Essa de estar colectado para vender e uma enorme aberracao. Quem tem meia duzia de alfarrobeiras, castanheiros ou nogueiras obviamente abandonara as arvores.
Ainda sou do tempo em que vendiamos bolos para pagar as visitas de estudo. Sera que agora poderiamos? Duvido. A verdade e que ha 20 anos tinhamos mais liberdade. Em Inglaterra as pessoas fazem bolos em casa e vendem nos mercados ou levam para eventos de caridade. Como se fazia em Portugal quando era crianca e adolescente. Este excesso de zelo que tem tons fascistas tem de ser erradicado, mas so um politico com muita coragem e que conheca a vida real, que tenha boa formacao mas aos mesmo tempo nao tenha esquecido a realidade do povo, e que podera acabar com a prisao dourada que se construiu.
Hoje mostrei a umas inglesas fotos de garrafas de ginginha, medronho e licor beirao. Nao se ve nada disso em Inglaterra, mas e muito facil encontrar licor de amendoa italiano. Por que motivo nao exportamos tambem a amarguinha do Algarve? Hoje vi a venda bolinhos de amendoa do Sul de Italia e queijos de figo seco. O Algarve tambem tem, mas nao exporta, nem sequer produz para o mercado interno...
Esta discussao tem de ser feita e so uma Direita liberal e que ame com sinceridade o mundo rural a podera fazer. Nao e sustentavel termos dois tercos do pais sem emprego no sector privado, onde o maior empregador sao autarquias e Misericordias. Mais de 50% da populacao nao e produtiva, voltamos aos seculos XVII e XVIII, da populacao conventual, dos marialvas e dos criados da corte, ou da emigracao dos melhores (cristaos-novos e jesuitas no passado, jovens com ou sem diploma e com energia e dinamismo no presente). O mundo rural nao exporta mel, licores, queijos, bolos, enchidos, pates, presunto, artesanato. Os espanhois e italianos exportam. E muito.