Política e economia internacional 2020

A partir do momento em que deixam de cumprir os Critérios de Copenhaga era expulsão imediata.
Quem sofreria com isso seriam as pessoas comuns e não propriamente os governos. Prefiro que haja um período de pressão política e sanções antes duma decisão dessa ordem, caso contrário já terias fora da UE 2 países com menos de 15 anos dentro da União. Os países têm direito a ajustes, e o povo a retificar as suas decisões, se assim o entender, antes de pôr todo um país em causa.
Imagino o cenário em que se viola um dos 4 critérios de Copenhaga por um governo x com um mandato de 5 anos. Esse governo tem legitimidade democrática para cumprir a legislatura, mas o povo que representa pode já não se rever na solução eleitoral mais recente. Não é por isso que faria sentido explusar esse país de imediato quando se pode alterar a política nesta legislatura ou alterar o governo nas próximas eleições. Imagina que isso aconteceria, e depois? Como é que um país que fora expluso por essa razão reentra? Ou não reentra de todo?
Uma coisa dessas era mais ou menos um tiro no escuro. Podia acertar no alvo ou fazer ricochete e acertar no atirador.
 
Não sei até que ponto manter os países na UE com pressão e sanções não é pior para a imagem da UE do que a expulsão imediata que passa uma mensagem mais clara e direta e responsabiliza-os.
Enquanto os países estão dentro da UE os políticos podem sempre dizer que a culpa de todos os males é da instituição.
 
Não sei até que ponto manter os países na UE com pressão e sanções não é pior para a imagem da UE do que a expulsão imediata que passa uma mensagem mais clara e direta e responsabiliza-os.
Enquanto os países estão dentro da UE os políticos podem sempre dizer que a culpa de todos os males é da instituição.

Isso era o que os beatos polacos e os "orbanistas" queriam para ganharem ainda mais internamente. O discurso anti-UE sairia muito mais fortalecido se houvesse ameaça de expulsão devido a medidas postas em prática de forma legal por um governo democraticamente eleito. As sanções são muito mais dissuasoras, porque se a economia falha não há governo que aguente...
 
Isso era o que os beatos polacos e os "orbanistas" queriam para ganharem ainda mais internamente. O discurso anti-UE sairia muito mais fortalecido se houvesse ameaça de expulsão devido a medidas postas em prática de forma legal por um governo democraticamente eleito. As sanções são muito mais dissuasoras, porque se a economia falha não há governo que aguente...

O que é que é mais forte nesses estados, o medo da Rússia estando fora da União Europeia, ou a rejeição do pluralismo democrático?

Muitos desses estados só querem a UE por serem anti-comunistas e anti-Rússia...
 
Não sei até que ponto manter os países na UE com pressão e sanções não é pior para a imagem da UE do que a expulsão imediata que passa uma mensagem mais clara e direta e responsabiliza-os.
Enquanto os países estão dentro da UE os políticos podem sempre dizer que a culpa de todos os males é da instituição.
Há uma coisa muito forte que a UE tem neste momento se a quiser usar com a Polónia e que penso que até já foi aplicada à Hungria: suspensão e/ou devolução de fundos comunitários. A Polónia é o país da UE que mais dinheiro recebe, tanto em valor absoluto como em saldo entre contribuições e recebimentos. É com esse dinheiro que se têm construído centenas de quilómetros de ferrovias e autoestradas, hospitais novos, escolas um pouco por todo o país. Mas é também esse dinheiro que paga políticas sociais como as recentes decisões de dar 2000zl a cada família. São coisas destas que têm comprado a opinião pública polaca, porque como qualquer bom governo populista, colhe os louros do dinheiro europeu e culpa a Europa pelo que corre mal.
Com a suspensão destes fundos a brincadeira acabar. Uma alternativa melhor é a UE mediar diretamente a atribuição dos fundos comunitários durante o período de sanção económica, pelo menos por um período de tempo, para não por em causa obras importantes para a população. Há mecanismos melhores que chutar alguém pelo porta do cavalo. Esses discursos de 'ou estão connosco ou estão contra nós', achar que se fala voz grossa ou se puxa as orelhas a x ou a y têm mais efeitos nefastos no curto prazo que medidas compreensivas mas incisivas. Se isso não funciona, então há bombas atómicas, mas devem ser usadas com cautela e critério.
 
Há pessoas que até se verem livres de partidos ou governos devem andar quase a rebentar.
Não sei como aguentam.
Para uma pessoa racional estar presa a políticos ou ideologias de estimação é preciso não ter mais onde cair morta até arranjar um tacho no privado.

Não sejas ingénuo. Já começou a campanha. Provavelmente é mais perigoso do que o outro porque é mais inteligente. E polido...