A Alemanha quer que todos os membros da UE aumentem os gastos militares. Bem, quem está fora da UE não escapa, e o Reino Unido também terá de aumentar a despesa. Isto implica uma de três consequências: há cortes na despesa pública, há aumentos de impostos, ou há um aumento expressivo do crescimento económico. Contudo, tendo em conta o estado actual das sociedades europeias, esta nunca será uma opção popular. Os europeus das novas gerações desconhecem as agruras dos seus antepassados, e rejeitam sacrifício. Vive-se a era do egoísmo e do individualismo.
Durante décadas a Europa viveu encostada à defesa proporcionada pelos EUA. Trump mudou o jogo, e o Partido Republicano está agora dominado por facções que têm uma postura agressiva contra os europeus. Depois de Trump, a situação poderá piorar, se Vance for o próximo Presidente. E é algo que não deve ser excluído, pois a nível nacional os estudos de opinião não são favoráveis para os Democratas.
Por outro lado, a Europa está rodeada por dois grandes inimigos, potencialmente agressivos durante os próximos dez anos. De um lado temos a Rússia, com um Regime forte que é fortemente anti-europeu, e que pretende a queda da União Europeia, excepto se a Europa Ocidental aceitar as suas pretensões territoriais sobre o Cáucaso, a Ucrânia, a Moldávia ou a Bielorrúsia, e se aceitar ser o centro de lavagem de dinheiro dos oligarcas. Por outro lado temos o Islão político, inimigo mais difuso mas não menos perigoso, que vê a Europa como um continente degenerado e decadente, que precisa de ser purificado. Para o Islão, tomar a Europa é uma missão divina, uma guerra santa contra aqueles que dão direitos às mulheres e às pessoas que não são heterossexuais. Este cenário não se colocava antes do 11 de Setembro, e da tomado do poder por Putin.
A agravar o cenário, temos vários países europeus com dívidas soberanas altíssimas, cargas fiscais altas, e partidos populistas simpatizantes de Moscovo à beira de tomar o poder. Sempre que são anunciadas reformas estruturais que toquem em «direitos», estes partidos aproveitam para tentar subir mais um pouco nas sondagens, as populações ficam indignadas, há manifestações e histeria nas redes sociais. Portugal é um desses países, e portanto, os portugueses não esperem uma melhoria do seu nível de vida nos próximos anos. A não ser que estes mesmos portugueses mudem, o que não irá também acontecer. Infelizmente, as sociedades só mudam em pouco tempo perante um grande choque emocional.
Durante décadas a Europa viveu encostada à defesa proporcionada pelos EUA. Trump mudou o jogo, e o Partido Republicano está agora dominado por facções que têm uma postura agressiva contra os europeus. Depois de Trump, a situação poderá piorar, se Vance for o próximo Presidente. E é algo que não deve ser excluído, pois a nível nacional os estudos de opinião não são favoráveis para os Democratas.
Por outro lado, a Europa está rodeada por dois grandes inimigos, potencialmente agressivos durante os próximos dez anos. De um lado temos a Rússia, com um Regime forte que é fortemente anti-europeu, e que pretende a queda da União Europeia, excepto se a Europa Ocidental aceitar as suas pretensões territoriais sobre o Cáucaso, a Ucrânia, a Moldávia ou a Bielorrúsia, e se aceitar ser o centro de lavagem de dinheiro dos oligarcas. Por outro lado temos o Islão político, inimigo mais difuso mas não menos perigoso, que vê a Europa como um continente degenerado e decadente, que precisa de ser purificado. Para o Islão, tomar a Europa é uma missão divina, uma guerra santa contra aqueles que dão direitos às mulheres e às pessoas que não são heterossexuais. Este cenário não se colocava antes do 11 de Setembro, e da tomado do poder por Putin.
A agravar o cenário, temos vários países europeus com dívidas soberanas altíssimas, cargas fiscais altas, e partidos populistas simpatizantes de Moscovo à beira de tomar o poder. Sempre que são anunciadas reformas estruturais que toquem em «direitos», estes partidos aproveitam para tentar subir mais um pouco nas sondagens, as populações ficam indignadas, há manifestações e histeria nas redes sociais. Portugal é um desses países, e portanto, os portugueses não esperem uma melhoria do seu nível de vida nos próximos anos. A não ser que estes mesmos portugueses mudem, o que não irá também acontecer. Infelizmente, as sociedades só mudam em pouco tempo perante um grande choque emocional.