Em Espanha houve recentemente graves confrontos na Estremadura. Muitos agricultores estão revoltados com a subida do salário mínimo nacional. O PSOE do Governo Regional está contra o PSOE de Madrid, quem diria!
Espanha tem grandes diferenças regionais no clima, paisagem, tradições... e no tecido económico. A Estremadura é uma das regiões mais pobres e periféricas. A nível local a agricultura e a pecuária têm um peso fortíssimo, bem como a pequena indústria alimentar. Espanha tem neste momento um salário médio próximo de 1900 euros, mas há grandes diferenças regionais entre regiões ricas, como Madrid, Catalunha, Aragão, País Basco ou Navarra e regiões pobres como a Estremadura. Mesmo dentro de cada região há grandes diferenças, como sucede com a Andaluzia, onde o litoral mediterrânico é rico, e o interior mais pobre. O salário médio acompanha estas diferenças.
A meu ver em Espanha seria mais sensato seguir duas vias. Uma seria a existência de salário mínimos regionais. Outra seria manter tudo como estava. Ou seja, um salário mínimo abaixo dos 700 euros. Na região de Ayamonte, Lepe ou Huelva, pagavam-se bem acima do salário mínimo para trabalhos pouco qualificados, bem antes das subidas do PSOE. Uma subida do salário mínimo tão alta num espaço de tempo tão curto revela imprudência. Não foi assim há tanto tempo que Espanha esteve com um desemprego acima de 20%.
Una protesta de agricultores en Don Benito (Badajoz) ha terminado este miércoles con varias cargas policiales a las puertas de la Institución Ferial de Extremadura (Feval), donde el ministro de Agricultura, Luis Planas, ha ido a visitar la feria Agroexpo. Varios miles de personas, según estimaciones de la agencia Europa Press, se han manifestado en la localidad pacense convocados por las organizaciones agrarias UPA-UCE, Asaja y COAG. (...)
La manifestación de este miércoles se enmarca en las protestas que el sector primario está llevando a cabo en toda España esta semana. Los agricultores y ganaderos se quejan de los bajos precios de los productos en origen, por lo que exigen que se fijen unos precios mínimos, y reclaman mayor contundencia en la política arancelaria, a la vista de las penalizaciones que EE UU ha impuesto al campo europeo por las tensiones comerciales entre ambos bloques. Algunas organizaciones, como COAG y Asaja, se oponen también al aumento del Salario Mínimo Interprofesional acordado por el Gobierno al entender que estrangulará a muchas explotaciones agrícolas por no poder pagar cuotas más altas a la Seguridad Social.
https://elpais.com/economia/2020/01/29/actualidad/1580318812_907792.html

Antes desta última viagem que fiz, a primeira viagem de trabalho para a Galiza, tinha uma ideia diferente do que era aquela região. Pensava que a Galiza era bem mais pobre e mais rural do que na verdade é.
Ao contrário do Norte de Portugal, a Xunta investiu muito dinheiro numa rede de estradas de alta capacidade. Aliás, a mobilidade entre os concelhos foi sempre uma prioridade deles, já que é um território bastante montanhoso.
Curiosamente, já havia ligação entre os principais portos da Galiza e já havia autoestradas a ligar as várias zonas do interior/Litoral bem antes da ligação a Madrid. Por exemplo, a AP-9, a autoestrada do Atlântico, foi totalmente completa no final dos anos 1980. Já a ligação a Madrid por autoestrada apenas foi inaugurada já nos anos 2000.
Este desenvolvimento na rede viária permitiu que a região deixasse de ser a mais pobre da Europa Ocidental.
Em época de campanha eleitoral, numa reunião sobre a economia e o que deve ser feito, falaram-me de coisas que eu nunca tinha ouvido falar nos jornais portugueses. Uma coisa curiosa foi isto: o enorme contraste nos salários médios regionais em Espanha. Já sabia que havia contraste, mas não estava à espera de uma diferença de 3877€ entre o salário médio do município mais pobre (Zarza la Mayor - 483€) e o salário do mais rico (Alcobendas - 4360€).
Aqui tenho uma lista dos salários médios de cada região, a qual me foi dada pelos meus companheiros galegos:
- Extremadura - 670€
- Castela-Mancha - 823€
- Andaluzia - 849€
- Múrcia - 914€
- Aragão - 956€
- Galiza - 983€
- Astúrias - 997€
- La Rioja - 1020€
- Castela-Leão - 1068€
- Navarra - 1129€
- Cantábria - 1342€
- Canárias - 1518€
- Comunidade Valenciana - 1564€
- Ilhas Baleares - 1836€
- País Basco - 2032€
- Comunidade de Madrid - 2465€
- Catalunha - 2724€
Isto foi o que me disseram, mas os dados podem não estar corretos, não sei.
Isto tudo para um próximo assunto. Um grande problema que a Galiza enfrenta hoje é o facto de a indústria transformadora ainda ser a área que emprega mais gente. Nos últimos anos, a competição com os salários da Catalunha tem levado a que muitas empresas tivessem que pagar mais aos seus funcionários do que na verdade merecem pela sua produtividade. A indústria galega ainda é pouco produtiva se compararmos com a indústria catalã, e isso é chato.
Para além disso, depois do aumento de quase 25% do salário mínimo, muitas empresas estão a fechar portas porque não conseguem pagar aos seus funcionários. Outras empresas têm vindo a despedir pessoal.
Com uma indústria pouco produtiva e com os outros setores em crescimento lento, a Galiza terá grandes problemas no futuro, tal como Portugal também tem os seus (talvez ainda piores).

Isto não é racismo?
Óbvio que não. Claramente que o indivíduo branco deve ter insultados os indivíduos pretos. Só assim se explica tal comportamento.
Hoje é oficialmente a saida do RU da UE. Um dia triste. Como defensor acérrimo do projeto Europeu, UE é com magoa que vejo a saida do RU. Mas se tudo correr bem e com a mudanca geracional, o RU voltará a entrar. A esmagadora maioria da nova geracao é contra o Brexit e assim irá permanecer. E depois ha o facto do RU como nacao deixar de existir. A independencia Escocesa e Irlandesa sao quase garantidas