Floresta portuguesa e os incêndios

Então se não percebe por que se mete nas discussões???!!!!

Troll altert! Troll alert!
Nem sequer vou comentar a falta de respeito da sua parte.
Vou apenas ficar pela pergunta para lhe responder o porquê de eu ter postado o meu comentário. Porque na discussão que se estava a dar sobre o sim ou não ao eucalipto ninguém estava a referir que se tratava de uma espécie invasora. Apenas por isso.
Cumprimentos e uma boa tarde.
 
"Ontem, realizou-se mais uma fantástica jornada de voluntariado no Projeto Cabeço Santo
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:)
Os voluntários dedicaram-se à sementeira de bolotas e corte de rebentos de eucalipto. Foram semeados mais de 50 kg de bolotas e cortadas centenas de toiças de eucalipto. Um grande dia de voluntariado!
Dia 25, não perca a oportunidade de participar em mais uma ação de voluntariado no Caramulo. Inscreva-se já!"

Fonte:Quercus Aveiro



 
Hoje aqui perto onde vivo foi inaugurado um furo público no lugar da Torre, pago pela Câmara da Batalha. Foi encontrada água abundante a 350m. Não foi barato mas vai resolver um problema crónico num lugar que não tinha água a não ser da rede. Vai ainda poder ser usada pelos bombeiros e encher o poço público. As câmaras podiam apostar numa rede de furos como redundância à rede pública.
 
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Equipa de missão chefiada por Tiago Oliveira já está formada e organizou workshop sobre incêndios para ministros

Tiago Oliveira, o chefe da Unidade de Missão para a Instalação do Sistema Integrado de Fogos Rurais (equiparado a secretário de Estado), organizou esta sexta-feira um workshop sobre incêndios florestais para ministros e secretários de Estado. “A ideia é aprender com os melhores para corrigir o nosso sistema de defesa da floresta contra incêndios”, explicou ao Expresso.

Entre os ‘professores’ encontrava-se o norte-americano Mark Beighley, antigo dirigente dos Serviços Florestais dos EUA (que em 2009 avisou que arderiam mais de 500 mil hectares em Portugal), e três espanhóis responsáveis pela defesa da floresta contra incêndios na Galiza, Andaluzia e Madrid.

Presente esteve também a equipa liderada por Tiago Oliveira, em funções há semana e meia, da qual fazem parte: João Carlos Verde, geógrafo especializado em modelação de suscetibilidade a incêndio rural e colaborador da Autoridade Nacional de Proteção Civil; Paulo Rainha Mateus, engenheiro florestal do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas e um dos peritos da Comissão Técnica Independente que analisou o incêndio de Pedrógão; e Mário Monteiro, gestor que vem da NOS e que ficará a gerir o programa até final de 2018.

A reunião de trabalho decorreu no gabinete do primeiro-ministro em São Bento. Além de António Costa, participaram na formação os ministros Siza Vieira, Capoulas Santos e Eduardo Cabrita e três secretários de Estado.
http://expresso.sapo.pt/politica/2017-11-12-Ministros-aprendem-com-peritos-de-fogos
 
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No Alentejo, no "tempo da fome", como ainda se diz, as pessoas comiam bolotas assadas ou cozidas. A azinheira que da a variedade mais doce e rara, na serra de Tavira ja se contam pelos dedos.

A castanha e a bolota como fontes de hidratos de carbono tem vantagens em relacao ao trigo e a batata, o indice glicemico e menor, e ha a polemica sobre o gluten. E uma pena que nao se produzam paes de bolota de modo industrial, que nao haja marketing, que nao exportemos alimentos a base de bolota.

Outro fruto seco com futuro mas que esta a desaparecer e a alfarroba...

Recentemente, a norte da Altura, ja foi arrasada mais uma extensao de sequeiro. E estupido e estranho que nao perdoem as alfarrobeiras...
 
Ja ofereci queijo de Nisa e de Tolosa a pessoas aqui no UK. Adoraram e estranham que nao encontrem a venda. Aqui ha varios queijos espanhois, italianos, gregos, franceses. Mas portugueses? Nem ve-los! Uma vergonha para os nossos empresarios. Este ano a regiao de Nisa voltou a arder. Ate o Alto Alentejo nao escapa nem aos incendios nem ao eucaliptal. E ainda existe o valioso montado de carvalho, ja muito degradado. Era este o habitat original que dominava boa parte do distrito de Portalegre: montado de azinheira, carvalho-negral e sobreiro. Para que colocar eucaliptos quando o potencial dos queijos e do montado e brutal?

Mais uma vez, constata-se que o eucalipto e uma ilusao onde existem alternativas sustentaveis que nao sao aproveitadas... e que criariam mais emprego e novas pequenas e medias empresas a nivel local...
 
«Com o objetivo de ter um papel ativo numa reflorestação e que não promova monoculturas, foi criada a Associação Raiz Permanente, em Pedrógão Grande.
A Associação Raiz Permanente (ARP) nasceu no seio da comunidade de permacultores da região afetada pelo incêndio de junho, em Pedrógão Grande, e pretende ter um papel ativo numa reflorestação responsável e que não promova monoculturas.»


Mais aqui:

https://www.dinheirovivo.pt/economi...e-para-ajudar-na-reflorestacao-do-territorio/
 
Ja ofereci queijo de Nisa e de Tolosa a pessoas aqui no UK. Adoraram e estranham que nao encontrem a venda. Aqui ha varios queijos espanhois, italianos, gregos, franceses. Mas portugueses? Nem ve-los! Uma vergonha para os nossos empresarios. Este ano a regiao de Nisa voltou a arder. Ate o Alto Alentejo nao escapa nem aos incendios nem ao eucaliptal. E ainda existe o valioso montado de carvalho, ja muito degradado. Era este o habitat original que dominava boa parte do distrito de Portalegre: montado de azinheira, carvalho-negral e sobreiro. Para que colocar eucaliptos quando o potencial dos queijos e do montado e brutal?

Mais uma vez, constata-se que o eucalipto e uma ilusao onde existem alternativas sustentaveis que nao sao aproveitadas... e que criariam mais emprego e novas pequenas e medias empresas a nivel local...

É verdade aos olhos das pessoas de fora(estrangeiros) nós em Portugal temos uma enorme riqueza, temos castanhas no norte, alfarroba no sul, e depoios os seus derivados.
Os montados, tem um enorme potencial, para pastorícia, pecuária, entre outras....

Se os antigos não tivessem plantados sobreiros, azinheiras, carvalhos, nós hoje não nos podiam abrigar debaixo de árvore frondosa dessas, que toda a gente adora em dias quentes.
E cabe-nos agora a todos plantar árvores autóctones para deixarmos o legado ás próximas gerações, e devemos proteger isto tudo e não destruir como temos feito.
Os novos projectos agricolas, criam riqueza e emprego, mas também destrem olivais antigos, alfarrobais, já vi um projecto desses, creio que era no alentejo e preservaram os sobreiros dispersos por alguns hectares, conjugando com a plantação de figueiras da índia.
Assim ambos dão rentabilidade ao proprietário.
 
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http://rr.sapo.pt/noticia/98202/mud...uando-o-terreiro-do-paco-arder?utm_source=rss


@frederico , mas achas que as alfarrobeiras pagam o investimento, tenho um terreno com elas e já pensei várias vezes mandar arrancar aquilo e ir para uma cultura mais rentável.

O dinheiro que ganho anualmente com aquilo, dá para lavrar o terreno, pagar os impostos já que para vender tenho que estar colectado, pagar o IMI do terreno, bom fazendo as contas bem feitas, se tirar um rendimento de 50€ já será muito anualmente e sou eu que apanho senão tinha era prejuízo. :huhlmao:
 
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Essa de estar colectado para vender e uma enorme aberracao. Quem tem meia duzia de alfarrobeiras, castanheiros ou nogueiras obviamente abandonara as arvores.

Ainda sou do tempo em que vendiamos bolos para pagar as visitas de estudo. Sera que agora poderiamos? Duvido. A verdade e que ha 20 anos tinhamos mais liberdade. Em Inglaterra as pessoas fazem bolos em casa e vendem nos mercados ou levam para eventos de caridade. Como se fazia em Portugal quando era crianca e adolescente. Este excesso de zelo que tem tons fascistas tem de ser erradicado, mas so um politico com muita coragem e que conheca a vida real, que tenha boa formacao mas aos mesmo tempo nao tenha esquecido a realidade do povo, e que podera acabar com a prisao dourada que se construiu.

Hoje mostrei a umas inglesas fotos de garrafas de ginginha, medronho e licor beirao. Nao se ve nada disso em Inglaterra, mas e muito facil encontrar licor de amendoa italiano. Por que motivo nao exportamos tambem a amarguinha do Algarve? Hoje vi a venda bolinhos de amendoa do Sul de Italia e queijos de figo seco. O Algarve tambem tem, mas nao exporta, nem sequer produz para o mercado interno...

Esta discussao tem de ser feita e so uma Direita liberal e que ame com sinceridade o mundo rural a podera fazer. Nao e sustentavel termos dois tercos do pais sem emprego no sector privado, onde o maior empregador sao autarquias e Misericordias. Mais de 50% da populacao nao e produtiva, voltamos aos seculos XVII e XVIII, da populacao conventual, dos marialvas e dos criados da corte, ou da emigracao dos melhores (cristaos-novos e jesuitas no passado, jovens com ou sem diploma e com energia e dinamismo no presente). O mundo rural nao exporta mel, licores, queijos, bolos, enchidos, pates, presunto, artesanato. Os espanhois e italianos exportam. E muito.
 
“Esta empresa não se destina a gerir matas públicas. É uma empresa que se vai colocar no mercado como uma entidade de gestão florestal, com o principal objetivo de arrendar ou comprar terras, sobretudo na pequena propriedade para ganhar dimensão”, explicou o ministro no parlamento, na discussão na especialidade da proposta do Orçamento do Estado para 2018.

Nova empresa pública para gestão da floresta não vai gerir matas públicas

Nova empresa para vender e alugar terras. Então para que serve isto? https://www.bolsanacionaldeterras.pt/

A burocracia está em decréscimo? Não parece. Lá vai o dinheiro do contribuinte ser estoirado em mais negócios cinzentos.
 
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