Floresta portuguesa e os incêndios

A solução não era deixar como estava.
Mas também não é passar do 8 ao 80.
Basta ver as leis em países com incêndios mais extremos.
Ou a solução para salvar a floresta é acabar com ela?

Isso é criar um problema onde não existe. Ninguém falou na floresta, estamos a falar de protecção de habitações, aldeias e vias de trânsito. Nada mais.
Acho que é bem explicito, 50m á volta das casas, 100m à volta das aldeias e 10m nas estradas. O resto da floresta logo se verá, mas para uma protecção de bens mais imediata, estas medidas são essenciais.
 
  • Gosto
Reactions: luismeteo3
@dahon estamos em fevereiro.
Com esta chuva cresce muio mato até ai verão.
Esta lei é estúpida e absurda vindo de quem mostra não saber nada de fogo nem de ruralidade.
Leis avulso como esta vai levar a ainda. Mais abandono da floresta.
No fim sobra para os mesmos de sempre.
Quando o estado falhar como falhou a 17/06 e 15/10
Falas num ponto interessante, quem está agora a gastar dinheiro em limpezas, vai ter uma surpresa lá para fins de maio, muita manta fina para arder na mesma.
No entanto, agora é boa altura para algumas intervenções, nomeadamente silvas, e podar algumas árvores, mas limpeza da manta de vegetação ainda não...
 
(...)

Mas temos que admitir que esta lei e outras relacionadas foram feitas em cima do joelho. Há dias atrás, foram constituidas arguidas, 2 pessoas por queimar as sobras da desmatação/desbaste das árvores, pelo seguinte motivo:
- É proibido queimar a menos de 30m das casas;
- É proibido queimar a menos de 300m da floresta;
- É proibido queimar quando existe risco de incendio;

Ora bem, nas aldeias dos meus pais, tanto é impossível queimar a menos de 30m das casas e a mais de 300m da floresta.. Imaginem uma floresta densa, com 20 casas no meio, agora sem floresta à volta a 100m (de acordo com a lei).
Então onde é que se pode queimar, neste caso?

A tal ânsia de mostrar serviço... É tudo tão atabalhoado, tão em cima do joelho...

Há crimes ecológicos a acontecer, árvores autóctones de crescimento lento a ser cortadas, pomares etc.. Enfim... :(
 
(...)

Mas temos que admitir que esta lei e outras relacionadas foram feitas em cima do joelho. Há dias atrás, foram constituidas arguidas, 2 pessoas por queimar as sobras da desmatação/desbaste das árvores, pelo seguinte motivo:
- É proibido queimar a menos de 30m das casas;
- É proibido queimar a menos de 300m da floresta;
- É proibido queimar quando existe risco de incendio;

Ora bem, nas aldeias dos meus pais, tanto é impossível queimar a menos de 30m das casas e a mais de 300m da floresta.. Imaginem uma floresta densa, com 20 casas no meio, agora sem floresta à volta a 100m (de acordo com a lei).
Então onde é que se pode queimar, neste caso?

A tal ânsia de mostrar serviço... É tudo tão atabalhoado, tão em cima do joelho...

Há crimes ecológicos a acontecer, árvores autóctones de crescimento lento a ser cortadas, pomares etc.. Enfim... :(
 
Falas num ponto interessante, quem está agora a gastar dinheiro em limpezas, vai ter uma surpresa lá para fins de maio, muita manta fina para arder na mesma.
No entanto, agora é boa altura para algumas intervenções, nomeadamente silvas, e podar algumas árvores, mas limpeza da manta de vegetação ainda não...

Num dos incêndios de Mação, onde o repórter da CM TV ajudou os GIPS pq á aldeia estava cercada, apenas ardia palha,
Árvores era só bem ao longe.

Falta muita experiência de fogo a quem faz leis e a quem as defende.

Mais do que limpar, com o sistema de Protecção Civil que temos, estamos mais dependentes da direcção do vento,
Á título de exemplo, em 2012 numa freguesia o fogo veio de cabeça e custou a defesa, em 2016 o fogo veio do mesmo sítio mas em flanco/cauda, A população praticamente resolveu a situação.

Mas é bom que se acredite que vai resolver alguma coisa.
Para o ano faz se mais uma leis em cima do joelho de modo que o estado central consiga fugir das culpas.

O verdadeiro problema está no excesso de ignicões, e na primeira resposta fraca, onde há muita continuidade.

A exemplo, um fogo num sítio crítico deveria levar logo com meios aéreos pesados, Pq depois de se tornar grande os aviões só lá estão para a TV filmar
 
Denunciar falta de limpeza de terrenos dá origem a taxa de 10 euros

Em Amarante, quem denunciar a falta de limpeza de terrenos tem de pagar uma taxa que ultrapassa os 10 euros. Uma situação prevista no código regulamentar da Câmara Municipal. Resultado: quem tem a casa rodeada por terrenos que não estão limpos, não apresenta queixa.

https://www.rtp.pt/noticias/pais/de...em-a-taxa-de-10-euros_v1054864#undefined.gbpl
 
Quercus pede restrições na venda de eucaliptos para travar plantações ilegais

Para evitar plantações ilegais de eucaliptos, a Quercus defende que a venda de árvores da espécie nos viveiros esteja proibida a quem não tenha projetos aprovados. Este ano, a GNR detetou já 21 plantações sem licenciamento, incluindo de eucalipto.

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/201...-de-eucaliptos-para-travar-plantacoes-ilegais
 
A lei prevê que depois de 15 de Março, já não chova. :D O mato não cresce, as ervas não nascem, curiosamente agora é que estão a nascer com mais pujança.

Ter o terreno limpo até 15 de Março, nunca na vida, ele estava limpo, veio o tornado e ficou de patanas, um terreno com 8000 m2, com cerca de 40 alfarrobeiras, em que todas têm ramos pendurados, para cortar aquilo tudo, fora 3 oliveiras que voaram pela raiz do terreno do vizinho que está na Alemanha e só vem em Agosto. :rolleyes:

A malta, está em Lisboa no quentinho do A/C, nem sabe o que é uma enxada e metem as leis que dá cabeça nem sequer ter os contras.

Quem sabe, se passa outro e leve os ramos para o terreno do vizinho, assim estava o meu limpinho. :lol:
 
Este ano anda tudo doido com as limpezas dos terrenos. As pessoas estão sem noção da realidade e cheias de medo das multas, até parece que no dia 16 têm o fiscal à porta para ver se está tudo limpo. Quem está a ganhar com isto são as empresas que prestam estes serviços, que aumentaram os preços.
 
Deixo aqui esta notícia interessante:

Fonte: Revista Visão
"Incêndios: viveiros estão sem stock de árvores florestais
Os grandes incêndios do ano passado só agravaram um problema que já vem de longe. Os viveiros não produzem muitas árvores florestais porque o risco é grande e a procura andava em baixo. Agora que tudo corre para o campo para torná-lo mais verde, faltam os exemplares nas lojas

As árvores precisam do seu tempo para passarem de semente a planta, já se sabe. E quando foi o tempo de pensar em que espécies criar em viveiro, ainda Portugal não tinha sido atacado por dois grandes incêndios, que queimaram 225 hectares de floresta.

Limpos alguns desses terrenos em cinzas, e depois da época das chuvas começar, este ano mais devagarinho do que noutras datas, foi tempo de pensar em voltar a pintar estes cenários de verde - muitos têm sido os voluntários que se dedicam à reflorestação do que ardeu em junho e em outubro no centro de Portugal. Mas, com isso, veio também a corrida aos viveiros, à procura das árvores mais adequadas.

Resultado: neste momento, a maioria dos viveiristas está sem plantas para vender a quem quer espécies autóctones. Até porque, para comercializar essas árvores, há que estar certificado pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), como explica Octávio Ferreira, engenheiro deste organismo afeto ao Ministério da Agricultura.

Eulália Crespo, presidente da Junta de Freguesia de Souto de Carpalhosa e Ortigosa, no concelho de Leiria, sentiu essa falta na pele, quando quis juntar-se à Siemens numa ação para reflorestar a Charneca do Nicho. Já não encontrou carvalhos. E, para conseguir pinheiros bravos e mansos, sobreiros e medronheiros foi uma "tragédia". Depois de a Junta bater à porta de vários viveiros, conseguiu os cerca de 13 mil exemplares em duas casas da especialidade, uma na Batalha, outra na região de Leiria.

"TUDO O QUE SE PRODUZIU JÁ ESTÁ VENDIDO"
José Cancela, viveirista há 25 anos, na zona da Anadia, nunca viu nada assim. No mesmo ano em que viu a sua produção de eucalipto - em que assentava a grande parcela do seu negócio no Melo & Cancela - cair em 50%, assistiu a uma procura desmesurada de pinheiro bravo, que fez esgotar todos os stocks que ele e os seus vizinhos armazenaram. "Tudo o que se produziu já está vendido", nota. E acrescenta que a maioria das vendas foi para particulares, que o Estado ainda não meteu as mãos na terra ardida.

O preço, estranhamente, não acompanhou a procura. Ou seja, mantém-se nos 12 cêntimos para cada pezinho de pinheiro bravo. José Cancela garante à VISÃO que não houve especulação. E o valor só sobe quando há que recorrer ao estrangeiro para fazer face às encomendas - o que já aconteceu.


Além dos pinheiros, o Melo & Cancela tem vendido imensos freixos, carvalhos e castanheiros. "Ainda agora aviei uma carga de folhosas para a Madeira e já não tenho mais nada de carvalhos."

José Cancela também alerta para a dificuldade em encontrar sementes, porque foi um ano muito seco e as que se encontram por aí não reúnem as condições mínimas para que a planta cresça saudável. "Não houve sementes de sobreiro nem de quercus e a seca é a culpada por elas não terem maturado a tempo e horas", explica.

"TEMOS ANDADO A ESGOTAR A PLANTA ONDE ELA HÁ"
Pedro Serra Ramos, presidente da Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente (ANEFA), consegue recuar no tempo. E descobrir uma causa maior para esta escassez de árvores florestais. "Os viveiros não têm produzido muito porque nos últimos anos a atividade de florestação praticamente não existia. Por isso, tiveram de seguir por outros caminhos mais rentáveis."

É que as plantas florestais autóctones têm de ser certificadas e essa certificação só tem um ou dois anos de validade, consoante a espécie (depois só podem ser vendidas como ornamentais). Isso faz com que os stocks desse tipo de árvore seja pequeno, para que os riscos sejam menores. A legislação também é implacável quando se está perante alguma doença num viveiro - o local é imediatamente posto de quarentena por dois anos. Por exemplo, as resinosas, família onde se inserem os pinheiros, são muito atreitas a um fungo que anda no ar e que pode ditar a destruição de todas as plantas de um viveiro.

A própria ANEFA anda no mercado à procura de espécies florestais para ajudar alguns projetos de voluntariado. Os próximos, com a Terra da Esperança (GALP) e o ProNatura, têm dado cabo do pouco stock que ainda existia. "Temos andado a esgotar a planta onde ela há", nota Pedro Serra Ramos."

 
Já há mais 35 mil árvores no Pinhal de Leiria (mas são precisas 200 vezes mais)

mw-1240

Num só dia, 500 voluntários da Siemens encheram 59 hectares da Mata de Leiria com 35 mil pinheiros. Mas em outubro arderam nove mil hectares e ainda são precisas mais de sete milhões de árvores

Para contar esta história como deve ser, há que subir ao alto de um monte em plena mata nacional de Leiria, para se vislumbrar os 59 hectares onde andam cerca de 400 voluntários da Siemens (em outubro arderam 9 mil hectares). Por aqui, ouvem-se falar para cima de uma dezena de línguas e os que agora vemos curvados sobre a terra ocupam os mais diversos cargos na empresa alemã. Só que, do topo deste morro, mal se distinguem. Estão quase todos de corta-vento cinzento, com o logotipo nas costas, e ainda bem - apesar do sol e do trabalho puxar pelo físico, está bastante frio pela manhã.

A cada par de trabalhadores, vindos até Vieira de Leira em autocarro desde Alfragide, perto de Lisboa, dão-se três caixas com 56 pezinhos de pinheiro bravo. Os regos onde irão plantá-los já estão abertos, felizmente, mas mesmo assim têm de recorrer a às varas cedidas pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) para saberem que só podem enterrá-los a uma distância de um metro e meio. Entre valas, há um espaço de três metros, o suficiente para um dia mais tarde poder por aqui entrar uma máquina para limpar o que se chama de "combustível". Mas, sigamos com calma, que as explicações já chegam.

http://visao.sapo.pt/coracao-no-cen...l-de-Leiria--mas-sao-precisas-200-vezes-mais-