Também reparei nisso. Convinha efetivamente ser verificado, porém talvez seja o mais plausível, digo eu...
O de
Alijó, Perafita foi mesmo provocado por uma descarga principal directa. O mapa IPMA regista os locais dos ramos principais das descargas, mas se um raio tiver ramificações menores estas podem alcançar distâncias grandes, por vezes até quilómetros se a potência for suficiente. No caso de Vila Real só havia uma possibilidade de uma descarga negativa nuvem-solo de fraca potência, -11,1kA, mas registada a uma distância considerável, bastante a norte em Agarez (41.32, -7.79) às 15h30utc+1.
A distância ao ponto de início do incêndio, cerca de 3 Km, torna difícil aceitar a possibilidade de ser a causa da ignição. Claro que o testemunho de quem deu o primeiro alerta seria o mais útil.
Entretanto todos os incêndios já estão em conclusão, apenas um em resolução.
A vigilância por parte das populações, a par da pronta activação e actuação do dispositivo de combate, são determinantes, e isso tem sido feito, felizmente.
Nenhum indício de fumo deve ser desprezado, pensando-se que é apenas uma fogueirinha ou alguém a fazer assados. E durante trovoadas todas as localidades deviam ter sempre observação visual atenta dos locais de impacto das descargas, dentro do possível e salvaguardando a segurança pessoal.