Temperaturas mínimas em súbida acentuada - mito ou realidade?

Tópico em 'Climatologia' iniciado por tozequio 31 Mai 2006 às 00:45.

  1. Dan

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    Pode variar

    Mas quais os factores que provocam a maior variação?
    Temperatura do ar
    Intensidade do vento
    Humidade relativa

    Eu apostava nos dois últimos.

    Nem no Inverno se deve brincar com o fogo:D
     
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  2. dj_alex

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    Apos uma busca rápida descobri umas quantas páginas sobre incendios:) Ainda não tive tempo de ler..mas parecem-me interessantes!! ;)

    http://www.igeo.pt/IGEO/portugues/Novidades_eventos/eventos/esig2002/p035.pdf

    http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=9856&iCanal=12176&iSubCanal=12177&iLingua=1

    http://pinho.floresta.ufpr.br/~firelab/incendios.html

    http://www.defesacivil.rj.gov.br/modules.php?name=Content&pa=showpage&pid=117

    Esta última é bastante interessante :

    " Os elementos climáticos mais importantes, para a avaliação do comportamento do fogo, são: a temperatura ambiente, a umidade relativa do ar e o regime eólico (ventos – sua intensidade e direção). A literatura mundial afirma, inclusive, que o clima é o fator preponderante na propagação dos incêndios florestais, e, de certa forma, os demais elementos (vegetação e relevo) são por ele demasiadamente influenciados, embora o contrário também ocorra.

    A temperatura ambiente alta, associada a uma baixa umidade relativa do ar, pressiona e favorece o princípio do poder evaporativo nos vegetais, tornando-os mais secos e, conseqüentemente, mais combustíveis. Por sua vez os ventos alimentam a combustão e direcionam os incêndios, facilitando, portanto, sua propagação.
    "

    Acho que não podemos ver os 3 factores que estavamos a discutir em separado, mas sim uma conjugação dos 3!!
     
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  3. tozequio

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    Noites tropicais estão a aumentar em Portugal

    A onda de calor que atingiu o País na última semana e meia bateu alguns recordes e tornou-se por isso "a mais significativa" desde o mês de Julho desde 1941, segundo o Instituto de Meteorologia (IM). Além de ter afectado quase todo o território, o que é pouco habitual, durou muitos dias (11 no Alentejo).
    A outra faceta mais relevante foi o número inédito de noites tropicais consecutivas registadas em vários locais do País. Este último dado inscreve-se - e reforça -, aliás, uma tendência que hoje já é clara: "a de que o número de noites tropicais está a aumentar no território do Continente desde meados da década de 70", como afirmou ao DN a climatologista Fátima Espírito-Santo, do IM.
    É a temperatura mínima, que para isso deve ser igual ou superior a 20º Celsius, que define noite tropical. Durante esta onda de calor, Faro, por exemplo, viveu 11 noites tropicais consecutivas, Almodôvar dez e a Zebreira, no Alentejo, 12. Neste mesmo período, coube a Lisboa somar oito destas noites quentes sucessivas, batendo um recorde com 16 anos. Mais significativo ainda, o Porto, muito pouco atreito a estas tropicalidades, foi bafejado com seis noites consecutivas de temperaturas acima dos 20º Celsius, quando o seu anterior máximo era de duas - e oito dias de onda de calor, o que é ali verdadeiramente inédito também.
    As noites tropicais não são novidade em Portugal continental, mas não eram tão frequentes até meados da década de 70 - e muito menos assim, consecutivas, num mês de Julho, pouco atreito a ondas de calor. Os números apontam, porém, uma tendência clara. Tome-se o exemplo de Lisboa outra vez. A partir de 1975 há um aumento significativo e sustentado deste fenómeno. "Passámos de sete noites tropicais por ano, na década de 70, para 20 por ano, no fim da década de 90", explica Fátima Espírito-Santo, sublinhando que "há desde então um crescimento de quatro noites tropicais por década, o que mostra uma tendência que se pode considerar significativa".
    Os valores das temperaturas mínimas registados por todo o País na última semana e meia ultrapassaram, de resto, ou igualaram, os maiores valores absolutos anteriormente observados para um mês de Julho em algumas estações. Isto é, afinal, algo que se inscreve no padrão das últimas três décadas para o território continental: o do aumento do valor médio das temperaturas mínimas.
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    Fonte: Diário de Notícias
     
  4. Iceberg

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    Boa Tarde a todos.

    De facto, de todas as alterações climáticas (ou variabillidades climáticas, esta análise daria pano para mangas), uma das que eu considero mais notáveis nos últimos 20 anos, tem a ver com a nítida subida das temperaturas mínimas do ar, criando verdadeiras noites tropicais. E, curiosamente, esse facto tem ocorrido com particular incidência no Litoral Norte, incluindo a vizinha Galiza. Quem não se recorda dos dias consecutivos de nevoeiros, nortadas frescas, neblinas, nuvens baixas, que ciclicamente entravam de NW, afectando as costas portuguesas. Agora, existem cada vez mais dias e noites, em que o calor é mais intenso junto ao mar, do que no interior. :confused:
     
  5. Dan

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    O IM tem um estudo interessante em que mostra a evolução da temperatura no Verão (Junho, Julho e Agosto) em Portugal, no período de 1930 a 2003. Nesses gráficos é bem evidente a subida da temperatura, tanto a máxima como a mínima, nos últimos 30 anos. Também é interessante constatar que a década de 70 apresenta os verões mais frios da série.

    http://web.meteo.pt/resources/im/pdfs/clim_ap_00_03.pdf

    De qualquer forma, os verões os últimos 6 ou 7 anos têm sido particularmente quentes, nomeadamente os de 2003 e 2005 e o deste ano parece ir pelo mesmo caminho.
    Este mês de Julho também tem apresentado valores de temperatura mínima particularmente elevados aqui em Bragança, mas isso pode ficar a dever-se aos valores de humidade anormalmente elevados que se têm observado, também associado a um elevado número de dias de trovoada e precipitação.
     
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  6. dj_alex

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    o valor da tendência de aumento da temperatura minima é maior do que o valor da temperatura máxima!!!

    Por isso é realidade...e não mito :p
     
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