Sismos Portugal - 2008

Tópico em 'Sismologia e Vulcanismo' iniciado por Vince 2 Jan 2008 às 13:29.

  1. Luis França

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    Nimbostratus

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  2. Minho

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    As duas afirmações são coerentes e válidas entre si. Não sou especialista na matéria, mas a libertação contínua de energia é sempre benéfica no entanto não impede que venham a haver grandes sismos. A existência de sismos de fraca intensidade com ocorrência regular com certeza que adiará um sismo mais forte ou no mínimo permitirá que o próximo grande sismo não seja tão intenso.
    Agora outro pormenor importante são a diversidade de locais/falhas onde se dão os tais sismos de fraca intensidade. Poderá haver zonas em algumas falhas que poderão libertar mais lentamente energia que outras e poderão haver outras zonas onde não há libertação de energia. No entanto, como nós vamos sentindo as de fraca intensidade podemos ter a falsa segurança que se está a libertar energia e que assim não haverão sismos de grande intensidade. O problema levanta-se se entretanto não haverão outras zonas nas falhas que não dão sinais de vida e que poderão, no futuro, ser potenciais epicentros de grandes sismos...

    Geólogos pronunciem-se! :)
     
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  3. Vince

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    Furacão

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    A ideia que tenho é que é tudo muito relativo, depende do conhecimento que temos do que se passa lá em baixo, etc, e do qual vamos sabendo algumas coisas mas ainda poucas pois isto são ramos da ciência ainda na pré-infância em termos de conhecimento, não porque seja assunto a que se dedique pouco estudo ou pouca importância, antes pelo contrário, mas porque é realmente uma área muito dificil de estudar e investigar, onde as dúvidas são muito mais que as certezas.

    Se temos duas ou mais placas, enormes e irregulares, em fricção uma com a outra ao longo de centenas ou milhares de quilometros (e não é dificil visualizarmos em pensamento essas situações) a forma como a certa altura há uma ruptura num determinado ponto depende de como tudo se está a passar. São forças monstruosas em jogo, que ergueram bem alto os Himalaias e os Andes, moldaram ao longo de milhões de anos o mundo e os continentes tal como o conhecemos. Haverá alturas onde uma série de sismos pequenos pode ser bom sinal, placas em stress que atingem um ponto de ruptura e a coisa fica por ali mais algum tempo (horas, dias, meses, anos, décadas ou séculos) ou até acaba por ser de muito mais tempo, séculos ou milénios por exemplo. Tudo depende dos movimentos, massas e direcções em jogo. Nalguns locais temos uma ideia geral do que se está a passar, mas não de forma pormenorizada, pois é impossível ir lá ver o que se passa.

    Em termos genéricos não é difícil de aceitar que pequenos ou médios sismos sejam um bom sinal, a tal libertação de energia de forma gradual. Imaginemos duas pessoas a disputar uma com a outra um pedaço de tecido. Cada uma puxa para o seu lado. Se o tecido se for rompendo de forma gradual ambos ficam de pé quando quebrar. Se por acaso o tecido rompe de forma abrupta ambos os oponentes caem estrondosamente no chão, cada qual para o seu lado. E se se sabe que existem determinadas placas e respectivos movimentos, e dali não sai nenhum sismo, isso pode ser um pouco preocupante, pode estar a ocorrer uma situação de acumulação de tensão em que dum lado e outro há grande resistência mas que quando quebrar é de forma brutal. Mas haverá outras situações/locais onde uma serie de pequenos sismos pode ser indicador do contrário, do início de uma crise que não existia e que tende a piorar.

    O conhecimento que se tem, e que é limitado, depende sobretudo das diversas movimentações que estão a decorrer. Para além disso, mesmo imaginando placas que se estão a afastar, teoricamente sujeitas a menos stress, mesmo nessas situações pode haver pontual e localmente ao longo de milhares de quilometros de fricções pequenos choques e rupturas que para as placas são uns meros encontrões menores do tipo "chega para lá" mas que cá em cima podem acabar por ser sismos devastadores.

    Por isso tudo tenho a impressão que depende muito de local para local, do tipo de estudos e registos que se fazem, por exemplo na Califórnia e Japão que são das áreas mais monitorizadas do mundo, nestes locais prestam atenção a tudo, se ocorrerem muitos ou poucos sismos, se há mudanças de padrões, etc, e a partir daí vão tirando conclusões e com relativo sucesso percebem mais ou menos o que se está a passar. Mas é sempre um conhecimento muito limitado.

    E o muito que sabemos é sobre as movimentações e choques de placas, que dizer então dos sismos intra placa que vão ocorrendo de vez em quando como parece que foi o sismo agora registado no Brasil que ocorreu no meio da Placa Sul-Americana. Desses sabemos ainda menos do que se passa lá por baixo e a mecânica que os gera. Só sabemos que vão ocorrendo um pouco por todo o mundo (cerca de 5% dos sismos são deste tipo) mas não sabemos quase nada sobre as suas causas que podem ser diversificadas (falhas desconhecidas, subducção, actvidade vulcânica/magma, etc,etc).
     
  4. Agreste

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    Não sei se existem aqui no forum referências ao sismo de benavente de 1909, mas quanto ao de 1755 que todos temem lembrem-se do que aconteceu em 1969 :D

    Quanto às teorias do sismos pequenos e sismos grandes não há consenso. Há quem diga que os sismos de pequena magnitude evitam a acumulação de energia nas zonas de ruptura mas também há quem defenda que a persistencia dos sismos pequenos num determinado local podem ser o prelúdio de um grande evento!
     
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  5. Luis França

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  6. Luis França

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  7. AnDré

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    Eis algo que penso que nos está a passar ao lado.:unsure:

    Alguém sabe mais alguma coisa sobre este assunto?
    Parece ser algo de certo modo preocupante e a acompanhar.:confused:
     
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  8. Luis França

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    Nimbostratus

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    E perto do "Dollabarat" já bomba de novo: 4.0

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    Move along, nothing to see! ;)
     
  9. Vince

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    Furacão

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    Um bom site de acompanhamento sismovulcânico dos Açores é o CVARG do Observatório Vulcanológico e Sismológico da Universidade dos Açores:
    http://www.cvarg.azores.gov.pt/Cvarg/

    Se é preocupante ? Ninguém sabe obviamente. No ano passado houve várias crises sismicas que duraram muito tempo e depois passaram. Uma foi a Oeste do Faial e outra nas Formigas. Desta vez é mesmo na ilha do Faial na estrutura tectónica Graben de Pedro Miguel. A maioria dos sismos são de fraca magnitude, havendo a destacar dois ou três mais fortes mas até agora nada de muito especial. Penso que o mais preocupante é mesmo serem na própria ilha, pois mesmo sismos por exemplo de 6.0 provocam muitos estragos e deslizamentos. O sismo mais recente que provocou percas humanas e materiais no Faial foi de 6.0 em 1998.

    Para teres uma ideia da quantidade de sismos que ocorrem nos Açores, vê esta sequência de imagens/zoom dos sismos desde 2000. Na última imagem estão indicados dois desta crise.

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    (c) http://www.cvarg.azores.gov.pt/Cvarg/
     
  10. Mário Barros

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    Furacão

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    O Instituto de Meteorologia informa que no dia 2008/05/30 pelas 08:06 (hora local) foi registado nas estações da Rede Sismica dos Açores, um sismo de magnitude 1.8 (Richter) e cujo epicentro se localizou a cerca de 4 km a Oeste-Noroeste dos Flamengos (Faial).

    Este sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima II (escala de Mercalli modificada) na região de Flamengos Ilha do Faial.

    A festa continua :angry: vamos lá ver se não dá molho.
     
  11. iceworld

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  12. Vince

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    Aviso de Sismo Sentido no Arquipélago dos Açores 06-08-2008 14:05



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  13. Thomar

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    Aviso de Sismo no Continente 29-08-2008 19:26

     
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  14. rijo

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    Cumulus

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    Sismo em Ferreira do Alentejo


    Instituto Meteorologia


    Escala de Mercalli
    II - Muito fraco
    Sentido pelas pessoas em repouso nos andares elevados de edifícios ou favoravelmente colocadas.
     
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  15. rijo

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    Cumulus

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    Re: Sismo em Ferreira do Alentejo

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