O Estado do país 2026

O Governador do Banco de Portugal pediu um empréstimo com condições de crédito especiais e o assunto foi notícia. Sucede que esta regra aplica-se a todos os funcionários do BP e já existia antes dele ser governador. Muitos funcionários tiveram créditos nos últimos anos com idênticas condições e nunca foi notícia.

Álvaro dos Santos Pereira não é um nome querido por vários interesses desde que foi ministro, pois disse não a muita gente. Tem má imprensa para esse motivo e não terá vida fácil nos próximos anos. Os jornalistas vão fazer-lhe vida negra, e muitos funcionários toupeira do BP também.
 
Há uma certa fricção de bastidores entre o Banco de Portugal, o Governo e a Banca. A acompanhar. Álvaro dos Santos Pereira «não papa grupos», e já está a alertar para os riscos da política do Governo, que está a estimular o endividamento. Se correr mal o Zé Tuga paga, não é? E entretanto, os administradores já saíram de cena depois de acumular prémios e regalias durante os anos de lucros...
 
Há uma certa fricção de bastidores entre o Banco de Portugal, o Governo e a Banca. A acompanhar. Álvaro dos Santos Pereira «não papa grupos», e já está a alertar para os riscos da política do Governo, que está a estimular o endividamento. Se correr mal o Zé Tuga paga, não é? E entretanto, os administradores já saíram de cena depois de acumular prémios e regalias durante os anos de lucros...
É impressionante como o atual governador do Banco de Portugal chateia "toda a gente". -> Chateia os "partidos do sistema", porque alerta sobre as consequências de decisões do Governo e tem uma mentalidade mais germânica/menos hierárquica que a mentalidade típica tuga (ou seja, muito provavelmente irrita os interesses instalados ao negar certas coisas). Chateia os partidos da esquerda, porque não fica calado e desmascara o populismo económico que caracteriza a política destes partidos. Chateia o Chega, ao publicar análises estatísticas oficiais que deitam abaixo a narrativa dos "imigrantes viverem de subsídios".

Apenas demonstra algo que qualquer pessoa com alguma noção já sabia: a maioria de portugueses não gostam de honestidade, e preferem acreditar em mentiras que sustentem os seus pontos de vista pessoais do que em aceitar factos. E não é algo que vem desde agora, já era assim há muitos anos - a diferença é que agora existem redes sociais. :hmm:
 
Última edição:
Vocês confundem meia dúzia de gatos pingados nas redes com os Portugueses. Os Portugueses não querem saber do governador do Banco de Portugal para nada a não ser que interfira directamente nas suas vidas ou que haja uma grande escandaleira o que, até agora, não é o caso.
 
Vocês confundem meia dúzia de gatos pingados nas redes com os Portugueses. Os Portugueses não querem saber do governador do Banco de Portugal para nada a não ser que interfira directamente nas suas vidas ou que haja uma grande escandaleira o que, até agora, não é o caso.
Pois, falta de cultura cívica. Ele que faça o trabalho dele, sem chatear ninguém e sem roubar muito...
 
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É impressionante como o atual governador do Banco de Portugal chateia "toda a gente". -> Chateia os "partidos do sistema", porque alerta sobre as consequências de decisões do Governo e tem uma mentalidade mais germânica/menos hierárquica que a mentalidade típica tuga (ou seja, muito provavelmente os interesses instalados ao negar certas coisas). Chateia os partidos da esquerda, porque não fica calado e desmascara o populismo económico que caracteriza a política destes partidos. Chateia o Chega, ao publicar análises estatísticas oficiais que deitam abaixo a narrativa dos "imigrantes viverem de subsídios".

Apenas demonstra algo que qualquer pessoa com alguma noção já sabia: a maioria de portugueses não gostam de honestidade, e preferem acreditar em mentiras que sustentem os seus pontos de vista pessoais do que em aceitar factos. E não é algo que vem desde agora, já era assim há muitos anos - a diferença é que agora existem redes sociais. :hmm:
Exacto!
 
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Pois, falta de cultura cívica. Ele que faça o trabalho dele, sem chatear ninguém e sem roubar muito...

As redes sociais, por darem voz a toda a gente, trouxeram esta ideia de que meia dúzia de gatos pingados são o pensamento mainstream. Nota-se também nos partidos mais pequenos. Parecem sempre maiores do que aquilo que os resultados eleitorais demonstram. Faz parte. E tudo bem desde que as pessoas ponham as coisas em perspectiva.
 
Isto é óbvio. Mas, para isto poder ser possível, é preciso que existam alternativas e elas ou não existem ou existindo não chegam, nem de perto nem de longe, para as 'encomendas'. No último ano e meio da vida do meu pai, gastámos com ele (e falo unicamente dos gastos no sector privado de saúde e em residencial para idosos onde esteve por duas vezes - uma um mês e outra 2 semanas e apenas para recuperação e fisioterapia - cerca de 30 mil euros. Excluí daqui completamente consultas, análises e exames e apoio domiciliário. De todas as vezes recorremos sempre, excepto da última vez que esteve internado antes do internamento que levou à sua partida, em primeiro lugar ao serviço público de saúde e fomos obrigados a reencaminhá-lo para o privado por falta de resposta. Quem é que neste país poderia fazer isto? Muito pouca gente. E o meu pai também não poderia se não tivesse decidido emigrar para um país decente e se não tivesse sido inteligente na gestão dos seus recursos. A ideia de que todos os idosos em internamento social nos hospitais Portugueses foram abandonados pela família ou não têm família é uma falácia. Existem, claro. Mas também existem casos de doentes nestas circunstâncias que são visitados pela família diariamente e que simplesmente não têm soluções. Não há vagas suficientes nas unidades de cuidados continuados, não há vagas nos 'lares' e a maior parte das pessoas não se pode dar ao luxo de deixar de trabalhar porque tem contas para pagar. Recorrer a apoio domiciliário, como nós fizemos, não está ao alcance de muitos e, mesmo com apoio, é uma situação horrivelmente angustiante e esgotante. Este país pode não ser para jovens mas certamente não é para velhos.

 
O que se está a passar nas autarquias portuguesas mostra uma grande regressão. Parece-me que apesar de Portugal ter praticamente banido o analfabetismo, perdeu a batalha da Cultura e do Ambiente. Bem tenho avisado que dar certos poderes aos municípios criaria grandes, grandes problemas.
 
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