Portugal candidato a acolher centro de alerta de tsunamis Portugal candidato a acolher centro de alerta de tsunamis
Re: Portugal candidato a acolher centro de alerta de tsunamis IM integra projecto no âmbito do alertas precoces de tsunami Ao que parece sempre se confirma.
"(...) Em 2001, cientistas previram que uma futura erupção do instável vulcão Cumbre Vieja em La Palma (uma ilha das Ilhas Canárias) poderia causar um imenso deslizamento de terra para dentro do mar. Nesse potencial deslizamento de terra, a metade oeste da ilha (pesando provavelmente 500 bilhões de toneladas) iria catastroficamente deslizar para dentro do oceano. Esse deslizamento causaria uma megatsunami de cem metros que devastaria a costa da África noroeste, com uma tsunami de trinta a cinqüenta metros alcançando a costa leste da América do Norte muitas horas depois, causando devastação costeira em massa e a morte de prováveis milhões de pessoas." WikiPédia
Já tinha ouvido falar dessa possível erupção nas Canárias.. Se acontecer será catastrófico em muitos países com costa no Atlântico, mas penso que não há perigo eminente, pelo menos...
UNESCO: Primeiro teste de alerta rápido de tsunami no Mediterrâneo A Agência das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) vai realizar na quarta-feira o primeiro teste de um sistema de alerta rápido de tsunami no Mediterrâneo, anunciou a organização em Paris. O Sistema de Alerta Rápido de Tsunami no Mediterrâneo e Atlântico Nordeste (NEAMTWS) foi estabelecido em 2005 sob a égide da UNESCO no âmbito da Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI). O teste envolve 31 países num exercício que inclui a transmissão de mensagens por correio eletrónico, fax e pelo Sistema Global de Telecomunicações (GTS) a partir do Observatório e Instituto de Investigação Sísmica de Istambul (Turquia) para todos os centros nacionais na região abrangida. O objetivo é detetar possíveis falhas na comunicação de alertas de tsunami e testar a rapidez de transmissão de informação através da rede envolvida pelo projeto. O Mediterrâneo e o Atlântico Nordeste registaram historicamente grande atividade sísmica, com os casos mais significativos de 1755, com a destruição de Lisboa, e 1908, com a destruição de Messina (Itália), onde morreram 85.000 pessoas, além do tsunami de menor intensidade ao largo da Argélia, em 2003. Os especialistas salientam, apesar disso, que a atividade sísmica no Mediterrâneo é de muito menos intensidade do que a registada no Oceano Pacífico. O NEAMTWS é um dos quatro centros de alerta regionais coordenados pela COI a nível global. Sistemas idênticos existem para os oceanos Pacífico, Índico e Caraíbas. A UNESCO prevê um segundo teste de alerta de tsunami em 2012, envolvendo os meios de comunicação social. Fonte: Destak
Teste a sistema de alerta de tsunamis correu bem Eram 11h36 de Quarta-feira em Lisboa quando o Instituto de Meteorologia (IM) em Portugal e os seus congéneres responsáveis pela vigilância sísmica noutros 30 países receberam, com sucesso, uma mensagem de alerta de um hipotético tsunami, enviada pelo Observatório e Instituto de Investigação de Sismos de Kandilli, em Istambul, Turquia. Tratou-se de um teste às comunicações do futuro sistema de alerta precoce de tsunamis no Atlântico Nordeste, Mediterrâneo e outros mares na região, que a Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) da UNESCO está a criar desde 2005, o ano a seguir ao tsunami que atingiu o Sudoeste asiático e provocou a morte a mais de 200 mil pessoas. "Os resultados preliminares indicam que as mensagens foram recebidas poucos minutos depois do envio", refere um comunicado da COI. "O exercício correu sobre rodas. Irá fazer-se uma avaliação completa nas próximas semanas", informou o geofísico Ocal Necmioglu, coordenador principal deste teste. No caso de um sismo com epicentro no mar, com potencialidade para gerar uma onda gigante, é crucial que o alerta seja dado em poucos minutos e que centros responsáveis pelos avisos nos vários países reajam depressa. Foi o que se procurou avaliar no teste. "Na última década, os sismos e tsunamis mostraram-nos o seu terrível poder destrutivo", realçou a directora-geral da UNESCO, Irina Bokova, citada no comunicado. "Este teste foi um passo significativo para a melhoria da segurança de dezenas de milhares de pessoas no Atlântico Nordeste e Mediterrâneo, indo ao encontro da ambição da UNESCO em estabelecer sistemas de alerta precoce a nível global." Portugal já se confrontou com o poder destrutivo destes fenómenos, em 1755: um sismo de 8,7 graus de magnitude, seguido de um tsunami, matou dez mil pessoas em Lisboa. Apenas a Turquia e a França estão prontas para avançar, em 2012, com alertas de um tsunami à população. Em Portugal, o sistema de alerta debate-se com a falta de uma decisão política, segundo têm lamentado os coordenadores do projecto no país, Maria Ana Baptista, do Instituto Dom Luiz da Universidade de Lisboa, e Fernando Carrilho, do IM. TERESA FIRMINO Fonte: PÚBLICO
Dispositivo de alerta de `tsunamis´ de Setúbal deve estar operacional em 2015 O dispositivo de alerta de ‘tsunamis’ de Setúbal, o primeiro a ser instalado em Portugal, pode estar a funcionar em pleno em 2015, admitiu hoje o italiano Alessandro Annunziato, do Centro Comum de Investigação da Comunidade Europeia. O dispositivo de alerta de ‘tsunamis’ de Setúbal, o primeiro a ser instalado em Portugal, pode estar a funcionar em pleno em 2015, admitiu hoje o italiano Alessandro Annunziato, do Centro Comum de Investigação da Comunidade Europeia. "Estamos no processo de ligação do equipamento de medição instalado aqui junto ao cais da Secil", disse Alessandro Annunziato, durante um teste de verificação do bom funcionamento daquele dispositivo de recolha de dados sobre o estado do mar, que hoje foi testado pela primeira vez. O equipamento dispõe de um mecanismo de raios laser que deteta eventuais alterações do estado do mar, e que também interpreta as caraterísticas de algumas ondas que, por vezes, antecedem a ocorrência de um `tsunami´. Os dados recolhidos são transmitidos para a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS), e para o Centro Comum de Investigação da Comunidade Europeia, em Itália, bem como para um painel informativo instalado em 2011 no Parque Urbano de Albarquel, em Setúbal. Em caso de alerta de `tsunamis´, a população da zona ribeirinha teria apenas dois ou três minutos para se afastar da zona ribeirinha, devido à proximidade do equipamento, instalado a poucos quilómetros de Setúbal. Este período de tempo poderá, no entanto, aumentar para 20 a30 minutos quando forem instalados outros equipamentos de medição (bóias) ao largo da costa portuguesa, o que deverá acontecer até final deste ano, em locais ainda a definir. O projeto do dispositivo de alerta de `tsunamis´ de Setúbal foi desenvolvido pelo Centro Comum de Investigação da Comunidade Europeia, em colaboração com a Câmara Municipal de Setúbal, a Proteção Civil e a APSS. O dispositivo, que já dispõe do painel informativo com sistema de alerta no Parque Urbano de Albarquel e do equipamento de medição junto ao cais da Secil, deve incluir, também, outros equipamentos de medição ao serviço da APSS. "Aqui, em Setúbal, há apenas este ponto de recolha de dados instalado no molhe da Secil, mas a APSS dispõe de outros instrumentos de monitorização, designadamente estações meteorológicas e marégrafos", disse à Lusa Ernesto Carneiro, da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, salientando que todos estes instrumentos vão ajudar à monitorização para detetar a eventual ocorrência de um `tsunami´. "Há ainda uma rede de boias instaladas ao largo da costa que também fazem essa monitorização, o que permite a triangulação de toda essa informação e a transmissão automática para o dispositivo de alerta", acrescentou. A zona ribeirinha da cidade de Setúbal ficou totalmente destruída após o `tsunami´ que se seguiu ao sismo de 1755, tal como aconteceu na zona ribeirinha de Lisboa. De acordo com alguns estudos realizados em Portugal, um sismo idêntico ao de 1755 poderia provocar uma onda com sete metros de altura com um poder de destruição que poderia devastar o centro histórico e entrar pela cidade dentro, percorrendo uma distância estimada de cerca de 800 metros, desde a linha de costa até ao Parque do Bonfim. GR // JLG Fonte: MSN Notícias Por falar em alertas, lembrei-me do roubo do cobre que impede o correcto funcionamento dos sistemas de alertas de inundação instalados a adjacentes da principal barragem existente no Algarve… Monta-se todo o sistema mas depois rouba-se o cobre…
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::SISTEMA DE ALERTA DE TSUNAMI:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Quatro minutos é o tempo que o primeiro dispositivo de alerta testado com sucesso, em Setúbal, consegue avisar com antecedência que vem aí uma onda. Zona ribeirinha da cidade ficou totalmente destruída com o tsunami que se seguiu ao sismo de 1755. O mesmo aconteceu na zona ribeirinha de Lisboa. Portugal testou com êxito, esta quinta-feira, um dispositivo de alerta de tsunamis. A primeira instalação e teste ocorreu em Setúbal, pelas mãos dos especialistas do Centro Comum de Investigação da Comunidade Europeia, de Itália. É capaz de avisar quatro minutos antes da chegada da primeira onda. «O dispositivo de alerta foi testado hoje de manhã, com a ajuda de um simulador mecânico de tsunamis, tendo acionado de imediato o painel informativo e as sirenes do Parque Urbano de Albarquel», garantiu o líder do projeto, Alessandro Annunziato, citado pela Lusa. «Algumas pessoas que ouviram as sirenes assustaram-se e até chamaram os bombeiros, porque ainda não conheciam este sistema de alerta», acrescentou. O dispositivo de alerta «pode ser ativado de forma automática, mas também de forma manual, sempre que as autoridades considerem que é necessário proceder à evacuação do local». Como funciona? Constituído por um sistema de medição do nível do mar, instalado junto ao cais da Secil, a cerca de três quilómetros de Setúbal, e por um painel digital no Parque Urbano de Albarquel, o sistema permite avisar a população na zona ribeirinha de Setúbal com quatro minutos de antecedência em relação à chegada da primeira onda. Este intervalo de tempo de reação, de quatro minutos, poderá aumentar significativamente no futuro, com a interligação de outros dispositivos de medição do nível do mar instalados ao longo da costa portuguesa. Financiamento vem da UE, mas há outras prioridades mais imediatas Apesar do sucesso dos testes realizados em Setúbal, o líder do projeto reconheceu que ainda vai demorar algum tempo até que as zonas costeiras de Portugal e de outros países europeus beneficiem destes dispositivos. «O sistema de alerta de tsunamis é financiado pela Comissão Europeia, mas, neste momento, há outras prioridades na Europa, como o emprego», disse Alessandro Annunziato. A instalação do sistema de alerta de tsunamis em Setúbal, projeto iniciado em 2011, insere-se na estratégia europeia de investigação tendo em vista a melhoria dos mecanismos de alerta de desastres e reduzir os tempos de transmissão de alertas às populações em risco. Olhar para o passado, para melhor enfrentar o futuro Em Portugal, a entidade responsável pelo sistema nacional de alerta de tsunamis é o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que comunica todos os alertas que recebe à Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), que, por sua vez, alerta a população em risco. A zona ribeirinha da cidade de Setúbal ficou totalmente destruída após o tsunami que se seguiu ao sismo de 1755, tal como aconteceu na zona ribeirinha de Lisboa. De acordo com alguns estudos realizados em Portugal, um sismo idêntico ao de 1755 poderia provocar uma onda com sete metros de altura, que poderia destruir toda a zona do centro histórico e entrar cerca de 800 metros pela cidade dentro, até á zona do Parque do Bonfuim. Fonte: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/s...amis/alerta-tsunami-quatro-minutos-para-fugir
Não deve ser possível aumentar o tempo. Pois estamos a falar de uma força da natureza que simplesmente não a podemos mandar esperar. O tempo está extremamente depende da magnitude do sismo, da localização do epicentro e claro, da distância do mesmo aos pontos da costa. Se bem que tinha a ideia de estudos passados que davam mais tempo a Setúbal e Lisboa. No entanto isto pode requerer a finalização do sistema certamente. Para mais que não sabemos com exactidão onde ocorreu o epicentro do sismo de 1755. Simplesmente a cadência de sismos de elevada magnitude cá é muito baixa à escala humano, o que é bom pois há poucos mas é mau para este tipo de investigação e dados.
Primeiro centro de alerta precoce do País funciona no Instituto do Mar e da Atmosfera. (...) O sistema de alerta português é atualizado de cinco em cinco minutos, mas globalmente a informação demora 15 minutos. Enquadrado na rede nacional de sismómetros e marégrafos, conta com a cooperação da Direção-Geral do Território e do Instituto Hidrográfico. O equipamento, que serve para melhorar a coordenação e antecipação da Autoridade Nacional de Proteção Civil, foi pensado e criado após o tsunami que afetou a Indonésia, em 2004. (...) Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/sociedade/detalhe/alerta-de-tsunamis-demora-5-minutos Andei a procura de mais informação sobre a localização do centro e não encontrei nada, os jornais limitam-se a repetir o press release. Duvidas: Alguém sabe onde fica o centro? se em Algés ou na Sede? E será que os 15 minutos de propagação do aviso não é muito para depois ter ainda que alertar as entidades e estas terem tempo para emitir algum alerta?
Imaginando que o tsunami de 1755 demorou cerca de 30mnts a Lisboa, dá 15mnts de alerta, é melhor do que nada, mas o mais importante é o que fazer com esses 15mnts..isso tudo dependerá da articulação entre diversos meios e que infelizmente nos últimos meses tem se mostrado não muito eficaz. Já no Algarve, só deverá dar 5 minutos de alerta... Longe de ser expert na matéria mas penso que como não há localização certa para o próximo sismo que irá dar origem a tsunami com impacto no continente, logo os sismometros e bóias estão dispersas por uma grande área e isso aumenta o tempo de alerta de um tsunami, há primeiro uma análise sísmica e não é com um sismometro que se obtém a localização e magnitude de um sismo, tem que haver uma triangulacão. 2/3 minutos para confirmar localização e magnitude em primeira análise do sismo (as ondas sísmicas já terão atingido o continente, cerca de 1mnt para Lisboa). Depois deve haver a confirmação do tsunami numa ou mais bóias..mais 1/2minutos. No fundo falta é mais uns milhões para tornar as áreas suspeitas mais densas com sismometros/acelerometros/boias para reduzir mais um pouco o tempo de alerta. O Japão é o exemplo a seguir..
15 mins num país habituado a terramotos é significativo. 15 mins num país que não faz a mínima o que é experienciar um terramoto intenso é, realisticamente, irrelevante. Dependerá de muita coisa. É de dia ou de noite? É de semana ou num sábado? É no Verão ou no Inverno? Como é que a ANPC/IPMA vai avisar as pessoas? TV? Rádio? E nos locais sem eletricidade? Duvido que o aparato de segurança esteja minimamente preparado. As pessoas vão ficar atordoadas com o terramoto e respetivos danos. Poucos saberão como evacuar e o que levar. Vão começar por fazer o óbvio - avaliar as suas circunstâncias imediatas e telefonar para familiares - perdendo tempo valioso. Felizmente o litoral sul do país é relativamente pouco habitado. Mas mesmo no centro o caos é certo.