Seguimento Rios e Albufeiras - 2026

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Bom dia,

Morei na Ribeira de Santarém entre 1977 e 2005 e a minha mãe ainda reside lá. A evacuação prevista é apenas até à linha do comboio.
Em 1979 e 1989, há 47 e 37 anos respetivamente, a cheia ultrapassou e cobriu a linha férrea. Penso que estamos atualmente muito longe desses níveis.
Sinto algum sensacionalismo por parte dos meios de comunicação e algum alarmismo na população, aplicando-se aqui o velho ditado: “quem conta um conto acrescenta um ponto”.
O meu pai morou na Ribeira desde 1935 e relata que, em várias ocasiões, acordavam durante a noite com a água a chegar às camas. Na altura não existiam avisos e as cheias faziam parte da vida normal da população. Para além disso, eram — e continuam a ser — muito benéficas para os terrenos agrícolas: um hectare de tomate que normalmente produz cerca de 100 toneladas pode atingir as 180 toneladas num ano de cheia.

Luís Guilherme.
Faz parte da histeria climática fomentada pelos media e pelos poderes políticos (a transição energética é puramente um movimento financeiro de valor incalculável).

As redes sociais tem sido impossíveis com qualquer um a sugerir o Apocalipse sem ter a mínima noção da realidade.

Este evento é extremo. Sim. Mas quando se diz a alguém que comboios de depressões ocorrem a espaços, cai o Carmo e a Trindade.
 
Está tudo a rebentar com água e as fontes de Estômbar ainda estão num estado miserável...
Ver anexo 30722
Ver anexo 30723
Isto devia de estar cheio de água... houve passagem de água junto à ponte do lado do rio para o açude.
Devia de haver corrente do lado do nascente para o rio (faz uma cascata na ponte)
A prova da seca terrível que atravessávamos. Agora pensem quantas Odeleite e Odelouca o aquífero encaixa :rolleyes:
Está estimado o aquarifero ter uma capacidade de até 500 hm3, o que é superior à capacidade de todas as barragens do Algarve.
 
Rio Tejo desde as Portas do Sol em Santarém, esta tarde logo depois de uma boa granizada:

Ver anexo 30744

Ver anexo 30745

Ver anexo 30746

Pouco depois em Constância, onde o nível da água já havia baixado cerca de 1,5 metros desde o máximo que atingiu esta noite.

Ver anexo 30747

Ver anexo 30748

Ver anexo 30749

Ver anexo 30750

Ver anexo 30755

Ver anexo 30756

Ver anexo 30757

E por fim, o Castelo de Bode a descarregar:

Ver anexo 30758

Ver anexo 30759

O leito de cheia do Tejo é lindíssimo, não obstante às pessoas afetadas. É literalmente um dos maior planos de cheia da Europa.

Há estudos de cheias no Tejo, muito interessantes até. Paleocheias, isto é, cheias de há milhares de anos, dizem que na zona atual da barragem de Alcantara pode ter atingido 13000 a 15000 m3/s, por isso imagine-se o mar que uma cheia natural faria a jusante, provavelmente uns 20000 m3/s. Estamos a falar de eventos naturais cíclicos, o mesmo que acontece com vulcanismo, etc. A nossa insignificância temporal, como humanos, é que não nos lembra de eventos tão marcantes. E a nossa escala foi selada de vez com a criação das barragens, pelo que o caudal do rio é muito mais artificial.

The largest flood(s) occurred in (BC 8540–8110), BC 5000 and (AD 785–1205) and reached estimated minimum discharge magnitudes of between 4000 and 4100 m3 s 1 in the El Puentedel Arzobispo reach (Central part of the catchment;35;000 km2 in drainage area) and 13,700–15;000 m3 s 1in the Alc!antara reach (lower part of the catchment,52;000 km2 in drainage area). High frequency-lower magnitude floods were recorded in the Tagus River in (7500–7000 BC), (AD 1450–1500), (AD 1670-1950). The largest floods in the last 750 yr occurred during the second-half of the 19th century and first-half of the 20th century.
 


Rio Guadiana, em Badajoz esta noite. Foi encerrada de novo a Ponte da Autonomia.


Entretanto, o início das descargas controladas em Cijara:


La Serena: 89,2%
Cijara: 88,6%

O dia de amanhã será novamente desafiante para as zonas junto aos rios do Centro e Sul.
 
Na Atrozela já sobe.


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Rio Mondego atingiu situação de risco em Coimbra

O rio Mondego atingiu a situação de risco em Coimbra, na madrugada de hoje, com um nível hidrométrico acima dos 3,6 metros na Ponte de Santa Clara, na Baixa da cidade, o mais alto das últimas 48 horas.

Segundo dados do portal Info Água, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a bacia do Mondego era, pelas 9h00 de hoje, a única em situação de risco no país em nível vermelho, o mais alto de dois níveis, estando as bacias dos rios Sado, Tejo, Douro e Lima em situação de alerta (nível amarelo).

A situação de risco do Mondego decorria do nível hidrométrico medido na ponte de Santa Clara: este atingiu os 3,6 metros pelas 3h00 de hoje (o nível vermelho atinge-se, naquela estação hidrométrica, acima dos 3,59 metros) e era de 3,62 metros às 9h00.

O valor de altura máxima medido na ponte de Santa Clara foi de 4,76 metros em 1976.

Cerca de 1.300 metros a jusante da Ponte de Santa Clara, o volume de água a passar na Ponte-Açude de Coimbra também atingiu um máximo nas últimas 48 horas esta madrugada, sempre acima dos 1.600 metros cúbicos por segundo (m3/s).

Esse valor foi mais elevado pelas 5h00 (1.615 m3/s), equivalente a 1,615 milhões de litros de água por segundo, descendo ligeiramente para os 1.603 m3/s pelas 8h00 de hoje.

Jornal Campeão
 
Última edição:
Castelo de Bode aumentou as descargas para 1080.19 m3/s

Deve manter nas próximas horas, para criar encaixe, em face à variação de água que tem recebido

Hidrométrica de Almourol +/- estável no nível e no caudal, nas últimas horas.

Alcantara a receber menos de 2100 m3/s às 09:45 PT, e a lançar 3049.51 m3/s às 12:00h ES.(tendo mantido desde a noite passada). Está nos 94.43 %

Cedillo nos 81.66 %, a criar capacidade está a debitar 4303.42 m3/s às 12:00h ES, e a receber 3816.1 m3/s às 09:45h PT

Necessidade de atenção nas próximas horas, ribeiros e regatos a confluir para as bacias e a aumentar os caudais já por si debitados pelas barragens.
 
Última edição:
Está estimado o aquarifero ter uma capacidade de até 500 hm3, o que é superior à capacidade de todas as barragens do Algarve.
Desconhecia esse valor...é interessante! Já vi foi um estudo que indica, considerando a média pluviométrica da zona, uma recarga estimada de 100hm3/ano ( num ano mediano portanto) É uma barragem de Odeleite praticamente!
Há partes do aquífero que têm uma recarga rápida e outras nem tanto. Ora com este cenário de água sobre água talvez não seja o cenário ideal para um recuperação plena do aquífero, muita água acaba por ir para o mar! Ainda assim acredito que a "onda" deve estar a descer e lentamente os níveis vão subir na parte mais baixa e oeste do aquífero. Aguardemos...