Seguimento Brasil - 2010

Tópico em 'Brasil e outros países de expressão portuguesa' iniciado por Rafael Santos 1 Jan 2010 às 20:57.

  1. Fernandobrasil

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    Cirrus

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    Gamboa: A grande questão na meu entendimento é seguinte:

    Vamos ter uma La-Niña "normal" ou "modoki" ??

    Veja a região do polígono da seca caminha cada vez mais para uma seca severa. Isto é característico de períodos que sucedem ao El-Niño.

    Porém, também característico que as chuvas sejam "normais" no nordeste braileiro em períodos de La-Niña. Fato que ainda não se concretizou exceto na faixa leste do nordeste brasileiro.

    Assim, historicamente temos uma contradição que em breve pode ser explicada.

    O Norte da Amazônia está com chuvas "normais".

    O Sul da Amazônia como o centro-oeste e sudeste estão secos condição "normal"

    Nestas condições não sei precisar como será o regime de precipitação no sul do Brasil. Em condições clássicas tudo indica seco, mas....tenho uma quantidade grande de dúvidas.

    Abraços

    PS: É incrível as coincidências continuam.
     
  2. Carlos Dias

    Carlos Dias
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    Cumulus

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    Aqui o consenso é La Nina mesmo,á Somar tambem.....Veja este levantamento que fiz sobre a ocorrencia de chuvas este ano. Goiânia está quase com 40% abaixo da normal climatoligica 61/90

    Precipitação Anual 2010 Acum. (Jan / Jul) :


    Campo Grande MS: 772 mm (878 mm) , -12,1%

    Jan: 243 mm (243 mm – 1961/1990)
    Fev: 251 mm (187 mm – 1961/1990)
    Mar: 72 mm (145 mm – 1961/1990)
    Abr: 108 mm (101 mm – 1961/1990)
    Mai: 67 mm (111 mm – 1961/1990)
    Jun: 9 mm (45 mm – 1961/1990)
    Jul: 22 mm (46 mm – 1961/1990)

    Goiânia GO: 529 mm (866 mm), -38,9%

    Jan: 133 mm (270 mm – 1961/1990)
    Fev: 110 mm (213 mm – 1961/1990)
    Mar: 140 mm (210 mm – 1961/1990)
    Abr: 133 mm (121 mm – 1961/1990)
    Mai: 00 mm (36 mm – 1961/1990)
    Jun: 13 mm (10 mm – 1961/1990)
    Jul: 00 mm (06 mm – 1961/1990)

    Votuporanga SP: 553 mm (823 mm), -32,8%

    Jan: 306 mm (270 mm – 1961/1990)
    Fev: 90 mm (196 mm – 1961/1990)
    Mar: 90 mm (164 mm – 1961/1990)
    Abr: 35 mm (83 mm – 1961/1990)
    Mai: 20 mm (60 mm – 1961/1990)
    Jun: 12 mm (28 mm – 1961/1990)
    Jul: 00 mm (22 mm – 1961/1990)
     
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  3. Gamboa Brasil

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    Cirrus

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    Grande Mafilli. Realmente, há os "poços" de ar quente e frio, como definiste certa feita. Logo, regiões Ninas fortes; outras, nem tanto.
    Porém, já começa a secar por aqui de forma mais abrupta, sinal de La Nina??
    Por isso nao jogo a toalha. A atmosfera está propícia à liberação de bolsões de frio que surgem repentinamente.
    O frio está dando folga aqui. Manifestando-se na Mantiqueira. Mas, veja que a MP está posicionada abaixo do RS. Nas altitudes, nesta situação, o frio se dá de forma maior.Pois, há altitudes melhores que as nossas do RS.
    Tenho que estudar mais sobre estes fenômenos. Aliás, em breve vou postar trechos de outros autores do século xix. Não mais Saint-Hilaire, mas outros que pesquisei e estou atrás em sebos. Para verificar o clima noutras épocas. Quero colocar por terra, de vez, esta história de considerar todo o fenõmeno extremo que ocorre no mundo "Aquecimento".
     
  4. Gerofil

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  5. Fernandobrasil

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    Cirrus

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    Gamboa, Observando o levantamento do Carlos e considerando que esta enorme região do Brasil não é afetada de modo direto pelas condições ENSO.

    Esta baixa precipitação (no primeiro semestre de 2010) pode ser atribuída a um caminho diferente do fluxo de umidade da Amazônia, definitivamente isto não é "normal" para El-Niño (lembrando o primeiro semestre foi sob influência de El-Niño). Até o momento fico com a seguinte explicação o fluxo de humidade não foi normal simplesmente pela razão que El-Niño não foi "normal" foi modoki.

    No aguardo de informações sobre as precipitações no Sul do Brasil.

    Abraços.

    vamos tentando.
     
  6. FERTROYANO

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    Cirrus

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    O ar seco ja se faz presente e mostra a sua influência na Mantiqueira, a estação de Extrema - MG caiu 6°C em 40 minutos.
     
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  7. Carlos Dias

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  8. Carlos Dias

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    Cumulus

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    Mais uma manhã fria :

    São José dos Ausentes RS : 04,8
    Vacaria RS : 07,3
    Canela RS : 08,8

    Urupema SC : -01,3
    Cruzeiro SC : 03,8
    São Joaquim SC (Aut/Inmet) : 06,1

    Inacio Martins PR : 03,5
    General Carneiro PR : 04,5
    Castro PR : 06,7

    Campos do Jordão SP (Horto) : -02,4
    Campos do Jordão SP (Cptec) : -02,0
    Campos do Jordão SP (Conv/Inmet) : 01,0
    São Lourenço da Serra SP : 01,3
    Campos do Jordão SP (Aut/Inmet) : 01,6
    Itapetininga SP : 02,3
    Tapiraí SP : 02,6
    Rancharia SP : 02,7
    Barra do Turbvo SP : 03,4
    Itararé SP : 03,4
    Taubaté SP : 04,2
    São Roque SP : 04,4
    São Paulo SP (Parelheiros) : 07,2
    Campinas SP : 08,4
    Santos SP : 13,2

    Monte Verde MG : -01,5
    Caldas MG : 01,0
    Florestal MG : 02,3
    Caparaó MG : 02,4
    São Lourenço MG : 02,6
    Extrema MG : 02,6
    Viçosa MG : 03,0
    Passa Quatro MG : 03,5
    Maria da Fé MG : 03,5
    Machado MG : 03,8
    São João del Rey MG : 03,8
     
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  9. Carlos Dias

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    Cumulus

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  10. Gerofil

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    Estremoz (401 metros)
    Com seca no Peru, Região Norte teme pior estiagem desde 2005

    Uma baixa histórica no nível das águas no Rio Amazonas em sua parte peruana deixou o Estado do Amazonas em situação de alerta e a Região Norte na expectativa da pior seca desde 2005. Segundo dados da Marinha peruana, na cidade de Iquitos (nordeste do país), o rio chegou a 105 metros de altura em relação ao nível do mar - a maior baixa registrada em 40 anos.
    De acordo com a AAM (Associação Amazonense de Municípios), pelo menos 14 cidades ribeirinhas já têm dificuldades de abastecimento e locomoção. Cinco municípios às margens do Rio Juruá, que também nasce no Peru, estão isolados. Em alguns trechos, o Rio Amazonas já não tem profundidade para que balsas com mercadorias e combustível para energia elétrica cheguem até as cidades. A Defesa Civil já declarou situação de atenção em 16 municípios e situação de alerta - etapa imediatamente anterior à situação de emergência - em outros nove.
    Os estados de atenção e alerta são preventivos. Enquanto o primeiro equivale apenas a uma advertência, o segundo indica que a prefeitura atingida deve realizar um levantamento dos problemas na cidade e da quantidade de pessoas atingidas, para o caso uma ação da Defesa Civil ser necessária. No estado de emergência, os planos de contingência são colocados em prática. Ao menos três municípios, Itamarati, Envira e Benjamin Constant, já entraram com pedidos de situação de emergência.
    Apesar de normal nesta época do ano, a descida do nível dos rios aconteceu cerca de 25 dias antes do previsto, segundo a SNPH (Superintendência de Navegação, Portos e Hidrovias do Amazonas). O Rio Negro, um dos mais importantes para a navegação na região, está baixando 21 centímetros por dia, sendo que o comum nesta época seria sete a oito centímetros diários. A capital do Estado já começa a sentir os efeitos da estiagem. De acordo com a SNPH, o preço do combustível em Manaus deve aumentar cerca de 15%, porque o transporte do álcool de Porto Velho pelo Rio Madeira enfrenta dificuldades. Rios menores perto das fronteiras com Peru e Colômbia também estão desaparecendo mais cedo do que o previsto.
    Esperança de chuvas - A ANA (Agência Nacional de Águas) confirmou que os rios da Bacia do Amazonas no Brasil já sentem os efeitos da seca. Nas medições mais recentes, todos os postos, exceto um, registraram níveis abaixo das maiores vazantes já registradas. O pesquisador de recursos hídricos do INPA (Instituto Nacional de Proteção Ambiental) Sérgio Bringel afirmou que o Brasil deve ser atingido com mais força pela baixa dos rios no início de outubro, caso a seca continue. "A parte brasileira da Bacia Amazônica recebe muito mais água do que produz. Sem esse fluxo, teremos problemas mais sérios", diz.
    No entanto, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) prevê nível de chuvas normal para a região no próximo semestre. Para Bringel, isso pode ajudar a aplacar os efeitos da seca peruana no Brasil, mas não há garantia. "Nessa época do ano, a região não recebe muitas chuvas normalmente. Pode ser que não seja o suficiente para manter a bacia estável", afirma.
    Em comunicado oficial, o CPTEC (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos) do Inmet afirmou que não há evidências de que a seca atual seja um indicador de mudanças climáticas associadas ao desmatamento ou ao aquecimento global. A maior seca já registrada no Estado do Amazonas foi em 2005. Próximo a Manaus, o nível do rio Amazonas chegou a ficar três metros abaixo da média e uma área de cerca de 2,8 mil km² foi atingida por incêndios, por causa da pouca chuva.
    Em 2007, especialistas em mudanças climáticas em conferência na Universidade de Oxford afirmaram que a seca na região não estava associada ao aquecimento global, mas sim ao aquecimento da superfície na área tropical do Atlântico Norte. O modelo de previsões das mudanças climáticas no Amazonas do Serviço de Meteorologia da Grã-Bretanha alertou para o possível aumento gradual de frequência e gravidade dos períodos de estiagem, que devem se tornar mais comuns até o fim do século.

    Estadão
     
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  11. Gerofil

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    Estremoz (401 metros)
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    #131 Gerofil, 21 Set 2010 às 23:40
    Editado por um moderador: 21 Set 2014 às 03:52
  12. AnDré

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    Arroja, Odivelas (140m); Várzea da Serra (900m)
    Impressionante!!

    Estive a ver se haviam estações em Guarulhos. Descobri uma no WU no centro da cidade, que registou 52,1mm na tarde de ontem. Praticamente toda a precipitação ocorreu entre as 16h30 e as 17h30 locais.
    A temperatura desceu dos 29ºC para os 18ºC.
     
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  13. Mário Barros

    Mário Barros
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    Cavaleira (Sintra)
    Sem dúvida uma brutalidade.

    Torrentes enormes de granizo :shocking::shocking:
     
  14. elder

    elder
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    Cirrus

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    23 Jun 2010
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    Curitiba
    Imagem de Satélite Brasil

    [​IMG]

    Uma frente fria se desloca pelo sul do Brasil com potencial para chuva forte no Rio Grande do Sul e Santa Catarina (chance de granizo e trovoadas fortes).

    Há chance para voltar a desenvolver núcleos de nuvens convectivas na grande São Paulo e consequente pancadas fortes de chuva, de caráter passageiro.

    No Centro Oeste do Brasil o tempo continua muito seco (Umidade do Ar às 15 horas abaixo de 20%) e com pouca chance de chuva no leste da região nos próximos dias. Os modelos numéricos começam a colocar chuvas isoladas em Goiás e Distrito Federal (Brasília) a partir do dia 27/09/2010. Áté o fim de semana podem ocorrer temperaturas extremas no Mato Grosso, ou seja, voltar a registrar temperaturas no patamar acima de 40°C.

    Saudações
     
  15. Dan

    Dan
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    Uma daquelas saraivadas brutais que deixam estas imagens "exóticas", mas também provocam muitos estragos.
     
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