Esses milhões são a mais desde que uma morra à fome. E não é por isso que o modelo de economia de mercado internacional baseada no capital passa a reduzir ano a ano o número absoluto de pobres apesar do disparo populacional. Ou seja, há cada vez menos pessoas a morrer à fome apesar de sermos cada vez mais neste planeta.Muitos números. Um vazio moral e organizacional. Milhares de pessoas morrem por dia e continuarão a morrer sem ser o estado a executá-las . Morrem fisicamente, de desgaste, morrem emocionalmente , ou perdem a humanidade perdidas no dilema das redes sociais, o fascismo do século XXI, o fascismo melhorado. O pior exército fascista desde a II Guerra está em Silicon Valley.
O que vem aí é a maior distopia alguma vez vista. Parte dela já veio.
E isto não se fez pela luta de classes, pelo controlo dos meios de produção pelo estado ou pela colectivização do proletariado. Fez-se pelo comércio cada vez mais livre, pelo furar de proteccionismos bacocos de esquerda e de directa e pela progressiva integração global dos povos. Nem há como negar isto.
Esses "muitos números" não são só algarismos, são pessoas. Milhões delas que deixam de morrer à fome. Faltam outros tantos milhões, mas nunca estivemos tão perto disso por mais que estrebuchem contra o capitalismo neoliberal cruel e bla bla bla pardais ao ninho.
