Previsão e Seguimento Furacões (Atlântico 2008)

Tópico em 'Tempo Tropical' iniciado por Vince 16 Nov 2007 às 17:38.

  1. Vince

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    Furacão

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    No Atlântico o 94L durante a noite não teve convecção e pior ainda, perdeu a circulação que tinha ontem. Hoje há convecção mas não há circulação, é agora apenas mais uma alongada onda tropical como qualquer outra, ainda para mais a ser atacada pelo shear como se vê nos últimos frames da animação.

    As hipoteses de se desenvolver diminuiram consideravelmente.

    [​IMG]

    Há uma outra onda tropical atrás do 94L mas para já não foi sequer classificada como Invest.
     
  2. Paulo H

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    Cumulonimbus

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    Vince, podias explicar-me assim por alto, de forma simples, quais as características do shear e como influencia a evolução dessas ondas tropicais que podem evoluir ou regredir para tempestades tropicais ou furacões? Nem sequer iniciado me considero nessa matéria.. Mas tenho bastante curiosidade!
     
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  3. Vince

    Vince
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    Furacão

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    O windshear, o termo em português é cisalhamento do vento ou tesoura de vento, mas nunca gostei de usar em português, significa o diferencial vertical ou horizontal na direcção e velocidade do vento. O que nos interessa para agora é o vertical, o diferencial direcção/intensidade em diferentes camadas da atmosfera.

    Uma coisa que por vezes confunde as pessoas é muitas saberem que é bom haver windshear para alimentar as trovoadas, mas no caso dos ciclones tropicais (que são também feitos de trovoadas) esse mesmo windshear é fatal para eles (winshear acima de 10/15kt começa a ser hostil)

    E porquê ?

    Comecemos pelas trovoadas, imaginemos uma trovoada como as de hoje que vemos no satélite em Espanha e que se deslocam para sul ou sudesde rumo a Portugal devido à corrente dominante dos ventos dos niveis baixos/médios.

    Se nos niveis altos existir um vento mais forte isso permite um bom "arejamento" da trovoada com a célula a ser constantemente alimentada por mais ar (inflow). Se o vento além de forte for noutra direcção do movimento, isso permite que numa trovoada o ar frio resultante da precipitação (chuva e granizo) seja afastada no nucleo da trovoada (as correntes ascendentes).

    Se não existir windshear há portanto menor circulação de ar a alimentar a célula e se a direcção do vento nos niveis altos for a mesma que a do movimento da célula a precipitação e o ar frio resultante da mesma cai sobre o nucleo da trovoada ou para a frente do movimento e esta morre rapidamente. Sistemas convectivos que duram horas e horas requerem valores altos de windshear.

    Olhemos para a última imagem de satélite desta tarde:

    [​IMG]

    Temos que tentar perceber pela animação a direcção das trovoadas, e nem todas as que vemos na imagem vão na mesma direcção. As junto à fronteira vão para sul. Por vezes é dificil perceber a direcção pois é preciso estar atento na animação à expansão das trovoadas que pode dar a ideia de movimento e não o ser.

    E agora analisemos o vento nos niveis altos, que se identificam pelas nuvens altas resultantes da precipitação e correntes descendentes já na fase madura da trovoada. Se reparares, junto ao Alentejo, esses ventos parecem existir com uma intensidade nada de especial mas razoável, o que é excelente para a trovoada. (Nota que às vezes também é dificil perceber se é realmente shear ou apenas o normal outflow da trovoada, é preciso ainda alguma rotina a olhar com atenção para as animações)

    Contudo tem uma direcção já não tão boa, sudoeste, e talvez (daí o ponto de interrogação) também para sul. Se esta análise estiver correcta diria que estas trovoadas da fronteira estão condenadas, vão morrer num par de horas, sobretudo se existir também a tal componente sul do vento nos niveis altos, porque o ar frio está a ser atirado para a frente da direcção do movimento das trovoadas alterando substancialmente a atmosfera que havia até aí, estabilizando o que até aqui era instável. Isto por vezes tem umas nuances que parecem contraditórias, pois por exemplo o avanço dessa massa de ar mais frio pode por si provocar outras trovoadas pois em determinadas condições o avanço desta meso-frente força o ar instável que encontra a subir, ar esse que estava com as condições quase ideiais de instabilidade, temperatura e humidade e estava só à espera de uma pequena ajudinha para subir disparando assim uma nova trovoada.


    Mas regressando ao Shear, agora olhemos para os ciclones tropicais. Peguemos nesta onda tropical 94L, que é um distúrbio tropical desorganizado e longe de se tornar um ciclone tropical porque esta noite perdeu a circulação, e isso teve a ver com falta de convergência nos niveis baixos que chegou até a ser negativa, ou seja, divergência em baixo, o que é muito mau, mas essa parte agora não interessa para este assunto.

    [​IMG]


    Como vemos na imagem, o windshear está presente. O que é óptimo para as trovoadas, e vemos que algumas são intensas na imagem. Mas então regressamos ao início, se é óptimo para as trovoadas porque é péssimo para se desenvolver como ciclone tropical ?

    Porque um ciclone tropical é uma depressão com nucleo quente com uma dinâmica interna radicalmente diferente de uma depressão das nossas do Atlântico. E para que o nucleo aqueca, a pressão baixe e para que ponha em marcha o "motor" tropical alimentado por calor retirado da água e da humidade é preciso que a convecção se mantenha sobre o centro depressionário inicial e persistir durante muitas horas ou mesmo dias. É essa persistência da convecção que fará com que devido à constante subida do ar a pressão desça.

    Agora chegamos à parte em que nos interrogamos, então se a convecção tem que ficar sobre o centro como arejamos o sistema e como afastamos do nucleo das trovoadas o ar frio resultante da precipitação/correntes descendentes?
    É aqui que entra o outro ingrediente necessário ao desenvolvimento de um ciclone tropical. É necessário nos niveis baixos uma circulação ciclónica, já pré-existente ou uma em desenvolvimento induzida por convergência/vorticidade.

    É esta circulação que devido ao movimento ciclónico permite o inflow e convergência nos niveis baixos no sentido ciclónico e o outflow nos niveis altos (que num sistema tropical totalmente desenvolvido é no sentido anticiclónico). E tal como o windshear nas trovoadas acima referido, é assim que também o sistema afasta o ar frio resultante da precipitação nos nucleos convectivos, não para um determinado lado como no windshear referido em cima, mas neste caso de dentro para fora para todos os lados, criando as típicas nuvens altas que vemos num furacão e que são indicativo da saúde e intensidade do outflow, tal como as mais baixas/médias permitem avaliar a intensidade do inflow.

    Ora toda esta estrutura, todo este "motor" e circulação para se manter a funcionar desta forma necessita de estar rigorosamente establizado na vertical. Se surgir vento forte nos niveis altos (ou até médios) por exemplo contrários ao movimento de todo o sistema, esta estrutura em perfeito equilibro é quebrada no topo, afectando não só o outflow centrífugo de dentro para fora como quebra também a circulação na vertical. Básicamente valores elevados de windshear "decapitam" o sistema nos casos em que afecte um sistema já formado, ou nos casos dum sistema ainda a tentar formar-se impedem que ele se desenvolva.
     
  4. Paulo H

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    Obrigado Vince! Assim todos ficamos a saber o que é e como interpretar melhor as cartas..

    Comecei agora mesmo, a observar algumas cartas comparando-as com a do Windshear, abri o Weather Underground, seleccionei os 4 paineis (850mb, 300mb, surface e RH) e comparei os locais onde existe nubulosidade convectiva (com núcleos) com a carta do windshear e observo que nos locais onde existe maior instabilidade são aqueles onde existe maior windshear, um maior ponto de orvalho (com maior humidade relativa) e com baixa pressão relativa nos 300mb.

    De facto, a convectividade aliada a um windshear significativo nas camadas superiores em locais com maior humidade relativa, parece favorecer a ocorrência de precipitação e/ou trovoadas.

    Falta agora ter alguma sensibilidade no seguimento para ter a percepção correcta da direcção dos núcleos, do seu desenvolvimento e do windshear. Não é fácil..
     
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  5. Vince

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    Furacão

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    Vais ver que não é assim tão dificil e que tudo se consegue sabendo o básico e depois confrontar o que sabemos com o que vamos acompanhando nas imagens.

    Voltemos ao 94L, estava para escrever sobre ele e aproveito esta resposta para isso.

    Quando falamos dum sistema ainda não desenvolvido, a atenção centra-se nas condições como a convergência, divergência e vorticidade, além daquelas que todos já sabem como a temperatura da água e humidade.

    Podes aceder a isso tudo por exemplo neste link (no tópico dos links úteis está lá tudo isto e muito mais)

    http://cimss.ssec.wisc.edu/tropic/real-time/atlantic/winds/wg8conv.html


    Convergência
    É a convergência nos niveis baixos, que tem que ser positiva (linhas contínuas), se for negativa (tracejados) significa divergência que nos niveis baixos seria prejudicial. Relativamente à convergência o 94L tem condições favoráveis.

    [​IMG]
    http://cimss.ssec.wisc.edu/tropic/real-time/atlantic/winds/wg8conv.html


    Divergência
    É a divergência nos niveis altos, a interpretação é a mesma só que ao contrário, aqui quer-se valores positivos de divergência. Quanto a isto o 94L também tem condições favoráveis.

    [​IMG]
    http://cimss.ssec.wisc.edu/tropic/real-time/atlantic/winds/wg8dvg.html


    Vorticidade
    A vorticidade é importante por causa de conseguir a circulação, além de ajudar na convergência e divergência. Quanto à vorticidade há condições favoráveis, o que é habitual nas ondas tropicais. As ondas tropicais são perigosas porque sendo ondulações só por si já trazem boa parte destas condições favoráveis consigo, só precisam é de se desanexar da ZCIT para terem circulação, quanto mais próximas do equador (por causa da força de coriolis) mais dificil é adquirirem circulação.

    [​IMG]
    http://cimss.ssec.wisc.edu/tropic/real-time/atlantic/winds/wg8vor4.html

    Windshear
    O windshear é um pouco desfavorável mas não radical.

    [​IMG]
    http://cimss.ssec.wisc.edu/tropic/real-time/atlantic/winds/wg8shr.html

    Tendência Windshear
    O windshear nas últimas 24 horas subiu.

    [​IMG]
    http://cimss.ssec.wisc.edu/tropic/real-time/atlantic/winds/wg8sht.html

    Temperatura da água
    Na temperatura da água a iso vermelha é de 26°C e delimita a temperatura para a formação dos sistemas tropicais. Na prática sabemos que há excepções por variados motivos, por exemplo se tivermos mais frio do que é normal nos niveis altos poderá haver gradiente térmico suficiente na atmosfera que compense a água ligeiramente mais fria. Outra situação é a de um sistema já formado que ainda consegue sobreviver algum tempo em água abaixo destes valores, e ainda sistemas como os subtropicais ou ainda o furacão Vince que teve uma ciclogénse muito complexa associada a uma depressão tropical que ninguem detectou na altura e a interação com uma frente.

    [​IMG]
    http://www.aoml.noaa.gov/phod/cyclone/data/at.html

    Além da temperatura da água, também é importante o calor acumulado na água até maiores profundidades.

    [​IMG]
    http://www.aoml.noaa.gov/phod/cyclone/data/at.html

    Sabendo o valor da temperatura à superficie, este do calor acumulado é importante não tanto para os sistemas que se formam, mas para os sistemas já maduros pois a água pode estar quente à superficie mas não em profundidade, e sendo assim não é possivel um sistema poderoso manter-se ou intensificar-se por exemplo para um categoria 4 ou 5. Eventualmente consegue durante umas horas, mas se não existir realmente muito calor não consegue manter-se muito tempo com muita intensidade. Claro que isto tudo são conceitos que às vezes são desafiados e depois surpreendem quem faz as previsões, mas isso também é normal, pois há diferenças entre os ciclones tropicais, não são todos iguais, alguns tem tamanho, estrutura e dinâmica interna que fazem com que resistam de melhor ou pior forma a determinadas condições.


    Vapor de água/humidade
    O vapor de água é importante, mas quando temos um sistema com convecção profunda ele consegue perfeitamente progredir através de regiões secas pois a convecção cria o seu próprio "embrulho" de ar humido. Aqui a temperatura da água é importante, pois se a progressão através duma região seca é feita também com água cada vez mais fria, a convecção diminuiu e o ar seco acaba por afectar o sistema. Neste caso do 94L não haverá problemas quanto a isso. A Bertha por exemplo teve problemas desses durante algum tempo em que atravessou uma zona com água mais fria.

    [​IMG]
    http://www.ssd.noaa.gov/goes/flt/t2/wv-l.jpg

    Modelos
    Os modelos são cada vez melhores, mas ainda tem mutas limitações. Por vezes são incrivelmente acertados, a Bertha foi um caso desses, outras vezes falham rotundamente. Isto falando em previsões com alguns dias de antecedência. Por norma os modelos trabalham muito bem quando temos a entrar no Oceano uma onda já com uma boa depressão associada, ou seja, parte do trabalho está feito, quer a pressão já é um pouco baixa, quer muitas vezes já traz uma circulação interessante, e os modelos aí lidam bastante bem com essa realidade.
    Noutros casos, como por exemplo uma pertubação como o 94L que vai evoluindo muito lentamente e com dificuldade, é muito dificil os modelos lidarem com todas estas condicionantes que mudam localmente e até em poucas horas. Mas uma vez estabelecido e formado o sistema, aí os modelos já pegam nele como deve ser e prevêm com alguma fiabilidade.


    Satélite
    Todas as imagens de satélite tem a sua finalidade.

    http://www.ssd.noaa.gov/PS/TROP/trop-atl.html

    O IR que nestes casos tem várias versões "enhanced" que servem no geral para medir a profundidade da convecção como por exemplo o "Rainbow","AVN", etc.
    O "Funktop" costuma ser o melhor para ver o CDO (Central dense overcast).

    Depois temos os visiveis. Nos visiveis o "RGB" é o mais importante, porque separa bem as nuvens altas das baixas. É esta imagem que é fundamental para descobrir a circulação à superficie e localizar o centro da mesma. No visivel clássico é possivel distinguir as nuvens mas é muito mais dificil. No IR as nuvens baixas e a circulação é praticamente impossivel de identificar, embora dê para ver a circulação nos niveis médios.

    RGB:

    [​IMG]


    Para além do RGB, usa-se o Quikscat para detectar a existência da circulação à superficie, embora por vezes não seja fácil, às vezes está lá uma circulação muito fraca e o quikscat não a detecta, e mesmo fraca não se pode ignorar. Outras vezes o satélite falha a passagem sobre a pertubação, além de que a chuva por vezes contamina a detecção.

    Quikscat:
    http://manati.orbit.nesdis.noaa.gov/cgi-bin/qscat_storm.pl




    Regressando ao 94L e com toda esta informação, vemos que o 94L tem uma serie de factores favoráveis (convergência, divergência, vorticidade, temperatura água, etc) mas tem outras desfavoráveis, como a existência de algum shear mas que pela análise acima e pela imagem de satélite, não parecem graves.

    Como só agora amanheceu nessa zona, ainda só temos 3 "frames" da animação e é dificil avaliar se existe ou não circulação à superficie. Temos que esperar mais uma ou duas horas para ter um loop completo.

    [​IMG]

    Mas mesmo olhando apenas para estes 3 frames eu arriscaria que não sendo visivel uma circulação há no entanto alguns sinais que parecem indiciar que ela está a ser formada, se repararem bem, esses sinais são a curvatura de alguma da nebulosidade. Mas sem ver mais frames é dificil como disse, pode ser enganador.

    Se nas próximas horas for de facto detectada a circulação em superficie disparam de imediato os alarmes no NHC, pois teriamos circulação e convecção profunda sobre o centro e já demasiado próximo de ilhas e população. Ilhas essas que mesmo sem sistema tropical vão ter algum mau tempo de qualquer forma.
     
  6. aom

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    Previsão meteorologica Republica Dominicana

    Desejava saber se ja e possivel saber a previsão meteorologica para a Republica Dominicana para o inicio do mês de Agosto, e se existe alguma previsão de tempestade ou furacão para essa altura.
     
  7. Vince

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    Furacão

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    Re: Previsão meteorologica Republica Dominicana

    Olá,
    AInda é muito cedo para saber. Só alguns dias antes é possível dizer alguma coisa. Neste momento há uma pertubação à entrada do mar das Caraibas mas até ao momento ainda não se desenvolveu.
     
  8. Vince

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    A pertubação 94L não evolui desde esta manhã. Um voo dos Hunters acabou há pouco de fazer um reconhecimento de 4 horas no sistema à procura da possível circulação e o centro da mesma.

    [​IMG]

    Conseguiram encontrar evidências de alguma circulação como suspeitava esta manhã, mas não bem definida nem o seu centro.
    Nas últimas horas as trovoadas também diminuiram um pouco.

    [​IMG]

    Dada a perigosa localização, amanhã de manhã haverá novo voo de reconhecimento.
     
  9. Vince

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    Entretanto no Mar das Caraíbas outra pertubação apresenta alguns sinais de organização. Mas como se move para Terra não terá muito tempo de evoluir se for esse o caso. De qualquer forma poderá levar mau tempo às Honduras e Nicarágua.
    Ainda não atribuiram um Invest à pertubação mas suponho que seja para breve o 95L.

    [​IMG]

     
  10. Vince

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    Não há grandes novidades no Atlântico.

    O 94L tem aspecto cada vez pior, a probalidade de se desenvolver tem vindo a baixar cada vez mais.
    O 95L tem alguma a organização mas como se dirige para a Nicaragua/Honduras não deverá ter tempo de evoluir antes de entrar em terra, embora pelo menos depressão tropical ainda não se possa pôr de parte.


    [​IMG]
     
  11. Vince

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    No Atlântico mais uma pertubação sob vigilância, o 96L

    [​IMG]

    [​IMG]
     
  12. Vince

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    A situação do 94L alterou-se durante a noite. O NHC elevou a probalidade para nível vermelho (acima de 50%). Há cirulação à superficie embora não fechada e a convecção é intensa.

    Quem passar férias daqui a uns dias no Yukatan deve manter-se a partir de agora muito atento.

    [​IMG]

    [​IMG]
     
  13. Vince

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    [​IMG]

    No Altântico formou-se a Depressão Tropical n º3 ao largo da Georgia/Carolina do Sul, na costa leste americana.


    [​IMG]


    Nas Caraíbas o 94L parece desorganizado embora o NHC mantenha o vermelho. Algumas trovoadas associadas a esta pertubação afectaram a Rep.Dominicana e agora a Jamaica.
    Quem for de férias para o Yukatan deve continuar a vigiar atentamente este sistema apesar de parecer desorganizado. Alguns modelos indicam a evolução para Furacão depois de passar o Yukatan e entrar no Golfo do México (lá ia o petróleo disparar) com landfall no México ou Texas. Mas para já é um cenário improvável pois ainda nem sequer temos sistema tropical formado e os modelos nestas condições são pouco fiáveis.
     
  14. Rog

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  15. Rog

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    Nas Caraíbas o invest 94L mantem-se a vermelho no NHC, com possibilidade de se formar depressão tropical dentro de um dia ou dois.
    Numa outra pequena área de baixa pressão, não se prevê nos próximos dias desenvolvimento tropical.

    [​IMG]

    invest 94L
    [​IMG]
     
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