STS-125 Final Shuttle Mission to Hubble Space Telescope

Rog

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Nasa adia lançamento de nave Atlantis

A Nasa decidiu adiar em pelo menos um dia o lançamento do ônibus espacial Atlantis que levará peças ao espaço para consertar o telescópio Hubble que apresenta falhas técnicasDe acordo com o anúncio da Nasa, o lançamento do ônibus foi adiado do dia 10 para o dia 11 para dar mais tempo aos técnicos do projeto trabalharem em pequenos detalhes de segurançaA estatal americana, no entanto, admite mudar de novo a data de lançamento para o dia 13 de maio ou mesmo para 22 de maioEstes adiamentos podem acontecer se as condições climáticas não estiverem favoráveis para o lançamento do ônibus na data marcada inicialmenteA NASA diz que o telescópio Hubble pode esperar uns dias a mais para receber reparos e que não há motivos para apressar a missão espacial.
 

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Cumulonimbus
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Missão para reparar o telescópio espacial Hubble parte esta tarde


Um minuto apenas após as 19h00 (hora de Lisboa), a tão esperada e várias vezes adiada (até cancelada) missão de reparação e manutenção do telescópio espacial Hubble vai finalmente partir. Pelo menos a meteorologia parece estar de feição na Florida, fora algum imprevisto de última hora 11 astronautas partem para fazer cinco passeios espaciais que porão o telescópio preferido de todos os seres humanos a funcionar melhor do que nunca.


O Hubble, que obtém imagens do Universo na zona da luz visível ao olho humano no espectro electromagnético, está mesmo a precisar de reparações. A antena tem um buraco do tamanho de uma bala de uma arma de calibre 22, diz o “Washington Post”. E três dos seis giroscópios, que estabilizam a posição do observatório, deixaram de funcionar. Um “router”, como os das redes de computadores que distribuem o tráfego de dados, deixou também de trabalhar, mas há um “backup”.

O telescópio espacial que já nos mostrou imagens como os célebres Pilares da Criação (uma região onde estão a nascer estrelas, na Nebulosa da Águia), de 1995, em que surgem castelos de nuvens coloridas que nos fazem pensar em construções de sonhos, está a ficar lento e, progressivamente, cada vez mais cego. Para continuar a funcionar, precisa dos cuidados dos astronautas, para substituir as peças que deixaram de funcionar e afinar a máquina, em geral.

Mas esta missão esteve para não se realizar nunca – depois da explosão do vaivém Columbia, ao regressar à Terra, a 1 de Fevereiro de 2003, considerou-se que seria demasiado arriscada, que poderia pôr em risco a vida dos astronautas, devido

A insegurança dos vaivéns norte-americanos. A nega gerou um movimento de protesto de fãs anónimos do Hubble, mas também de políticos norte-americanos, e a missão acabou por ser incluída na lista de tarefas que os vaivéns têm de cumprir até serem aposentados, em 2010. A lista é curta mas nem por isso fácil: acabar de construir a Estação Espacial Internacional e, claro, renovar o Hubble.

A questão é que não há nenhum outro telescópio que substitua o Hubble, que veja como ele vê. O Chandra, por exemplo, vê o Universo no espectro dos raios-X, e o Spitzer, outro telescópio orbital, dedica-se ao infravermelho. Só o Hubble se mantém fiel ao espectro da luz visível, com uma sensibilidade 500 milhões de vezes superior à do olho humano.

Nem o telescópio espacial James Webb, que a NASA planeia lançar em 2013 ou 2014, poderá substituir as capacidades do Hubble. O mesmo acontece com os dois telescópios espaciais que a Agência Espacial Europeia (ESA) pretende lançar esta semana, o Herschel e o Planck. O primeiro, que terá o maior espelho (ou lente) alguma vez enviado para o espaço, vai operar no infravermelho, enquanto o Planck, o mais sensível dos dois, vai dedicar-se a observar o Universo em microondas, que transportam fotões (partículas de luz) que restam ainda do Big Bang, o momento em que o Universo nasceu há 13.700 milhões de anos.

Para manter o Hubble em forma, os astronautas são arrastá-lo para dentro do compartimento de carga do Atlantis, com o braço robótico que equipa o vaivém, para estudarem com atenção todos os danos sofridos pelo telescópio em órbita (foi lançado em 1990). Instalar uma nova câmara e um novo espectrógrafo são tarefas certas da lista dos astronautas. Mas algumas reparações serão bem complicadas: incluem entrar dentro de alguns compartimentos (com os enormes fatos espaciais que os astronautas usam para sair para o espaço), desapertar parafusos, substituir circuito…e muitas vezes sem conseguir ver bem o que estão a fazer, em ambiente de microgravidade. Terão de confiar no que ensaiaram vezes sem conta em terra.

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Mário Barros

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Tinha a ideia que o Hubble já se tinha "perdido" afinal tava enganado, sem dúvida que o Hubble é o melhor telescópio de sempre.

Afinal a frase na noticia diz tudo.

"Só o Hubble se mantém fiel ao espectro da luz visível, com uma sensibilidade 500 milhões de vezes superior à do olho humano."
 

Mário Barros

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Já partiram os astronautas que vão reparar o Hubble

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Vai já a caminho a missão do vaivém Atlantis que vai fazer as reparações necessárias para o telescópio espacial Hubble continuar a funcionar. Durante 11 dias, farão cinco saídas para o espaço de sete horas para substituir peças e instrumentos, arranjar outros e, em suma, deixá-lo pronto a funcionar em pleno até 2014.

É na quarta-feira que o vaivém deve chegar ao Hubble, que orbita a Terra a cerca de 563 quilómetros de altitude, neste momento. Desde 1990, quando foi lançado, esta é a quinta missão de manutenção e reparação do Hubble – e deverá ser a última, pois os vaivéns serão aposentados em 2010. A data de 2014 é quando se espera que seja posto em órbita o novo telescópio espacial James Webb. Os “upgrades” necessários custam cerca de dez mil milhões de dólares.,

O Hubble, que obtém imagens do universo na zona da luz visível ao olho humano no espectro electromagnético, já nos mostrou imagens como os célebres Pilares da Criação (uma região onde estão a nascer estrelas, na Nebulosa da Águia), de 1995, em que surgem castelos de nuvens coloridas que nos fazem pensar em construções de sonhos, está a ficar lento e, progressivamente, cada vez mais cego.

Mas esta missão esteve para não se realizar nunca – depois da explosão do vaivém Columbia, ao regressar à Terra, a 1 de Fevereiro de 2003, considerou-se que seria demasiado arriscada, que poderia pôr em risco a vida dos astronautas, devido à insegurança dos vaivéns norte-americanos.

Mas este cancelamento gerou um movimento de protesto, não só de fãs anónimos do Hubble mas também de políticos norte-americanos, e a missão acabou por ser incluída na lista de tarefas que os vaivéns têm de cumprir até serem aposentados, em 2010. A lista é curta, mas nem por isso fácil: acabar de construir a Estação Espacial Internacional e, claro, renovar o Hubble.
 

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Vaivém Atlantis sofreu danos na fuselagem


O vaivém espacial Atlantis sofreu danos na fuselagem durante a descolagem de segunda-feira, indicou esta terça-feira a Agência Espacial Norte-americana (NASA).
Os astronautas detectaram vários danos ao longo de uma secção de cerca de 45 centímetros do lado direito da nave, no local da junção da asa direita com a fuselagem.

Segundo a NASA, os danos terão sido provocados pelos detritos oriundos do tanque de combustível e não deverão ser graves, mas serão analisados mais detalhadamente.

A Atlantis partiu numa missão difícil que visa proceder a reparações no telescópio Hubble.

O vaivém Endeavour encontra-se de prevenção caso seja necessário resgatar os astronautas.

Fonte: diáriodigital
 

Vince

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23 Jan 2007
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Braga
Acabou há pouco a 5ª e última saída de reparação ao Hubble nesta missão, saída que durou 7 horas. Aparentemente correu tudo bem. A NASA TV tem estado a emitir nas últimas horas onde transparece a muita emoção em todos os envolvidos

http://www.nasa.gov/multimedia/nasatv/index.html


Astronauts Complete Fifth and Final Spacewalk

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The STS-125 crew completed the fifth and final spacewalk on the Hubble Space Telescope Monday at 3:22 p.m. EDT. Mission specialists John Grunsfeld and Drew Feustel began the spacewalk at 8:20 a.m.

Grunsfeld and Feustel finished the mission’s battery replacement work. They worked in the telescope’s Bay 3 to replace the second of two battery modules. Each module weighs 460 pounds and contains three batteries, providing electrical power to support Hubble operations during the night portion of its orbit. The first battery module was installed during the second spacewalk.

They also replaced one of the telescope’s fine guidance sensors. The sensors are used to provide pointing information and also serve as a scientific instrument for determining relative position and motion of stars.

After those two tasks were accomplished, Feustel and Grunsfeld turned their attention to the New Outer Blanket Layer (NOBL) on the outside of the telescope’s Bay 5, Bay 8 and Bay 7, which normally face in the direction of Hubble’s orbital travel. These blankets were expected to deteriorate more in the space environment. The NOBL on Bay 8 was to be installed during the fourth spacewalk, but the crew was unable to accomplish it due to work on a stripped bolt.