Astronomia - Seguimento 2007

Rog

Cumulonimbus
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6 Set 2006
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Pesquisa diz que galáxia anã cruzou com Via Láctea

Um grupo de astrofísicos encontrou novas evidências observáveis do cruzamento, nas proximidades do Sistema Solar, de uma corrente de estrelas pertencente à galáxia anã de Sagitário com a Via Láctea. A galáxia anã de Sagitário é um sistema estelar que viaja em torno da Via Láctea e que está em processo de completa destruição.
Os resultados desta pesquisa, da qual participaram cientistas do Instituto de Astrofísica da região espanhola da Andaluzia - Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) -, foram publicados na revista The Astrophysical Journal.

O CSIC informou hoje que o estudo fornece provas definitivas dos modelos teóricos, ao encontrar evidências observáveis que a corrente de estrelas cruza o plano galático em uma posição muito próxima ao Sistema Solar.

A pesquisa sobre Sagitário permitiu demonstrar também que o suposto satélite da Via Láctea encontrado em janeiro de 2006 na constelação de Virgem é na realidade parte de Sagitário. Esta descoberta significa que é possível esperar a presença de restos das caudas de Sagitário nas proximidades do Sol.

Suas estrelas podem ser identificadas devido a sua enorme velocidade espacial, movimentando-se em direção quase perpendicular ao plano da Via Láctea. Estas conclusões abrem uma grande oportunidade para a busca de matéria escura no Sistema Solar, já que alguns grupos de pesquisa especulam que o pedaço da corrente estelar de Sagitário que possivelmente cruza a Via Láctea deveria conter consideráveis quantidades desta matéria.

A galáxia anã de Sagitário foi descoberta por acaso, em 1994, por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Posteriormente, pesquisadores do Instituto de Astrofísica das Canárias estudaram a interação desta galáxia com a Via Láctea e demonstraram que Sagitário está em um avançado processo de desintegração.

Este processo se manifesta no desenvolvimento de uma extensa corrente de maré - rios de estrelas que se movimentam ao longo de sua órbita - que envolve a Via Láctea em uma órbita polar. Os modelos teóricos da corrente de maré de Sagitário indicam que sua cauda Norte desenha um anel fechado e se precipita, quase verticalmente, sobre o disco da Via Láctea.

A comparação da posição e estrutura de Virgem com modelos teóricos da corrente de maré de Sagitário mostram, segundo os autores, que a superdensidade de estrelas observada em Virgem é na realidade a projeção no céu da corrente de Sagitário, em sua queda sobre o disco galático e aproximando-se da região onde está o sol.

Esta constatação proporciona uma explicação natural a sua gigantesca extensão. Os autores concluem que Virgem não é uma galáxia satélite girando em torno da Via Láctea, como se anunciou em 2006, mas os restos da maré de Sagitário que se precipitam sobre o Sistema Solar.

fonte
 

Vince

Furacão
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23 Jan 2007
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Continua a gigantesca tempestade de areia e poeira em Marte, deixando a NASA apreensiva por causa dos Rovers. É que a tempestade chega a bloquear a exposição solar em 99% impedindo que as baterias dos Rovers se recarreguem.
Estas tempestades gigantes não são inéditas em Marte, já em 2001 tinha sido registada outra idêntica.

'Scary Storm' on Mars Could Doom Rovers
A giant dust storm that now covers nearly the entire southern hemisphere of Mars could permanently jeopardize the future of the Mars Exploration Rovers mission, officials told SPACE.com today.

The new and potentially bleak outlook is a stark shift from the prognosis earlier this week. Further compounding the threat to the rovers, a second large dust storm has recently appeared on the Red Planet.

The first and largest dusty squall has reduced direct sunlight to Mars' surface by nearly 99 percent, an unprecedented threat for the solar-powered rovers. If the storm keeps up and thickens with even more dust, officials fear the rovers' batteries may empty and silence the robotic explorers forever.

continua em: http://www.space.com/news/070705_dusty_rovers.html

(c) Fonte: Space.com
 

mocha

Nimbostratus
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5 Dez 2006
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Astrónomos descobrem o maior planeta do Universo
2007/08/08 | 14:08

É 20 vezes maior do que a Terra e circunda uma estrela a 1400 anos-luz.
Cientistas descobriram o maior planeta conhecido até agora, uma bola gigante constituída principalmente por hidrogénio, 20 vezes maior do que a Terra e que circunda uma estrela na Constelação de Hércules, a 1.400 anos-luz.

Os cientistas acreditam que o planeta é 1,7 vezes o diâmetro de Jupiter, o maior planeta do sistema solar, e tem uma temperatura de 1.260 graus Celsius.

«Provavelmente não existe uma superfície firme no planeta. Afundar-nos-iamos nele», disse Georgi Mandushev, um dos investigadores do Lowell Observatory e principal responsável por um artigo a anunciar a descoberta, publicado segunda-feira no Astrophysical Journal Letters.

O planeta, de baixa densidade, foi descoberto pelo Lowell Observatory em conjunto com o California Institute of Technology`s Palomar Observatory e telescópios colocados nas Ilhas Canárias, Espanha.

Os astrónomos já tinham sinalizado o novo planeta, chamado TrES-4, na Primavera de 2006, descoberta que foi confirmada mais tarde por cientistas da Universidade de Harvard e do W.M. Keck Observatory, no Havai.

Os cientistas estão ainda a trabalhar na possibilidade de existirem mais planetas na mesma constelação.

«É possível! Não sabemos o que acontece lá. É possível existir lá outro planeta, o que seria incrível», disse Mandushev.

O Lowell Observatory ficou conhecido pela descoberta, em 1930, de Plutão, recentemente «despromovido» de planeta a planeta-anão.

in Portugal Diário