Se a tua liberdade tem uma data de validade pré-definida, és mesmo livre?
https://www.google.com/amp/s/pontof...ir-liberdade-de-expressao-diz-novo-macau/amp/
https://www.google.com/amp/s/www.dn...-kong-macau-e-china-deteriorouse-5007204.html
https://thediplomat.com/2019/12/while-hong-kong-protests-macau-sleeps-through-erosion-of-freedoms/
https://www.google.com/amp/s/macaud...porters-barred-from-working-in-macau.html/amp
Não faltam exemplos de degradação da pseudo-democracia macaense, ou da erosão regressiva de liberdades na região. Não tenho ninguém lá conhecido, mas não deixa de ser fácil encontrar páginas de redes sociais para acompanhar a situação, que é o que faço. Novamente: ir lá trabalhar e dizer que tem liberdade não é o mesmo que viver lá e ter que se sujeitar a um regime que se imporá contra a sua vontade. De certeza que se viveesses por cá e te dissessem que em 2022 passarias a viver num estado nazi não acharias que vives em liberdade. Eu não acharia, pelo menos.
A legítima preocupação que tens com a Polónia ou a Hungria devia ser entendida a Hong Kong e Macau, até porque estes dois não têm algo que os dois primeiros têm: democracia. Pode ser altamente deficitária para os padrões europeus, mas é anos-luz mais representativo que qualquer coisa que exista nas RAEs. E nesses dois sim, conheço até bastantes pessoas.
Enquanto na Polónia o PiS parece ter começado a sua erosão, e na Hungria partidos como o Momentum começam a marcar passo contra o Fidesz, em HK e Macau as pessoas não têm direito a esvolher. Seja sobre agora ou sobre o que acontece daqui a 30 anos. E lamento, mas isso não é liberdade, é paz, que não são a mesma coisa.