A Esquerda não tem de ser a Direita. Mas tem de pôr no balde no lixo as polémicas sobre as casas-de-banho, as devoluções de objectos nos museus, a «linguagem inclusiva», fronteiras abertas ao Terceiro Mundo e por aí fora. Tem de alterar radicalmente a agenda e falar de coisas que dizem respeito a 90% dos cidadãos. Pode falar por exemplo na questão da privacidade, dívidas dos estudantes, consequências da robotização e mecanização, globalização, real universalização do acesso aos cuidados de saúde, degradação da qualidade do Ensino público, habitação social, Ambiente, etc. Mas tudo com sensatez e moderação.