Floresta portuguesa e os incêndios

Tópico em 'Biosfera e Atmosfera' iniciado por frederico 20 Jul 2010 às 22:23.

  1. PedroNTSantos

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    Cumulus

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    A lei não manda, mas a mensagem que o primeiro-ministro passou, e foi amplamente propagada pela comunicação social, foi precisamente essa. Ora a maioria das pessoas informa-se pela TVI ou lendo o "Diário da República", pergunto eu?!
    Não quero aqui entrar em guerras políticas, e admito que há medidas que me parecem amplamente positivas como a de criar mecanismos de proteção/evacuação das aldeias e das pessoas, idosas e isoladas, que lá (ainda) moram. Ainda em relação à limpeza, reconheço que há autarquias (câmaras e juntas de freguesia), de esquerda e de direita, que têm realizado dezenas de sessões de esclarecimento sobre o assunto.

    Sobre o que falta fazer...Olha, na minha opinião, muita coisa, mas começaria por reconstruir os serviços florestais que sucessivos governos, de diferentes cores políticas, destruíram. Sem serviços florestais, no terreno, e não apenas na secretaria, não há forma de implementar uma política florestal. Depois ter a coragem política suficiente para assumir que o problema dos incêndios começa no desordenamento do país, no despovoamento do interior e que isso são problemas que levam gerações a ser minorados.

    No entretanto, repito, pior que nada fazer é fazer coisas erradas e à pressa. Cortar árvores de forma aleatória, acabando com zonas de ensombramento em zonas de folhosas, potencia ainda mais o crescimento de matagais, não resolve o problema, mas agrava-o. Pergunto eu: quantas pessoas, depois de terem gasto milhares para limpar os terrenos, o farão novamente antes do Verão para cortar os matos que esta primavera chuvosa ainda irá fazer crescer daqui até lá?
     
  2. ClaudiaRM

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    Apesar de eu viver em meio urbano e não ter qualquer ligação (terrenos, casa, etc) no meio rural/florestal, e possivelmente por ter senha de acesso ao portal das finanças, recebi, em Fevereiro, um e email da autoridade tributária com orientações bastante claras e precisas. Apesar de nada daquilo me dizer directamente respeito, li atentamente e achei que era explícito. Ao contrário do que dizes, não basta ler. É preciso ler e ser capaz de interpretar. Felizmente, o número de pessoas que não são capazes de ler é cada vez mais diminuto. Infelizmente, o número de pessoas capazes de interpretar, nem por isso. Só assim se entende que daquilo que recebi por email se tenha entendido que é para cortar a eito. Dito isto, não faço ideia se as directrizes a que me refiro são ou não as correctas. Não entendo absolutamente nada do assunto.
     
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  3. dahon

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    Nimbostratus

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    Felizmente a câmara de Viseu em conjunto com a GNR, os bombeiros e a protecção civil fez ações de exclarecimento em todas as freguesias do concelho.
    E é com agrado que tenho visto as limpezas serem feitas minimamente de acordo com as leis.
    Além disso, graças a esta lei convenci o meu avô a cortar os pinheiros todos que tinha num pinhal nas proximidades de habitações e plantar castanheiros.
     
  4. luismeteo3

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    Quando eu disse basta ler, não era propriamente a lei. Para isso estão as autoridades, Câmara Municipal, GNR, Protecção Civil. Mas aqui na Câmara da Batalha foi distribuído um folheto muito explícito sobre o assunto... não sei se nas outras Câmaras tb foi.
     
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  5. luismeteo3

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    Super Célula

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    Fatima
    Mas querias que depois de tudo o que aconteceu, todos os mortos, o colapso de todas as estruturas do estado, etc, continuasse tudo na mesma??? Pelo amor de Deus! Tem de se começar a agir, nem que seja a cometer erros!
     
  6. ClaudiaRM

    ClaudiaRM
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    Ainda assim, é preciso que se saiba interpretar o que se lê.
     
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  7. algarvio1980

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    Ora, aí está uma medida em que ninguém limpa nada e será que o governo todo poderoso, vai multar o proprietário sem meios financeiros para o fazer vai ser multado e a IP passará impune, o que não falta é matagal para limpar nas bermas da estrada. Na 125, existe um ribeiro que aquilo não é limpo há 15 anos, tem canavial, tem mato tem tudo e mais alguma coisa. Então, se for para estradas com menos movimento então aí é que é a desgraça completa. :rolleyes: Porque, o governo só pensa no dinheiro em multar os proprietários e o que é do Estado é que é uma verdadeira tragédia, as estradas não são limpas e nada acontecerá, porque o Estado não irá multar o próprio Estado, mas sim o proprietário sem recursos. :rolleyes:

    Não tivesse chovido em Março e até agora em Abril, a situação já era caótica e com as temperaturas previstas até 6ª feira, haveria certamente incêndios devido a estar tudo em ponto de bala e sem meios aéreos. A salvação, é que choveu senão a situação era bem grave se não houvesse meios aéreos. :rolleyes:
     
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  8. luismeteo3

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    Eu não sei como foi aí, mas os folhetos que a Câmara da Batalha distribuiu vêm com esquemas muito esclarecedores. Até um velhote que não saiba ler entende. A GNR e a protecção civil também esclarece.
     
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  9. criz0r

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    Concordo. Por experiência própria, tive de entrar em contacto no passado mês de Fevereiro com a C.M de Gavião a solicitar ajuda para a limpeza dos terrenos da família, visto que não tenho tractores, corta relvas e maquinaria do género. Mais grave, os Eucaliptos (como é normal) estão a rebentar com uma força descomunal. Aguardemos pelos próximos 15 anos.
     
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  10. PedroNTSantos

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    Confesso que não tenho vontade de prolongar a troca de ideias contigo, não por não achar interessante a troca de ideias ou por menor consideração pelos teus pontos de vista, mas apenas porque acho que já ficou suficientemente claro o que cada um de nós pensa sobre o assunto. Ainda assim, como última resposta e para esclarecer eventuais equívocos:
    1. Em nenhuma das minhas mensagens advoguei a inacção do Estado; pelo contrário, defendi uma autêntica "revolução": refazer os Serviços Florestais do próprio estado;
    2. Em nenhuma das minhas mensagens defendi que não fosse feita a limpeza de terrenos, nomeadamente à volta de casas ou na criação de faixas de contenção em redor de certas povoações; apenas critiquei, e critico, a forma como, na prática, esta limpeza está a ser implementada em certos locais e que, na prática, a prazo, apenas agravará o problema pois promoverá o desenvolvimento de coberto arbustivo que mais facilmente pode promover o propagar de incêndios; para além de facilitar a expansão de espécies invasoras, com gravíssimas consequências a nível ambiental e económico;
    3. Precisamente por respeito a todos os que morreram todas as medidas implementadas deveriam ser bem ponderadas nas suas consequências, não cedendo ao populismo e à demagogia.

    Cá estaremos nos próximos anos a avaliar o quão comprometido com uma mudança está o país e estão os portugueses, todos, não apenas os políticos.
     
  11. Mr. Neves

    Mr. Neves
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    A verdade é que eu vejo cada vez mais clareiras por aí. A lei pode até ser clara, mas muito sinceramente duvido que haja por muita gente a cumprir à risca, ou julgam que há muitos que estão para se dar ao trabalho de andar a fazer medições exaustivas entre árvores, tamanho de arbustos, ervas etc?? A falta de formação científica é geral e a falta de dois dedos de testa também é abismal, e não esqueçamos que a população está envelhecida, por isso grande parte das propriedades pertence a mentes que serão na sua maioria obscuras relativamente a estes temas. Muitos nem saberão distinguir espécies de árvores e arbustos, é colocar uma máquina qualquer e que se faça dali um extermínio completo, já para não falar nos que usam herbicida, que é sempre uma decisão extremamente ecológica:rolleyes:. Isto pode ter repercussões gravíssimas nos ecossistemas se pensarmos na extensão destas áreas, é que 50m de exterminação radical multiplicados por toda a área nacional é muita coisa ainda. A destruição das relações bióticas pode ser grave, poderemos até ter um aumento a longo prazo de determinadas pragas de insetos, por falência de algumas espécies. Estes 50m de descontinuidade julgo que não vão impedir que ocorram incêndios nas casas; quando os incêndios por meios convectivos têm capacidade de produzir rajadas fortíssimas, de que valem 50m se as casas, barracões e afins se possuírem debilidades em termos de materiais inflamáveis? Ainda relativamente a isto das casas e dos incêndios, há algo que a mim me faz muita confusão, que é o facto das câmaras licenciarem construções junto de zonas de grande extensão florestal, se por um lado se aceita deliberadamente que essas pessoas corram riscos relativamente aos incêndios, por outro lado está-se a invadir e hipotecar uma parte daquele ecossistema, invasão essa que é ainda ampliada pela limpeza a que os proprietários dos terrenos circundantes ficam obrigados a fazer, especialmente se decidirem cortar tudo quanto seja verde.

    A limpeza será importante para evitar situações mais críticas, mas não é de todo a solução do problema, até porque julgo que se continua a pensar na floresta de uma forma muito particular e localizada e não como um todo no qual deveria haver uma gestão coerente e pensada. As faixas de descontinuidade florestal deveriam ser pensadas, sim, mas no sentido de se criarem estradões e outras passagens úteis à circulação dos bombeiros, mas de uma forma que permitisse minimizar os impactos ambientais, só que isto é algo no qual o governo não se quer meter, pois teria que reembolsar os proprietários e ter equipas localmente a estudar os terrenos. E isto vem na sequência daquilo que me parece ser um ponto no qual as leis pecam, porque até 50m das habitações é preciso intervir o mais possível, ao ponto de até ter sido passada a ideia a alguns de que teria que se cortar tudo, e como ficam as restantes áreas fora dos 50m? Corrijam-me por favor se estiver errado, mas o que interpretei da lei é que essas zonas ficam inseridas dentro das áreas dos 100m em torno dos aglomerados populacionais e/ou sob tutela dos planos de defesa florestal das câmaras municipais. Ou seja, não há legislação específica para o resto da floresta:D, muito menos como se deve proceder à sua gestão de combustível, ou ao controlo de espécies e inserção de outras. Veremos de facto o que os munícipios vão fazer, mas palpita-me que isto não vai correr muito bem, até porque esta questão dos planos de defesa intermunicipais já não é de agora e viu-se que efeitos surtiu no passado. Em todo o caso, como é possível o estado manter ou deixar proliferar no resto da floresta determinadas espécies que podem ser nefastas, quer pelas suas características quer pela sua abundância? Citem-se as invasoras (especialmente acácias), o eucalipto (e condenem-me, mas eu ao contrário de muitos continuo a ter uma opinião negativa relativamente a esta árvore, ao contrário do sr. eng. Tiago Oliveira, que até veio dizer recentemente que não há problema nenhum dos eucaliptos ardidos estarem a rebentar, esqueceu-se é que no futuro vão sair aos 2 e 3 eucaliptos, em vez de um só), e mesmo os próprios pinheiros e outras espécies do estrato arbustivo.Ora então porque não fazer um controlo gradual e especifico destas espécies nas restantes áreas onde se encontrem em excesso e introduzir outras autóctones que possam ser mais úteis ao nosso tipo de floresta e às populações de seres vivos residentes? Limitar a plantação de uma determinada espécie agora não basta, como é o caso dos eucaliptos, isto porque afinal de contas, continuamos a ter uma mancha muito grande desta árvore. A conclusão que tiro quanto a isto é que deviam existir leis mais incisivas relativamente às restantes áreas florestais e não me parecem existir, claro que haverá determinadas particularidades que só os municípios saberão avaliar, mas penso que isto vai permitir as câmaras andarem muito à deriva.

    Não quero que isto pareça uma crónica de conspiração quanto ao eng. Tiago Oliveira, até porque não tenho as suas habilitações no tema e nem gosto de criticar o que não sei, mas a verdade é que até ao momento, pouco o vi a falar relativamente à floresta, mas sim sobre o SIRESP, bombeiros, proteção civil etc etc, que não sendo menos importante, não confere avanços do ponto de vista das florestas, pelo que anseio profundamente ver os resultados do seu trabalho neste último parâmetro, que para já me parecem muito circunscritos.

    Ainda relativamente a alguns artigos que têm por aí circulado no que respeita à distância entre copas das árvores nas áreas de 50m, bom creio que de facto estas distâncias sejam algo exageradas especialmente no que toca a eucalipto e pinheiro e à nem sequer referência das acácias (que pela lei podem proliferar à vontade:rolleyes:), veremos se efetivamente esta medida não vai ser uma bomba-relógio, porque vai implicar gastar dinheiro várias vezes ao ano na sua limpeza (e será que os proprietários o têm?), já que a luz solar vai potenciar o crescimento do estrato arbustivo e herbáceo, não esqueçamos que esta lei é líder no mundo, não há nenhum país a legislar tamanhas distâncias;). De acordo com o que o eng.Tiago Oliveira veio também dizer, muito raramente temos propagação de fogo por copas, mas sim pelas ervas e arbusto, ora esta lei até parece ir contra as suas ideias:D.
     
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    #1526 Mr. Neves, 18 Abr 2018 às 00:01
    Última edição: 18 Abr 2018 às 03:02
    joselamego e Ricardo Carvalho gostaram disto.
  12. dahon

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    Na minha opinião acho que a lei peca por defeito no que diz respeito ao pinheiro bravo e eucalipto. Para mim dentro dos 50m não deviria ser permitida a existência destas espécies. Eventualmente as acacias deveriam também ser incluídas nesta restrição. Isto claro com o insensitivo e apoio para a plantação de espécies folhosas autóctones.
    Infelizmente em Viseu o tipo de árvore que mais se encontra próximo das casa é o pinheiro bravo, Por isso entre ter os pinheiros em redor da minha casa ou uma clareira de 50m eu prefiro a clareira.
     
  13. Ricardo Carvalho

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  14. Davidmpb

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    Incêndios: Municípios de Portalegre querem lançar projeto de 2ME na Serra de S. Mamede

    Quatro municípios do distrito de Portalegre querem lançar um projeto de prevenção de incêndios no Parque Natural da Serra de São Mamede (PNSSM), que envolva também a recuperação e valorização de habitats e espaços florestais.



    Prevendo um investimento de dois milhões de euros, o projeto de âmbito intermunicipal, já apresentado ao Governo, reúne as câmaras municipais de Portalegre, Arronches, Castelo de Vide e Marvão, bem como o contributo do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

    "A nossa preocupação conjunta e a nossa consciência levaram-nos a tomar esta medida, pois consideramos que o PNSSM não pode ficar só pela área da prevenção dos incêndios", justificou hoje a presidente da Câmara de Portalegre, Adelaide Teixeira, em declarações à agência Lusa.

    Com uma vertente transfronteiriça, uma vez que o parque natural é constituído por uma área total de 56 mil hectares e está situado junto à fronteira, o projeto já foi apresentado pelos autarcas do Alto Alentejo à secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos.

    Os quatro municípios pretendem, agora, candidatar o projeto a financiamento, ao abrigo do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR).

    "O trabalho foi muito bem aceite na secretaria de Estado, pois vai de encontro com aquilo que o Estado também pretende, que seja algo que não fique pela gestão, agora, mas que seja contínuo, pois os ciclos vegetativos não param", sublinhou.

    O Parque Natural da Serra de São Mamede, que no passado já foi fustigado por incêndios, é constituído, na maioria, por áreas privadas.

    O projeto de "prevenção estrutural", segundo a autarca, reúne um conjunto de intervenções em locais estratégicos para a gestão da carga de combustível, salvaguarda de áreas de vegetação com elevado valor para a conservação da natureza, identificação dos proprietários das áreas de maior risco e construção e beneficiação da rede de aceiros, caminhos e pontos de água de acordo com os planos municipais de defesa contra incêndios.

    A iniciativa prevê também a proteção e recuperação da vegetação arbórea autóctone com elevado valor ecológico, povoamentos para repor o coberto vegetal arbóreo e valorizar áreas de bosques e povoamentos mistos, além da criação de um programa de educação ambiental para alunos do ensino básico, em parceria com o PNSSM.

    Como medidas complementares, os quatro municípios pretendem lançar um plano de cooperação transfronteiriço, que garanta o "reforço da capacidade operacional" e melhores soluções na prevenção e combate em Portugal e Espanha.

    Para a mesma zona, está ainda projetada a instalação de uma central de valorização de biomassa, uma proposta do município de Portalegre para "ajudar a garantir" o escoamento e a valorização energética do material resultante da limpeza e tratamentos a realizar nas matas.
    https://www.dn.pt/lusa/interior/inc...jeto-de-2me-na-serra-de-s-mamede-9268757.html
     
    joselamego, Pedro1993 e luismeteo3 gostaram disto.
  15. Mr. Neves

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    Eu concordo com isso, defendo que devia existir um controlo mais apertado relativamente ao eucalipto e ao pinheiro, senão mesmo cortá-los nestas faixas, ainda que continue a dizer, não vão ser 50m que vão evitar fogos em construções que tenham debilidades relativamente a materiais inflamáveis. Agora urge, é repensar a forma como se gerem esses 50m, porque não há limitações a herbicidas, nem barreiras a quem simplesmente corta tudo. É que está em causa a diversidade das espécies e a manutenção das suas relações abióticas e bióticas, assim como o descontrolo de outras espécies. Porque não introduzir plantas rasteiras de fruto ou ornamentais? Ou até fazer uma barreira de ciprestes que são ótimos resistentes ao fogo? Deixar clareiras é que não me parece viável!

    Este artigo já o publiquei aqui algures no fórum há uns tempos, e repare-se que remonta a 2009, altura em que nem sequer havia estas leis que muito apertam para umas coisas, e parecem deixar à balda outras, agora pensem o problema que se pode estar a cozinhar!
    https://www.publico.pt/2009/06/07/c...ipotecar-biodiversidade-das-florestas-1385515

    Enquanto o governo não legislar ao nível de toda a floresta e de forma consciente, que é algo que lhes está a faltar, o problema dos incêndios vai prevalecer com contornos algo graves. A única coisa que me parece que vai funcionar melhor este ano será a coordenação de meios, fora isso, quer-me parecer que isto é muita parra e pouca uva.
     
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    #1530 Mr. Neves, 18 Abr 2018 às 19:16
    Última edição: 18 Abr 2018 às 23:16
    joselamego gostou disto.

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