Floresta portuguesa e os incêndios

Concordo que estejas a deixar-te levar pelas emoções. No ano passado, nos incêndios de Arouca e da Madeira, também foi um grupo terrorista que resolveu fazer um plano maquiavélico?
E no fatídico ano de 2003?
Eu sei que é psicologicamente destrutivo ver tanta área ardida (infelizmente, sei bem o que isso é) mas na minha opinião tens que ter mais cautela nas afirmações e nas teorias que fazes (não leves a mal). ;)
O meu registo seguiu para as autoridades competentes. Conheço toda aquela região a pente fino e acredita que sei do que estou a falar. Não tenho por hábito falar só por falar e é por essa razão que tenho a certeza absoluta que houve mão criminosa em Mação e Gavião . O resto não sei.

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É interessante ler as "opiniões" de alguns membros, sempre a insistir na "teoria" vigente, é que convém lembrar que é também apenas uma teoria, faz-me sempre a pensar na máxima: se repetirmos uma mentira muitas vezes ela tornar-se-à numa verdade.
Logo que alguém refere o termo "terrorista", faz observações sobre a origem das ignições no país, e rápidamente vem uma enchorrada de mais opiniões, gráficos, que clara provam ZERO.
Alguém aqui trabalha para o Soros?;)

Peço lhe então, se me é permitido e se as possui, que apresente provas, ou Factos como lhes gosta de chamar que comprovem a sua "teoria". Caso contrario está apenas a alimentar teorias da conspiração ocas de conteúdo...

Confesso que não percebi essa ligação ao Soros...
 
Concordo com o que dizes em certa parte, no entanto e de acordo com o que eu vivi,assisti, presenciei e registei, a razia de floresta ardida desde Mação a Gavião foi puro crime organizado.
Não é possivel uma projeção ter desencadeado 3 focos de incêndio na margem do Tejo que ainda não tinha ardido. Tenho o registo fotográfico a partir do miradouro de Gavião. Isto ultrapassa a indústria do papel, a Piromania ou mesmo da madeira. Vai muito além do que nos é possível imaginar. Claro que para quem não quer sequer imaginar tudo isto é teorias da conspiração mas não, eu sei que custa mas não existem 10 milhões de negligentes. O Turismo nacional está a ser severamente afectado numa altura em que o bom aluno Portugal está a ser case study por toda a Europa. A Europa tem muito que se lhe diga. Vou abster-me de prosseguir com qualquer off topic doravante.

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O IF de Mação (os dois que "limparam" a zona) passam o Tejo por "salto"! Apesar de a ANPC abrir novas ocorrências, é a mesma e isto esta registado fotograficamente por Técnicos do ICNF!
 
Concordo que estejas a deixar-te levar pelas emoções. No ano passado, nos incêndios de Arouca e da Madeira, também foi um grupo terrorista que resolveu fazer um plano maquiavélico?
E no fatídico ano de 2003?
Eu sei que é psicologicamente destrutivo ver tanta área ardida (infelizmente, sei bem o que isso é) mas na minha opinião tens que ter mais cautela nas afirmações e nas teorias que fazes (não leves a mal). ;)
O caso de Arouca foi uma queima negligente junto de uma habitação
 
É interessante ler as "opiniões" de alguns membros, sempre a insistir na "teoria" vigente, é que convém lembrar que é também apenas uma teoria, faz-me sempre a pensar na máxima: se repetirmos uma mentira muitas vezes ela tornar-se-à numa verdade.
Logo que alguém refere o termo "terrorista", faz observações sobre a origem das ignições no país, e rápidamente vem uma enchorrada de mais opiniões, gráficos, que clara provam ZERO.
Alguém aqui trabalha para o Soros?;)
Tens a tua opinião, que deve ser respeitada, como tu deves respeitar a opinião dos outros! se a dos outros é uma "enchorrada", deve te fazer refletir um pouco!
Preferes acreditar no Prof. Bambo ou Mambo na meteo ou analisar modelos??
 
Concordo que estejas a deixar-te levar pelas emoções. No ano passado, nos incêndios de Arouca e da Madeira, também foi um grupo terrorista que resolveu fazer um plano maquiavélico?
E no fatídico ano de 2003?
Eu sei que é psicologicamente destrutivo ver tanta área ardida (infelizmente, sei bem o que isso é) mas na minha opinião tens que ter mais cautela nas afirmações e nas teorias que fazes (não leves a mal). ;)

Intrometendo-me um pouco na discussão, devo dizer que este ano tem algumas diferenças em relação aos outros que referes.

De 2003 não posso falar porque não estava em Portugal.

Mas tanto Arouca, como a Madeira, foram casos excepcionais, pela intensidade e pela dimensão. Tiveram ainda factores particulares, tanto climatéricos, como da própria orografia dos terrenos em causa e inacessibilidade às frentes de fogo.

Este ano, se exceptuarmos a tragédia de Pedrógão, não me parece que os dias que temos vivido de constante "fogareiro" tenham alguma coisa de semelhante. Em certa altura, em torno de Coimbra, haviam incendios em todas as direcções. O incêndio de Abrantes (Aldeia do Mato) vi eu, todas as manhãs estava apagado até à hora de almoço, o mesmo acontecendo com o 1º incêndio de Mação (que veio da Sertã), e reacendiam-se sempre várias frentes à tarde. O último incêndio de Mação, começou em Alvaiázere às 19.20h, na altura em que Coimbra estava rodeada de fogo e todos os meios estavam no terreno, e já lavrava um incêndio na zona (Tomar). Atravessou o Zêzere e o Tejo, circundou Abrantes numa altura em que estava dominado, e numa zona longe da frente de fogo, onde é impossível ter-se tratado de projecções.

É verdade, que se pode argumentar que estamos a falar em cima dos acontecimentos, mas eu acredito que haja mesmo uma vontade (ainda que não concertada/organizada) em desestabilizar o momento politico que se vive. O facto de em anos de eleições haverem mais incêndios não é coincidência, tal como não é coincidência a maioria das ocorrências ocorrerem em áreas mais povoadas.

Tentando-me pôr na pele do tipico pirómano, e imaginado que gosto de ver o fogo, o trabalho dos bombeiros, a aflição das populações, tenho problemas psicológicos, não tenho emprego, o meu meio de deslocação é uma bicicleta ou uma motorizada, ou mesmo a pé, o que vou fazer é isto:
1 de dia
2 não muito longe de onde resido ou costumo estar
3 colocarei uma ou mais ignições, no máximo a uns 5 km de distância entre si
4 tendo uma das ignições tomado proporções significativas, porque gosto de ver o fogo, vou apreciá-lo, quiçá até ajudar os bombeiros,
5 apenas e só quando já não tiver o entertenimento daquele IF, e quando já não houverem bombeiros e autoridades no local e após ter visto o estrago, o perímetro do fogo ateado, é que talvez na próxima semana volte a atear outro.

Agora pego no ponto 1: incêndios de noite não são desleixos da populações (com excepção de foguetes e fogos de artificios), e também dificilmente são obra de pessoas com perturbações mentais (pirómanos)
Ponto 2 e 3: A grande maioria dos grandes incêndios deste ano têm começado em locais inacessíveis, distantes entre si, e distantes das povoações, quase que em simultâneo, e incindindo numa determinada região em concreto, deixando outras quase sem ocorrências.
Ponto 4: o que temos visto é o surgimento repetido de novas ignições em zonas próximas a incêndios que ainda estão em curso, e mais uma vez, em locais improváveis, mas estratégicamente colocados pela facilidade de progressão do fogo, e pela dificuldade de acesso para combate ao mesmo.

É a minha opinião pessoal, concerteza contrária a outras opiniões aqui do forum, mas daquilo que já vi e vivi, tenho para mim, que "não acredito em bruxas, mas que elas existem, isso existem"...
 
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No que diz respeito aos reacendimentos. Basta cruzar a hora em que aconteciam com a hora do dia em que o vento aumentava de intensidade. E na maioria dos casos tem a resposta.
Por acaso houve um caso que para mim foi caricato. A presidente da câmara de Abrantes em declarações para um canal disse que existia algo de muito estranho com os reacendimentos, pois no próprio dia estaria previsto um aumento do vento por volta das 15h e ela achou muito estranho que houvessem vários reacendimentos exactamente a essa hora, mesmo sabendo da previsão ela achava estranho. E por fim remata com a mão criminosa.
Isto é gozar com a cara das pessoas.
Por acaso era interessante saber, quantos dos autarcas que sem provas falam na mão criminosa aplicaram o plano municipal de defesa da floresta contra incêndios.
 
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Só uma pequena nota, relativo a pirómanos. Fiquei surpreendido há dias na TV, uma entrevista a uma especialista em doenças mentais, que refere não existirem pirómanos em Portugal (talvez no passado, tenha sido reconhecido 1, máximo 2). Refere que a piromania é uma perturbação muito muito rara.

Ou seja, o que chamamos de pirómanos, na verdade são apenas incendiários que provocam incêndios por:
- diversão pelo aparato de bombeiros / aviões
- embriaguez
- frustração por não ser bombeiro
- vingança
- excitação

"Piromania, para a psiquiatria, consiste no desejo mórbido e incontrolável de provocar incêndios, queimar ou atear fogo às coisas."
https://pt.wikipedia.org/wiki/Piromania
 
Boa tarde,

Vamos então esclarecer alguns pontos, que pelos vistos estão a causar "comichão" a muita gente.

1º Ponto, Portugal é o País da Europa com maior percentagem de área ardida (Isto não é por acaso e temos 27 Países atrás de nós,sublinho 27)

2º Ponto, é óbvio que muitos dos incêndios que afectaram e afectam Portugal são derivados a descaídos da população tais como Foguetes,Churrascos em locais inapropriados ou queimadas não autorizadas fora da época. Outros tantos incêndios que por vezes se tornam "Major Wild Fires" são devido a fortes reacendimentos causados pela influência climática ao nível do vento forte e humidade relativa muito baixa associada a locais já em efeito de seca severa ou extrema.

3º Ponto, deixando a palavra "Teoria" de lado que neste caso não faz qualquer sentido, quero dizer que não tenho absolutamente dúvida nenhuma, que a situação catastrófica de área ardida este ano ou na sua grande maioria, é devido a Terrorismo Ambiental,Crime organizado Piromania ou o que raio lhe queiram chamar com ou sem o Politicamente correcto da palavra.

4º Ponto, madrugada de 4ª feira dia 16/08/2017, estávamos tranquilamente a descansar na nossa casa na aldeia da Torre Fundeira, quando pelas 2h e 04m da madrugada é despontada uma ignição numa zona de mato na Torre Cimeira. Quero desde já salientar, que a essa hora não estão 40ºC e a única celebração que era suposto ocorrer na zona e não aconteceu devido à calamidade do incêndio era a festa das santas relíquias de Belver.
Ora, pegando por aqui penso que chegamos facilmente à conclusão que alguém tentou atear um incêndio naquela zona que viria a arder na sua totalidade dias mais tarde, mas que devido a uma viatura de patrulha dos Bombeiros de Gavião o pior não chegou a acontecer.

5ºPonto
, Noite de 4ªfeira e madrugada do dia 15/08/2017, o suposto incêndio de Mação que teria sido dado como dominado e que eu bem acreditei visto que pelas 11h da manhã não havia sequer colunas de fumo branco ou preto ao redor da aldeia, tornou-se um monstro a partir (mais uma vez) das 14h e fez um trajecto desde o Penhascoso/Aboboreira até ás bombas da gasolina do intermarché no Mação em pouco mais de 1h. Pelas 20h da noite de 4ªfeira, uma outra frente descia de forma quase explosiva Vale da Abelha com destino a Ortiga, nessa mesma noite eu e familiares ouvimos uma série de explosões na zona de Ribeira D'Eiras que ainda não tinha sido afectada. Minutos depois os cerca de 4km que distam Vale da Abelha da Torre Fundeira eram "Piece of Cake" para a frente cujo clarão e barulho do fogo se ouvia já ali perto. Tive de arrumar tudo à pressa e subir até ao Gavião para verificar se existiam condições para passar a noite na aldeia. Qual é o meu espanto quando chego ao miradouro da vila, dou de caras com uma serpente de fogo nas Mouricas e uma outra ignição a mais de 10km á frente ou seja, perto do Castelo de Belver ignição essa que foi prontamente combatida pelos Bombeiros de Gavião que felizmente estariam a patrulhar toda aquela área. Projecções do incêndio das Mouriscas? Claramente que NÃO.

6ºPonto
, os valentes operacionais no terreno executaram um corta fogo perto da Anta do Penedo Gordo e impediram que nessa noite de 4ª feira o fogo chegasse ao distrito de Portalegre e a população da Torre Cimeira,Fundeira e Belver tal como eu pôde dormir descansada.

7ºPonto
, 5ªfeira 16/08/2017, depois de uma noite de aflição e quando nada fazia prever devido a mais uma manhã relativamente calma, eis que pelas 14h o incêndio supostamente dominado perto da Ortiga, desce violentamente a mesma aldeia até ao Tejo, arrasa por completo a Ribeira D'Eiras e chega mesmo a cercar as aldeias de Torre Fundeira e Cimeira cuja Floresta foi carbonizada na sua totalidade.

8ºPonto
, a população de Belver um pouco mais tarde ouve algumas explosões junto à aldeia do Cadafaz na outra margem do Rio e a partir dai, ocorre uma violenta frente de fogo que em cerca de 1h chega à Praia Fluvial do Alamal (zona com imenso turismo) e chega ao Gavião contornando a Vila e seguindo para Atalaia. Pelo caminho o fogo carbonizou o ex-libris da região, o PR1 Arribas do Tejo com o seu magnifico passadiço ao longo do Rio.

9ºPonto
, nesse mesmo dia o panorama diurno do Gavião era duas violentas frentes de fogo no Mação e outras tantas em Belver e Gavião, e outros 2 focos de incêndio na outra margem do Tejo que eu vi surgirem num espaço de 5 minutos. (Cerca de 10 locais que comentavam a situação estavam ao meu lado e disseram a mesma coisa).

Conclusão, por mais desculpas que queiram arranjar, por mais mato que possam limpar por essas matas e florestas fora, por mais meios de combate que se comprem ou mandem vir do estrangeiro, se realmente existir a intenção por parte de um Singular ou Colectivo o fogo vai persistir. Eu não consigo entender é que após uma tragédia da envergadura de Pedrógão Grande, a 1ª opção de alguns partidos Políticos, é mentir e fazer aproveitamento da situação e isso seja azul,vermelho,rosa ou laranja é simplesmente deplorável.
Outra situação que me deixa pasmado, é ver alguns autarcas que tão bem conhecem a sua região, serem alvo de chacota quando duvidam da origem dos incêndios. Eu sei que aos poucos a ferida abre e acaba por doer e provavelmente nunca se chegará ao processo sumário mas as evidências já transbordam e se as manchetes ou telejornais nos invadem as televisões com informações acerca de vários suspeitos por fogo posto e num País em que o nº de ignições por dia chega a superar os 200 e 40% delas na parte nocturna.. é só abrir portas à imaginação e chegar à conclusão que não.... não é um vidro, nem um foguete, nem um pastor a fazer queimadas ás 2h da manhã que os vão causar. Não, não estou emocionalmente alterado, até porque já vivi o violento incêndio de 2003 no Mação, o de 2005 também que devastou tudo até perto da Ortiga e este pela 3ª vez e sei perfeitamente do que estou a falar. Não tenho, nem nunca tive o hábito de atirar pedras ao ar quando sei perfeitamente que a gravidade as vai colocar em rota de colisão com a minha cabeça.

Para finalizar, queria apenas deixar aqui esta foto de um painel informativo no Parque Biológico de Gaia que como todos devem imaginar não é de Esquerda,Direita,Centro etc (Aconselho vivamente a quem quiser visitar).

20170825_142833_zpsoo7h3clo.jpg
 
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Ò AJB, não vale a pena maçar o povo com relatórios e artigos técnicos, que o pessoal tem as suas "opiniões" e "factos", já comprovados e bem estabelecidos. Ou são terroristas, ou são criminosos, ou são os eucaliptos e os pinheiros, que se auto-imolam.

Ninguém lê relatórios, cheios de números e ainda por cima produzidos por serviços públicos (que só nos querem enganar), não vá a realidade contrariar as nossas "teorias" e "opiniões".

Estas semanas ando pelo Algarve, uma região também muito fustigada pelo "terrorismo" e pelo "crime organizado" (este ano, e até ao momento, já leva 200 fogos), só que aqui os "terroristas" ou têm poucos meios, ou são desmazelados: fogachos de "beira de estrada", nas palhas ressequidas, são às dúzias, mas de pouco efeito. Então não é que os terroristas lançam os fogos logo nos sítios em que os bombeiros ou qualquer passante os podem apagar facilmente???!!

E nos separadores centrais das autoestradas, com variados exemplos na A8 e na A1? Só mesmo para chatear o trânsito, porque são fogos que não vão longe... Há muita falta de formação profissional nestes criminosos... Sempre a mesma pecha nacional...

A parte mais triste é que tudo isto que vamos discutindo amigavelmente neste meteopt já foi discutido pelo país, dúzias e dúzias de vezes, nos últimos quarenta anos, e ninguém aprende nada - anda tudo ainda à procura de gambuzinos e de soluções miraculosas.

AJB, lembras-te deste livro (de quase 500 páginas) de Pedro Almeida Vieira (escritor e jornalista de investigação do Expresso, também ex-dirigente da Quercus), que em julho de 2006 pôs a nu (salvo seja) todo o "esquema" dos fogos em Portugal?



Cada livrinho - lançado em 2006 (sim, dois mil e seis) pela editora Dom Quixote - custa hoje cerca de 3€, nas livrarias, uma verdadeira pechincha.

3€, e podíamos ter uma conversa muito mais bem informada.
 
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