Política e economia internacional

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A piada do dia:

Segundo a NATO, a Rússia pode invadir o leste da Ucrânia usando como motivo uma intervenção humanitária/manutenção da paz.

NATO is now concerned that Russian President Vladimir Putin could use "the pretext of a humanitarian or peace-keeping mission as an excuse" to invade eastern Ukraine with the 20,000 combat-ready Russian troops amassed near the border.

http://www.businessinsider.com/bremmer-invading-eastern-ukraine-is-clearly-putins-plan-b-2014-8

Isto vem 3 dias depois deste "aviso":

"Vamos reforçar os exercícios militares e preparar novos planos de defesa. A agressão russa foi um sinal de alarme e criou uma nova situação na segurança na Europa", disse Rasmussen.

O dirigente da NATO lamentou que os dirigentes russos vejam "a NATO como um adversário", porque considerou ser necessário "desenvolver uma cooperação frutuosa entre o Ocidente e a Rússia".

"É preocupante, porque eu acho que a ambição do presidente Putin é estabelecer uma esfera de influência nos países vizinhos. Vou encorajar os países da NATO a aumentarem os seus investimentos em defesa. Durante os últimos cinco anos, a Rússia tem aumentado os seus gastos na defesa em 50%, os países da NATO reduziram os seus em 20%, em média. Isso não é sustentável. É preciso inverter esta tendência", acrescentou.

http://www.noticiasaominuto.com/mun...-novos-planos-de-defesa-face-a-agressao-russa

A Rússia nega a concentração das tropas:

Moscow slammed NATO and Pentagon claims that Russia is amassing military near the border with Ukraine calling them unsubstantiated, according to a statement made by a Ministry of Defense spokesman.

http://rt.com/news/178444-russia-military-ukraine-nato/

E retribui no campo da guerra económica banindo a importação de alimentos agrícolas:

A one-year ban has been imposed on certain agricultural produce, foods and raw materials from countries that have sanctioned Russia. An order on economic measures to protect the country's security has been signed by President Putin.

http://rt.com/news/178484-putin-russia-sanctions-agriculture/

Há uns dias saiu esta notícia:

A Corte Permanente de Arbitragem de Haia decidiu nesta segunda-feira que a Rússia deve pagar uma compensação econômica que passa de US$ 50 bilhões aos acionistas da liquidada petrolífera privada Yukos por sua desapropriação.

http://noticias.br.msn.com/mundo/corte-exige-que-a-rússia-pague-usdollar-50-bilhões-por-caso-yukos

Evento marcado por esta declaração:

One person close to Mr Putin said the Yukos ruling was insignificant in light of the bigger geopolitical stand-off over Ukraine. “There is a war coming in Europe,” he said. “Do you really think this matters?”

http://www.ft.com/cms/s/0/b01cfb72-1669-11e4-8210-00144feabdc0.html

Desde o princípio deste conflito, a Europa sempre foi moderada para com a Rússia porque mantém grandes laços comerciais. O mesmo não se sucede com os EUA, daí que a Europa passa como um sacrifício "necessário":

German industry has softened its opposition to economic sanctions against Russia, following the shooting down of Malaysian Airlines flight MH17. A business leader, who has repeatedly warned about the damaging economic effects of sanctions, on Friday spoke out in support of tougher action if Russian president Vladimir Putin failed to help stabilise the situation in Ukraine.

http://www.thelocal.de/20140723/germans-back-russia-sanctions-world-cup-in-question

Também publico esta notícia. Basta entender a geopolítica (poder) e seguir o dinheiro:

A empresa privada está dando uma mão ao Governo dos Estados Unidos em seus esforços para rebater a crescente influência da China na África, um continente em expansão, onde Washington teme estar perdendo terreno econômico e político. A ajuda se concretizou ontem em um cheque de 14 bilhões de dólares (cerca de 32 bilhões de reais) aos quase cinquenta líderes convidados nesta semana à primeira cúpula norte-americana dedicada ao continente, em Washington. Some-se a essa quantia outros 7 bilhões de dólares (16 bilhões de reais) de ajudas públicas à exportação.

(...)

O objetivo é duplo: por um lado, aproveitar o potencial de crescimento africano do qual os EUA podem se beneficiar. “A África é a segunda região que mais rápido cresce do mundo, e abriga seis das dez economias de mais rápido crescimento”, reconheceu ontem o secretário do Tesouro, Jacob Lew. Mas a meta é também – ou acima de tudo – frear a crescente influência da China no continente.

http://brasil.elpais.com/brasil/2014/08/05/internacional/1407262134_673575.html
 
Entre muitas outras notícias:

- A Ucrânia só recebe uma fração do gás que recebia (e o inverno rapidamente se aproxima):

Ukraine imported gas from Poland and Hungary in July after Russia cut off supplies, and the volume amounted to about a tenth of its imports a year ago, according to domestic gas transport monopoly Ukrtransgaz on Thursday.

http://www.businessinsider.com/ukraine-struggling-to-get-european-gas-after-russia-cutoff-2014-8

- A maior barragem do Iraque foi capturada pela ISIL. Bagdade pode ser catastroficamente inundada:

Sunni militants from the Islamic State group on Thursday seized Iraq's largest dam, placing them in control of enormous power and water resources and access to the river that runs through the heart of Baghdad.

- A Arábia Saudita investe no exército libanês para combater os mesmos grupos que anteriormente financiou (ISIL):

Saudi Arabian King Abdullah granted $1 billion to help the Lebanese army to bolster security as they battle militants who have seized the border town of Arsal on the Syrian frontier, state news agency SPA reported.

(...)

This was the first major incursion into Lebanon by hardline Sunni militants - leading players in Sunni-Shi'ite violence unfolding across the Levant - which threatens the stability of Lebanon by inflaming its own sectarian tensions.

http://www.reuters.com/article/2014/08/06/us-lebanon-security-saudi-idUSKBN0G60KC20140806

- Rússia quer importar alimentos de outros países sem ser do Ocidente:

O primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, anunciou nesta quinta-feira que o país deixa imediatamente de importar frutas, verduras, laticínios, carne e pescado da União Europeia, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Noruega, em resposta às sanções impostas por eles devido à ingerência do Kremlin na Ucrânia. A proibição de importação desses produtos é válida por um ano, a contar desta quinta-feira, como já estava previsto, mas alguns meios de comunicação russos indicaram que ela é passível de revisão. O presidente russo, Vladimir Putin, assinou na quarta-feira um decreto proibindo a importação de produtos agrícolas e alimentares dos países que recentemente aprovaram sanções contra dirigentes e entidades russos. O Governo russo começa a buscar alternativas no Chile, Brasil, Equador e Argentina para importar alimentos ao país.

http://brasil.elpais.com/brasil/2014/08/07/internacional/1407403371_425845.html
 
Em 2013, quase 40% dos americanos inquiridos passava dificuldades financeiras e 25% mal conseguiam sobreviver com os rendimentos disponíveis (Dados da FED):

Almost four in 10 Americans were suffering financial stress in September 2013 and more than a third said they were worse off than they were five years earlier, a new Federal Reserve report on U.S. household finances showed today.

One-fourth of respondents reported they were “just getting by” financially and another 13 percent said they were struggling to do so, the Fed said. Thirty-four percent were worse off financially than in 2008, 34 percent were about the same, and 30 percent were better off, according to the report.

http://www.bloomberg.com/news/2014-...10-americans-in-financial-stress-in-2013.html
 
Como curiosidade:

- 40% da população aprova a administração de Obama

The NBC News/Wall Street Journal poll, which was conducted by a Democratic pollster and a Republican pollster working together, has Obama’s favorability at 40% positive and 47% negative. NBC News reports that the decline in Obama’s polling numbers stems chiefly from a decline in support among Democrats and African Americans.

http://time.com/3084270/obamas-approval-rating-at-all-time-low-in-new-poll/

- 83% da população russa apoia Putin (subida de 30 pontos num ano)

A new poll from Gallup shows that 83 percent of Russians approve of Putin's job performance, up nearly 30 points from his 2013 rating and tied with the previous all-time high from 2008.

http://www.nbcnews.com/storyline/uk...-approval-rating-all-time-high-russia-n161161
 
Ainda em relação à Ucrânia, esta ameaça a Europa:

O governo da Ucrânia identificou 172 indivíduos e companhias da Rússia que poderão vir a ser alvo de sanções por “apoiarem e financiarem o terrorismo” . Da lista de possíveis sanções consta ainda “a proibição completa ou parcial de trânsito de todos os recursos” da Rússia por território ucraniano, o que, a verificar-se, implicaria a suspensão da passagem de gás natural russo para a Europa por território ucraniano. As medidas só serão debatidas no parlamento de Kiev a 12 de agosto mas já provocaram um aumento dos preços do gás nos mercados europeus.

(...)

Já um porta-voz da Transneft, o operador petrolífero da Rússia, assegurou à agência que o seu país dispõe de rotas alternativas para transportar o petróleo, no caso de a Ucrânia suspender o trânsito. Igor Dyomin disse que o maior impacto das restrições seria no orçamento da Ucrânia e nos países ocidentais.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=758740&tm=7&layout=121&visual=49

Algo já previsto pelos russos:

Companhias de energia da Áustria e da Rússia assinaram um acordo de compromisso para a construção da parte austríaca de um gasoduto para abastecer a Europa com gás natural sem a necessidade de passar pela Ucrânia.

http://www.atarde.uol.com.br/mundo/...ustria-assinam-acordo-para-construir-gasoduto

Já escrevi, a luta de poder EUA/UE vs Rússia vai sobrar para o povo ucraniano.

Por fim, curiosamente ou não, e como já mencionei, o leste da Ucrânia é muito rico em gás de xisto:

O governo ucraniano assinou um contrato com a americana Chevron para explorar uma jazida de gás de xisto no oeste do país. O investimento inicial é de 350 milhões de dólares mas poderá atingir os 10 mil milhões. Kiev estima as reservas de Oleski em quase 3 biliões de metros cúbicos.

Em janeiro o executivo de Kiev tinha assinado um primeiro contrato para a exploração de gás de xisto no país com a anglo-holandesa Shell. Desta feita para extrair o hidrocarboneto da jazida de Iouzovske, no leste do país. O investimento potencial também pode atingir os 10 mil milhões de dólares.

A Ucrânia pretende reduzir a dependência energética face à Rússia. As guerras do gás entre os dois países perturbaram por diversas vezes as exportações russas para a União Europeia.

http://pt.euronews.com/2013/11/05/ucrania-assina-contrato-com-a-chevron-para-explorar-gas-de-xisto/
 
Como já referi, os EUA e a China estão numa luta encoberta por recursos e o primeiro a tentar desesperadamente conter militarmente o segundo país. Ora, há uns tempos apareceu nas notícias que a China estava em tensão com o Vietname e com as Filipinas por causa de umas ilhas e de uma plataforma petrolífera. Como é hábito, para se perceber os conflitos basta ter conhecimento da localização dos recursos e da geoestratégia.

Cortesia da Bloomberg:

Reclamações por parte dos países:




Importância do Mar do Sul da China no transporte de petróleo:




Recursos do Mar do Sul da China:




Há uns dias, o Obama fez um pedido público para que as empresas americanas invistam em África:

http://economico.sapo.pt/noticias/obama-diz-que-chegou-o-tempo-de-investir-em-africa_199195.html

Como toda a gente sabe as muitas riquezas de África não vão para o seu povo. Servem para o ocidente continuar a ter 'boa vida' (já que os nossos recursos naturais estão gastos) enquanto a dos africanos permanece na sua generalidade igual ou pouco melhor.

Não obstante esse pedido, a China está muito mais avançada no que concerne a explorar os recursos naturais de lá:








Contudo, o maior investimento dos americanos em África é, sem surpresa, no campo militar:

 
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Os Estados Unidos começaram a fornecer diretamente armamento para a milícia curda Peshmerga, que combate os jihadistas do Estado Islâmico (EI) no norte do Iraque, segundo informou nesta segunda-feira a imprensa americana.

http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/eua-fornecem-armas-a-milicia-curda-segundo-imprensa

Outra coisa não é de esperar pois:

O governo regional do Curdistão controla 45 bilhões de barris e tem atraído companhias petrolíferas internacionais, incluindo a Exxon, Mobil e Total.

http://economico.sapo.pt/noticias/quarto-maior-campo-petrolifero-no-iraque-sob-pressao_195628.html

Por fim, o indivíduo responsável pela manutenção da "democracia" quer continuar no poder (ironia):

Forces loyal to Iraqi Prime Minister Nuri-al-Maliki have appeared in the capital Baghdad as he refused to drop his bid for a third term amid a jihadist insurgency in the north.

http://www.euronews.com/2014/08/11/iraq-s-pm-refuses-to-step-down-and-deploys-troops-around-baghdad/
 
Quando a Grécia precisar de mais um resgate, a Rússia será culpada:

Greece’s hopes of a 2014 exit from its deepest recession in a half-century may hit a stumbling block after Russia banned European Union food imports in retaliation for sanctions stemming from the insurgency in Ukraine.

(...)

Russia is Greece’s biggest trading partner, mostly because of gas and oil exports, according to data compiled by Bloomberg. The value of total trade between the two nations reached 9.3 billion euros ($12.5 billion) in 2013, surpassing trade flows between Greece and fellow EU-member Germany.

The recent depreciation of the ruble amid the sanctions and the situation in Ukraine may mean that Greece will see 200,000 fewer Russian tourists this year than originally expected, said Xenophon Petropoulos, director of communications at the Association of Greek Tourism Enterprises, also known as SETE. That could deal a potential 300 million-euro blow to Greece’s biggest industry, based on preliminary estimates.

“Arrivals from Ukraine will drop by 50 percent and arrivals from Russia are expected to reach 1.1 million, instead of 1.3 million,” Petropoulos said.

http://www.bloomberg.com/news/2014-08-11/greece-s-recession-exit-hopes-may-stumble-on-russia.html

Já em relação à Itália:

Italy will post a budget deficit of 2.9 per cent of gross domestic product in 2014 without the need for additional fiscal tightening, Prime Minister Matteo Renzi said in an interview published on Monday.

http://gulfnews.com/business/econom...LinksEnabled=false&utm_term=Business+RSS+feed
 
Após uma subida de impostos, o Japão "colapsa" com um crescimento negativo de 6.8%:

Japan’s economy contracted the most since the record earthquake three years ago as consumption and investment plunged after a sales-tax increase aimed at curbing the world’s biggest debt burden.

Gross domestic product shrank an annualized 6.8 percent in the three months through June, the Cabinet Office said today. That was less than the median estimate of 37 economists surveyed by Bloomberg News for a 7 percent drop. Unadjusted for price changes, the economy decreased at an annualized pace of 0.4 percent.

http://www.bloomberg.com/news/2014-08-12/japan-economy-shrinks-the-most-since-2011-quake-on-tax.html

Ainda na Ucrânia:

Um comboio humanitário russo, composto por 280 camiões carregados com duas toneladas de mantimentos e equipamentos, saiu esta terça-feira de manhã de Naro-Fominsk rumo ao Leste da Ucrânia, informam as autoridades da cidade satélite de Moscovo.

http://www.tvi24.iol.pt/503/interna...ario-tvi24-ultimas-noticias/1568021-4073.html

Do outro lado da barricada:

Kiev vai receber material bélico não letal do Canadá

http://expresso.sapo.pt/kiev-vai-receber-material-belico-nao-letal-do-canada=f885293

Ainda no que concerne a ajuda (isto é irónico):

Um avião Hércules C130 da Aviação militar venezuelana partiu hoje de Caracas para o Egito, levando a bordo 12 toneladas de ajuda humanitária para palestinianos afetados pela ofensiva militar israelita na Faixa de Gaza.

http://sicnoticias.sapo.pt/especiai...a-12-toneladas-de-ajuda-humanitaria-para-gaza

Por fim, a ISIL ameaça invadir a Turquia esta não abrir as comportas de uma barragem no rio Eufrates:

Turkey doesn't take ISIS threats concerning the Ataturk dam seriously, said Turkish energy minister on Monday in Ankara, responding to a warning issued by the ISIS that they would invade Istanbul should Turkey continue to hold water in the Euphrates river in southeastern Turkey via the Ataturk dam.

In the first part of a five-episode documentary about the ISIS - formerly known as Islamic State of Iraq and Al-Sham or ISIS - published on Saturday by Vicenews - an international news website - a spokesman, Abu Musad, openly threatens of invading Istanbul if Turkey doesn't open the Ataturk dam and allow water to flow downstream in order to reach ISIS-controlled areas in Iraq.

He tells the correspondent: "If they do not consider it now, we will consider it for them by liberating Istanbul."

http://www.dailysabah.com/politics/...e-isis-threats-seriously-says-energy-minister
 
A UE está incomodada pela rapidez dos governos latino-americanos em fechar acordos com o Kremlin.

Argentina, Chile, Equador e Uruguai não perderam tempo em enviar os embaixadores ao Kremlin para fechar acordos agrícolas, poucas horas depois da Rússia anunciar o embargo de um ano a produtos agroalimentares da União Europeia (UE). A rapidez diplomática latino-americana para entrar no mercado russo, e substituir os produtos europeus, incomoda cada vez mais Bruxelas, à medida que outros países como o gigante Brasil piscam o olho a Moscovo. “Vamos falar com os países e esperar que não tirem benefícios injustos”, disse um responsável europeu ao Financial Times. A UE e o bloco Mercosul avançam a passos largos para assinar um acordo comercial – um processo que dura há duas décadas e está mais frágil desde que UE e EUA começaram a conversar sobre um tratado comercial transatlântico. Por enquanto ninguém em Bruxelas arrisca cruzar os dois dossiers.

A Comissão Barroso classifica de “desleal” a jogada latino-americana na Rússia e a Polónia estuda abrir um processo na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra Moscovo pelo embargo – apesar de ser uma resposta russa às sanções aprovadas pela UE e EUA pela crise ucraniana. “Podemos entender que empresas privadas, produtoras e exportadoras, procurem novas oportunidades. O que não vemos com bons olhos é que estejam governos por detrás”, sublinhou fonte comunitária ao El País. Nos encontros com os países latino-americanos, a UE vai apelar para que reconsiderem novos contratos com um parceiro “tão pouco fiável” como a Rússia. Mas na região o desconforto europeu é menos prioritário do que a oportunidade do mercado russo de 143 milhões de habitantes e, cujo sector agroalimentar deixado vago pela UE vale cerca de 11 mil milhões de euros por ano.

“A Argentina gerará condições para que o sector privado, com o impulso do Estado, possa satisfazer a procura do mercado russo”, disse fonte oficial do governo argentino. Bruxelas tem motivos para estar preocupada. A Rússia eliminou interdições sanitárias a 89 empresas brasileiras de carne e 18 empresas de processamento de peixe do Peru. O governo brasileiro autorizou já 90 unidades de produção a exportar frango, bife e porco para a Rússia. “O mais importante para os exportadores brasileiros é ganhar este mercado, e mantê-lo quando expirar o embargo de um ano”, avançou José Augusto Castro, presidente da Associação Brasileira do Comércio Externo. Castro estima que o Brasil facture mais 370 milhões de euros com novas exportações para a Rússia. Na frente interna, Bruxelas tem ainda de lidar com o descontentamento dos agricultores europeus.

Amanhã, o executivo europeu deve iniciar contactos com os governos dos 28 para avaliar o impacto do embargo russo e eventuais indemnizações. O fundo de compensação agrícola está dotado de 400 milhões de euros. Para começar, a UE anunciou ontem o apoio a produtores de pêssegos e nectarinas, aos quais vai comprar 10% da produção e distribuí-la de graça pelas escolas, hospitais e prisões. O comissário europeu da Agricultura, Dacian Cios, estima que a ajuda aos produtores europeus de fruta custe cerca de 30 milhões de euros.

http://economico.sapo.pt/noticias/e...a-entre-bruxelas-e-america-latina_199540.html
 
rapidez? A Rússia é o modelo para esses países, países que utilizam o termo socialismo a um novo patamar estão quase todos na bancarrota estão a espera de pretodolares e afins, só que a Rússia tem fechado as torneiras
 
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