Não propriamente - foi mais algo semelhante ao que aconteceu em outros países com políticas de COVID zero na transição para a normalidade pós-pandémica (essencialmente passaram de confinamentos seletivos para medidas de contenção ligeiras). A Europa nunca teve uma política de zero COVID como esses países porque isso teria implicações severas para o funcionamento de vários organismos europeus (como o espaço Schengen) e, em janeiro, as únicas restrições existentes eram praticamente as das máscaras em espaços públicos (nalguns países, como Espanha ou o Chipre, ainda em todos os espaços públicos, tanto abertos como fechados) e se calhar alguns países com os chamados "passaportes COVID").e foi o que já aconteceu na Europa em Fevereiro e Marco deste ano quando se comecaram a levantar todas as restricoes.

A grande diferença aqui - e essa é a parte que mais "preocupa" - é que a China está essencialmente a sair de uma política extrema de confinamentos para o extremo oposto sem um verdadeiro mecanismo de contenção, ou seja, o oposto do que outros países com políticas de zero COVID fizeram, já que não há quaisquer indícios de que sejam dadas doses de reforço com vacinas que sejam eficazes.

