O Estado do País 2016

A Esquerda sempre quis acabar com o sigilo bancário.

Isto do Fisco começar a vigiar as contas é pior que pidesco. É perigosíssimo e acho estranho que os «indignados» do costume andem tão caladinhos. Esta medida, repito, é perigosíssima.
 
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Relativamente ao IVA em 13% na restauração (agora fala-se que será apenas em comida), não tenho nada contra nem a favor. Mas é difícil de compreender o momento da execução. Compreendo que com o aumento do IVA existiu um incremento enorme de despedimentos/falências (apesar da maioria ser apenas antecipações ao que poderia acontecer meses mais tarde.
Primeiramente apenas irá reduzir nos locais mais valores mais caros, esses sim com margem para reduzir, nos outros (95%) não irão mexer nos valor dos serviços prestados.
Qual o beneficio real irá dar esta medida?
 
se baixar o IVA na restauração não provoca nenhum efeito na procura... então vamos aumentar para 40%.
Com o IVA a 40% ganham todos.
 
se baixar o IVA na restauração não provoca nenhum efeito na procura... então vamos aumentar para 40%.
Com o IVA a 40% ganham todos.
Errado... Baixar o IVA na restauração não vai provocar nenhum efeito na procura porque os preços não vão baixar! Vão manter-se na mesma, logo o efeito na procura é nulo! Vai significar é menos encargos=mais lucro para os empresários da restauração. E com o aumento da gasolina, as famílias até poderão ter tendência a deslocar-se menos ao fim de semana para irem ao restaurante... Aqui em Moura é muito comum as pessoas deslocarem-se a Pias, a Safara ou até mesmo a Beja ao domingo para almoçarem nos excelentes restaurantes que por lá há... mas com o aumento dos combustíveis há que pensar se vale mesmo a pena... Ai Costa, a tua loucura está a começar a ruir estrondosamente...
 
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se baixar o IVA na restauração não provoca nenhum efeito na procura... então vamos aumentar para 40%.
Com o IVA a 40% ganham todos.

É boa ideia Agreste, mas acho que não resulta.
O Prof BioGeo conhece melhor a tua área e disse tudo.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Curva_de_Laffer

A diminuição do IVA não resulta. Seria um estímulo no momento da diminuição da procura.
Neste momento há um pequeno aumento, mas estável da procura, e que devido ao previsível aumento da inflação em relação ao anos anteriores( (~1%) 2% segundo o Governo) poderia provocar aumentos dos valores cobrados em virtude da diminuição dos mesmos. O que aconteceu foi que os pequenos comerciantes, a grande maioria dos beneficiários da medida fiscal referida, não tinham grande margem para oferecer e fizeram grandes esforços financeiros para aguentar o seu negócio absorvendo grande parte do aumento do IVA em detrimento do lucro.
Agreste, basta perguntares aos teus vizinhos comerciantes se irão baixar o preços dos serviços que prestam.
 
A Esquerda sempre quis acabar com o sigilo bancário.

Isto do Fisco começar a vigiar as contas é pior que pidesco. É perigosíssimo e acho estranho que os «indignados» do costume andem tão caladinhos. Esta medida, repito, é perigosíssima.


E enquanto se vasculham as contas do cidadão comum, que já não pode sequer pelos vistos fazer um Biscate para ajudar a pagar as contas, as grandes fortunas continuam a poder passear tranquilamente, que a esses os senhores do fisco não os incomodam.
 
Em relacao à diminuição do IVA na restauração, os próprios empresários do setor dizem que não vão baixar os preços, pois não têm margem. Então qual é o interesse público dessa medida? Baixar a receita para uns tantos terem lucro?

Ou se é para ajudar os empresários do setor, então têm que ajudar toda a gente, baixando todos os impostos. A mim, dava um jeitaco também, pois também pago demasiados impostos.
 
A discriminação do iva na restauração vai ter um efeito perverso nos restaurantes:
- desce o preço das bebidas (iva 23%)
- sobe o preço dos alimentos (iva 13%)

No fim das contas:
- o cliente paga o mesmo
- o estado recebe menos iva
- por consequência, o estado vai buscar impostos a outro lado (portagens, gasolina, tabaco, selo, audiovisuais, herança,..)

Enfim, roça a insanidade mental!
 
A Esquerda sempre quis acabar com o sigilo bancário.

Isto do Fisco começar a vigiar as contas é pior que pidesco. É perigosíssimo e acho estranho que os «indignados» do costume andem tão caladinhos. Esta medida, repito, é perigosíssima.


Os indignados do costume desapareceram com a formação deste Governo. Agora, os líderes de esquerda podem ser machistas e retrogados que não há problema, os ativistas angolanos que se lixem, as contas do Ti Manel e do Sr. António ( que a custo pagam as suas contas à custa do seu parco ordenado) podem ser vasculhadas que já não há problema, o rendimento mínimo continua a ser exigido condição de recurso mas agora já não é um escândalo.

Esse é um dos nossos problemas também, é que os indignados do costume só o são verdadeiramente se a sua ideologia não prevalecer. Mesmo que a sua própria ideologia seja uma treta. E a coerência dos indignados do costume, escusado será dizer, vale zero, um zero bem redondo.
 
A Esquerda sempre quis acabar com o sigilo bancário.

Isto do Fisco começar a vigiar as contas é pior que pidesco. É perigosíssimo e acho estranho que os «indignados» do costume andem tão caladinhos. Esta medida, repito, é perigosíssima.

Para mim tem que existir primeiramente um verdadeiro cadastro de toda a propriedade, seja imóveis ou móveis e que após estar efectuada não poderá estar registada em alguém que faleceu/cancelada mais que 5 anos.

Aí está o maior sigilo em Portugal, um cadastro de propriedade podre, caduco. O sigilo bancário neste momento já não é muito fiável para quem quer fugir.
 
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Acabar com o sigilo bancário abre portas para muitos abusos. Estou bem recordado que quando Sócrates era PM uns funcionários do Min. das Fin. tiveram a brilhante ideias de taxar as transferências de dinheiro acima de 500 euros entre famílias. Estavam a pensar, por exemplo, nos estudantes deslocados que não vão a casa, e os pais enviam o dinheiro pelo banco. Devem ter pensado, humm com 500 euros por mês chega para viverem, portanto acima disso são ricos bora lá taxar!

Isto também abre portas a outros abusos. A minha faculdade há uns anos mudou o sistema e começou a ligar aos alunos a dizer que tinham propinas por pagar, depois assumiu o erro, muita gente tinha o comprovativo, mas imaginem que é um caso individual, a pessoa pagou a dinheiro na secretaria e perdeu o comprovativo? Depois aquilo acumula juros, o Estado só avisa ao fim de uns anos, e de repente tem a conta bancária penhorada porque tinha lá 2000 euros e o Estado acha que essa pessoa lhe deve 1500 euros. Mas aqueles 2000 euros era o dinheiro que tinha para comer e pagar a renda durante 3 meses.

Os mais pobres, que fazem biscates, vão perder a confiança nos bancos, vão começar a guardar no colchão, os bancos vão perder muito dinheiro!

Nunca a PIDE teve tanto poder sobre os cidadãos, e acho estranho o silêncio dos jornalistas e comentadores.
 
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de moura a beja são 100km. Ida e volta são 7 euros de gasolina.

a escolha do almoço é muito influenciada pelos 35 centimos que o novo imposto vai criar.
 
Agreste, basta perguntares aos teus vizinhos comerciantes se irão baixar o preços dos serviços que prestam.

e porque não vão baixar? até podem oferecer mais serviços pelo mesmo preço.
Se os preços e os serviços não melhoram se o imposto desce... até podia ser 0%, então é melhor aumentar o imposto para o dobro. Pode ser que assim os servços melhorem e os preços desçam.
 
e porque não vão baixar? até podem oferecer mais serviços pelo mesmo preço.
Se os preços e os serviços não melhoram se o imposto desce... até podia ser 0%, então é melhor aumentar o imposto para o dobro. Pode ser que assim os servços melhorem e os preços desçam.

Agreste, com a discriminação do IVA (bebidas vs alimentação), a situação fica como antigamente. E é sabido pelos contabilistas, aquilo que era prática nesse tempo:

Faturar o menu "refeição" apenas com a taxa de iva a 13% (apesar de incluir a bebidas). O que acontece é que não faturam as bebidas, faturam o menu como sendo 100% alimentação. Com isto, o preço da refeição nem se vai alterar, a única coisa que resulta são menos impostos para o estado.

Faturam portanto, com a taxa que mais lhes convém.