Relíquias florestais: restos de laurissilva em Portugal Continental

Tópico em 'Biosfera e Atmosfera' iniciado por frederico 15 Jul 2010 às 15:56.

  1. MSantos

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    Em Portugal crescem alguns Teixos de forma espontânea, principalmente nas Serras do Gerês, Estrela e em Trás-os-Montes mas é uma espécie em perigo devido ao reduzido numero de exemplares.
    Os pastores destruíam os Teixos porque os animais, principalmente cabras, morriam depois de ingerir folhas destas árvores...
     
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  2. belem

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    No Gerês até existem florestas de teixos maduras e muito antigas. :)
     
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  3. duero

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    A estupidez humana. Nao precisaban de cortar o teixo. Fora preciso cortar as ramas primeiras da árvore, ata os 2 o 3 metros. Duvido que as cabras foram a apanhar as ramas a 3 metros do chao.
    Cortar as primeiras ramas (como faz con os frutais) fora suficiente.
     
  4. Paulo H

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    Sim, é mesmo estupidez humana, talvez daqueles falsos mitos rurais pensar que os animais morreram porque comeram ramas de Teixo.

    Não digo que não tenha acontecido alguma vez, mas a verdade é que os animais têm algo que nós não temos: sentidos mais apurados e uma certa capacidade inacta ou parcialmente aprendida que lhes permite escolher/rejeitar certos alimentos.

    As cabras por exemplo, rejeitam muitas plantas venenosas, assim como cogumelos, simplesmente não os comem! Conseguem mesmo detectar certos cogumelos no subsolo, que escavam e ingerem, mas são tantos aqueles que são tóxicos e que nem lhes tocam.
     
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  5. belem

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    Sim, em Sintra existem restos de floresta laurissilva.
    Eu já postei uns links sobre isso.


    http://portal.icnb.pt/NR/rdonlyres/7...SDOPNSC60P.pdf


    http://mwmservices.net/adps/ADPS_Comunicado_03.html


    Aqui:

    http://www.meteopt.com/forum/climatologia/diversidade-climatica-em-portugal-3088-9.html


    « A ocorrência de velhos indivíduos de samouco (Myrica faya), do pequeno Daphne laureola e dos fetos Davallia canariensis, Asplenium hemionitis, Dryopteris guanchica e Woodwardia radicans e a visível expansão do vinhático (Persea indica) e do til (Ocotea foetens), constituem indícios de sobrevivência de uma possível associação de carácter macaronésico.»

    http://mwmservices.net/adps/ADPS_Comunicado_03.html

    Aos quais eu adicionava as florestas com predominância de loureiros, onde também crescem medronheiros, madressilvas, azereiros e folhados, tudo plantas impossíveis de dissociar dos ambientes de laurissilva. Mas ainda não encontrei uma versão climácica desta floresta em Sintra, como nos Açores e Madeira.
    O interessante é que em Sintra existem associações vegetais combinadas nativas e não apenas exemplos isolados.
    Em Monchique não vi florestas de laurissilva, mas haverá ainda alguma coisa?
     
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  6. belem

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    Muito obrigado por essas informações interessantes e pelos excelentes vídeos de Tosande e Sierra del Sueve.
     
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  7. MSantos

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    De facto é estupidez humana mas esta foi uma das causas para o desaparecimento do Taxus....:disgust::disgust:
     
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  8. stormy

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    Aqui a Louriceira tem este nome pois o vale que aqui começa e estende-se por mais de 7km para norte era muito rico em florestas de loureiros, sobreiros, entre outros quercus, carrascos e tojos.
    Toda essa vegetação foi destruida, excepto em vertentes mais ingremes, onde alguma se salvou....o clima dasta zona é fresco e humido, com fluxos abundantes de NW e inversões termicas no inverno, e a cota varia entre 150m, no final do vale, e os 330-400m nos montes circundantes:)

    Na serra de grandola, a uns 10km a E da Lagoa de st andré, e co um maximo de 330m, o clima ameno e humido permite o desenvolvimento de extensos montados, com alguns endemismos, como a pereira selvagem e uma especie de cipreste tipica do litoral alentejano.
    Tambem ocorrem azinheiras entre varias herbaceas..
     
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  9. duero

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    Mesmo eso acontencio en moitos locais da España, ainda mais, ha una serra no Sul do país que chamase, Sierra de Tejeda..........hoje acredito nao nenhum teixo.

    Onde melhor sorte tiveran fora en ASTURIAS, onde as pessoas sempre tiveron coidado de eles. Para os Astures prerromanos era árvore sagrada, e moitas igrejas foram feitas onde eses teixos.

    Ainda hoje os vezinhos coidan de eles, moitas ocasioes frente a administraçao.

    Ha en ASTURIAS una "memoria colectiva" muy antigua, que ven de tempos antes dos romanos, e ainda é costume plantar un teixo cando se faz una igreja nos povos.

    O TEIXO É PARTE DA CULTURA DA ASTURIAS.

    Mesmo a Sierra del Sueve ten o maior teixedal da Europa con 8000 teixos en 150 ha.

    De tudo esto eu tenho un dictamen

    AS CULTURAS FAZEN A NATUREZA. O feito que Asturias ficara "longe" e nao fora moito romanizada, nin germanizada e moito menos arabizada, fora determinante na persistencia de coisas dos velhos pobos astures.

    E agora eu pergunto

    os animais domésticos da Asturias nao morreran cos teixos?
    Sao as ovelhas e vacas e cabras da Asturias mais inteligentes que os de outras regioes?

    Mais agora e a administraçao a que estraga os teixos, cortalos pra fazer estradas ou outras coisas.

    Eu penso que as pesoas dos pobos sao mais inteligentes en moitas ocasioes que a administraçao.
     
  10. Bergidum

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    No mes de março celebrouse em Ponferrada (León) o III congresso internacional do Teixo, ao que tuvem o pracer de assistir. Falou o representamte de Portugal, e dixo que ficaban unos 100 teixos na Serra da Estrela, varios miles em Peneda-Gêres e...3 !!!!!! na illa do Pico, em Açores.
    Nao restan teixos silvestres nas serras de Tras os Montes (según eles...)

    Duero, te pregunté por los teixos de fornela en el post de Ancares, por si quedan ejemplares en los bosques de la zona.
     
  11. duero

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    BOSQUE DE TEJEDELO, CIRCULO AZUL, A 7 KMS DO BARRAGEM DE SERRA SERRADA, CIRCULO VERMELHO.

    [​IMG]
     
  12. Bergidum

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    Um dos teixos do Tejedelo/Teixedelo, extraordinaria floresta num medio deforestado e moi frágil. O esceso de visitantes pode ser mao pra á súa conservaçao. Fíxose unha pista forestal ata o pé mesmo, polo que acude demasiada xente, e incluso recollemse exemplares novos, poñendo em perigo a rexeneración...

    [​IMG]
     
  13. belem

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    Se tiveres mais alguma informação sobre esse bosquete de loureiro diz-me.
    Florestas temperadas de carvalhos ou teixos, ainda se encontram algumas, agora florestas de laurissilva já é de uma raridade muito maior.
     
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  14. duero

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    Nimbostratus

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    Si o loureiro é o Prunus lusitanica, pode ben ser certo. Eu acho que o prunus lusitanica é o menos "laurisilvico" da tuda a laurisilva.
    Como eu disse, ha prunus lusitanica en un área do meu val, onde as fotos do topic da Serra de Ancares, en esse val de montanha, mais nao onde as fotos.
    Os Prunus lusitanica fican ao inicio do val a 800 metros de altitude mais en zona moito protegida dos frios. Penso que é a única especie "laurisilvica" que ainda temos no val, as outras nao existen, de seguro elas morreram cando o clima tornouse mais frio.

    Acredito que de tudas as especies da laurislva o loureiro é o mais resistente ao frio e a condiçoes climáticas diferentes.
     
  15. duero

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    Nimbostratus

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    Siempre he pensado que lugares tan únicos y exclusivos y de tan poco tamaño deben protegerse de manera extrema tomando una serie de medidas encaminadas a la protección, conservación y difusión:

    -Alambres que prohiban el paso de todo tipo de ganado e incluso rumiantes salvajes como el corzo o el ciervo.

    -Limitación del número de visitantes a una cuota diaria previa petición de permiso en organismo oficial (que puede ser el ayuntamiento).

    -Recolección de semillas de esos ejemplares y reforestación de zonas adyacentes.

    -Multas a quien en ese lugar protegido se le ocurra arrancar siquiera una rama.

    Un ejemplar femenino de tejo puede tener unas 20.000 semillas perfectamente. Mediante un sistema de redecillas entre árboles en la época de otoño, recoger la mayor cantidad de ellas. Si suponemos que existen 50 ejemplares femeninos tendríamos 1 millón de semillas, con apañar la mitad es suficiente. 500.000 semillas. Se las damos a las gallinas y las recogemos.
    Con que el 60% sea viable tenemos unos 300.000 árboles en potencia, plantados a una densidad de 1600 árboles por ha. (cada 10 años se hacen cortas y clareos) podemos reforestar unas 200 ha. al año, es decir unos 2 kms2 anualmente.

    -Creación de un vivero en los pueblos donde en base a semillas y esquejes de esos árboles se pueda no solo producir árboles para la reforestación sino para la venta a privados.

    Esto último supondría muchos beneficiios, por una parte se conserva el bosque, se "crea" bosque por parte del ser humano, se logra crear un negocio en base a la venta de estos tejos de vivero, se crea algún puesto de trabajo en el pueblo (siquiera que sea uno ya es algo), se atiende la demanda de personas que queremos tejos sin temor a sanciones ni perjudicando ese bosque, se conciencia de esa manera a la población del valor del medio ambiente y de lo valioso de su protección (nada mejor que el hecho económico para concienciar a un pueblo).

    La solución de los viveros de especies protegidas en aquellos lugares que conservan enclaves exclusivos me parece necesaria pues son muchos los beneficios.
    Esto se puede hacer con los tejos en Sanabria, el pinus nigra, en Hoyocasero, o incluso los Prunus lusitanica en Fornela (sucede que esa especie al ser relicta fuera de los lugares muy protegidos de fondo de valle tendría dificil prosperar en cualquier otro lugar del valle, aunque se podría construir instalaciones que permitireran crecer al menos durante los primeros años esos loureiros). Luego vender esos loureiros a la adm. para reforestar en zonas adecuadas o a privados.

    Con todo ello conservariamos también la riqueza genética pues las poblaciones aisladas suelen tener ciertas diferencias con respecto a las poblaciones grandes y continuas, como seguramente es posible suceda con la hayas del Sistema Central, o los pinus silvestris de Lillo.

    Nos han colado en los parques de las ciudades un montón de coníferas que en algunos lugares es imposible que crezcan o se desarrollen medianamente. Me refiero a las piceas que encontramos en los parques de todas las ciudades.

    ¿No hubiera sido mejor plantar quejigos o rebollos? y si es por el valor ornametnal del abeto ¿no hubiera sido mejor plantar pinsapos, que resisten mucho mejor los calores del verano y desde luego precisan menos agua que esas piceas del norte que hoy vemos hasta en ciudades andaluzas?

    No se cuanto habran sacado los viveros por todas esas piceas vendidas a los aytos. de las ciudades, pero bien podría hacerse con el pinsapo, incluso vendiendolo a otros países.
    Mismamente hoy día el área de mayor potencial para la plantación y el desarrollo de pinsapos se encuentra en PORTUGAL.

    La creación de una red de viveros en pueblos de especies propias del lugar me parece mas que necesario.
    Incluso tenemos flores de montaña únicas y exclusivas que se comercializan en Gran Bretaña, yo mismo recuerdo en una de esas ferias de horticultura en Gran Bretaña (ferias enormes), que se comercializaba una flor de los Pirineos, una especie que crece solo en los Pirineos, y allí estaba, comercializandose las semillas y pequeñas plantas sacadas de viveros ingleses.

    Sigo pensando que nos falta cultura y visión. Los británicos han logrado la difusión de especies de medio mundo por medio mundo ganando dinero.
    Los holandeses hicieron del TULIPAN una de sus mayores fuentes de riqueza en el pasado y sin tener un solo endemismo en su pais (las especies holandesas las encuentras desde el Pais Vasco a Galicia a cota media). Hoy día Holanda tiene la mayor bolsa de valores "floristica" del mundo.

    Nosotros con tantos endemismos y contando con las mismas especies que encontramos en Holanda las dejamos morir de aburrimiento hasta que desaparecen.
    Eso que ha hecho Holanda y Gran Bretaña se podría hacer en muchas comarcas del país, en base a los endemismos, principalmente en zonas de montaña, pero no solo en ellas.

    Como digo, considero que ES PERFECTAMENTE COMPATIBLE EL DESARROLLO ECONÓMICO CON LA PROTECCIÓN DEL MEDIO AMBIENTE.

    Lo peor es que luego escuchamos a políticos hablar de desarrollo sostenible mientras nos cuelan estaciones de sky, autovias y urbanizaciones por todos lados.
     

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