Caixa Geral de Depósitos.

O eurodeputados solicitou a Danièle Nouy que, na qualidade de responsável pela "supervisão dos maiores bancos europeus", dissesse "qual é a posição do Mecanismo Único de Supervisão" sobre a capitalização estatal da CGD. José Manuel Fernandes Pediu ainda a Nouy que confirmasse "se são necessários os 4000 milhões de euros" e "como é possível que se tenha chegado a esta situação, com este montante", que considerou "extremamente elevado".

http://www.dn.pt/dinheiro/interior/...ao-da-caixa-com-dinheiro-publico-5225739.html
 
eu sei, tu sabes... toda a gente sabe o que se passou na caixa.

eu quero que a caixa mude porque não acredito em bancos privados. Já me chegou tudo o que sei desde 2007... ainda não consegui digerir.
será que tu também queres?

bancos públicos, cooperativos ou mutualidades. No resto, nem 1 cêntimo.
 
A comunada gosta é de mandar velhotas (e vou-te citar) 'catar resíduos verdes' com ancinhos. Isso é o ideal comuna. É o coletivo no seu esplendor. Todos iguais na miséria material e espiritual.

o saquinho de supermercado é o melhor digestivo para a miséria moral de quem olha pra cima a ver se alguém arranja os problemas cá debaixo.
Mas é só ao domingo de missa, porque nos outros dias ele não não vê.
 
o saquinho de supermercado é o melhor digestivo para a miséria moral de quem olha pra cima a ver se alguém arranja os problemas cá debaixo.
Mas é só ao domingo de missa, porque nos outros dias ele não não vê.

Viva aos corruptos de esquerda. Abaixo os corruptos de direita.

O que estás a fazer é mudar o tópico de conversa porque o mesmo não é conveniente. Atiraste a pedra com a falta de vontade do PS e PSD no que concerne às comissões de inquérito. Mas o PCP tem telhados de vidro com má qualidade. Como a autocrítica não abunda em partidos fossilizados e infelizmente tu como apoiante partilhas essa característica (o pensamento rígido é um critério não oficial do comunismo; nada existe fora do estado), pouco ou nada me é surpreendente.

Nesta crise em lume brando, há quem diga que estamos a sofrer dos males do capitalismo. E há quem diga que estamos a sofrer dos problemas do socialismo. Ambos têm argumentos interessantes.

O Jerónimo uma vez disse que o PCP não se revê noutros partidos do exterior como a China ou a Grécia. O partido propõe uma 'democracia avançada' (seja lá isso o que for) tendo em conta a história do país. Realisticamente, é outro partido descaradamente incompetente (porque não tem um programa definido) que se só existe enquanto houver revoluções e discórdia. Haverá sempre malta pobre a apoiar o partido. Até porque o partido só se propõe a roubar nacionalizar o que é de 'não pobres'. Mas em todo o país comuna há também corrupção massiva no partido. Na China o problema não são os corruptos de esquerda. São os corruptos que deixam de estar nas boas graças do partido. Aos restantes, exige-se apenas que escondam os sinais de riqueza. Como se vê no caso do PCP e a CGD, a idoneidade das instituições não interessa. Interessa é se são públicas ou privadas.

Ainda em relação à China, descobri o asco do PCP:

País ainda globalmente atrasado, com um baixo PIB/capita, mantém há vários anos um elevado ritmo de crescimento económico, o que lhe permitiu atacar, e mesmo resolver, problemas de uma colossal dimensão – como a fome, a pobreza, o analfabetismo, as catástrofes naturais destruidoras – e alcançar realizações de grande valor no plano técnico, científico e cultural, de que o programa espacial chinês e os Jogos Olímpicos de Pequim são exemplo. Tudo isto no quadro de uma economia mista com fortes elementos de natureza capitalista («economia socialista de mercado») que o PCC justifica no plano teórico e político pela exigência do crescimento das forças produtivas e da modernização da economia no âmbito da sua original concepção de construção do «socialismo com características chinesas».

http://www.omilitante.pcp.pt/pt/303/Internacional/369/

A natureza capitalista da economia chinesa são as quotas de investimento estrangeiro, só pode:

China Gives First Investment Quota to U.S. to Boost Yuan Use

http://www.bloomberg.com/news/artic...billion-rqfii-quota-to-u-s-in-first-ever-move

O regime chinês vai despedir algo como 300 mil soldados e milhões de operários para reduzir o excesso de capacidade. Compromete-se a arranjar empregos para todos (não sei muito bem como). Mas isso não é socialismo. É capitalismo puro e duro.

Há outras coisas que já são habituais nos regimes comunas (como na China). As estatísticas são inventadas descaradamente, a dissidência é sempre reprimida para preservar a revolução... Em Portugal o comunismo é fixe porque não foi implementado o tempo suficiente. Mas, como escrevi, é uma teoria que se reforça (algo semelhante ao neoliberalismo). A pobreza (no caso comunista) não vem, em grande parte, das regras impostas na economia. É sempre uma guerra avançada das potências estrangeiras. Como tal, a revolução é permanente (assegurando o poder aos partidos comuno-fascistas como o PCP).
 
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Para Catarina Martins, o "maior erro" no que se refere aos docentes sem trabalho e às palavras sobre os mesmos é "tentar juntar o problema demográfico ao problema do crescente desemprego de professores". "Esse é um argumento que não colhe com a realidade: nos últimos anos o número de alunos em Portugal desceu 6% e o número de professores em Portugal desceu 20%. Por isso, o desemprego dos professores não é uma questão demográfica mas é sim resultado de uma escolha política", adverte a porta-voz do BE.
 
Caixa: os administradores e o que interessa

Entre 1998 e 2008 a CGD entregou ao Estado 2,7 mil milhões de euros em dividendos. O BPN, o BES ou Banif não entregaram um cêntimo. Quando as coisas correram bem a Caixa deu dinheiro ao Estado, quando correram mal custou dinheiro ao Estado. Nos privados, quando correram bem deram dinheiro aos acionistas e quando correram mal custaram dinheiro aos contribuintes.

Concordo que a Caixa tem estado a léguas da cumprir o seu papel de banco público. E isso leva à segunda parte da conversa: o modelo de governação da CGD. A CGD não terá mais administradores do que a generalidade dos bancos. Mas é difícil compreender a necessidade de tantos administradores não executivos quando há apenas um acionista. O sistema anterior de remuneração era absurdo: recebiam a média do salário dos últimos três anos. Agora haverá uma comissão de remunerações que determina os salários, tendo em conta o mercado e as funções de cada um, como em todos os bancos. Mas não se poderia assumir, através do pagamento de senhas de presença, a função de serviço público dos administradores não executivos, sem experiência no sector financeiro? A pergunta tem de ser esta: como ter a mais competente das administrações para gerir um banco com objetivos diferentes dos privados? Este debate fica sempre a meio. Umas vezes esquecem a competência, outras a diferença, quase sempre as duas

Anda por aí grande celeuma por causa da recapitalização da Caixa Geral de Depósitos. Mais dinheiro para os bancos, acusam alguns dos que nos explicaram, nos últimos anos, que se assim não fosse tudo teria sido bem pior. Mas é importante, antes de mais, separar as águas. A recapitalização da Caixa não é “mais dinheiro para os bancos”. É o acionista fazer neste banco o que os restantes fizeram nos seus. Por imposição europeia, a CGD tem de cumprir os mesmos rácios dos outros bancos. Impedir a sua recapitalização pelo acionista levaria a um beco sem saída. Um acionista não pode ser impedido de se comportar como tal. Isto parece-me óbvio.

Há uma diferença fundamental entre o dinheiro posto na CGD e nos outros bancos. Entre 1998 e 2008 – quando a crise financeira ditou o colapso de todo o sistema bancário – a CGD entregou ao estado 2,7 mil milhões de euros em dividendos. Só nesse último ano de normalidade o Estado arrecadou 300 milhões por ser acionista da Caixa. O BPN, o BES ou Banif não entregaram um cêntimo. A diferença é esta: quando as coisas correram bem a Caixa deu dinheiro ao Estado, quando correram mal custou dinheiro ao Estado. Já nos bancos privados, quando correram bem deram dinheiro aos acionistas e quando correram mal custaram dinheiro aos contribuintes.

http://expresso.sapo.pt/blogues/opi...15-Caixa-os-administradores-e-o-que-interessa
 
Enquanto isso, Manuela Ferreira Leite também afirmou que está contra a criação de uma comissão de inquérito à CGD.
Agora já compreendo, de certa forma, por que razão o PSD tem andado tão calado e a deixar a geringonça a trabalhar à vontade.

Aliás, o PSD tem um ( grave) problema. Enquanto que esse partido continuar com demasiados militantes a identificar - se com uma boa parte da ideologia do PS ou a participar de forma entusiástica em congressos do mesmo, o PSD nunca irá sair da cepa torta. E essa indefinição ideológica do partido é muito mau para o país.

Sabendo - se que o PS acambarcou ( e soube fazer bem isso) a social - democracia, não consigo compreender por que razão o PSD aceita o papel de um partido socialista / social democrata de segunda linha ( com umas pinceladas de centro - direita), que está constantemente a varrer os cacos da loica partida que os governos PS deixam, para que depois de tudo limpo, deixem novamente o caminho livre para o regresso do PS.

Não compreendo mesmo por que razão o PSD se tem resignado a esse papel.
Portugal precisa com urgência ( para o seu equilíbrio interno) de um partido forte de centro - direita e livre de tiques socialistas.

Noutro âmbito, Portugal tem um grave problema na Banca pública ou privada. Tem uma economia demasiado dependente da banca, sem dúvida. E é preciso uma reversão desse problema. Todavia, demorará décadas provavelmente, não tenho dúvidas. Se lá conseguirmos chegar...

Sendo assim, eu pergunto aos inteligentes da esquerda radical, que dizem que o Estado não deve salvar bancos privados :
1-Se um banco privado entrar em insolvência, querem deixar que a economia entre em colapso, em nome da ideologia?
2 - por que razão são tão tolerantes com todas as formas de corrupção, prevaricação, abuso de poder, burla, tráfico de influências, desde que isso seja feito em empresas públicas ou em governos de esquerda?
 
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