Pandemia da COVID-19 2022

Continua a tendência de descida de casos de COVID em Portugal. De facto, nota-se que a imunidade natural e vacinação elevadas levaram a um "estancamento" de uma nova vaga e gradual descida do número de casos. O número de mortes de COVID-19 também já estagnou e parece querer diminuir: :eek:
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Entretanto o "Dia da Libertação" foi adiado para a segunda metade do mês de abril, segundo especialistas. :)
Agora têm é surgido vários casos de gripe muito forte. Tenho amigos na casa dos 25 anos que tiveram de ficar de cama, com sintomas bem mais intensos que as da Covid.
 
Estou com Covid... já fui baptizado.

Sintomas começaram no Domingo, Segunda e Terça não trabalhei e dormi quase dois dias... febre fraca, nada por aí além. Ontem não consegui dormir, acabei por adormecer as 5 e acordar às 7 da manhã com muita dor de garganta... repeti o teste pela terceira vez e deu positivo. Tem sensação de garganta arranhada, dor ao engolir, e alguma tosse seca, mas não muita. O pior foi mesmo a enxaqueca! Sim, o Covid deu-me uma enxaqueca terrível na segunda e na terça, com vontade de vomitar, dor de cabeça, falta de ar... não tenho contudo dores musculares nem das articulações. Já tive gripes piores quando era miúdo... mas tenho duas doses da vacina. É um vírus estranho. Enfim, uma semana de cama. Quase não tenho comido mas não sinto fome nenhuma...
 
Estou com Covid... já fui baptizado.

Sintomas começaram no Domingo, Segunda e Terça não trabalhei e dormi quase dois dias... febre fraca, nada por aí além. Ontem não consegui dormir, acabei por adormecer as 5 e acordar às 7 da manhã com muita dor de garganta... repeti o teste pela terceira vez e deu positivo. Tem sensação de garganta arranhada, dor ao engolir, e alguma tosse seca, mas não muita. O pior foi mesmo a enxaqueca! Sim, o Covid deu-me uma enxaqueca terrível na segunda e na terça, com vontade de vomitar, dor de cabeça, falta de ar... não tenho contudo dores musculares nem das articulações. Já tive gripes piores quando era miúdo... mas tenho duas doses da vacina. É um vírus estranho. Enfim, uma semana de cama. Quase não tenho comido mas não sinto fome nenhuma...

Atacou bem entao. Eu praticamente nao tive sintomas. Apenas nariz entupido. Tambem ja li que a variante Omicron da dores de gargante forte. A minha irma tambem teve.
 
A mãe de uma aluna, na casa dos 40, teve há coisa de 2 semanas e continua de rastos. Três doses da vacina. Disse-me que nunca pensou que fosse assim. Para subir um lanço de escadas, tem de parar duas vezes.
 
De novo, as notícias continuam a propagar puro sensacionalismo sobre o tema da COVID. Agora é sobre o fim das máscaras no interior dos estabelecimentos, e o facto de ainda estarmos distantes desse patamar: :dry:
Distância do nível 0

A realidade é distinta:
1 - Neste momento temos uma incidência de 14 mortes por milhão de habitantes a 7 dias, e o patamar são 10 - portanto não estamos assim tão distantes. De salientar que, no início de fevereiro, tínhamos 55. :eek:

2 - O número de mortes cai com um certo desfasamento em relação aos casos confirmados. No início do mês passado houve um pico da incidência devido ao efeito conjunto do Entrudo com a sub-variante BA.2 da Ómicron. Devido à imunidade natural elevada e elevada vacinação, a sexta vaga foi rapidamente controlada, mas só agora é que se nota a descida da mortalidade.

3 - Entre 19 e 26 de março, a queda de casos foi de 7%, já entre 27 de março e 4 de abril a queda foi de 12%, quase o dobro. Quanto às mortes, na semana em março teve uma subida de 6% e na semana até 4 de abril teve uma descida de 3%.

4 -Tendo em conta o R(t) a descer gradualmente e um certo desfasamento em relação aos dados reais (estamos a falar de dados com quatro dias de atraso), é quase certo que as mortes vão descer para menos de 10 por milhão.
Mesmo que haja um aumento dos casos na Páscoa, será um aumento bastante ligeiro dada a inexistência de novas sub-variantes (mais ainda que o do pós-Carnaval), e as mortes continuarão a cair durante as duas semanas seguintes, pelo menos. :D
 
Algo me diz que a pandemia não tarda muito vai voltar a ser um palco de atenções em todo o mundo, a par da guerra na Ucrânia. Em janeiro deste ano, quando a Ómicron assolava a Europa e os EUA a toda a força, eu afirmei que manter uma política de zero COVID neste momento, com uma variante como a Ómicron, altamente contagiosa, tem uma eficácia praticamente nula, e todos os países com estas políticas seriam afetados por uma vaga brutal. Foi essencialmente isso que aconteceu no Japão, Coreia do Sul, Singapura, Nova Zelândia e Austrália. No entanto, a China permanecia sem quaisquer efeitos, tirando uns surtos em Wuhan e Hong Kong...

Pois bem, parece que a Ómicron chegou em força ao país depois dos Jogos Olímpicos de Inverno. Se a vacinação fosse elevada na China, uma vaga da Ómicron não seria grande problema já que a vacinação, aliada à imunidade natural, diminui de forma abrupta a taxa de letalidade da doença (em muitos países europeus é já equivalente à taxa da gripe anual, por exemplo), no entanto se não houver muita imunidade, seja ela artificial ou natural, a taxa de letalidade é de 1,5%, o que é muito elevado. A China neste momento tem um duplo problema: uma parte muito significativa da população idosa não tem sequer uma dose e os que têm levaram a vacina chinesa, que é menos eficaz. Para piorar a situação, devido à política de zero COVID, a China não tem grande imunidade natural, ainda por cima tendo em conta que a última vaga que o país teve foi em janeiro e fevereiro de 2020 e foi com a estirpe original, que era muito menos infeciosa (já para não falar dos dados censurados naquela altura).

Hong Kong neste momento já é a pior região do mundo ao nível da letalidade por COVID-19, e a China continental segue algo atrasada mas ao mesmo ritmo de crescimento. Tudo indica que esta vaga por lá será brutal, e a eficácia das medidas do Governo chinês será muito pequena (para não dizer nula mesmo). Para além disso, a economia chinesa não cresce há vários meses devido aos muitos confinamentos seletivos e há uma bomba-relógio financeira prestes a explodir (nem preciso de dizer qual é)...
Interessante como as minhas previsões sobre a situação da COVID na China estão a acertar... quem diria! :rolleyes:

O que vale é que, a nível global, a situação é maravilhosa: neste momento a mortalidade está em valores mínimos de março de 2020, e continua a descer à grande. Acredito que o fim da pandemia esteja a poucos meses de distância! :)
 
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Quem ainda não contraiu Covid-19 provavelmente é porque não tem amigos, diz médico sul-coreano​



Só tenho inimigos e invejosos logo ainda não tive o Covid. :D
E eu que estive rodeada de infectados por todos os lados e até agora nada?
 
Este, apesar de ser apenas o gráfico da evolução da pandemia num dos muitos municípios portugueses (Tavira), mostra uma tendência comum a praticamente todo o país. Desde o pico da "semi-onda" da BA.2, no início do mês passado, os casos têm vindo a descer gradualmente, com ondas "pequenas" pelo meio (surtos localizados) - um padrão cada vez mais semelhante ao da gripe sazonal (como se já não estivesse a ficar parecido antes). :eek:

Com os relatórios semanais, este padrão interessante e revelador tem sido claramente tapado, o que tem levado a uma nova onda de desinformação, agora no que diz respeito ao nível de mortalidade e às consequências disso (o tal "nível zero"). Vamos ser sinceros: tendo em conta isto, é quase certo que o nível zero, das tais 20 mortes por milhão de habitantes a 14 dias, será atingido no curto prazo, até porque na passada sexta estávamos com 28,5 e sempre há um desfase (entre duas a três semanas) entre o número de casos e a mortalidade - algo que também já acontecia noutras vagas. :D

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STOCKHOLM (AP) — Sweden’s former chief epidemiologist, considered the architect of the country’s unconventional response to the coronavirus pandemic, isn’t going to work for the World Health Organization after all.

Sweden’s Public Health Agency reported Wednesday that WHO said “that an agreement has unfortunately not been reached” for Anders Tegnell to take on an “intended assignment” at the U.N. health agency.

Tegnell instead will return to the Swedish agency and be in charge of “international commitments.” He has been the country’s chief epidemiologist since 2014.
 
Máscaras deixam de ser obrigatórias na maioria dos espaços interiores, com exceção dos hospitais, transportes públicos e lares, segundo o Conselho de Ministros. :thumbsup: