O Estado do país 2026

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Não há propriamente um manual moderno a descrever os rituais.

Para a perpetuação da mística auto-atribuída, continua tudo em livros antigos.

Primeiro vou tentar obter o conhecimento secreto e me tentar elevar acima do comum plebe sem necessitar de me striptizar à frente dos irmãos. Bem sei que a observação da parte de terceiros dos pelos da peitaça dão uma enorme ajuda, mas que fazer?

Se não ascender a um plano de existência superior, depois publico um resumo.
 
Última edição:

Portugal entre os três países da UE onde menos se usam transportes públicos


Ainda assim, mesmo sendo dos países onde menos se usa, é o caos. Não temos transportes públicos com uma oferta generosa e funcionam mal.
Tenho tido várias experiências ao longo dos anos, e em regiões diferentes, para perceber que esta é a realidade.


- Apanho três transportes públicos para ir para o trabalho e muitas das vezes vamos como sardinhas enlatadas, exceto no barco que é por lugares sentados, mas muitos na hora de ponta têm lotação esgotada.
- Raramente vou de carro para Lisboa, mas quando vou, este ano tenho notado um aumento do trânsito para a Ponte 25 de abril.
- No Alentejo, quando estudava em Portalegre, tinha um autocarro às 07h e de regresso apenas às 17:20h ou 18:15h. Pagava 80€ por mês e só podia fazer a viagem Arronches - Portalegre e vice versa. Obviamente quando tirei a carta optei pelo carro para me deslocar. Acho que agora está um pouco diferente, mas era péssimo e cheguei a andar em autocarros onde chovia.
- Quando estudei em Leiria, exceto às sextas e domingo, nunca tinha autocarro direto. Cheguei a fazer viagens de quase 10h ao fazer escala em Lisboa quando de carro eram 2h.

Em relação às grandes cidades, com tudo centralizado em Lisboa e Porto e com uma crise de habitação em completo descontrolo, acaba por haver um efeito dominó devido ao facto das pessoas serem empurradas para a periferia. Sem reforço da oferta, não há milagres.
Já aqui referi a situação do metro de Lisboa. Em vez de ser expandido para a periferia, é construída uma linha circular e a pouca expansão prevista é para zonas da cidade onde cada vez vive menos gente. Estes projetos dão a entender que se pensa mais na melhor mobilidade dos turistas do que da própria população.

Não usufruo da Fertagus, mas segundo consta é todos os dias um cenário de 3º mundo.

Definitivamente estamos num poço sem fundo em muitos aspetos.
:D Sou do Algarve e digo que em Lisboa não falta alternativas para a mobilidade, e nem tinha pachorra para andar de carro lá dentro, aonde se perde horas e horas no trânsito.

Das inúmeras vezes que tenho ido a Lisboa no último ano e meio, digo que não fosse a Rede Expressos estava bem lixado, é a única com horários mais adequados e mesmo assim, é preciso fazer alguma ginástica e com passagem em Olhão, chegando a Sete Rios apanhar o táxi e estou no Santa Maria em 5 minutos. Ora, não fosse a Rede Expressos a ter um autocarro às 6 h da manhã, que chega a Sete Rios ás 9h30, estava bem lixado que o comboio só chega às 10 h, os horários deviam ser mais cedo e adequados a quem vai ter consultas em hospitais, é necessário pedir sempre ao médico para marcar a consulta mediante o horario que chego a Lisboa.

Mas, é um valente alívio na carteira, neste ano e meio em passagens já gastei perto de 450 € ida e volta, ora indo de carro, combustível + portagens ficaria perto dos 150 € cada viagem, já teria percorrido perto de 10 mil quilómetros e teria gasto perto de 3000 €. :rolleyes:
 
Acho que, no geral, os portugueses tendem a ser algo racistas e bastante resistentes ao que é diferente, seja a nível cultural ou até simplesmente pela cor da pele. Para mim isto é uma realidade, por muito que muita gente prefira dizer que não.

Sou filho de imigrante e já vi e ouvi muita coisa ao longo da minha curta vida. Sei bem o que a minha mãe passou nos anos 90 e o que sente agora com o crescimento do discurso anti-imigração, e lembro-me perfeitamente de comentários que ouvi na escola quando era miúdo e de coisas que ainda hoje se ouvem no trabalho. Não é uma hostilidade constante, claro. Há pessoas e pessoas, mas quando praticamente todos os imigrantes já passaram por algum episódio de racismo, isso mostra que há um problema que não pode ser ignorado.

Percebo que existam choques culturais e que tenha de haver controlo na imigração. Mas acredito sinceramente que, se houvesse mais investimento em políticas de integração sérias e eficazes, grande parte dos problemas associados à imigração seria muito menor.

O problema é que ninguém quer ter esse trabalho, nem à esquerda, e muito menos à direita.
 
Supostamente o Montenegro é maçon.

Claramente algo falhou na aquisição do tal conhecimento esotérico que destaca uns de outros. E com ele, muitos outros podem ser referenciados.

Que tal lixo continue a suscitar tanta suspeição e medo é surreal.

O problema da maçonaria não é maçonaria. São (grupos de) indivíduos que escolhem outros (grupos de) indivíduos para conviverem e trocar o mais diverso tipo de informações. Se trocarem o avental por uma jantarada dá no mesmo.

Não falta material na maçonaria para os comediantes. Seria o caminho mais rápido para erradicar a abominação.

 

Vale a pena mostrar os mamilos a outros tipos com peitaça descaída, de meia idade e obesos?

Vale!

Porque as interações seculares abrirão muito mais portas que toda essa trampa espiritual auto-indulgente que preconizam!
 
Sobre Portugal ser ou não um país racista fica este episódio real que vi hoje numa gare rodoviária em Aveiro.

Um grupo de jovens negros vinha a conviver falando alto (na via pública). Um senhor dos seus 60 / 70 anos virou-se alto e bom som dizendo: "Deviam era voltar para a selva!"

Nos anos 80 ou 90, onde este discurso era aceite, era raro ouvi-lo.
Hoje em dia muita gente tem esta validação para dizê-lo...
 
Nos anos 80 ou 90, onde este discurso era aceite, era raro ouvi-lo.
Hoje em dia muita gente tem esta validação para dizê-lo...

A minha mãe diz exatamente o mesmo. Nos anos 90 era raro alguém dizer-lhe algo xenófobo ou racista diretamente. Normalmente as coisas eram ditas nas costas, e eram mais os olhares, o desprezo, pequenas atitudes. Hoje em dia há muito menos vergonha, nem há comparação.

Ainda há poucos dias presenciei uma colega a falar de uma cliente, que por acaso é africana, e a certa altura disse algo do género: “esta mulher é uma chata, não me venham dizer que a cor da pele não tem nada a ver!”.

Isto é um fenómeno generalizado que continua a ser ignorado. Já disse várias vezes à minha mãe — que está cá há 35 anos e construiu toda a sua vida aqui — que, por uma questão de segurança, talvez o melhor seja ouvir os xenófobos e começar a pensar em voltar para a terra dela.
 
E já que se falou em questões demográficas e de filhos por mulher:
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Em 2024 a média nacional foi de 1,4 filhos por mulher, já das mulheres nascidas cá é de 1,35 filhos por mulher, um pouco inferior, mas há países com diferenças bem maiores como a Bélgica ou França. O aumento da percentagem de filhos de mães nascidas no estrangeiro tem muito mais que ver com o aumentos de imigrantes em termos absolutos e com a diminuição de mulheres nativas em idade fértil do com a quantidade de filhos que cada uma tem
 
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A minha mãe diz exatamente o mesmo. Nos anos 90 era raro alguém dizer-lhe algo xenófobo ou racista diretamente. Normalmente as coisas eram ditas nas costas, e eram mais os olhares, o desprezo, pequenas atitudes. Hoje em dia há muito menos vergonha, nem há comparação.

Ainda há poucos dias presenciei uma colega a falar de uma cliente, que por acaso é africana, e a certa altura disse algo do género: “esta mulher é uma chata, não me venham dizer que a cor da pele não tem nada a ver!”.

Isto é um fenómeno generalizado que continua a ser ignorado. Já disse várias vezes à minha mãe — que está cá há 35 anos e construiu toda a sua vida aqui — que, por uma questão de segurança, talvez o melhor seja ouvir os xenófobos e começar a pensar em voltar para a terra dela.
Uma situação desastrosa que presenciei foi em relação a um colega de curso cuja mãe era do Brasil. A certa altura outro colega, cujos pais era amigos do pai desse rapaz, saltou-me com esta: «o pai foi a um congresso ao Brasil e conheceu por lá a mãe dele e deixou a primeira mulher, de certeza que foi na casa da pxtsx». Difamatório e uma grande falta de respeito e ordinarice, ainda por cima vindo de alguém brasonado!
 
Ainda há poucos dias presenciei uma colega a falar de uma cliente, que por acaso é africana, e a certa altura disse algo do género: “esta mulher é uma chata, não me venham dizer que a cor da pele não tem nada a ver!”.

E tem toda a razão, claro. Se há coisa que eu nunca vi neste país foi um Português branco e chato. Ou é branco ou é chato. As duas coisas juntas, nunca.