Seguimento Sul - Abril 2021

StormRic

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Póvoa de S.Iria (alt. 140m)
Mais um registo dessa funnel cloud em Alcácer do Sal hoje de manhã (foto de João Almeida):
H6XlL9j.jpg

Consegues saber qual foi a hora/minuto desta observação? Nas fotos do Nuno (@windchill) é visível que não chega ao solo, mas nesta tenho dúvidas, o cone parece-me bastante robusto.
 

joralentejano

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Arronches (272m) | Leiria
Consegues saber qual foi a hora/minuto desta observação? Nas fotos do Nuno (@windchill) é visível que não chega ao solo, mas nesta tenho dúvidas, o cone parece-me bastante robusto.
Esta foto foi publicada numa publicação do MeteoAlentejo ás 11:45h com a descrição "há poucos minutos em Alcácer do Sal".
Na imagem de radar que colocaste aqui das 11:35h (10:35h UTC) a célula já estava mais enfraquecida. Por sinal, vi o radar minutos antes e a célula estava mais a sul de Alcácer com eco laranja e provavelmente foi nessa altura que esta foto foi tirada.
 

StormRic

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Póvoa de S.Iria (alt. 140m)
Esta foto foi publicada numa publicação do MeteoAlentejo ás 11:45h com a descrição "há poucos minutos em Alcácer do Sal".
Na imagem de radar que colocaste aqui das 11:35h (10:35h UTC) a célula já estava mais enfraquecida. Por sinal, vi o radar minutos antes e a célula estava mais a sul de Alcácer com eco laranja e provavelmente foi nessa altura que esta foto foi tirada.

:thumbsup: obrigado! Sim, reparei no eco mais intenso antes mas a maior intensidade da precipitação pode não coincidir com o momento do movimento vertical mais forte, mas o avistamento pode ser antes. As fotos do Nuno parecem-me bem precisas, julgo que foram tiradas na A2
 

joralentejano

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Arronches (272m) | Leiria
Instabilidade a aumentar no Alto Alentejo, com precipitação mais generalizada. Há pouco ouviram-se mais uns trovões, apesar da célula ter passado novamente a norte.

Chove moderado há algum tempo, vai regando as searas e as hortas que bem precisam senão as plantações não se desenvolvem como deve de ser.

4.3mm
 

joralentejano

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Arronches (272m) | Leiria
69.3mm na estação MeteoAlentejo em Alter do Chão. :shocking: Ecos fortes persistentes naquela zona.
 

RedeMeteo

Nimbostratus
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joralentejano

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Arronches (272m) | Leiria
82.8mm em Alter do Chão até ao momento.
Alguns efeitos:

Por aqui acabou de cair uma valente chuvada, mas já abrandou. Tem-se mantido moderado e chove há 2/3 horas praticamente, mas sem disparates. Excelente para os solos!
 

joralentejano

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Arronches (272m) | Leiria
A precipitação já cessou. O acumulado na estação de referência é de 15.7mm. Ótima rega!

O acumulado mensal segue nos 34.8mm.

Outros acumulados diários, com as discrepâncias típicas destas situações.

Portalegre: 19.6mm (até ás 20h)
Portalegre (MeteoAlentejo): 22.8mm
Netatmo: 7.6mm
Elvas: 5mm
Campo Maior: 5.8mm

Ambiente de frescura pós-chuva que sabe mesmo bem. :D 13,3ºC atuais.
 

StormRic

Furacão
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Póvoa de S.Iria (alt. 140m)
82.8mm em Alter do Chão até ao momento

A estação de Alter do Chão teve duas interrupções do registo online. A primeira antes do início da precipitação hoje, que não afecta a análise do período gravoso, e uma segunda interrupção que oculta o início do período de precipitação mais intensa.
Analisando a tabela de registo da estação, observa-se que depois de um primeiro conjunto de aguaceiros, entre as 13:34 utc e as 14:19, que acumulou cerca de 11,9 mm (em menos de 45 minutos, portanto), não há registo online a partir das 14:39 utc.

Quando o registo online é retomado, 2 horas e 15 minutos depois, às 16:54 utc, o acumulado teve um aumento de 38,1 mm. Supondo que este valor fosse distribuído linearmente por aquele período de 135 minutos, corresponderia a uma intensidade média de cerca 0,28 mm/min ou 2,8 mm/10 minutos ou 16,9 mm/h. Este valor ainda podia ser suportado pelos sistemas de escoamento, se tivesse ocorrido desta hipotética forma regular.

Mas o mais cedo, que se pode deduzir das imagens de radar, que a precipitação tenha retomado, a seguir ao momento de início da falha de registo, é pelas 15h25 utc, aproximadamente.
Assim, aqueles 38,1 mm terão sido acumulados em apenas cerca de 90 minutos, concluindo-se que a intensidade média terá sido pelo menos de 25 mm/h, durante 1 hora e 30 minutos.
Os problemas começaram, portanto, antes das 17 utc.

Em cima destas duas acumulações (11,9 mm em 45 minutos e 38,1 mm em 90 minutos) veio então o registo mais fidedigno:

12,2 mm em 10 minutos, inseridos em 17,5 mm em 15 minutos, por sua vez incluídos em 20,3 mm em 20 minutos. Resumindo, intensidade horária entre 60 e 72 mm/h, durante vinte minutos.
A precipitação intensa terminou às 17:29 utc ou pouco antes. O acumulado desde as 15h25, resultado da passagem contínua de várias células com ecos amarelos/laranja, e não apenas de uma só célula violenta, ou seja praticamente duas horas, terá sido então cerca de 61 mm, pelo menos.

61 mm em 2 horas: se houvesse aviso para isto seria, obviamente, vermelho. Mas estas são situações tão pontuais nas áreas tão extensas de cada distrito que não podem ser contempladas todas as vezes que são emitidos avisos em situações de eventos convectivos.

24ydv2r.jpg


3HJerr3.jpg


A primeira linha de células está logo a sul do Crato:
h6dwocF.jpg


Início da segunda fase da precipitação:
8Jo9JPg.jpg


Uma das células mais intensas da segunda fase:
EMijB68.jpg


Momento da intensidade máxima (12,2 mm/10 min):
wI5RIM3.jpg
 

joralentejano

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A estação de Alter do Chão teve duas interrupções do registo online. A primeira antes do início da precipitação hoje, que não afecta a análise do período gravoso, e uma segunda interrupção que oculta o início do período de precipitação mais intensa.
Analisando a tabela de registo da estação, observa-se que depois de um primeiro conjunto de aguaceiros, entre as 13:34 utc e as 14:19, que acumulou cerca de 11,9 mm (em menos de 45 minutos, portanto), não há registo online a partir das 14:39 utc.

Quando o registo online é retomado, 2 horas e 15 minutos depois, às 16:54 utc, o acumulado teve um aumento de 38,1 mm. Supondo que este valor fosse distribuído linearmente por aquele período de 135 minutos, corresponderia a uma intensidade média de cerca 0,28 mm/min ou 2,8 mm/10 minutos ou 16,9 mm/h. Este valor ainda podia ser suportado pelos sistemas de escoamento, se tivesse ocorrido desta hipotética forma regular.

Mas o mais cedo, que se pode deduzir das imagens de radar, que a precipitação tenha retomado, a seguir ao momento de início da falha de registo, é pelas 15h25 utc, aproximadamente.
Assim, aqueles 38,1 mm terão sido acumulados em apenas cerca de 90 minutos, concluindo-se que a intensidade média terá sido pelo menos de 25 mm/h, durante 1 hora e 30 minutos.
Os problemas começaram, portanto, antes das 17 utc.

Em cima destas duas acumulações (11,9 mm em 45 minutos e 38,1 mm em 90 minutos) veio então o registo mais fidedigno:

12,2 mm em 10 minutos, inseridos em 17,5 mm em 15 minutos, por sua vez incluídos em 20,3 mm em 20 minutos. Resumindo, intensidade horária entre 60 e 72 mm/h, durante vinte minutos.
A precipitação intensa terminou às 17:29 utc ou pouco antes. O acumulado desde as 15h25, resultado da passagem contínua de várias células com ecos amarelos/laranja, e não apenas de uma só célula violenta, ou seja praticamente duas horas, terá sido então cerca de 61 mm, pelo menos.

61 mm em 2 horas: se houvesse aviso para isto seria, obviamente, vermelho. Mas estas são situações tão pontuais nas áreas tão extensas de cada distrito que não podem ser contempladas todas as vezes que são emitidos avisos em situações de eventos convectivos.

24ydv2r.jpg


3HJerr3.jpg


A primeira linha de células está logo a sul do Crato:
h6dwocF.jpg


Início da segunda fase da precipitação:
8Jo9JPg.jpg


Uma das células mais intensas da segunda fase:
EMijB68.jpg


Momento da intensidade máxima (12,2 mm/10 min):
wI5RIM3.jpg
Excelente análise! :thumbsup:
Sim, a estação esteve offline durante um certo período. Na primeira fase de precipitação o eco destacava-se e quando fui ver os dados de precipitação, apenas permaneciam os 12mm dos aguaceiros ocorridos ao início da tarde.
As células estavam mesmo coladas àquela zona e a sul da localidade ainda deve ter chovido mais porque era aí que estava a "fábrica". :p Mesmo depois de abrandar na estação, permanecia um eco amarelo nesse local que apenas desapareceu após a chegada de outras células de oeste.
Isto é só um exemplo de como estas situações são bastante localizadas e têm enorme potencial para gerar acumulados deste calibre, apenas não atingem locais onde existem estações, muitas das vezes. É por isso que não acho aqueles valores atingidos na famosa estação do Algarve em novembro e fevereiro, errados. O radar sempre mostrou fortes ecos sobre o local onde a mesma está instalada.