Floresta portuguesa e os incêndios

Eu concordo com isso, defendo que devia existir um controlo mais apertado relativamente ao eucalipto e ao pinheiro, senão mesmo cortá-los nestas faixas, ainda que continue a dizer, não vão ser 50m que vão evitar fogos em construções que tenham debilidades relativamente a materiais inflamáveis. Agora urge, é repensar a forma como se gerem esses 50m, porque não há limitações a herbicidas, nem barreiras a quem simplesmente corta tudo. É que está em causa a diversidade das espécies e a manutenção das suas relações abióticas e bióticas, assim como o descontrolo de outras espécies. Porque não introduzir plantas rasteiras de fruto ou ornamentais? Ou até fazer uma barreira de ciprestes que são ótimos resistentes ao fogo? Deixar clareiras é que não me parece viável!

Este artigo já o publiquei aqui algures no fórum há uns tempos, e repare-se que remonta a 2009, altura em que nem sequer havia esta leis que muito apertam para umas coisas, e parecem deixar à balda outras, agora pensem o problema que se pode estar a cozinhar!
https://www.publico.pt/2009/06/07/c...ipotecar-biodiversidade-das-florestas-1385515

Enquanto o governo não legislar ao nível de toda a floresta e de forma consciente, que é algo que lhes está a faltar, o problema dos incêndios vai prevalecer com contornos algo graves. A única coisa que me parece que vai funcionar melhor este ano será a coordenação de meios, fora isso, quer-me parecer que isto é muita parra e pouca uva.
Concordo com tudo. Mas, e este é um grande mas, achas possível desenvolver, legislar e implementar essas medidas em menos de 5 meses. Estamos a falar de uma reforma da floresta Portuguesa. E para isso é preciso tempo. E tempo é o que não há entre os períodos críticos de incêndios, portanto aplica-se a legislação que já existe. Se queremos que as coisas sejam bem feitas não podemos estar à espera que sejam feitas "as três pancadas".
 
Ainda hoje, a minha mãe ouviu dizer a um vizinho que tem um terreno, situado a cerca de 500 metros da última casa, já inserido em zona de matos, de pinheiros e eucaliptos, e segundo ele mandou já lá ir um tractor com recurso a corta mato, e que agora a seguir terá de vir uma retroescavadora, e acima de tudo queixava-se que vai gastar muito dinheiro, se isto não é desinformação, e muito medo, não sei o que será então, isto para cortar apenas uns silvados.
 
Concordo com tudo. Mas, e este é um grande mas, achas possível desenvolver, legislar e implementar essas medidas em menos de 5 meses. Estamos a falar de uma reforma da floresta Portuguesa. E para isso é preciso tempo. E tempo é o que não há entre os períodos críticos de incêndios, portanto aplica-se a legislação que já existe. Se queremos que as coisas sejam bem feitas não podemos estar à espera que sejam feitas "as três pancadas".

Tudo bem Roma e Pavia não foram feitos num dia e não foi essa a mensagem que quis passar, obviamente que a reforma da floresta não pode ser feita em 5 meses, mas recorde-se que o governo só se tem focado sobretudo na floresta e gestão de combustível ao redor das casas e aglomerados populacionais por isso, considero isto um foco de atuação relativamente curto (não desprezando o trabalho árduo que está a decorrer na sua implementação, por mais incorreta que possa ser), e que como tal devia estar melhor planeado do ponto de vista científico, afinal não era esse um dos objetivos do trabalho do eng. Tiago Oliveira? E já que referes aí o termo "às três pancadas", pois bem, parece-me que é o sintoma que estas leis refletem. Aliás foi algo feito tão às três pancadas, que o próprio governo logo no início se atrapalhou todo e veio dar mais tarde o dito por não dito relativamente ao corte radical destas áreas de 50m e afins. Tratou-se de algo que o governo quis fazer de imediato para conter os ânimos e que na minha opinião constituem muitas lacunas como já temos vindo a comentar neste tópico, ainda assim é melhor que o que estava... Deste modo é evidente que terás a tua razão, porque quando com medidas aparentemente simples existem lacunas, como seria se já se estivesse a planear o resto, mas eu nem discuto isso.

Relativamente às minhas sugestões que dei em cima, penso que seriam escusadas, se a lei tivesse sido implementada de outra forma, alertando para as questões de defesa ambiental, coisa complicada de incutir neste país infelizmente. É que o incentivo foi na prática amedrontar as pessoas, "ou limpas ou pagas uma multa" assim como "quanto mais limpares menos probabilidade tens de pagar uma multa", o que na minha opinião levou e está a levar a exageros. Creio que a situação poderia estar diferente se a lei tivesse como um dos postulado a defesa do ambiente e a sua divulgação neste âmbito, apelando que se cortassem as coisas conscientemente e advertindo para os impactos negativos que isso poderia causar no caso de se fazer um abate excessivo. Não sei ao certo o que foi destacado nas ações de sensibilização, mas porque não foi criado um guia de espécies de interesse à nossa floresta e divulgado, seria assim tão trabalhoso? Estas coisas que refiro iriam provavelmente acordar alguns para estes problemas. Legislar relativamente a herbicidas, reconheço que seria algo complicado, ou melhor o estado nem se quer estava para se meter nessa guerra, uma vez que surgiria um grande descontentamento por parte dos proprietários, já que nem tão pouco está para dar apoios à limpeza dos terrenos, e como o dinheiro é infelizmente o motor de várias ações do homem, nem vale a pena entrar nesta discussão. Da mesma forma que o estado não está para legislar acerca do reaproveitamento destes espaços porque seria obrigado a dar incentivos monetários. No entanto eles mais tarde ou mais cedo vão ser confrontados com esta questão devido aos famosos distanciamentos entre copas, porque quem é que está para andar a limpar várias vezes ao ano, sem qualquer incentivo? Ainda no que toca a isto do reaproveitamento, também não me parecia ser algo assim tão complicado se o estado junto das autarquias tivesse dinamizado campanhas de implementação e fornecimento de espécies úteis aos nossos ecossistemas e ao retardamento dos incêndios, cada uma faria uma requisição justificada do que precisaria, acho que infelizmente o estado gasta dinheiro em coisas mais fúteis do que propriamente com isto.

Em todo o caso cada proprietário é que saberá o que quer, até porque o estado não vai indemnizar quem devido as estas leis perdeu a produtividade, ou seja cabe a cada um decidir se quer que a sua propriedade passe a ter algum sentido e rendimento e seja sustentável e ecológica (que são conceitos que não existem para a maioria), ou se deseja que seja mais um monte de terra plantado ao sol, no qual de x em x tempo, gasta uns trocados para colocar herbicida... Não seria melhor reutilizar esses solos de outra forma, para quem ainda tem hipóteses de o fazer e assim proteger mais o ambiente?

Rematando este assunto e regressando à ideia inicial, evidente que é impossível atuar em todas as áreas da floresta neste curto espaço de tempo, mas receio que nos anos seguintes, estas políticas se fiquem por aqui, o que seria continuar a condenar a floresta ao abandono e à falta de planeamento. Espero que esse recurso à legislação que já existe termine em breve, e que estas leis recentes sejam reformuladas, porque do meu ponto de vista não é o caminho certo a seguir para as nossas florestas.
 
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Estão lançadas as bases para os terríveis fogos que devem acontecer lá para 2030... Isto claro se continuar tudo igual.

Fogos de 2017 não foram “o pior” que pode acontecer

A possibilidade de arderem 500 mil hectares num único ano em Portugal deixou de ser hipótese académica no ano passado. O autor desse cenário traça um novo patamar: 750 mil hectares perdidos num ano

Em 2009, Mark Beighley admitiu que Portugal haveria de enfrentar um ano de incêndios tão dramático que 500 hectares da sua área florestal desapareceriam. O número foi encarado com ceticismo. Pelo menos, até chegarmos a 2017 e essa marca ter sido atingida. Esse “ano dramático” obrigou o norte-americano, especialista em incêndios, a criar uma nova categoria: “Céus Negros”, o equivalente a um ano em que o país perca 750 mil hectares de floresta, área agrícola e arbusto — sem estimativas quanto à perda de vidas humanas. “Portugal entrou numa nova era de fogo” e, “sem uma intervenção séria e imediata, o país pode esperar pior do que aquilo que aconteceu” no ano passado, alerta Beighley.

https://observador.pt/2018/04/19/fogos-de-2017-nao-foram-o-pior-que-pode-acontecer/
 
Estão lançadas as bases para os terríveis fogos que devem acontecer lá para 2030... Isto claro se continuar tudo igual.



https://observador.pt/2018/04/19/fogos-de-2017-nao-foram-o-pior-que-pode-acontecer/
Pois simplesmente não pode continuar tudo igual, seja qual for o gov, ministro, ou actores no combate e prevenção de incêndios. Com erros ou não as coisas têm de começar a mudar, pois este vai ser um processo longo que não se faz em um ou dois anos.
 
Estão lançadas as bases para os terríveis fogos que devem acontecer lá para 2030... Isto claro se continuar tudo igual.



https://observador.pt/2018/04/19/fogos-de-2017-nao-foram-o-pior-que-pode-acontecer/
Pois simplesmente não pode continuar tudo igual, seja qual for o gov, ministro, ou actores no combate e prevenção de incêndios. Com erros ou não as coisas têm de começar a mudar, pois este vai ser um processo longo que não se faz em um ou dois anos.


E talvez estejamos a começar da pior maneira! Ele acha que sim, e eu também acho!!

Mark Beighley diz:

Linha de telefone anónima

O relatório defende a criação de uma linha telefónica, em que seja possível reportar de forma anónima suspeitas de comportamentos incendiários.Nomeadamente queimadas! Esta sugestão surge na sequência de entrevistas feitas em algumas aldeias, onde o silêncio impera.

Limpezas "agressivas"

É criticada a má resposta das centrais de biomassa para queimar os 130 mil hectares de mato, que "Portugal está agressivamente a cortar".


Estruturas desadequadas

A legislação feita desde 2000 não travou o aumento de fogos e área ardida. Para o especialista, as alterações no setor, feitas em 2006, mostram que a Proteção Civil "não soube acompanhar o crescimento do problemas dos incêndios nas áreas rurais".

As criticas ao nossos bombeiros discordo totalmente, não se fazem bons rescaldos em Portugal não por falta de conhecimento ou vontade, mas por falta de tempo para os mesmos!
 
E talvez estejamos a começar da pior maneira! Ele acha que sim, e eu também acho!!

Mark Beighley diz:

Linha de telefone anónima

O relatório defende a criação de uma linha telefónica, em que seja possível reportar de forma anónima suspeitas de comportamentos incendiários.Nomeadamente queimadas! Esta sugestão surge na sequência de entrevistas feitas em algumas aldeias, onde o silêncio impera.

Limpezas "agressivas"

É criticada a má resposta das centrais de biomassa para queimar os 130 mil hectares de mato, que "Portugal está agressivamente a cortar".


Estruturas desadequadas

A legislação feita desde 2000 não travou o aumento de fogos e área ardida. Para o especialista, as alterações no setor, feitas em 2006, mostram que a Proteção Civil "não soube acompanhar o crescimento do problemas dos incêndios nas áreas rurais".

As criticas ao nossos bombeiros discordo totalmente, não se fazem bons rescaldos em Portugal não por falta de conhecimento ou vontade, mas por falta de tempo para os mesmos!
Pois eu não acho nada que não sou técnico. Já disse o que pensava.
 
Pois eu não acho nada que não sou técnico. Já disse o que pensava.

Claro que sim Luis, e eu respeito! Acredita que quero muito que que no final do Verão tenhas toda a razão, mesmo achando que não se está a fazer as coisas certas, também acho que alguma coisa teria que ser feita! Vou aguardar ,a única coisa que quero é no fim poder bater :palmas:, e dizer que estava errado! ;) Um abraço
 
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Claro que sim Luis, e eu respeito! Acredita que quero muito que que no final do Verão tenhas toda a razão, mesmo achando que não se está a fazer as coisas certas, também acho que alguma coisa teria que ser feita! Vou aguardar e única coisa que quero é no fim poder bater :palmas:, e dizer que estava errado! ;) Um abraço
Isto para mim não é uma questão de estar certo ou errado. É muito complicado implementar políticas neste sector seja com que governo for. Vê-se bem o comportamento criminoso e generalizado do nosso povo com queimadas seja em que dia for, esteja tempo seco, chuva, vento ou o que for... muitas vezes corre mal, e tem tudo para correr mal infelizmente. Com o comportamento criminoso desta gente a juntar aos criminosos da indústria do fogo tem tudo para dar errado!
 
Tenho 38 anos , e todos os anos a história é a mesma , este ano não acredito que vá ser diferente, porque mais uma vez o que esta a fazer não vai resolver nada! É apenas politiquice igual a tantas outras que vi depois de 2003 ou 2005! Todos ganham com a indústria do fogo, menos o Ze povinho!

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1 milhão de árvores ardidas em leilão

Depois de duas primeiras hastas públicas sem grande adesão, o Estado tenta vender na próxima semana a madeira afetada pelos incêndios em matas nacionais e baldios. A expectativa é arrecadar 25 a 35 milhões.

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É o vai ou racha para a floresta do Estado afetada pelos incêndios de 2017, em particular pelos grandes fogos de outubro. Depois de duas hastas públicas praticamente sem ofertas, e numa altura em que foram tornadas públicas suspeitas em torno de uma concertação entre madeireiros e empresas para condicionar a venda da madeira, o Estado torna a realizar um leilão na próxima quinta-feira. Ao todo, revelam os mapas de lotes que poderão ser licitados e que o SOL analisou, os terrenos do Estado abrangem 1.214.726 de árvores, dos quais a esmagadora maioria – 1169870 – são árvores afetadas pelos incêndios. As restantes são troncos verdes ou, por exemplo, partidos.

Uma reportagem da TVI divulgada há uma semana denunciou um acordo entre empresários para não só originar vários focos de incêndio no Pinhal de Leiria mas também para fazer baixar os preços nas vendas posteriores de madeira, inclusive quando chegasse a hora de o Estado colocar no mercado os seus lotes. Segundo a mesma reportagem, na primeira hasta pública foram apenas vendidos dois talhões, que tornaram a ser colocados à venda na segunda hasta pública, sendo um deles vendido por um preço inferior.

https://sol.sapo.pt/artigo/609256/1-milhao-de-arvores-ardidas-em-leilao
 
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Esta semana fui dar mais uma caminhada, e como já cheguei aqui a referir o caso de um montado, que antes era muito rico em flora apícola, como rosmaninho, urze, e para além desta importancia protegiam estes terrenos com declive acentuado, da elevada erosão.
Agora fora do perímetro privado da tal quinta, ainda se encontra umas boas manchas de rosmaninho, muito verdejante, devido á chuva, e já em plena floração, fornecendo um óptimo néctar ás abelhas.

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A abrótea da primavera também está em plena floração.

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Mulher morre em queimada em Peso da Régua.
Vítima tinha 56 anos e não conseguiu escapar às chamas, em Vinhós. correio da manha

Já o JN diz que é uma mulher com 84 anos, seja qual for a idade este ano tem sido uma desgraça em relação a queimadas que terminam mal.
:sad::disgust:

Já agora ontem tinha um incêndio perto de Laundos que acabou por voltar agora, vejo fumo no mesmo sitio de ontem, também vejo um para o lado de Rates, o que mais me intriga é que o ano passado estes dois sítios também iam ardendo umas vezes com mais intensidade outras com menos, seja lá quem for que os anda a colocar ainda não conseguiu o seu objetivo.:angry::disgust:
 
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A lei da limpeza quem não limpa é multado, leva a isso. Até ao Verão, mais uns quantos vão morrer em queimadas. Porque a lei, só preocupa-se com o dinheiro, com as multas e as pessoas sem recursos, com incapacidade fazem na mesma com o medo das multas.

No ano passado morreram por falta de assistência, este ano morrem por falta de incapacidade, se não fizerem levam com a multa.

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Hoje, vi uma limpeza radical dum terreno, aquilo sim, mais ninguém vai dizer que não limpam o terreno, a pessoa está emigrada e nem todos os anos vem cá, foi informada que tinha que limpar o terreno senão ia ser multada, a mesma mandou limpar o terreno e que limpeza que arracavam alfarrobeiras, oliveiras no terreno e agora está o terreno todo limpo.

Assim, já ninguém vai multar, aliás a própria lei devia dizer arranquem as árvores pela raiz e tudo será resolvido. :rolleyes:

Já, não é a 1ª vez que vejo no Algarve, um terreno com uma limpeza radical. :rolleyes: Assim vai, a destruição da floresta pelo país fora. :lol:

Um facto curioso, aqui onde eu moro, em Janeiro, a junta limpou as ervas que andavam aqui à volta, deviam pensar que a erva não crescia mais, resultado estamos no final de Abril e as ervas têm cerca de 2 metros e com tendência para crescer mais, se isto não é a burrice e vão gastar mais dinheiro para mandarem limpar.
 
A lei da limpeza quem não limpa é multado, leva a isso. Até ao Verão, mais uns quantos vão morrer em queimadas. Porque a lei, só preocupa-se com o dinheiro, com as multas e as pessoas sem recursos, com incapacidade fazem na mesma com o medo das multas.

No ano passado morreram por falta de assistência, este ano morrem por falta de incapacidade, se não fizerem levam com a multa.

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Hoje, vi uma limpeza radical dum terreno, aquilo sim, mais ninguém vai dizer que não limpam o terreno, a pessoa está emigrada e nem todos os anos vem cá, foi informada que tinha que limpar o terreno senão ia ser multada, a mesma mandou limpar o terreno e que limpeza que arracavam alfarrobeiras, oliveiras no terreno e agora está o terreno todo limpo.

Assim, já ninguém vai multar, aliás a própria lei devia dizer arranquem as árvores pela raiz e tudo será resolvido. :rolleyes:

Já, não é a 1ª vez que vejo no Algarve, um terreno com uma limpeza radical. :rolleyes: Assim vai, a destruição da floresta pelo país fora. :lol:

Um facto curioso, aqui onde eu moro, em Janeiro, a junta limpou as ervas que andavam aqui à volta, deviam pensar que a erva não crescia mais, resultado estamos no final de Abril e as ervas têm cerca de 2 metros e com tendência para crescer mais, se isto não é a burrice e vão gastar mais dinheiro para mandarem limpar.

É verdade já foi cerca de 3 mortes, assim que me lembro em pouco tempo, todas carbonizadas devido ao fogo que se descontrolou, todo o cuidado é sempre pouco, até porque usar o fogo agora, com temperaturas acima de 25 ºC, não é tarefa fácil.

Pois assim com essa limpeza radical, já não vair arder mais nada, eu só não sei é o que passa na cabeça dessas pessoas ao mandar fazer tal trabalho.
Tenho aqui um vizinho que continua muito amendrontado com as multas, e no inicio desta semana contratou um grua e dois trabalhadores para cortar os cedros a meia altura, isto a cerca de 6 metros de altura, em relação á estrada, foram mais de 40, e deu para mais de 8 horas de trabalho, e outras tantas horas para destroçar a lenha e retirada da ramagem, que deu vários reboques,e que ainda está para queimar, cortou apenas os cedros que estavam mais próximos da estrada, mas o que estão mais próximos de casa, e com a ramagem em cima da garagem ficaram intactos. Eu só de olhar agora para aqueles cedros, que tem como função o suporte de uma encosta, até me dá arrepios, todos decapitados.

Assim por alto, pelas contas que fiz, não lhe chegou 500 €.