Storm chase Meteoalerta Meteopt - 9 Maio 2009

ajrebelo

Nimbostratus
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5 Fev 2006
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Boas

Neste ultimo Sábado foi feita mais uma caçada, desta vez perto do nosso querido e velhinho radar de Coruche.

Coruche é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Santarém, com cerca de 9200 habitantes. Desde 2002 que está integrada na região estatística (NUTS II) do Alentejo e na sub região estatística (NUTS III) da Lezíria do Tejo; até aí fazia parte da antiga região de Lisboa e Vale do Tejo. Pertencia ainda à antiga província do Ribatejo, hoje porém sem qualquer significado político-administrativo.

Os participantes:

Saúl Monteiro

André Silva

Ajrebelo

Depois de ver as ultimas actualizações dos modelos no Sábado antes da hora do almoço, ficou combinado via skype, uma caçada para essa tarde. Local definido Évora, todos os modelos colocavam precipitação, cape e alguma convergência de ventos para essa zona.

Por volta das 14h o pessoal que aderiu encontrou-se na rotunda do fórum Montijo, para rumar pela N4 em direcção a Évora, já juntos, através do Sat24 verificamos que a deslocação das células, já não iriam rumar a Évora mas sim um pouco mais a Norte, decidimos então rumar para Coruche.

Já em Coruche fomos brindados com um pouco de tudo, aqui fica o vídeo com as imagens de toda a caçada.

O que se vê no vídeo?

a: Tornado

b: Gustnado

c: Microburst


Para ver em HD

http://www.meteoalerta.com/noticias.html

Edição de Imagem : Saúl Monteiro

Musica: CD Chill Out Meteoalerta Vol 1

Abraços
 
Editado por um moderador:

miguel

Furacão
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4 Fev 2006
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Magnifico!!! Para mim é o inicio da formação de um tornado! :) a célula era abismal :eek:
 

Gilmet

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O filme está brutal!!:w00t:

Foi uma caçada bastante produtiva! Chuva, trovoada, e... Eu apontava para um Microburst, assim à primeira vista!;)
 

Vince

Furacão
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23 Jan 2007
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Belas imagens. Eu desde que vi as fotos no próprio dia pûs sempre o dry microburst como opção mais provável, e se existisse rotação na poeira seria um gustnado mas no vídeo é difícil de perceber se há rotação embora alguns dos vossos testemunhos no local digam que sim. Quer um quer outro formam-se na forte corrente descendente e outflow duma célula.

Mas depois há uma parte que filmam de forma rápida à direita de tudo e o tipo de nuvem que registaram baralha-me todo, pois já não me parece o tipo de nuvem que se vê num downdraft/outflow, parece mais próxima duma wall (associada ao updraft) do que a nuvem da gustfront, o que já poderia suportar a tese dum tornado mal formado e/ou semi invisivel a nivel de detritos.

Não sei sinceramente, continuo mais inclinado para o microburst ou gustnado se havia rotação, mas seja o que for, mesmo que seja um microburst ou gustnado, é um notável registo, acho que nunca apareceu nenhum em vídeo ou mesmo fotografia cá em Portugal. Parabéns, mais uma vez no sitio certo, a grande célula que seguiu para Abrantes nasceu nessa zona. Aliás toda a situação meteorológica no local complica tudo para perceber o que poderá ter sido, estavam numa região que devia estar caótica pois chegava ali o outflow da grande célula que nasceu na margem sul e seguiu para NE e cujo outflow provavelmente fez disparar a nova célula mais a leste onde vocês estavam. Gostaria que um dia conseguissem obter fundos para estarem melhor apetrechados, com estação móvel e outro arsenal, acho que o Meteoalerta faz um útil e excelente trabalho em prol da meteorologia nacional :thumbsup:
 

Saul Monteiro

Cumulus
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28 Ago 2008
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Aqui fica algumas fotos deste dia emotivo, que já não o tinha há algum tempo :D

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e para quem ainda não era nascido, aqui fica um (cata-vento) do ano 1900 e troca o passo :lmao:

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Nuno Figueiredo

Cumulus
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29 Mai 2006
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Cascais
Fantástico, os meus sinceros parabéns. O que eu daria para estar na minha santa terrinha este fim de semana... :eek:

Relativamente ao que filmaram, de facto é difícil ver rotação, até porque penso que se estivessem mais perto seria mais fácil ver. De qualquer modo, apesar de pouco definida parece-me uma wallcloud, e se deixarem carregar todo o vídeo em HD, depois pausarem, e moverem o cursor as vezes que forem necessárias, desde os 1.03 min. até aos 3.05 min. e vice-versa, acho que já dá para perceberem alguma coisa de tornádico, não tanto pela rotação, mas pelo movimento que o tudo aquilo leva da direita para a esquerda, e sim, assim já me parece com um breve gustnado tornádico que não conseguiu ter fúnil de condensação, nem levantar detritos suficientes para desenhar o cone.

Semelhanças?

Gustnado_092607.jpg

Gustnado captured just northwest of Lubbock as the leading edge of the outflow approached the city.
 

Vince

Furacão
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23 Jan 2007
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Animação Satélite e local exacto marcado com um ponto verde. O ponto muda de cor no frame da ocorrência (15:30utc):

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Animação radar, com a localização marcada com um X. O radar para mim vem de encontro a um microburst ou um gustnado, pois o frame das 15:30 utc (16:30) mostra uma forte zona de precipitação a sudoeste a avançar para vocês. De qualquer forma como nasceu aí uma nova célula também não se pode descartar outra possibilidade, a situação era confusa e muito dinâmica aí. Mas acho que seria interessante o IM analisar os dados doppler da célula nova que depois avançou para Abrantes, pois o frame das 16:30 utc parece curiosa, nós só temos este produto público de 30 minutos de precipitação com pouca resolução que para pouco serve neste campo.

radart.gif


70429137.gif
 

AnDré

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22 Nov 2007
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Caneças (300m) / Várzea da Serra (900m)
Há dias que seguimos em directo dos Estados Unidos, equipas de “gente doida”, que se lança ao terreno, para conseguirem reportagens de tempestades, daquelas que deixam qualquer meteomaluco de boca aberta. Munidos de carrinhas, portáteis, máquinas fotográficas e de filmar, equipamentos de meteorologia… Enfim, um arsenal de equipamentos, completamente irreal para um meteorologista amador em Portugal.


Mas há dias que… Que vale a pena arriscar. Ainda que sem um quarto do equipamento de requinte. Transportados por um carro de cidade e não num jipe ou uma carrinha toda XPTO. Ainda que sem um décimo da experiência, ou um milésimo de probabilidade de vermos algo verdadeiramente surpreendente.
Mas a meteorologia surpreende. Até aqui no burgo português.

E se na sexta-feira, dia 8, não havia nada que nos levasse a sair de casa, a manhã de Sábado mudou-nos de imediato a agenda desse dia.
Acordar com aguaceiros, embora fracos, na capital, olhar para o satélite e ver uma quantidade de nebulosidade em desenvolvimento, em direcção a terra, e ver que as previsões tinham triplicado o índice de instabilidade e energia na atmosfera, fez-nos pular da cadeira.
E em pouco tempo, lá íamos nós. Eu, o ajrebelo e o Saul Monteiro, rumo nem sabíamos bem onde. À mercê da trovoada, dê-se ela onde dê-se.

Já do outro lado do Tejo, o céu brindava-nos com um desfilar fantástico de nuvens. Qual delas a maior, melhor e mais desenvolvida. Parecia ser o nosso dia de sorte.
O entusiasmo crescia!

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E a água ia crescendo na boca. Não só pelo que se aproximava de nós, mas pelas cerejas que ali estavam ao nosso lado, na N10:lol:


Mais à frente na Nacional que seguia para Coruche:

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Em Coruche, fomos recebidos pelas primeiras trovoadas.
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Foi junto ao Intermache que vimos a linha de instabilidade a formar-se e a vir mesmo na nossa direcção. Resolvemos-nos meter por uma estrada secundária, a fim de alcançarmos um lugar à maneira para que pudéssemos de lá ver o desenrolar da célula activa.

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E foi nessa estrada secundária que vimos o que vimos. Incrédulos, sem saber o que dizer ou fazer. Sem saber o que era aquilo.

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Saímos do carro!
Eu, completamente eufórico, corri pela estrada acima, como se tivesse a correr na maratona, para tentar captar aquele fenómeno estranho. O Saul filmava mais calmamente, enquanto o ajrebelo, sem também conseguir conter o entusiasmo, ia falando e rindo em voz alta. A adrenalina era tanta, que eu nem sei como explicar. Sei que estava feliz, e que fico feliz de me lembrar daquele momento sublime!

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A linha de instabilidade estava mesmo sobre nós, quando desatou a soprar uma ventania que trazia folhas das árvores de tudo o que era lado. Rapidamente nos pusemos dentro do carro, e o Saul arrancou como se estivéssemos numa prova rali! A grande velocidade, como se pode ver no filme, e debaixo de uma carga de água memorável. Depressa aquele caminho de pó e terra batida, se tornou num verdadeiro lamaçal.
Pelo caminho ainda vimos um relâmpago rebentar mesmo ao nosso lado. Ficámos completamente encandeados. Parece que ainda o vejo, quando fecho os olhos. Foi cá um susto.

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No meio daquela fuga/perseguição, acabámos por nos perder num labirinto de trilhos, que iam dar à cooperativa. Perdemos muito tempo para voltar a uma estrada principal. Tempo suficiente para que aquela célula se tornasse gigante e cobrisse todo o Ribatejo, em direcção a NE.

O resto da tarde foi mais tranquila. A digerir aquele momento, para o qual não tenho mesmo palavras.

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Entre terras de Coruche, Almeirim e Santarém, acabámos o dia a ver relâmpagos na A1 à vinda para Lisboa, de uma célula que estava “a bombar” para os lados de Montejunto. Os últimos foguetes de uma tarde que vou guardar para sempre.


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E que mais dizer?! Talvez um obrigado ao Saul e ao Rebelo que me deram a oportunidade de participar em algo assim... Grandioso e memorável. :)
 

vitamos

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11 Dez 2007
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Estarreja
Apaixonante e emocionante reportagem! Um excelente trabalho! Belas imagens e adicional material de estudo ainda! Que dizer mais perante tanta qualidade?!

Muitos parabéns!