Seguimento Rios e Albufeiras - 2026

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Imaginem como seria o sapal de Castro Marim em anos de chuva, antes das barragens, e antes de todas as obras de secagem e colocação de diques ao longo do século XX.
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Guadiana parece crítico:

- Rio Caia com 4,0m na fronteira, caudal de 900 m3/s em Badajoz, Alqueva não vai ter descanso...

- Pedrogão recebe a água do Alqueva (2000 m3/s) mais os afluentes de Espanha... rio Murtigas com 300 m3/s e rio Ardila com 500 m3/s :confused:

- Barragem espanhola no Pomarão também efetua descargas, apesar de não existirem dados de Qout.

Vai ser uma noite histórica...
 
Última edição:
Os rios do Sul acabam por ser mais imprevisíveis que os do Norte e Centro porque, como já aqui foi dito, toda a água conta e as barragens só fazem descargas quando estão cheias. Como a precipitação é mais irregular normalmente não se "alivia" as barragens antes dos períodos chuvosos uma vez que se corre o risco das mesmas não encherem como era suposto.

No Norte e Centro é diferente, pois além de chover mais, os rios têm várias barragens ao longo do percurso para controlar melhor os caudais e os níveis de armazenamento. O Sado não tem algo semelhante à Aguieira para proteger Alcácer do Sal e o Guadiana idem, principalmente para proteger locais a jusante de Alqueva.
Infelizmente já era expectável a atual situação de Alcácer.

E por falar em Guadiana, La Serena ultrapassou os 80% estando atualmente com 81,3%.

Cijara está nos 77,5%.

Estes gigantes continuam a aliviar o Guadiana, caso contrário, provavelmente já estaria a passar em Badajoz com o dobro do caudal.
 
Os rios do Sul acabam por ser mais imprevisíveis que os do Norte e Centro porque, como já aqui foi dito, toda a água conta e as barragens só fazem descargas quando estão cheias. Como a precipitação é mais irregular normalmente não se "alivia" as barragens antes dos períodos chuvosos uma vez que se corre o risco das mesmas não encherem como era suposto.

No Norte e Centro é diferente, pois além de chover mais, os rios têm várias barragens ao longo do percurso para controlar melhor os caudais e os níveis de armazenamento. O Sado não tem algo semelhante à Aguieira para proteger Alcácer do Sal e o Guadiana idem, principalmente para proteger locais a jusante de Alqueva.
Infelizmente já era expectável a atual situação de Alcácer.

E por falar em Guadiana, La Serena ultrapassou os 80% estando atualmente com 81,3%.

Cijara está nos 77,5%.

Estes gigantes continuam a aliviar o Guadiana, caso contrário, provavelmente já estaria a passar em Badajoz com o dobro do caudal.
Com o que ainda está para vir até dia 15 vamos ter agravamento nas próximas semanas. Isto é só o começo...infelizmente.
 
Os rios do Sul acabam por ser mais imprevisíveis que os do Norte e Centro porque, como já aqui foi dito, toda a água conta e as barragens só fazem descargas quando estão cheias. Como a precipitação é mais irregular normalmente não se "alivia" as barragens antes dos períodos chuvosos uma vez que se corre o risco das mesmas não encherem como era suposto.

No Norte e Centro é diferente, pois além de chover mais, os rios têm várias barragens ao longo do percurso para controlar melhor os caudais e os níveis de armazenamento. O Sado não tem algo semelhante à Aguieira para proteger Alcácer do Sal e o Guadiana idem, principalmente para proteger locais a jusante de Alqueva.
Infelizmente já era expectável a atual situação de Alcácer.

E por falar em Guadiana, La Serena ultrapassou os 80% estando atualmente com 81,3%.

Cijara está nos 77,5%.

Estes gigantes continuam a aliviar o Guadiana, caso contrário, provavelmente já estaria a passar em Badajoz com o dobro do caudal.

Não só isso.

O relevo no Norte é diferente.

É mais montanhoso até mais perto da foz dos rios. O que quer dizer que subir 10 metros no Alentejo pode não ser a mesma coisa que subir 10 metros noutras regiões.

Nas zonas baixas claro que é igual, Mas em muito do percurso dos rios a área inundável é limitada por estes estarem mais encaixados.

A semana passada as cheias aqui no Ave foram de cerca de 5 metros no seu auge pelo que calculei no GPS. Os danos foram limitados pois a poucos metros do rio estamos num patamar bem superior.

Se fosse numa zona baixa de lezíria, estes 5 metros causariam um lenço de água enorme.
 
Última edição:
Guadiana parece crítico:

- Rio Caia com 4,0m na fronteira, caudal de 900 m3/s em Badajoz, Alqueva não vai ter descanso...

- Pedrogão recebe a água do Alqueva (2000 m3/s) mais os afluentes de Espanha... rio Murtigas com 300 m3/s e rio Ardila com 500 m3/s :confused:

- Barragem espanhola no Pomarão também efetua descargas, apesar de não existirem dados de Qout.

Vai ser uma noite histórica...
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É oficial, Guadiana é o maior rio da peninsula ibérica agora, supera Almourol no Tejo e Crestuma no Douro.

4816 m3/s no Guadiana às 19h! é a maior marca desde a construção do Alqueva. Não há dados com caudais superiores a 3 mil sequer neste século:

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Neste preciso momento o caudal do Guadiana deve estar já acima dos 5300 m3/s no Pulo do Lobo e a chegar a V.R.S. António ainda maior com Chanza e as barragens algarvias a descarregar.

Vila Real de Santo António vai-se tornar numa ilha...
 
Última edição:
Ver anexo 30516

É oficial, Guadiana é o maior rio da peninsula ibérica agora, supera Almourol no Tejo.

4816 m3/s no Guadiana às 19h! é a maior marca desde a construção do Alqueva. Não há dados com caudais superiores a 3 mil sequer neste século:

Ver anexo 30517

Neste preciso momento o caudal do Guadiana deve estar já acima dos 5300 m3/s no Pulo do Lobo e a chegar a V.R.S. António ainda maior com Chanza e as barragens algarvias a descarregar.

Vila Real de Santo António vai-se tornar numa ilha...
Se a Serena encher e descarregar, então aí a coisa vai ficar mesmo muito feia.
 
Não só isso.

O relevo no Norte é diferente.

É mais montanhoso até mais perto da foz dos rios. O que quer dizer que subir 10 metros no Alentejo pode não ser a mesma coisa que subir 10 metros noutras regiões.

Nas zonas baixas claro que é igual, Mas em muito do percurso dos rios a área inundável é limitada por estes estarem mais encaixados.

A semana passada as cheias aqui no Ave foram de cerca de 7 metros no seu auge pelo que calculei no GPS. Os danos foram limitados pois a poucos metros do rio estamos num patamar bem superior.

Se fosse numa zona baixa de lezíria, estes 7 metros causariam um lenço de água enorme.
Claro, o relevo da região Sul também contribui para que as situações sejam mais graves, principalmente no Sado em que grande parte do percurso faz-se em zonas de pouca altitude. É também por isso que não é possível construir barragens, ao contrário do que acontece nos grandes rios do Norte e Centro. No Rio Tejo, a partir de Belver, acontece o mesmo.

O Guadiana nesse aspeto é diferente, pois passa em zonas de relevo mais acidentado, embora aquela zona de Mérida e Badajoz também seja bastante preocupante se atingir caudais muito elevados.

No entanto, o maior problema de Alcácer do Sal é também a subida das marés e no Guadiana, VRSA corre um risco semelhante.