Política e economia internacional 2020

Voce é que traz para a conversa a questao racial e depois os Federalista Europeus é que sao racistas? Nao seja ridiculo!

Não me embrulhe que eu sei qual é o tipo de pessoa com o qual estou a lidar. Para muito boa gente dá muito jeito dizerem que não faz sentido os conflitos entre Norte da Europa e Sul da Europa porque deveríamos já ser uma só federação, mas se eu perguntar se fazem sentido conflitos entre sul-europeus e povos mais pobres aí já faz.

Conclusão, a superação do preconceito só interessa a determinados iluminados quando há dinheiro em jogo.
 
A progressiva integracao Europeia funciona quase como uma inevitabilidade. A crise monetária deu incentivo ao Euro. A crise pandémica deu incentivo a maior integracao na area da saude e emergencias. A crise do Euro deu e dá incentivo a maior uniao orcamental e economica. A crise do multilateralismo dá incentivo a maior integracao na area de politica externa e de defesa. Racionalmente uma Federacao Europeia é a melhor solucao para a Europa.
O problema é que não é isso que realmente acontece... A Europa é um continente multicultural e cheio de clima. Não estou a ver os húngaros a quererem viver no mesmo país em que vivem os polacos ou os portugueses. Seria algo perigoso criar uma União Federal na Europa neste momento, ainda por cima com tantas divergências no combate à pandemia. :shocking:

O contexto de formação de países federais como os EUA, a Alemanha ou Suíça é completamente diferente do contexto europeu. Os EUA formaram-se após a colonização, período em que milhares de índios foram mortos devido às doenças trazidas pelos europeus. Muita gente do Norte da Europa povoou o leste dos EUA, que era na altura uma colónia britânica, e começaram a adquirir uma identidade própria que não havia em outros territórios do Ultramar britânico, nem na própria Grã-Bretanha. Devido ao clima, os colonos desenvolveram um hábito de trabalho que diferenciava dos hábitos braçais de outras colónias. Ao contrário da Índia, onde havia a prática de trabalho braçal, aonde muitos enriqueciam facilmente, os colonos norte-americanos esforçavam-se para sobreviver e enriquecer, e foi esse hábito que fez com que os EUA conseguissem crescer tanto no século XX. :unsure:
Este vídeo explica bem a razão pela qual os EUA enriqueceram e o Brasil empobreceu, mesmo tendo sistemas federais semelhantes:


Na Alemanha, o estado federal foi criado após a II Guerra Mundial. Ao contrário do que muita gente pensa, a Alemanha não é propriamente um território unido - aliás, é uma invenção recente, do século XIX. A Alemanha é um conjunto de diversos povos, mas que até certo ponto dão-se bem. Mesmo assim, as diferenças são notáveis: o Alemão das terras baixas (Norte) é bem diferente do Alemão das terras altas (Sul/padrão), e há inclusive quem os considere línguas diferentes! Dentro da Alemanha ainda se fala uma língua minoritária: o frísio, a língua mais próxima do inglês. Para toda esta gente dar-se bem, foi preciso criar uma certa autonomia em cada região. Há que salientar também que a Alemanha do Leste era bem diferente da do Oeste, e a República Federal foi útil na sua convergência económica. Na Suíça acontece o mesmo - existem bastantes comunidades: uma comunidade francesa, que fala dialetos da langue d'oïl, como o francês suíço ou o franco-provençal, uma comunidade italiana, que fala galo-itálico, italiano padrão ou romanche, e uma comunidade alemã, que fala alemão das Terras Altas. No entanto, ambas as culturas são tolerantes e dão-se bem até certo ponto. :D

Há múltiplos problemas numa federação europeia: há culturas bem tolerantes, como a portuguesa ou a alemã, mas também há culturas pouco tolerantes, como é o caso da cultura húngara ou da cultura polaca. Juntar todas estas culturais seria um desatino e não correria muito bem... E depois há que salientar que o inglês é, neste momento, a língua franca da Europa, mas pouca gente na realidade sabe falar inglês. Portugal até é um país sortudo: 40% da população é fluente na língua inglesa. No entanto, aqui ao lado, em Espanha, apenas 17% da população é fluente. Em França, apenas 12% o é. Em geral, os países europeus, à exceção dos nórdicos e dos anglófonos, têm pouca gente fluente na língua franca (menos de metade é fluente), e isso dificultaria também a formação de uma união federal. :intrigante:
 
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Não me embrulhe que eu sei qual é o tipo de pessoa com o qual estou a lidar. Para muito boa gente dá muito jeito dizerem que não faz sentido os conflitos entre Norte da Europa e Sul da Europa porque deveríamos já ser uma só federação, mas se eu perguntar se fazem sentido conflitos entre sul-europeus e povos mais pobres aí já faz.

Conclusão, a superação do preconceito só interessa a determinados iluminados quando há dinheiro em jogo.

E qual é esse tipo de pessoa se puder esclarecer? Mas quem é que está a trazer a questao de conflitos entre Europa do Sul e América Latina por exemplo? Ninguem. Nem ninguem o fez. Apenas voce. Está sem argumentos.
 
E qual é esse tipo de pessoa se puder esclarecer? Mas quem é que está a trazer a questao de conflitos entre Europa do Sul e América Latina por exemplo? Ninguem. Nem ninguem o fez. Apenas voce. Está sem argumentos.

Não estou sem argumentos e deteto bem o calculismo dos eurofederalistas até nas discussões, vivem num mundo à parte.
Em privado são capazes de chamar cobras e lagartos aos políticos e povos dos diferentes países por chocarem tanto e não permitirem uma federação com pensamento único, mas já ouvi uma resposta a essa questão "norte da Europa vs Sul" do tipo: "está a comparar os europeus do sul com os africanos?" como se os europeus fossem um povo homogéneo superior aos outros todos.

Lobos em pele de cordeiro. Para esse cinismo prefiro a direita nacionalista que ao menos não tem tabus em manifestar os seus preconceitos.
 
O seu país pode muito bem ser a Europa.

O meu, certamente, não é nem será nunca. E eu sinto-me Europeia e nem sequer nasci em Portugal. Mas sou, antes de mais, Portuguesa e isso é parte fundamental da minha identidade, sem qualquer nacionalismo bacoco pelo meio.

Fale por si entao. Eu tenho muito mais em comum com um Europeu do Norte do que com um Angolano ou Brasileiro.

Idem. Eu não.
 
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O meu, certamente, não é nem será nunca. E eu sinto-me Europeia e nem sequer nasci em Portugal. Mas sou, antes de mais, Portuguesa e isso é parte fundamental da minha identidade, sem qualquer nacionalismo bacoco pelo meio.



Idem. Eu não.

Eu nunca pensei em votar no Chega, mas depois de conhecer eurofederalistas passei a perceber a falta de sal de uma elite sem pátria que me faria votar no Chega se fosse a única maneira de rejeitar essa tontice do eurofederalismo. É o único partido com potencial de crescimento que rejeita veemente isso no seu programa, e olhem que é um programa que me dá muitos vómitos.
Um Ventura no governo ainda dá para reverter, agora essa tontice é mais difícil.

Como já disse aqui, não teria problemas em ir embora caso ficasse despatriado com uma nacionalidade que não é minha, apesar de ser o nome do continente do meu país.
 
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Não estou sem argumentos e deteto bem o calculismo dos eurofederalistas até nas discussões, vivem num mundo à parte.
Em privado são capazes de chamar cobras e lagartos aos políticos e povos dos diferentes países por chocarem tanto e não permitirem uma federação com pensamento único, mas já ouvi uma resposta a essa questão "norte da Europa vs Sul" do tipo: "está a comparar os europeus do sul com os africanos?" como se os europeus fossem um povo homogéneo superior aos outros todos.

Lobos em pele de cordeiro. Para esse cinismo prefiro a direita nacionalista que ao menos não tem tabus em manifestar os seus preconceitos.

O que voce tem é falta de respeito pela opiniao dos outros e dificuldades em aceitar quem tenha outros ideais. Nao é crime nenhum ser pro Federacao Europeia. Eu tenho muito orgulho em ser Portugues mas tambem tenho orgulho em ser Europeu e defender uma Federacao Europeia, sem imposicoes mas com respeito e através de processos democráticos.
 
Eu nunca pensei em votar no Chega, mas depois de conhecer eurofederalistas passei a perceber a falta de sal de uma elite sem pátria que me faria votar no Chega se fosse a única maneira de rejeitar essa tontice do eurofederalismo. É o único partido com potencial de crescimento que rejeita veemente isso no seu programa, e olhem que é um programa que me dá muitos vómitos.
Um Ventura no governo ainda dá para reverter, agora essa tontice é mais difícil.

Como já disse aqui, não teria problemas em ir embora caso ficasse despatriado com uma nacionalidade que não é minha, apesar de ser o nome do continente do meu país.

Para si é tontice, mas para outros nao. Se preza tanto os valores democráticos, respeite quem tenha um opiniao diferente.
 
O problema é que não é isso que realmente acontece... A Europa é um continente multicultural e cheio de clima. Não estou a ver os húngaros a quererem viver no mesmo país em que vivem os polacos ou os portugueses. Seria algo perigoso criar uma União Federal na Europa neste momento, ainda por cima com tantas divergências no combate à pandemia. :shocking:

O contexto de formação de países federais como os EUA, a Alemanha ou Suíça é completamente diferente do contexto europeu. Os EUA formaram-se após a colonização, período em que milhares de índios foram mortos devido às doenças trazidas pelos europeus. Muita gente do Norte da Europa povoou o leste dos EUA, que era na altura uma colónia britânica, e começaram a adquirir uma identidade própria que não havia em outros territórios do Ultramar britânico, nem na própria Grã-Bretanha. Devido ao clima, os colonos desenvolveram um hábito de trabalho que diferenciava dos hábitos braçais de outras colónias. Ao contrário da Índia, onde havia a prática de trabalho braçal, aonde muitos enriqueciam facilmente, os colonos norte-americanos esforçavam-se para sobreviver e enriquecer, e foi esse hábito que fez com que os EUA conseguissem crescer tanto no século XX. :unsure:
Este vídeo explica bem a razão pela qual os EUA enriqueceram e o Brasil empobreceu, mesmo tendo sistemas federais semelhantes:


Na Alemanha, o estado federal foi criado após a II Guerra Mundial. Ao contrário do que muita gente pensa, a Alemanha não é propriamente um território unido - aliás, é uma invenção recente, do século XIX. A Alemanha é um conjunto de diversos povos, mas que até certo ponto dão-se bem. Mesmo assim, as diferenças são notáveis: o Alemão das terras baixas (Norte) é bem diferente do Alemão das terras altas (Sul/padrão), e há inclusive quem os considere línguas diferentes! Dentro da Alemanha ainda se fala uma língua minoritária: o frísio, a língua mais próxima do inglês. Para toda esta gente dar-se bem, foi preciso criar uma certa autonomia em cada região. Há que salientar também que a Alemanha do Leste era bem diferente da do Oeste, e a República Federal foi útil na sua convergência económica. Na Suíça acontece o mesmo - existem bastantes comunidades: uma comunidade francesa, que fala dialetos da langue d'oïl, como o francês suíço ou o franco-provençal, uma comunidade italiana, que fala galo-itálico, italiano padrão ou romanche, e uma comunidade alemã, que fala alemão das Terras Altas. No entanto, ambas as culturas são tolerantes e dão-se bem até certo ponto. :D

Há múltiplos problemas numa federação europeia: há culturas bem tolerantes, como a portuguesa ou a alemã, mas também há culturas pouco tolerantes, como é o caso da cultura húngara ou da cultura polaca. Juntar todas estas culturais seria um desatino e não correria muito bem... E depois há que salientar que o inglês é, neste momento, a língua franca da Europa, mas pouca gente na realidade sabe falar inglês. Portugal até é um país sortudo: 40% da população é fluente na língua inglesa. No entanto, aqui ao lado, em Espanha, apenas 17% da população é fluente. Em França, apenas 12% o é. Em geral, os países europeus, à exceção dos nórdicos e dos anglófonos, têm pouca gente fluente na língua franca (menos de metade é fluente), e isso dificultaria também a formação de uma união federal. :intrigante:


Obviamente nao estou a defender uma Federacao Europeia para ontem. Mas eu tenho direito a ter os meus ideiais como voces tem os vossos. Felizmente na Europa nao é ilegal pensar diferente. O meu desejo é e continuará a ser que um dia haja uma Federacao Europeia mesmo que nao esteja cá para ver.
 
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O que voce tem é falta de respeito pela opiniao dos outros e dificuldades em aceitar quem tenha outros ideais. Nao é crime nenhum ser pro Federacao Europeia. Eu tenho muito orgulho em ser Portugues mas tambem tenho orgulho em ser Europeu e defender uma Federacao Europeia, sem imposicoes mas com respeito e através de processos democráticos.

Para si é tontice, mas para outros nao. Se preza tanto os valores democráticos, respeite quem tenha um opiniao diferente.

Obviamente nao estou a defender uma Federacao Europeia para ontem. Mas eu tenho direito a ter os meus ideiais como voces tem os vossos. Felizmente na Europa nao é ilegal pensar diferente. O meu desejo é e continuará a ser que um dia haja uma Federacao Europeia mesmo que nao esteja cá para ver.

Peço desculpa mas até agora todos os aprofundamentos da UE foram feitos sem referendo.

Se a federação for feita sem referendo, como já disse, se os cidadãos não quiserem, vão ter que votar nos partidos populistas. Espero que não queiram isso.

Ah, e peço desculpa mas o direito à nacionalidade e à pátria deve ser concedido à maioria da minoria mais pequena. Espero que se houver um referendo esse seja a nível nacional e não europeu, para não haver ingerências nos resultados.

É muito questionável uma construção ao contrário, quando a tendência é os povos se auto-determinarem e formarem nações mais pequenas a libertarem-se dos impérios mas com fronteiras e economias mais estáveis integradas ou não em uniões supranacionais que respeitem as soberanias.


Quando se interpreta a queima da bandeira da UE como um atentado terrorista punível por lei está tudo dito. Como já disse a federação europeia, ao contrário das nações tradicionais, não é um sonho romântico liberal , é um sonho tecnocrático. Quando se quer justificar nações e política com base em ciência e racionalismo está tudo dito.
A nação foi o equilíbrio que se arranjou entre a emoção das comunidade tribais e a razão governativa. Não queiram estragar isso em nome de um progresso infinito.

Um projeto do tipo da UE transcende estados-nações e federações. Não é à toa, que os outros continentes estão a construir os seus próprios blocos.
 
Peço desculpa mas até agora todos os aprofundamentos da UE foram feitos sem referendo.

Se a federação for feita sem referendo, como já disse, se os cidadãos não quiserem, vão ter que votar nos partidos populistas. Espero que não queiram isso.

Ah, e peço desculpa mas o direito à nacionalidade e à pátria deve ser concedido à maioria da minoria mais pequena. Espero que se houver um referendo esse seja a nível nacional e não europeu, para não haver ingerências nos resultados.

É muito questionável uma construção ao contrário, quando a tendência é os povos se auto-determinarem e formarem nações mais pequenas a libertarem-se dos impérios mas com fronteiras e economias mais estáveis integradas ou não em uniões supranacionais que respeitem as soberanias.


Quando se interpreta a queima da bandeira da UE como um atentado terrorista punível por lei está tudo dito. Como já disse a federação europeia, ao contrário das nações tradicionais, não é um sonho romântico liberal , é um sonho tecnocrático. Quando se quer justificar nações e política com base em ciência e racionalismo está tudo dito.
A nação foi o equilíbrio que se arranjou entre a emoção das comunidade tribais e a razão governativa. Não queiram estragar isso em nome de um progresso infinito.

Um projeto do tipo da UE transcende estados-nações e federações. Não é à toa, que os outros continentes estão a construir os seus próprios blocos.

Foram feitos sem referendo em Portugal. Mas Portugal nao é uma Democracia Direta e até muito recentemente esse tipo de referendos nao estava previsto na Constituicao Portuguesa. No entanto, nao houve nenhuma revelia. Quando Cavaco Silva assinou o Tratado de Maastricht em 1992, tinha sido eleito em Outubro de 1991 com maiora parlamentar e popular. Tinha toda a legimitade democrática para o fazer. Os Tratados internacionais nao se assinam sem mais nem menos. Quando a Constituicao Europeia foi rejeitada pela Franca e Holanda, a UE respeitou essa vontade e desistiu da Constituicao.

Nao existe tendencia nenhuma porque as sociedades e os paises sao mutaveis. A Europa viveu anos de guerra e conflitos internos ate que chegou um ponto em que decidiu por termo a isso.

Voce critica a UE porque um dos seus membros pune quem queima a bandadeira da UE? Isso nao faz sentido nenhum porque essa lei nao é Europeia, é Alema. Nao ha mal nenhum em querer justificar unioes com base no racionalismo. É uma justificacao tao valida como é outra qualquer. É por isso que em Democracia as pessoas decidem com base em maiorias parlamentares ou em referendos, e escolhem consoante aquilo que acham melhor.

A Nacao é uma construcao humana, racional ou nao, nao sei. Serviu e talvez sirva o seu proposito. No Futuro veremos se sobrevive. E pelos vistos está a dar-me razao. Se o resto do mundo está a construir blocos, entao se calhar nao temos razoes para destruir o nosso.
 
Obviamente nao estou a defender uma Federacao Europeia para ontem. Mas eu tenho direito a ter os meus ideiais como voces tem os vossos. Felizmente na Europa nao é ilegal pensar diferente. O meu desejo é e continuará a ser que um dia haja uma Federacao Europeia mesmo que nao esteja cá para ver.

Sabe qual é o meu desejo??? Que não haja fome e subjugados em nenhuma parte do mundo. Fala-se como se os europeus fossem uns coitadinhos e precisassem de uma federação para sair da miséria.

Não considero este continente superior a nenhum outro que justifique um superestado só para mostrar quem manda no mundo.
 
Foram feitos sem referendo em Portugal. Mas Portugal nao é uma Democracia Direta e até muito recentemente esse tipo de referendos nao estava previsto na Constituicao Portuguesa. No entanto, nao houve nenhuma revelia. Quando Cavaco Silva assinou o Tratado de Maastricht em 1992, tinha sido eleito em Outubro de 1991 com maiora parlamentar e popular. Tinha toda a legimitade democrática para o fazer. Os Tratados internacionais nao se assinam sem mais nem menos. Quando a Constituicao Europeia foi rejeitada pela Franca e Holanda, a UE respeitou essa vontade e desistiu da Constituicao.

Nao existe tendencia nenhuma porque as sociedades e os paises sao mutaveis. A Europa viveu anos de guerra e conflitos internos ate que chegou um ponto em que decidiu por termo a isso.

Voce critica a UE porque um dos seus membros pune quem queima a bandadeira da UE? Isso nao faz sentido nenhum porque essa lei nao é Europeia, é Alema. Nao ha mal nenhum em querer justificar unioes com base no racionalismo. É uma justificacao tao valida como é outra qualquer. É por isso que em Democracia as pessoas decidem com base em maiorias parlamentares ou em referendos, e escolhem consoante aquilo que acham melhor.

A Nacao é uma construcao humana, racional ou nao, nao sei. Serviu e talvez sirva o seu proposito. No Futuro veremos se sobrevive. E pelos vistos está a dar-me razao. Se o resto do mundo está a construir blocos, entao se calhar nao temos razoes para destruir o nosso.

Os políticos nacionais não são eleitos para ceder soberania nacional a ninguém. Essa cedência deveria ser referendada na minha opinião.

Blocos não são países, são blocos de países para facilitar o livre-comércio e as relações entre estes.
 
Sabe qual é o meu desejo??? Que não haja fome e subjugados em nenhuma parte do mundo. Fala-se como se os europeus fossem uns coitadinhos e precisassem de uma federação para sair da miséria.

Não considero este continente superior a nenhum outro que justifique um superestado só para mostrar quem manda no mundo.

Nao precisam de uma Federacao para sair da miséria, mas uma Federacao ajudaria em muitas situacoes. Eu tambem nao disse que considero a Europa superior ao resto do mundo e que tem de mostrar quem manda.

Mas se está tao preocupado com o resto do mundo, ninguem o proibe de agir.