huguh
Cumulonimbus
na bacia do Sado, segundo o portal infoagua, o caudal hidrométrico na ponte alvalade campilhas já ultrapassou largamente a altura máxima histórica de 1985
Não só isso.
O relevo no Norte é diferente.
É mais montanhoso até mais perto da foz dos rios. O que quer dizer que subir 10 metros no Alentejo pode não ser a mesma coisa que subir 10 metros noutras regiões.
Nas zonas baixas claro que é igual, Mas em muito do percurso dos rios a área inundável é limitada por estes estarem mais encaixados.
A semana passada as cheias aqui no Ave foram de cerca de 5 metros no seu auge pelo que calculei no GPS. Os danos foram limitados pois a poucos metros do rio estamos num patamar bem superior.
Se fosse numa zona baixa de lezíria, estes 5 metros causariam um lenço de água enorme.
Não te preocupes que mesmo com cheias quase anuais as aberrações ao nível do urbanismo em leito de cheias são exatamente as mesmas.Como os rios do Norte têm caudais elevados ao nível de cheia praticamente todos os anos, pois beneficiam de um regime de pluviosidade mais regular e abundante as pessoas têm memoria coletiva das crescidas dos rios e são mais precavidas. Já no Sul, no caso concreto do Sado, rio que corre em, grandes vales em lezíria, com poucas memórias de gente viva das cheias do passado, as pessoas ficam mais vulneráveis quando a cheia chega,. por vezes com retomo de largas décadas... Largas décadas em que se acumulam erros de urbanismo e de construções em leito de cheia...
Por onde é que o lobo pode pular?
Eu sei, já lá fui várias vezes. Era só uma brincadeira eheh.Só em caudal de estiagem, é um pequeno pulo entre rochedos proeminentes sobre uma cascata, alguns metros.
Tal significa descargas muito significativas.