O Estado do país 2026



Para a situação actual já vai tarde. Que fique pronta a tempo da próxima, atenuaria bastante os efeitos das cheias no Baixo Mondego, a Aguieira passaria a ter uma "ajuda". Perderam-se 10 anos porque o PS se quis vender ao Bloco.

Lamento ir aqui contra a corrente, mas tenho imensas reservas em relação à construção desta barragem, muito próxima a áreas importantes de produção vinícola da Região Demarcada do Dão e a duas dezenas de quilómetros do maciço central da Serra da Estrela - ambos aspetos mencionados no Estudo de Impacto Ambiental, mas muito pouco detalhados, como se ir mais a fundo nessas questões pudesse forçar uma decisão desfavorável. O que diga-se, não é propriamente surpreendente, se nos lembrarmos que o EIA e a DIA são de 2010, daquela mesma altura em que um futuro presidiário era PM e se emparedou o vale do Tua e se cometeram outros tantos atentados ambientais.

Para o Baixo Mondego vai ser uma maravilha, e Coimbra tem peso suficiente para que este projeto vá em frente, mas para a zona onde vai ser construída praticamente só vejo desvantagens. E por muita pena que tenha dos milhares de pessoas afetados na zona de Coimbra e Montemor de 10 em 10 anos, também tenho pena doutros tantos milhares que vão ser diretamente afetados e de forma permanente.
 
Grandes empresários, não têm seguro, têm dívidas ao fisco e à Segurança Social e agora querem ajuda do Estado. O tuga a ser tuga...

Neste país, metade é caloteiro...


Alguns, aposto, são Liberais à Tuga. O estado isto, o estado aquilo. Vem uma aguita, ai que o estado tem de pagar.
 
Está a chover no meu quarto. Quer dizer, agora não porque não está a chover. Deve haver telhas fora de sítio no telhado. A ver se consigo falar com o Montenegro para me resolver esta chatice.
 
Lamento ir aqui contra a corrente, mas tenho imensas reservas em relação à construção desta barragem, muito próxima a áreas importantes de produção vinícola da Região Demarcada do Dão e a duas dezenas de quilómetros do maciço central da Serra da Estrela - ambos aspetos mencionados no Estudo de Impacto Ambiental, mas muito pouco detalhados, como se ir mais a fundo nessas questões pudesse forçar uma decisão desfavorável. O que diga-se, não é propriamente surpreendente, se nos lembrarmos que o EIA e a DIA são de 2010, daquela mesma altura em que um futuro presidiário era PM e se emparedou o vale do Tua e se cometeram outros tantos atentados ambientais.

Para o Baixo Mondego vai ser uma maravilha, e Coimbra tem peso suficiente para que este projeto vá em frente, mas para a zona onde vai ser construída praticamente só vejo desvantagens. E por muita pena que tenha dos milhares de pessoas afetados na zona de Coimbra e Montemor de 10 em 10 anos, também tenho pena doutros tantos milhares que vão ser diretamente afetados e de forma permanente.
Qual é o problema de estar localizada a 20 km do maciço central da Serra da Estrela? Há barragens situadas no maciço central e lembro-me de dezenas delas num perímetro de 30 km...
 
Isso quer dizer que algum crónico pagador tardio do IUC que acabava em janeiro e ficou destelhado, sem luz e com mobilidade severamente restringida ainda vai acabar por ser rejeitado nos apoios?

Tramado.
 
Qual é o problema de estar localizada a 20 km do maciço central da Serra da Estrela? Há barragens situadas no maciço central e lembro-me de dezenas delas num perímetro de 30 km...

Sim, mas nenhuma com tão grande capacidade como a prevista para Girabolhos. E há na região a percepção, se verdadeira ou falsa não faço ideia, de que a construção da barragem da Aguieira nos 70s teve impacto na queda de neve na serra da Lousã, no Açor e partes da Estrela. Sendo de Poiares terás mais noção do que eu relativamente à veracidade disto, de qualquer das formas não tenho confiança nos EIAs feitos e aprovados naquela altura e julgo que talvez esse e outros aspetos merecessem ter sido mais tidos em conta na elaboração do estudo dada a importância económica dos mesmos.
 
Sim, mas nenhuma com tão grande capacidade como a prevista para Girabolhos. E há na região a percepção, se verdadeira ou falsa não faço ideia, de que a construção da barragem da Aguieira nos 70s teve impacto na queda de neve na serra da Lousã, no Açor e partes da Estrela. Sendo de Poiares terás mais noção do que eu relativamente à veracidade disto, de qualquer das formas não tenho confiança nos EIAs feitos e aprovados naquela altura e julgo que talvez esse e outros aspetos merecessem ter sido mais tidos em conta na elaboração do estudo dada a importância económica dos mesmos.
Li algures um artigo sobre o tema. Parece que a população não está convencida sobre a construção da barragem, apesar de ser defendida pelo poder político local. Os moradores tem o impacto no turismo e agricultura.
 
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Sim, mas nenhuma com tão grande capacidade como a prevista para Girabolhos. E há na região a percepção, se verdadeira ou falsa não faço ideia, de que a construção da barragem da Aguieira nos 70s teve impacto na queda de neve na serra da Lousã, no Açor e partes da Estrela. Sendo de Poiares terás mais noção do que eu relativamente à veracidade disto, de qualquer das formas não tenho confiança nos EIAs feitos e aprovados naquela altura e julgo que talvez esse e outros aspetos merecessem ter sido mais tidos em conta na elaboração do estudo dada a importância económica dos mesmos.

Há anos que ouço isso como explicação para a 'crise' de falta de neve em Viseu. Como tu, também não sei se é mito.
 
Li algures um artigo sobre o tema. Parece que a população não está convencida sobre a construção da barragem, apesar de ser defendida pelo poder político local. Os moradores tem o impacto no turismo e agricultura.
Isso é a opinião de muitos sobre tudo, "podem fazer mas não no meu quintal"

Do que tenho visto ao longo dos anos, parte da população é a favor, a outra é contra, muitos como eu não sabem, e mesmo no poder local há diferentes perspectivas. A verdade é que o sector agrícola/vinícola é muito relevante nos concelhos de Nelas e Gouveia, e o turístico muito relevante no concelho de Seia. É também certo que o Douro tem várias barragens e não é por isso que o vinho deixou de ter qualidade. Mas também é certo que a envolvente à barragem da Aguieira se tornou com o tempo num eucaliptal contínuo e é uma zona com ocorrência extremamente frequente de nevoeiros, por isso algum impacto ela teve.

Quase ninguém por aqui duvida da utilidade da barragem para o controlo das cheias no Baixo Mondego, as pessoas estão preocupadas é com o facto de isso poder afetar muito claramente a economia destes concelhos, que somados ainda têm mais de 45 mil habitantes. E isso parece-me perfeitamente legítimo. Tendo isso sido devidamente estudado (que como já tive ocasião de dizer, não sei se foi) seria útil que isso fosse devidamente explicado às populações, antes de se avançar à pressa com o projeto como se fosse um remédio miraculoso.
 
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