Política e Economia internacional 2026

PARIS, Jan 15 (Reuters) - President Emmanuel Macron said on Thursday that France was now providing two-thirds of intelligence information to Ukraine, largely replacing the United States, which until last year had delivered the bulk of those services.

In March 2025, Washington made the decision to suspend intelligence sharing with Ukraine as part of efforts to crank up pressure on Ukrainian President Volodymyr Zelenskiy to cooperate with President Donald Trump's bid to convene peace talks with Russia, which invaded Ukraine in February 2022.
 
O Trump está fora de controlo!!!!
Os EUA neste momento parecem quase um espelho da Alemanha de 1933. -> Basta substituir a Gestapo pelo ICE, Hitler por Trump, os "comunistas" por "agitadores profissionais" ou o "incêndio do Reichstag provocado pela extrema-esquerda" pelos "protestos massivos no Minnesota no seguimento do ICE matar uma cidadã por pura falta de profissionalismo" e é basicamente igual. Não me surpreenderia nada se Trump declarasse o "Estado de Insurreição" num futuro próximo com a desculpa de "manter a ordem", até porque a administração Trump já anda a falar nisso. Se tal acontecer, será o fim oficial da democracia nos EUA, e esqueçam lá a possibilidade de eleições intercalares 100% livres de opressão política. Trump irá fazer de tudo para ganhar as eleições deste ano, para manter-se no poder sem limitações e conseguir realizar o golpe definitivo em 2028, e tudo aquilo que tem acontecido nas últimas duas semanas tira, na minha opinião, qualquer dúvida disso. :hmm:

Entretanto Trump anunciou mais 10% de tarifas para toda a UE, devido à oposição aos seus planos de anexar a Gronelândia. Sim, ele diz que é "só para 6 países membros da UE", mas na prática, devido ao mercado único, as tais tarifas de 10% adicionadas acabam por ser para todos. Acordos como o do Mercosul ou o da Índia vêm mesmo em boa hora, nós precisamos de diminuir a dependência dos EUA o mais rapidamente possível. Neste momento os EUA são uma ameaça tão grande para o continente europeu quanto a Rússia. :buh:
https://sicnoticias.pt/mundo/eua/20...-se-opoem-ao-controlo-da-gronelandia-cdff96aa
 
Sinceramente estou. Comeca a haver limites para insanidade daquele escremento.
Infelizmente parece que a sociedade americana é bem menos lutadora pela "liberdade" do que a propaganda dos EUA fez-nos acreditar durante décadas. Os estadunidenses, na sua larga maioria e ao que parece, preferem ignorar aquilo que se está a passar com outras pessoas e pretenderem ser "apolíticos" se tal os beneficiar a curto prazo, a eles e ao seu grupo pessoal mais próximo. É literalmente este tipo de mentalidade de "não querer ligar à política, porque ter opiniões políticas prejudica-me mesmo que seja uma opção errada, eticamente falando" que permitiu que Putin, na Rússia, conseguisse reconstituir o regime ditatorial sem grande oposição. :unsure:

E isto já era assim antes de Trump, aliás. Eu notei esta situação nas redes sociais há pelo menos uma década, e ficou bastante pior com a pandemia. A impressão que me dá é que a única razão pela qual a democracia nos EUA sobreviveu tanto tempo foi por causa de um controlo quase total da informação a nível interno. Assim que surgiram as redes sociais, esse controlo acabou e a sociedade, não tendo qualquer literacia mediática, simplesmente deixou de conseguir distinguir o que é verdade e o que não é :disgust:, numa escala absurdamente elevada e intergeracional. E isso levou ao surgimento de políticos populistas como Trump, que não são propriamente uma novidade no velho continente mas que quase nunca se tinham visto antes de 2016 nos EUA.
 
Última edição:
Há muita gente na 'resistência'. Incluindo pessoas que nunca tal coisa imaginaram fazer.

Não deixa de ser pouca gente tendo em conta aquilo que é a população dos EUA, e isso só vai mudar se houver algo bastante grave que realmente afete todos os setores da população, o que ainda não aconteceu. Fora de estados como Nova Iorque ou a Califórnia e de certas zonas urbanas mais "progressistas", a larga maioria da população ou é apoiante de Trump ou é "apolítica", e dizer o contrário infelizmente é mentir. :intrigante:
 
Não deixa de ser pouca gente tendo em conta aquilo que é a população dos EUA, e isso só vai mudar se houver algo bastante grave que realmente afete todos os setores da população, o que ainda não aconteceu. Fora de estados como Nova Iorque ou a Califórnia e de certas zonas urbanas mais "progressistas", a larga maioria da população ou é apoiante de Trump ou é "apolítica", e dizer o contrário infelizmente é mentir. :intrigante:

Tem muito a ver com o fator geografia, sim. Mas, sendo mázinha, há quem esteja a provar do próprio veneno. Nesses casos em concreto, vou poupar as lágrimas. Acham sempre que calha só aos outros...
 
Não deixa de ser pouca gente tendo em conta aquilo que é a população dos EUA, e isso só vai mudar se houver algo bastante grave que realmente afete todos os setores da população, o que ainda não aconteceu. Fora de estados como Nova Iorque ou a Califórnia e de certas zonas urbanas mais "progressistas", a larga maioria da população ou é apoiante de Trump ou é "apolítica", e dizer o contrário infelizmente é mentir. :intrigante:
Tão cedo não vai mudar. A organização social dos EUA é completamente diferente da europeia e muito difícil de entender para os europeus. Para o americano afastado das grandes cidades, a eleição do Sheriff, do Mayor e até do líder da associação de gado ou de agricultura são muito mais importantes que a eleição do Presidente.
De Washington, a única coisa que eles querem é que não os chateiem (e por isso votam maioritariamente republicano, que são os que os chateiam menos). São pessoas que vivem muito em comunidade, solidárias, e unidas, mas o seu mundo é muito pequeno, do ponto de vista geográfico. A maior parte deles não sabe o que é a Gronelândia, e desde que não comecem a aparecer caixões não querem saber da política externa dos EUA. É um outro modo de vida, não é melhor nem pior, é diferente (ao contrário das cidades ditas progressistas, onde os problemas sociais são enormes e onde grande parte da população vive muito pior que na Europa).