Política e economia internacional

Estado
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A Apple pode ser uma das responsáveis pela crise econômica que atinge a Finlândia. Ao menos é o que acredita o primeiro-ministro do país, Alexander Stubb.

Em entrevista à CNBC nesta segunda-feira, 13, Stubb lembrou que dois "campeões" da Finlândia foram derrubados em grande parte por causa da empresa da maçã: "Um pouco paradoxalmente eu acho que poderíamos dizer que o iPhone matou a Nokia e o iPad matou a indústria de papel finlandesa", declarou ele.

A Finlândia é um dos maiores produtores de papéis da Europa. Duas das maiores fabricantes estão lá, a UPM-Kymmene e a Stora Enso. Com o surgimento dos tablets e leitores digitais, a concorrência se apertou.

Da mesma forma, se a Nokia era um dos principais nomes do mercado de aparelhos móveis no fim da década de 1990 e começo dos anos 2000, isso mudou com a aparição dos smartphones liderada pela Apple. Agora a empresa pertence à Microsoft e luta para retomar a antiga relevância.

Na sexta-feira, 10, a agência Standard & Poors rebaixou a classificação da dívida da Finlândia de AAA para AA+, citando entre os motivos o fraco desenvolvimento do país e a perspectiva de uma estagnação prolongada.

OD
 
O referendo na Catalunha foi cancelado:

O presidente da Generalitat, Artur Mas, admitiu na tarde de segunda-feira aos partidos que apoiam a consulta sobre a independência do dia 9 de novembro que a votação não poderá ser realizada por falta de garantias legais e propôs organizar um processo de participação cidadã para conhecer a opinião dos catalães sobre o futuro político da Catalunha. Durante uma tensa reunião que começou ao meio-dia e que continuou até depois das nove da noite, Mas reclamou o apoio dos partidos Convergência e União (CiU), Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), Iniciativa e Candidatura de Unidade Popular (CUP) para organizar esse processo alternativo. Até o momento não conseguiu.

O plano de Mas, que a Generalitat descartava há apenas quatro dias, se baseia em tirar o máximo partido dos artigos que o Tribunal Constitucional não suspendeu da lei catalã de consultas. Fontes dos partidos reunidos com o presidente catalão explicaram que o objetivo seria realizar o que na lei se denomina “processo participativo”.

El País

Não deixa de ser chocante. Madrid deve ter ameaçado muito.
 
Um resumo do que se passa por aí:

- As economias mundiais podem vir a ter um crescimento inesperado. O petróleo 'barato' está para ficar durante uns tempos:

Saudi Arabia has privately told the oil market that it is willing to allow prices to slide as low as $80 for a year or two, in a move seen aimed at U.S. producers. Kuwait and Iran have since said that they have no plan to cut production. That is putting pressure on companies like Continental Resources and EOG Resources whose share prices are unraveling.

Reuters

Tendo em conta a grande dependência da Arábia Saudita das receitas do petróleo, isto poderá ser um tiro no pé:

A rare public dispute over oil policy in Saudi Arabia emerged Tuesday as billionaire Prince al-Waleed bin Talal disagreed with the kingdom’s energy minister over the potential impact of falling oil prices on the Arab state’s economy.

(...)

“The kingdom’s 2014 budget is 90% dependent on oil revenues, so belittling [the impact of falling oil prices] is a catastrophe that cannot go unmentioned,” he said.

WSJ

O modelo social da França mudará drasticamente:

The country’s Socialist government led by Prime Minister Manuel Valls is chipping away at a system that dispenses 52 billion euros ($66 billion) annually just in family benefits, and is among the most generous in the world. A hemorrhaging public deficit and debt on track to reach about 100 percent of gross domestic product within two years have left the government with little choice but to attack what in France has been a way of life for almost a century.

(...)

“It’s not the end of a generous system,” government spokesman Stephane Le Foll said yesterday. “It’s the end of spending that wasn’t useful -- and that’s in order to preserve a system that is a costly one.”

Bloomberg

Hours after he won the economics Nobel Prize, Tirole said he felt “sad” the French economy was experiencing difficulties despite having “a lot of assets”.

(...)

“We haven’t succeeded also in downsizing the state, which is an issue because we have a social model that I approve of – I’m very much in favour of this social model – but it won’t be sustainable if the state is too big,” he added.

Tirole remarked that northern European countries, as well as Canada and Australia, had proven you could keep a welfare social model with smaller government. In contrast, he said France’s “big state” threatened its social policies because there will not be “enough money to pay for it in the long run”.

F24

Por fim, a Alemanha não irá realizar investimentos públicos. A austeridade poderá estar num horizonte próximo:

Chancellor Angela Merkel told lawmakers that Germany won’t raise public spending to stimulate the economy even after her government slashed growth forecasts for this year and next, a party official said.

Bloomberg
 
Um resumo do que se passa por aí:

- As economias mundiais podem vir a ter um crescimento inesperado. O petróleo 'barato' está para ficar durante uns tempos:

Os factos mostram o contrário.. Os mercados financeiros da bolsa, já corrigiram quase 40% em relação ao início do ano (houve ganhos à volta de 11% ao início, mas hoje perdem à volta de 33%).

Isto acontece, devido à expectativa que há em torno do crescimento mundial ser reduzido, mas em particular na UE e EUA com ameaças de início de recessão em países como a França ou a Alemanha. O risco de deflação é por demais evidente e ausência de políticas que fomentem o investimento, sem por em causa o rigor das contas dos países soberanos também, implicando mais desemprego.

A falta de confiança dos consumidores, os nºs do desemprego, a deflação e portanto a estagnação das economias são neste momento fatores de relevância superior a acontecimentos como o Ébola, ou as polémicas com a Grécia, o conflito Rússia / Ucrânia ou a instabilidade nas regiões ocupadas pelo estado islâmico. Polémicas relacionadas com movimentos separatistas (Catalunha, Escócia,..) já nem efeito fazem nos mercados financeiros, tal é a gravidade da situação.

A descida do preço do petróleo é prova disso (deflação), embora ainda não seja evidente nos preços praticados nos combustíveis, pois a variação do preço do petróleo acontece no mercado de futuros, ou seja, o preço dos combustíveis vai continuar a descer (em teoria), mesmo que amanhã o petróleo iniciasse a subida.
 
Temos opiniões diferentes. Neste mês a FED vai acabar com os estímulos. Supostamente já não haverá muleta para absorver as obrigações todas e manter artificialmente as taxas de juros baixas. Agora a expectativa é sobre quando é que as taxas de juro vão subir. Eu já escrevi que não vão (só muito mas muito lentamente). A crise bancária transformou-se em crise soberana. Com excesso de dívida soberana como é que os países se vão aguentar?

Quanto ao petróleo, de deflação nada tem. Para mim é mais guerra económica. A Arábia Saudita está propositadamente a aumentar a produção (conjugado com uma menor procura). Os consumidores agradecem.

A redução das taxas de juro na Europa não é sinal da recuperação. Aliás, se não fosse pela Alemanha já haveria QE Europeu.

Conclusão: As bolsas subiram porque o dinheiro barato gosta de grandes retornos. Ou vai para os países do sul da Europa ou vai para a bolsa.

Como em todas as fases maníacas da bolsa (bolhas) o céu é o limite. Até cair tudo. E acredito que voltará a subir (aí entra o petróleo barato que reduzirá tendencialmente os custos em tudo desde a alimentação ao lazer).

P.S. Nem sei como é que uma pessoa com consciência compra obrigações espanholas a 50 anos.
 
Com os juros da dívida grega a subirem para quase 9% (ninguém acredita que a Grécia se vai aguentar sozinha e paradoxalmente são os juros elevados que contribuem para isso), dois presidentes dos bancos regionais da FED (há 12, a Yellen é a 'chefe' da Reserva Federal - posto acima) indicam que o QE está para ficar ou mesmo aumentar:
St. Louis Fed President James Bullard told Bloomberg TV that the Fed should consider delaying the end of quantitative easing in repsonse to tumbling inflation expectations.

BI


A bellwether Federal Reserve policymaker on Tuesday downplayed concerns about weakness in the global economy, saying the U.S. central bank should only delay an interest rate hike next year if inflation or wages fail to perk up.

John Williams, president of the San Francisco Fed, said in an interview with Reuters that the first line of defense at the central bank, if needed, would be to telegraph that U.S. rates would stay near zero for longer than mid-2015, when he currently expects them to rise.

Reuters

Em que é que os super ricos estão a investir? Barras de 12,5kg de ouro:

The super-rich are looking to protect their wealth through buying record numbers of "Italian job" style gold bars, according to bullion experts.

The number of 12.5kg gold bars being bought by wealthy customers has increased 243pc so far this year, when compared to the same period last year, said Rob Halliday-Stein founder of BullionByPost.

"These gold bars are usually stored in the vaults of central banks and are the same ones you see in the film 'The Italian Job'," added David Cousins, bullion executive from London based ATS Bullion.

Telegraph
 
Última edição:
A Itália irá cortar nos impostos e aumentar o endividamento público:

Italy's cabinet on Wednesday approved a 2015 budget just hours before an EU deadline, unveiling plans to increase borrowing to slash taxes by 18 billion euros, but promising to abide by deficit rules.

(...)

At the heart of the programme is 18 billion euros ($23 billion) worth of tax cuts for businesses and lower-income individuals which Renzi said had been a no-brainer because taxes "had reached a crazy level."

The young PM, who has staked his reputation on overhauling Italy's sluggish economy, said the budget also includes spending cuts of 15 billion euros and 11 billion euros of extra borrowing -- a detail which may rankle the Commission.

BI

2011 nunca desapareceu. A continuidade do euro continua dependente da Grécia. E em grande parte os resultados de Portugal são irrelevantes. Itália (especialmente), Espanha e até a França estão vulneráveis.

Para quem defende o federalismo europeu como solução (Bruxelas ser a entidade com o poder para decidir tudo)... Bom, é um francês que quer ser responsável pelos Assuntos Económicos e Monetários:

E, além disso, há agora também a questão de pessoal. A França quer seu ex-ministro das Finanças Pierre Moscovici como novo comissário europeu dos Assuntos Econômicos e Monetários. Ele seria o responsável pela estabilidade da moeda comum e pelo controle dos orçamentos nacionais. O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, já anunciou seu veto há semanas. Pessoalmente, ele não tem nada contra Moscovici, mas dificilmente se pode nomear o representante de um país em crise como supervisor de todos os Estados em crise.

DW

Se funcionou na França vai funcionar com todos os outros países europeus.
 
Nos mercados volta tudo ao 'normal':



Bloomberg

Não admira:

No espaço de dias, a Grécia regressou a 2010, atravessando uma turbulência nos mercados a fazer lembrar a que obrigou o país a pedir ajuda externa pela primeira vez. Numa altura em que os investidores começam a mostrar cada vez mais receio com a travagem da economia europeia e com os riscos de deflação, a crise em Atenas arrastou a periferia. Há já quem fale numa "tempestade perfeita" a formar-se e a ameaçar o ressurgimento da crise de dívida. Ontem, a Comissão Europeia foi mesmo obrigada a vir a público prometer mais ajuda para a economia helénica.

Economico

A Comissão Europeia afirmou nesta quinta-feira que continuará ajudando "de todas as formas possíveis" a Grécia, país que recebeu dois pacotes de resgate e que volta a gerar preocupações nos mercados financeiros.
"Não há dúvida de que a Europa seguirá ajudando a Grécia de todas as maneiras possíveis, para garantir condições de financiamento razoáveis para o Estado grego e facilitar um retorno completo aos mercados", disse o porta-voz da Comissão de Assuntos Econômicos, Simon O'Connor.

O porta-voz fez a declaração em Bruxelas como uma reação às quedas nas Bolsas europeias, motivas em parte pelas dúvidas sobre o futuro imediato da Grécia.

"Trabalharemos para garantir uma evolução progressiva da ajuda europeia ao país, uma vez terminado o programa em curso. Apoiaremos a Grécia para tranquilizar os credores e os mercados financeiros", completou O'Connor.

A Grécia recebeu, em 2010 e 2011, dois programas de ajuda da UE e do Fundo Monetário Internacional para financiar sua dívida, já que os mercados exigiam juros proibitivos.

A ajuda da Eurozona termina este ano, com um valor restante de 1,8 bilhão de euros, mas o auxílio do FMI está previsto até 2016.

O governo grego, no entanto, deseja sair do segundo plano de resgate nos próximos meses e deixar a tutela do FMI, que ao lado da UE impôs desde 2010 um exigente programa de austeridade muito impopular no país.

Os mercados já manifestam nervosismo a respeito da saída da Grécia do plano de resgate.

Além das incertezas econômicas, a Grécia tem problemas políticos. Se o governo de coalizão (conservadores e socialistas) ficar em minoria na eleição para presidente da República, em março, o primeiro-ministro Antonis Samaras terá que dissolver o Parlamento.

Neste caso, o país teria eleições legislativas antecipadas e a esquerda radical, representada pelo partido Syriza, contrária às medidas de austeridade, aparece muito bem nas pesquisas.

Exame

Mais uma vez, o inevitável é adiado.
 
Nos mercados volta tudo ao 'normal':



Bloomberg

Não admira:



Economico



Exame

Mais uma vez, o inevitável é adiado.
Está mais que confirmado que quem manda no mundo são os grandes fundos de investimento. Nada os consegue contrariar, nem EUA nem UE! São eles que injetam liquidez no mercado de ações, muitas vezes à base de short selling, sendo os responsáveis pelas grandes subidas e descidas nas cotações. Quando diminuem a exposição a um banco, de 20% para 1% numa semana, o que seria de esperar?

Algumas vozes nos EUA já vieram tentar acalmar, com a sugestão de continuar com alguma política de estímulos. O mesmo acontece com a UE, sendo que a polémica da Grécia irá resultar certamente num programa cautelar.

São os fundos que mandam, não países nem governos que aguentem a pressão!

O petróleo já subiu um pouco, mas ainda surgiram notícias hoje de que ainda é possível reduzir mais o preço (aumentar a produção).

Por cá, no nosso PSI18, já acalmou um pouco, exceto a PT que caiu 9%. Mas não confio muito, enfim, já vi técnicas de isco, que geram euforia mas no dia seguinte volta tudo ao mesmo, com quedas generalizadas.

Talvez lá para janeiro as coisas estejam mais calmas. Pelo menos até março, depois começam os sobe e desce, devido à distribuição de dividendos, mas isso é outra história..
 
(...)

A travagem da subida dos juros dos periféricos do euro é atribuída, por alguns analistas, a uma acalmia provocada por uma decisão do Banco Central Europeu (BCE) na sequência de uma reunião informal em Frankfurt com o governador do banco central grego. As declarações recentes de responsáveis da Reserva Federal norte-americana e do Banco de Inglaterra também ajudaram a acalmar os mercados financeiros.

O BCE decidiu reduzir o nível de desconto que estava a aplicar às obrigações soberanas gregas que aceita como colateral da parte dos bancos gregos, abrindo, assim, a possibilidade de um aumento da liquidez dos quatro principais bancos "sistémicos" gregos na ordem dos 12 mil milhões de euros. A reunião informal juntou Mario Draghi, presidente do BCE, e Yannis Stournaras, governador do Banco da Grécia e ex-ministro das Finanças.

James Bullard, presidente do Banco da Reserva Federal de St. Louis, referiu que a FED poderá ter de considerar o adiamento do momento em 2015 em que iniciará o processo de "normalização" das taxa diretoras, com a sua subida, abandonando os níveis próximos de zero.

Por outro lado, Andrew Haldare, economista-chefe do Banco de Inglaterra, comentou que estava "melancólico" e que o processo de subida das taxas diretoras de juros do banco central poderá de ter de ser adiado. A descida da inflação em setembro para 1,2%, a mais baixa nos últimos cinco anos, deixou a City londrina em choque esta semana.

(...)

Expresso

Mas... nada de pânico diz o Barroso. Vai-se tudo resolver...

Por fim, na China, mais um estímulo:

A autoridade monetária chinesa poderá injectar 25,5 mil milhões de euros nos bancos chineses, naquilo que é uma medida adoptada no sentido de conferir liquidez ao sistema financeiro e de estimular o crescimento económico.

JdN
 
A história não se repete mas rima. Gradualmente o extremismo regressa à Europa.

Já aqui fiz referência ao retornado fascínio alemão pelo Hitler:

Germans are more interested in Adolf Hitler that at any time since the end of the Second World War, a new study has concluded.

Na França:

Sinal dos tempos. Não são os livros do novo Nobel da Literatura que mais vendem em França. O "best seller" do momento chama-se "Le suicide français", de Eric Zemmour. Lançado no início do mês, fornece argumentos teóricos e históricos à poderosa extrema-direita francesa e já vende mais do que "Merci pour ce moment", de Valérie Trierweiler, ex-companheira do Presidente Hollande.

(...)

Trata-se um ensaio catastrofista de mais de 500 páginas, no qual Zemmour aborda de forma crua e sem tabus os temas mais polémicos da França moderna, alguns deles já desenvolvidos pelo autor em trabalhos anteriores. Liga o declínio francês à imigração, ao avanço do islamismo no país, ao descalabro do sistema educativo e à "tecnocrática" União Europeia, aos debates e "propagandas" antirracistas, às consequências "dissolventes" (sic) da revolta de maio de 68 na sociedade francesa, à fragilidade das elites políticas do seu país e à "política espectáculo".

Expresso

Grécia:

On Aug. 2, a group of unidentified men savagely attacked a Pakistani immigrant in Athens, leaving him hospitalized with a broken jaw and multiple bruises. Five days later, Ashkan Najafi, a native of Iran, was severely beaten and stabbed 12 times in Piraeus, a port city south of Athens. He required at least 60 stitches.

(...)

Greece is not the only European Union member facing a surge of ultra-right-wing, anti-immigrant groups. However, its deep economic slump, dire poverty, massive unemployment fostered by austerity policies and lack of comprehensive immigration laws have turned Greece into an advanced laboratory for institutionalized racism in Europe.

AJ

Greek lawmakers on Tuesday passed a bill toughening anti-racism laws and making Holocaust denial a criminal act, as it cracks down on a wave of xenophobic attacks that have come amid the country's worst-ever peace-time financial crisis.

Reuters

Num assunto paralelo, em alguns países o salário mínimo impede o crescimento económico. Noutros países, as pessoas estão fartas de ser exploradas e querem um (aumento do) salário mínimo:

Eight leading fashion retailers have said they are prepared to pay more for clothes made in Cambodia, days after thousands of workers took to the streets of Phnom Penh to call for the minimum wage there to be nearly doubled to $177 (£110) a month.

The brands, which include one of Cambodia's biggest buyers, H&M, as well as Inditex, owner of Zara, and Britain's Primark, have written to the Cambodian deputy prime minister and the chairman of the local Garment Manufacturers Association to say they were "ready to factor higher wages" into their pricing.

Guardian

Por fim, o CEO da Total, o tal que dizia que usar o dólar em certas transações não fazia sentido, morreu em Moscovo num acidente de avião. A culpa provisoriamente reside num condutor de limpa-neves que alegadamente estava bêbado. Isto já foi recusado porque supostamente o homem tinha problemas de coração. Resta dizer que muita gente não terá saudades dele tendo em conta que investia muito na Rússia e era amigo de Putin.
 
Última edição:
Dia muito interessante o de hoje. Em França o socialismo implode:

Manuel Valls já tinha sugerido a mudança no nome do PS francês em 2007 e 2011. A proposta não fez caminho mas abriu a discussão no seio dos socialistas franceses.

Em entrevista publicada hoje no semanário L'Obs (antigo Le Nouvel Observateur), o primeiro-ministro francês volta ao assunto para dizer que é preciso acabar com a esquerda saudosista, agarrada ao passado. O primeiro passo é abri-la às forças do centro e tirar o "socialista" do nome ao seu partido.

Valls refere que, face à força que tem vindo a ganhar a extrema-direita francesa, a esquerda tem de se reinventar. E pode morrer se não o fizer, reforça. "A esquerda que defendo tem um ideal, a emancipação de cada um. É pragmática, reformista e republicana", sublinhou.

DN

As artimanhas contabilísticas (que atiraram para o 3º lugar dos países mais endividados na Europa) não são suficientes para 'salvar' a Itália. Para o ano mais uma subida da dívida:

The ratio of debt to GDP is expected to rise to 133.4 per cent in 2015; it is projected to start decreasing in 2016, one year later than forecast in April, and to reach 124.6 per cent in 2018.

BI (página 40 do documento)

Por fim, taxas de juro a 0% (ou muito semelhantes) para sempre? A ideia está lançada:

Interest rates could now be permanently lower, a prominent member of the Bank of England’s committee of interest rate setters has warned.

Ben Broadbent, deputy governor for monetary policy at the Bank of England, said on Thursday that the low level of interest rates has “recently fuelled talk of a “secular stagnation””.

Telegraph
 
Estado
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