Política e Economia internacional 2026

Não se perdeu grande coisa, um tirano que mandava assassinar mulheres por não usarem o véu, que dava ordem para matar a tiro manifestantes, ou para condenar à morte qualquer pessoa que fosse bissexual ou homossexual. Quem com ferros mata, com ferros morre, lá diz o povo.
Essa história é muito bonita, mas a realidade já mostrou no passado que invasões de países no Médio Oriente, o resultado final foi péssimo. No Afeganistão até os talibans regressaram ao poder, portanto, cuidado com essa falácia.

O que o Trump fez hoje no Irão, pode fazer amanhã na Gronelândia e aí quero ver o que a NATO e a UE vão fazer.

Tenho mais medo do louco do Trump do que do resto do mundo, e vamos ver se esse desgraçado não nos vai levar para a III Guerra Mundial.
 
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Essa história é muito bonita, mas a realidade já mostrou no passado que invasões de países no Médio Oriente, o resultado final foi péssimo. No Afeganistão até os talibans regressaram ao poder, portanto, cuidado com essa falácia.
Aliás, se o Irão está em ditadura hoje em dia, tem muito que agradecer aos EUA.
 
Mas que fizeram as mais de uma centena de meninas assassinadas hoje naquela escola para merecerem o que lhes aconteceu?
As que foram mortas por causa de um míssil iraniano que falhou?

Seja como for, até ao momento nesta guerra morreram muitíssimo menos pessoas que no rescaldo das manifestações de janeiro, em que o Ayatollah decidiu assassinar dezenas de milhares só para se manter no poder. :wacko:

Essa história é muito bonita, mas a realidade já mostrou no passado que invasões de países no Médio Oriente, o resultado final foi péssimo. No Afeganistão até os talibans regressaram ao poder, portanto, cuidado com essa falácia.
O Irão é bastante diferente de outros países do Médio Oriente, já que é um país bastante antigo, onde a população tem um forte sentimento de pertença (ou seja, não é um Iraque). Para além de que a população iraniana, em geral, e contrastando com o regime no poder, é bastante mais aberta do que a maioria de sociedades muçulmanas. É o completo oposto da sociedade afegã, portanto. ->

Se a operação fosse feita de uma forma inteligente e com o intuito de melhorar a sociedade iraniana, uma operação estilo aliados na II Guerra Mundial seria perfeitamente possível de se fazer. Mas estamos a falar de Trump e de Bibi, portanto infelizmente não estou à espera disso. :buh: Terão de ser os próprios iranianos a derrubarem aquilo que restar do regime com as suas próprias mãos, o que pode perfeitamente acontecer.
 



Se a operação fosse feita de uma forma inteligente e com o intuito de melhorar a sociedade iraniana, uma operação estilo aliados na II Guerra Mundial seria perfeitamente possível de se fazer.

O Irão é mais parecido com o Afeganistão do que com o Iraque em termos de orografia. Muito maior em termos de área e mais populoso.

Em outras palavras, às forças que foram utilizadas para invadir os 2 países, há que adicionar mais alguns.

Excluindo o dinheiro que não há, os <500.000 militares ativos no exército não seriam suficientes para a rotação de tropas num destacamento de meses/anos. Como não há mercenários suficientes, teria que haver um inacreditável recrutamento... impraticável num eleitorado averso a novas guerras terrestres no estrangeiro.

Ainda se está na fase do pensamento mágico.

O mais provável é que se acabe à Venezuela com um regime light com grande parte dos vícios (e apoiado pelos EUA) mas aí não interessa porque a vasta maioria voltará ao conveniente sono profundo.

Como vai a Venezuela? Poucos se dão ao trabalho de saber.

Relembro que não é bem do interesse dos EUA um particionamento sectário do Irão e o atual regime não sobreviveu devido à inflexibilidade, fervor religioso, parca capacidade militar e - acrescento - pouco apoio social. É só isto.

As que foram mortas por causa de um míssil iraniano que falhou?

Talvez. Mas ainda não.

 
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As que foram mortas por causa de um míssil iraniano que falhou?

Tens a certeza?
Mas ainda que assim fosse, não teriam sido assassinadas se o Cheeto não se tivesse levantado da cama e tivesse decidido bombardear outro país para desviar as atenções do que se passa em casa dele.
 
O presidente pode-se dar ao luxo de ser um idiota quando há profissionais bem treinados e armados que cumprem as ordens.



O Irão está para os EUA/Israel como este Talibã está para um jato do Paquistão. Fé e armas rudimentares não são suficientes.

 




As imagens são de um drone. As munições tanto podem ser de outro drone ou de outra plataforma tripulada a distância segura.



Eventualmente haverão aeronaves a sobrevoar o Irão propriamente dito para largar munições mais pesadas em alvos mais protegidos.

Isto é importante quando se faz comparações com a Ucrânia. Não tivessem os ucranianos um reabastecimento regular de defesas anti-aéreas e o campo de batalha seria muito diferente.
 
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O Irão é mais parecido com o Afeganistão do que com o Iraque em termos de orografia. Muito maior em termos de área e mais populoso.
A nível de orografia e geografia física, tens razão. A nível cultural são povos bastante diferentes e, enquanto o Irão/Pérsia tem uma história longa de imperialismo regional, aquilo que hoje designamos de Afeganistão tem uma longa história de isolamento. -> Os persas e os afegãos nem sequer seguem o mesmo ramo da religião islâmica...
 
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Ao menos o Nasrallah foi morto num bunquer.

Estes nem tentaram e se calhar foi intencional (pelo menos por parte do K).

A morte em si seria inevitável tendo em conta a corrupção interna.



A nível de orografia e geografia física, tens razão. A nível cultural são povos bastante diferentes e, enquanto o Irão/Pérsia tem uma história longa de imperialismo regional, aquilo que hoje designamos de Afeganistão tem uma longa história de isolamento. -> Os persas e os afegãos nem sequer seguem o mesmo ramo da religião islâmica...

O Irão é uma mistela de etnias, sendo que algumas delas não criam estados paralelos porque não podem -> https://www.france24.com/en/live-ne...ps-in-iraq-eye-opportunity-for-change-at-home

Os israelitas estão-se a borrifar porque quando o sarilho aparece vão sempre implorar à personagem habitual. A permanente e exclusiva vítima.

Não me parece que os EUA queiram ver turcos a bombardear o noroeste iraniano e os paquistaneses o sudeste (baluchistão).

Nas redes sociais é tudo simples: matar e trocar. Mas na realidade, há que ter o mínimo de cuidado para não se criar uma pior situação que a anterior. Para onde tipicamente vão os refugiados no Médio Oriente? Não é para os EUA/Israel de certeza...

Se os EUA não permitiram um estado curdo independente no leste da Síria, dificilmente o farão no Irão.

Mas isso são questões técnicas que passarão ao lado dos que em breve voltarão ao sono profundo. Por agora só interessa o tipo de 80 e tal anos que nunca viajava para fora do Irão e que provavelmente geria menos coisas do que se pensa.
 
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Atacar os Emirados, Kuwait e Oman não me parece uma estratégia particularmente inteligente como forma de pressionar os EUA. Os Emirados nem é uma das bases mais estratégicas para os americanos na região o que apenas sugere um ataque "irritante" mais do que estratégico. Ainda por cima quando estão em causa estruturas civis críticas como os aeroportos do Emirados. Possivelmente terá o efeito contrário: aqueles que vêm o Irão como uma vizinho incómodo mas tolerável passarão a vê-lo só como intolerável.
 
Supostamente é para onde os presos políticos vão.

Para os ainda ingénuos, para os israelitas (e EUA) a 'democracia' e a 'pluridade' não é bem prioridade. É mais 'negociável'.



 
E o Irão não tem um longo historial de intervenções externas para mudar a liderança. Então se tivesse.



Se estivessem operacionais já seria um grande feito.