O relâmpago perpétuo de Catatumbo

Vince

Furacão
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Braga
O sonho de qualquer amante de trovoadas. Imaginem um local onde ocorrem descargas nuvem-nuvem com arcos eléctricos de 2 a 10km de altura, durante 150 dias por ano, 10 horas por noite e mais de 280 descargas por hora, quase 5 por minuto.

Esse local existe, fica na Venezuela, onde o rio Caratumbo desagua no lago Maracaibo.

lago.jpg

http://maps.google.com/maps?ll=10.65,-71.6&spn=0.3,0.3&q=10.65,-71.6


É um fenónomo meteorológico único no mundo, com uma tempestade quase permanente e que se julga produzir parte significativa do Ozono mundial. Esta tempestade vê-se a 400 km de distância e é por isso chamada de "Farol Maracaibo", pois a luz quase contínua da tempestade é usada por marinheiros desde a antiguidade.

Relámpago del Catatumbo es un fenómeno meteorológico singular ubicado al sur del lago de Maracaibo en Venezuela, cuyo nombre proviene del río Catatumbo.

Este fenómeno se caracteriza por ser un relámpago casi continuado, que se produce en nubes de gran desarrollo vertical formando arcos eléctricos entre los 2 y los 10 kilómetros de altura (o más), a medida que los vientos alisios penetran en la superficie del lago en horas de la tarde (cuando la evaporación es mayor) y se ven obligados a ascender por el sistema montañoso de Perijá (de 3.750 msnm) y la Cordillera de Mérida, el ramal venezolano de los Andes (de 5.000 msnm, aproximadamente). El origen de este fenómeno está en el efecto orográfico de estas cordilleras que encierran y frenan a los vientos del noreste produciéndose nubes de gran desarrollo vertical, concentradas principalmente en la cuenca del río Catatumbo. Este fenómeno es muy fácil de ver desde cientos de kilómetros de distancia, es decir, desde el propio lago (donde no suelen presentarse nubes durante la noche) por lo que también se conoce como el Faro de Maracaibo, ya que las embarcaciones que surcaban la zona podían navegar durante la noche sin problemas en la época de la navegación a vela. Tiene una ocurrencia anual de 140 a 160 noches, durando hasta 10 horas por noche y produce hasta 280 descargas por hora. Además, estas tormentas eléctricas producen un elevado porcentaje de toda la capa de ozono generada a escala mundial por lo que el relámpago del Catatumbo puede considerarse como uno de los principales regeneradores individuales de la capa de ozono del planeta, pues produce aproximadamente 1.176.000 descargas eléctricas atmosféricas.

Antecedentes y estudios

El primer escrito donde se mencionó al relámpago del Catatumbo fue el poema "La Dragontea" de Lope de Vega en 1597. El naturalista y explorador prusiano Alejandro de Humboldt lo describe como "explosiones eléctricas que son como fulgores fosforescentes...", siendo reseñado luego por el geógrafo italiano Agustín Codazzi como un "relámpago continuado que parece surgir del río Zulia y sus alrededores".

Entre los principales estudios modernos se encuentra el realizado por Melchor Centeno, quién delimita la región de ocurrencia entre las coordenadas 8º 15' y 10 norte y 4º 45'6 oeste. Centeno atribuye así el origen a las tormentas eléctricas, y atribuye la ocurrencia de las tormentas eléctricas a la circulación cerrada de vientos en la región.

Entre 1966 y 1970, el científico Andrés Zavrostky junto a ayudantes de la Universidad de los Andes, realizó tres expediciones con las cuales concluye que la localización tendría varios epicentros en las ciénagas del Parque Nacional Ciénagas de Juan Manuel de Aguas Claras y Aguas Negras al oeste del lago de Maracaibo, y sugiere en 1991 que el fenómeno ocurre por el encuentro de corrientes de aire frías y calientes sin descartar el uranio como posible agente cocausal, aunque este último hecho no pasa de ser mera especulación.

Entre 1997 y 2000, Rafael Falcón et al, realizan varias expediciones y logran el primer modelo microfísico del relámpago del Catatumbo identificando al metano como una de las principales causas del fenómeno.

Impacto social y turístico

El relámpago del Catatumbo es admirado por la sociedad venezolana, en especial en el estado noroccidental del Zulia, el cual tiene un rayo en su escudo oficial para simbolizar al fenómeno. También la letra del himno del Estado Zulia, cuyo autor es el zuliano Udón Pérez, incluye una estrofa que hace referencia a este fenómeno:

La etnia wari lo define como “la concentración de millones de cocuyos (luciérnagas) que todas las noches se reúnen en el Catatumbo para rendirle tributo a los padres de la creación”, mientras que los yucpas y los wayuu lo atribuyen a la presencia de los espíritus de los guajiros caídos que resplandecen como una especie de mensaje, además de considerarlo el "eterno resplandor en las alturas".

Entre las principales curiosidades históricas se encuentra un cuento sobre el intento de Francis Drake en 1595 para saquear Maracaibo, el cual fue frustrado por el aviso temprano a la guarnición de la ciudad, producido gracias a la iluminación del relámpago. Además, durante la guerra de independencia, el rayo sirvió de faro para la fuerza naval del Almirante Padilla, quien logró derrotar a los navíos españoles el 24 de julio de 1823.

Se busca catalogar al relámpago del Catatumbo como patrimonio de la humanidad bajo la protección de la Unesco, y en caso de lograrse sería el primer fenómeno meteorológico con esta catalogación.

Fue declarado Patrimonio Natural del Zulia el 27 de septiembre de 2005.
(c) Wikipedia
 

Rog

Cumulonimbus
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6 Set 2006
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Norte Madeira (500m)
O sonho de qualquer amante de trovoadas. Imaginem um local onde ocorrem descargas nuvem-nuvem com arcos eléctricos de 2 a 10km de altura, durante 150 dias por ano, 10 horas por noite e mais de 280 descargas por hora, quase 5 por minuto.

Esse local existe, fica na Venezuela, onde o rio Caratumbo desagua no lago Maracaibo.

lago.jpg

http://maps.google.com/maps?ll=10.65,-71.6&spn=0.3,0.3&q=10.65,-71.6


É um fenónomo meteorológico único no mundo, com uma tempestade quase permanente e que se julga produzir parte significativa do Ozono mundial. Esta tempestade vê-se a 400 km de distância e é por isso chamada de "Farol Maracaibo", pois a luz quase contínua da tempestade é usada por marinheiros desde a antiguidade.

(c) Wikipedia

Desconhecia tal ocorrência, mas a imaginar essa situação deve ser interessante... mas ai também a probabilidade de alguém ser atingido por um raio também deve subir consideravelmente...:D:trovao:
 

Geiras

Cumulonimbus
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Qta. do Conde / Sintra
Desconhecia este tópico e também tal fenómeno!

A ver se os Storm Chasers portugueses se juntam, angariam dinheiro e vamos lá passar umas férias :D:lol:
 

irpsit

Cumulonimbus
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Que sítio!

É pena é ser tão remoto, mas se um dia for à América do Sul, irei lá.
Espantosa frequência de relâmpagos.

Li há uns tempos, que o fenómeno deve-se à presença excessiva de metano da matéria orgânica trazida pelo rio e acumulada no lago.
 

Snifa

Furacão
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[ame="http://youtu.be/IXTAW6mWvk0"]http://youtu.be/IXTAW6mWvk0[/ame]
 

Paulo H

Cumulonimbus
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É um fenónomo meteorológico único no mundo, com uma tempestade quase permanente e que se julga produzir parte significativa do Ozono mundial. Esta tempestade vê-se a 400 km de distância e é por isso chamada de "Farol Maracaibo", pois a luz quase contínua da tempestade é usada por marinheiros desde a antiguidade.

É de facto impressionante haver um local assim no mundo!

Mesmo assim tenho algumas dúvidas quanto ao fenómeno ser responsável por produzir parte significativa do ozono mundial, ou melhor dizendo o que duvido é que o ozono produzido vá alimentar a camada de ozono..

O ozono produzido situa-se na troposfera, enquanto que a camada de ozono situa-se na estratoesfera, mais acima, portanto! A camada de ozono é mantida segundo um equilíbrio químico no chamado ciclo oxigénio-ozono, e esse equilíbrio é mantido consoante a temperatura na estratoesfera e a incidência de raios ultravioletas. Claro que o equilíbrio altera-se na presença de certos gases catalizadores como alguns do grupo dos halogenios (cloro, bromo, fluor..) bem como dos CFC's).

O ozono produzido por raios na tropoesfera, como é 50% mais denso que o oxigénio, em princípio desce até à superfície, sendo portanto um gás poluente e na minha opinião não irá subir até à estratoesfera (na ozonosfera) para alimentar a camada de ozono.. É a minha opinião.

O ozono à superfície é um gás muito perigoso a partir de concentrações mínimas, tal como o cloro! Sei como se produz, pois trabalhei com geradores de ozono para tratamento na desinfecção da água em ETA's, e posso afirmar que perante pequenas fugas, o seu cheiro é intenso e nauseabundo (parecido com cheiro da chuva mas muito mais afrutado), dependendo da fuga e sua concentração, é difícil aguentar mais de 1minuto sem sair para o ambiente respiravel, com tonturas e quase vômito! :) é um verdadeiro perigo!
 

rozzo

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11 Dez 2006
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Já tinha visto isto há um bom tempo, é fantástico de facto. :D

E também no início deste ano vi uma notícia sobre ter cessado, e os especialistas na zona estarem receosos que pudesse não voltar, que a alteração que tinha quebrado o fenómeno fosse do AG.

Mas felizmente que está de volta. :D
 

Z13

Cumulonimbus
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Há 18 anos estive na Venezuela e só hoje tive conhecimento deste fenómeno... que desperdício de oportunidade...

Curiosamente, segui de Caracas para Santa Fé de Bogotá (na Colômbia) num avião da Viasa, naquela que foi provavelmente a viajem mais atribulada que fiz de avião (muiiiiita turbulência!). Na altura achei que fosse devida aos Andes... terei passado perto do lago de Maracaibo...?:rolleyes: