Política e economia internacional

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Guerras entre árabes arrastando europeus e americanos. Gostava eu de saber porque é que não há uma demonização ocidental das Arábias Sauditas e Qatares. É porque são democracias exemplares?

Outra versão:



Discurso completo:



E não esquecer a típica desculpa (por dizer a verdade):



Mas, pronto, o Ocidente está no Médio Oriente é para espalhar a democracia e direitos humanos. Bomb away, my friends, bomb away.
 
Os Russos são todos uns santinhos. Os "maus" são os Europeus e os Americanos. (irony mode)

Não, nada disso, toda a gente sabe que os Europeus e os Americanos são os bons e os Russos são os maus. Basta ver o Telejornal.

Os Tupolev aproximaram-se tanto do espaço aéreo português como se aproximam as forças da NATO do território russo sempre que realizam os seus habituais exercícios de provocação no Mar Negro. Neste caso, a culpa também é dos russos, que são os maus.

O ministro da Defesa canadiano, Rob Nicholson, queixou-se de uma "provocação desnecessária" de caças russos, que terão sobrevoado a fragata "HMCS Toronto", integrada no exercício da NATO em curso no Mar Negro. O general Igor Konaschenkow respondeu às acusações, afirmando que os dois aviões russos se encontravam num voo de rotina e que não se aproximaram da fragata canadiana.

Segundo o ministro canadiano, o incidente envolveu um avião de observação e dois aviões de combate russos, que teriam sobrevoado a fragata canadiana integrada nas manobras da NATO durante três dias no Mar Negro, designadas como "Sea Breeze". Nicholson classificou o alegado sobrevoo do navio como uma "provocação desnecessária" e disse que ela ameaça agravar as tensões na região.

No entanto, alguma imprensa canadiana, como "The Globe and Mail", vinha alertando contra a elevada probabilidade de incidentes deste tipo no quadro de um exercício da NATO neste lugar e neste momento: "Eles [os russos] vão jogar connosco ao gato e ao rato enquanto lá estivermos", declarou uma fonte militar àquele jornal.

Também no Mar Negro decorrem entretanto exercícios da Marinha russa, envolvendo 20 navios de guerra, caças-bombardeiros do tipo Suchoi Su-24 e helicópteros de combate. Segundo o Ministério da Defesa russo, também estão programados testes balísticos.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=765372&tm=7&layout=121&visual=49

Portanto, isto resume-se assim:

- A NATO faz exercícios junto à fronteira com a Rússia e caças russos sobrevoam esses exercícios: provocação russa.
- A Rússia faz exercícios junto à fronteira com países da NATO e caças desses países escoltam os aviões russos: provocação russa.
 
Na América o público é facilmente formatado para a guerra. Há um clérico islâmico que é orgulhosamente extremista (ele até admite encorajar terroristas). Toda a gente sabe o que ele vai dizer (imposição radical do Islão em todo o mundo). Mas frequentemente aparece na televisão. Para quê? Para chocar a população e para que esta apoie a guerra. Pior que o entrevistado só mesmo os 'jornalistas' (especialmente o da Fox News):






Facilmente a opinião de uma pessoa é generalizada.

A ISIS é um bode espiatório perfeito. Já abordei este assunto (e publiquei este vídeo):



Ataque terrorista voltará a acontecer nos EUA! E terá uma escala gigantesca! Resta perguntar... Mas a NSA não espia tudo e todos?

Fica o aviso. O próximo ataque será da responsabilidade ou da Rússia (está na moda hoje em dia) ou da ISIS. Supostamente estes últimos já têm material nuclear:



Como já escrevi no tópico das conspirações, o colapso económico americano terá como justificação este ataque. Aí as leis assinadas pelo Obama em 2012 darão muito jeito:

President Obama has made clear that he’s determined to continue pushing his “progressive” agenda, regardless of constitutional limitations on his power. He aims to have his way by issuing more and more executive orders.

The most ominous sign of possible things to come appeared on March 16, 2012, when President Obama signed executive order 13603 about “National Defense Resources Preparedness.”

This 10-page document is a blueprint for a federal takeover of the economy that would dwarf the looming Obamacare takeover of the health insurance business. Specifically, Obama’s plan involves seizing control of:

* “All commodities and products that are capable of being ingested by either human beings or animals”

* “All forms of energy”

* “All forms of civil transportation”

* “All usable water from all sources”

* “Health resources – drugs, biological products, medical devices, materials, facilities, health supplies, services and equipment”

* Forced labor ( or “induction” as the executive order delicately refers to military conscription)

Moreover, federal officials would “issue regulations to prioritize and allocate resources.”

Forbes

A lei marcial já é 'oficial'. As polícias locais já estão militarizadas. Está tudo pronto.
 
O Japão aumenta o QE:

Bank of Japan Governor Haruhiko Kuroda led a divided board to expand what was already an unprecedentedly large monetary-stimulus program, boosting stocks and sending the yen tumbling.

Kuroda, 70, and four of his eight fellow board members voted to raise the BOJ’s annual target for enlarging the monetary base to 80 trillion yen ($724 billion), up from 60 to 70 trillion yen, the central bank said. An increase was foreseen by just three of 32 analysts surveyed by Bloomberg News. The BOJ also cut its forecasts for inflation and growth in Japan, the world’s third-biggest economy.

Bloomberg

Entretanto, a nação continua a afundar:

Japan's trade deficit narrowed slightly in August, but the scale of the red figures continues to concern policy makers who had hoped a weaker yen would help boost exports and fuel economic growth.

Japan's 26th straight trade deficit in August again showed the negative effect of a weaker yen on the balance of imports and exports, pushing up the prices of imported goods at a time when the nation is more reliant on fuel from overseas.

WSJ

Já têm défices comerciais há mais de dois anos seguidos.

E no mês passado não foi exceção:

Exports jumped 6.9% from a year earlier to 6.38tn yen ($60bn; £38bn), while imports rose 6.2% to 7.34tn, leaving a deficit of 958.3bn yen, up 1.6% from September 2013.

The weak yen has helped bring down the cost of Japanese goods sold abroad.

BBC

Mas o primeiro-ministro japonês está mais preocupado com a China do que com o seu próprio povo (e a Fukushima continua a contaminar o oceano).
 
As bolsas do outro lado do Atlântico terminaram a sessão desta sexta-feira em terreno positivo, sustentadas pelo anúncio inesperado do Banco do Japão relativo a um aumento dos estímulos à economia nipónica.

O índice industrial Dow Jones encerrou a somar 1,12%, fixando-se nos 17.389,04 pontos, naquele que é o nível de fecho mais alto de sempre.

O S&P 500, por seu lado, avançou 1,2% para se estabelecer nos 2.017,73 pontos, um recorde também de fecho. O anterior recorde de fecho do S&P 500 estava nos 2.011,36 pontos e tinha sido estabelecido no passado dia 18 de Setembro. O máximo histórico intradiário foi estabelecido no dia seguinte, nos 2.019,26 pontos. Está assim a apenas dois pontos de o alcançar.

JdN

Madness...
 
A questão aqui dos russos que se fala nestes dias pouco ou nada tem a ver com isso. Não tem mesmo nada !
Falas de caças da Nato junto da fronteira russa, tens evidências de que haja esquadrilhas de aviões ocidentais da Nato a voar sem transponder sem plano de voo há meses em espaço aéreo civil ? Desculpa lá, mas não tens..., aqui no ocidente podemos ter muitos defeitos e cometer muitos erros, mas não fazemos esse tipo de merdas. Ponto.

Repara, estes voos russos são todos feitos de forma a serem detectados, andam a passear-se por aí precisamente para serem vistos, mas fazem a birrinha de não cumprir as regras, lançando o caos na aviação civil obrigando a que radares militares primários e caças acompanhem os meninos a divertir-se para informar o controlo aéreo civil. Uma espécie de provocação «macho man» infantil do Putin. E se queres que te diga, isto assusta-me um bocado, pelo menos no tempo da URSS aquilo era gerido por gente adulta, pois estes eventos são uma autêntica criancice que a continuar ainda acabam por provocar algum acidente grave.

Como tu dizes, e bem, os russos sabem perfeitamente que os seus aviões serão identificados por radares militares, sendo então o risco de incidentes quase nulo. Eles não ariscariam um avião seu em prole de uma pequena provocação, nem querem levar com as repercussões de um acidente com um avião civil - desta vez a culpa seria mesmo deles.

Claro que estes passeios de aviões russos são provocação. Do mesmo modo que os exercícios da NATO no Mar Negro o são (há tantos mar, com mais fácil acesso para fazer exercícios). Só que destes ninguém no Ocidente fala, e não se considera criancice.

Quem começou a desestabilizar toda a região foram os ocidentais, quando organizaram, financiaram e deram apoio logístico a um golpe de Estado contra um presidente eleito por voto popular num dos quintais preferidos da Rússia. O que diriam os europeus se a Rússia fizesse isso num dos quintais dos ocidentais (países bálticos, Polónia, Turquia)? Como há uns meses questionou o Ron Paul, o que fariam os EUA caso os russos colocassem uma marioneta sua a governar o México?
 
aqui no ocidente podemos ter muitos defeitos e cometer muitos erros, mas não fazemos esse tipo de merdas. Ponto.

Num outro forum onde participo frequentemente, todos os americanos com que falei dizem que isto é bastante comum, eles (americanos) fazem-no no pacífico (em especial junto a território Chinês), bem como na Rússia. Normalmente com caças que voam junto a espaço aério de terceiros, caças esses devidamente identificados, mas parece que volta e meia também usam aviões com transponder desligado... Especialmente se esses aviões forem B2.

Os Russos fazem-no e também os americanos.

Ao que parece estas missões russas na costa de Portugal, e eu também desconhecia, eram bastante comuns durante a guerra fria, por isso nada de novo.

No entanto reconheço a gravidade destas situações, e ao que me parece, só tem havido intercepções para se poder assinalar esses aviões ao tráfego civil.
 
Para explicar que tudo o que se passou recentemente já era previsível há muitos anos.
O referendo da Crimeia foi uma palhaçada, já há muito planeada. Falas das marionetas, mas não há marionetas russas também ?

Claro que há. O Presidente ucraniano deposto no Golpe de Estado era uma marioneta russa. E em troca levava o gás a preços baixos e a fiado.
Agora a Ucrânia (parte dela) é um quintal da UE, tanto que são os contribuintes europeus a emprestar (a fundo perdido?) o dinheiro para a Ucrânia ter gás durante este inverno.

Eu, ao contrário de 99% da opinião publicada em Portugal, não vejo nenhuma diferença entre a actuação da NATO e dos russos. Não há aqui "bons" nem "maus", há os interesses de cada um.

Também há por aí muita informação credível sobre actuações terroristas da NATO ao longo da sua existência. Nem refiro as que foram realizadas às claras (Líbia, Iraque) nem a meia-luz (Síria - se não fossem os constantes vetos da Rússia no Conselho de Segurança da ONU, hoje seria um Califado). Pode-se sempre tentar pesquisar os resultados das comissões de inquérito e investigações judiciais que decorreram em Itália sobre as diabruras que esta organização terrorista realizou durante vários anos nesse país (corroboradas por declarações do então presidente italiano, Giulio Andreotti), ou tentar averiguar a razão pela qual Adolfo Suarez tinha dúvidas acerca da divisa com que eram realizados os financiamentos da ETA.
 
Não creio que haja uma grande migração para a Europa desde a Rússia (apenas alguns oligarcas caídos em desgraça dentro do regime), mas há de facto alguma migração para a Europa desde as Repúblicas ex-Soviéticas onde a Rússia governa através de marionetas. A Rússia faz o que entender para manter esse poder, se a Europa e os EUA não tivessem interesse em substituir-se aos russos não faziam nada, porque é melhor deixar estar um ditadorzeco a governar um país menor do que andar a enervar os russos.

Eu até considero normal o sentimento anti-russo que domina nesses países, a Rússia é a potência dominadora da região e põe e dispõe dos seus recursos. Algo similar tem acontecido na América Latina em relação aos EUA, o que culminou com o aparecimento de algumas figuras como Morales e Chavez.

O que ponho em causa nestes movimentos é alguém achar que a movimentação para o bloco oposto (no caso dos países da ex-URSS para o bloco da NATO, no caso dos da América Latina para o bloco dos BRICS) pode trazer alguma mudança no bem-estar das populações.

Tu referes o teu amigo georgiano, que é anti-russo e não é pró-americano. Até acredito que uma franja significativa da população possa pensar assim, mas na prática o que acontece nestes países ao nível da governação, é que sempre que um governo marioneta de russos/ocidentais é deposto, é substituído por um governo marioneta dos ocidentais/russos.
 
a vantagem russa é total: não estão envolvidos em múltiplos cenários de guerra... afeganistão, iraque, mar da china, etc, etc, etc...

Além disso parece que as monarquias do golfo foram instruídas para artificialmente baixarem o preço do petróleo... só que o petróleo barato torna o gás de xisto caríssimo. Lá se vai a independência energética...
 
No tópico de criação de guerras para manobras eleitoralistas, sem dúvida que há. Aliás, nem é preciso inventar:





Há que manter uma imagem de "durão", quer americanos quer russos.

Um bom exemplo:



Quanto a usar o petróleo como arma:



Sem dúvida que a resposta russa é "desproporcional". Por um lado é um tiro no pé pois dá azo a mais propaganda de guerra, por outro é a única forma de afirmação (aquilo a que o Vince chamou de "macho man"). Também não esquecer que na altura da URSS o país em questão era Cuba (na fronteira americana) e não a Ucrânia (fronteira russa).

Para não ser excessivamente repetitivo, termino com este vídeo:



A meu ver os europeus só têm a ganhar em estar em paz com a Rússia, mas americano é que manda. Ainda falta a Síria, Coreia do Norte e Irão para atacar. E há que formar uma coligação para derrotar a ISIS (depois manda-se a conta aos países do Golfo).
 
Não sei se já publiquei este gráfico mas faço-o de novo. A meu ver, a utilização de bombardeiros estratégicos é o meio menos eficiente para o lançamento de bombas nucleares. São lentos e vulneráveis. Contudo, são muito úteis para fogo de vista e como forma de intimidação.

YCqFLgd.jpg


Numa guerra nuclear, os bombardeiros provavelmente nunca chegariam ao seu destino. Os mais eficientes são, sem dúvida, os mísseis lançados dos submarinos.

Como exemplo:

A Russian Borey-class nuclear submarine has successfully test-fired a Bulava strategic missile, the Russian Defense Ministry said. The ballistic missile was launched from a submerged position with all 16 rockets onboard the sub during the test.

With an operational range of 10,000 kilometers, Bulavas are able to carry 10 hypersonic, individually guided, maneuverable nuclear warheads with a yield of 100–150 kilotons each.

RT



Por outro lado, os mísseis intercontinentais, para além de velhos são muito caros para manter (para os dois lados). A sua quantidade (novamente em ambos os lados) asseguraria uma política de terra queimada. O globo inteiro seria afetado portanto o local onde se vive seria mais ou menos irrelevante.

Nas próximas décadas quantias estupidamente elevadas serão gastas para manter, construir ou eliminar de forma segura a enorme quantidade de mísseis.

Over the next decade, all Soviet-era ICBMs will be retired and replaced with a smaller force consisting of mainly five variants of one missile: the SS-27.

After more than a decade-and-a-half of introduction, the number of SS-27s now makes up a third of the ICBM force. By 2016, SS-27s will make up more than half of the force, and by 2024 all the Soviet-era ICBMs will be gone.

The new force will be smaller and carry fewer nuclear warheads than the old, but a greater portion of the remaining warheads will be on missiles carried on mobile launchers.

The big unknowns are just how many SS-27s Russia plans to produce and deploy, and how many new (RS-26 and Sarmat “heavy”) ICBMs will be introduced. Without the new systems or increased production of the old, Russia’s ICBM force would probably level out just below 250 missiles by 2024. In comparison, the U.S. Air Force plans to retain 400 ICBMs

FAS

In addition to operating and maintaining current systems, DoD and DOE plan to modernize or replace many weapons and delivery systems over the next few decades. Planned nuclear modernization programs include new SSBNs, long-range bombers, ICBMs, and cruise missiles, as well as major life-extending refurbishments of current ICBMs, submarine-launched ballistic missiles, and nearly all nuclear warheads. Of the $241 billion budgeted for nuclear delivery systems and weapons over the next 10 years (combining the $136 billion and $105 billion figures in the preceding paragraph), CBO estimates that $152 billion would be spent to field and maintain the current generation of systems and $89 billion would be spent to modernize or replace those systems. Because most of those modernization efforts are just beginning, annual costs for nuclear forces are expected to increase. From 2021 to 2023, nuclear costs would average about $29 billion annually, roughly 60 percent higher than the $18 billion requested for 2014. Annual costs are likely to continue to grow after 2023 as production begins on replacement systems.
CBO
 
vamos ter calma nada aconteceu nos momentos mais quentes da guerra fria em que os dedos estiveram em cima dos botões não é agora que o vão fazer isto é como as apitadelas na estrada é só para mostrar que estão lá
 
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