Há padrões que são favoráveis a incêndios, e os mesmos são praticamente de conhecimento comum de muita gente aqui e certamente da maioria dos bombeiros que conhecem melhor que ninguém as "manhas" do fogo. Há coisas que são previsíveis em determinada escala, e essa informação que é possível produzir existe hoje e é devidamente fornecida pelas entidades oficiais.
Agora, a maior parte destes acidentes são coisas de micro-escala, orografia, vales, ventos, os incêndios adquirem por vezes dinâmicas próprias criando gradientes térmicos por vezes explosivos que fazem rodar ou intensificar o vento de forma completamente caótica e imprevisível. Esse tipo de coisas não se prevê, apenas se acautela conhecendo os riscos. E mesmo conhecendo os riscos, nem tudo é possível acautelar, às vezes bastam uns instantes para tudo mudar. Acho que os bombeiros deviam apenas proteger casas e pessoas, e não enfiarem-se em serras onde tudo pode acontecer. Pelo menos nestas alturas do ano em que as condições são perigosas.
Do ponto de vista da meteorologia, parece-me que ontem (posso estar enganado) nem foi daqueles dias que por norma consideramos ter um risco muito extremo (corrente leste, ar muito seco, muito calor, etc). Há é um acumular de factores, muita biomassa aguentou-se verde e húmida ainda bastante tempo devido à muita chuva que caiu até relativamente tarde (Março, etc), e dá a sensação que nesta altura se continuar calor que as coisas se podem descontrolar seriamente. Eu vejo aqui pelo Minho, em que o verde intenso se aguentou até estas semanas, mas agora já se nota alguma vegetação a secar, e os incêndios dia a dia começam a multiplicar-se apesar das últimas noites e manhãs frescas e húmidas.
Atenção à próxima semana, como referiu mais acima o Agreste.
Agora, a maior parte destes acidentes são coisas de micro-escala, orografia, vales, ventos, os incêndios adquirem por vezes dinâmicas próprias criando gradientes térmicos por vezes explosivos que fazem rodar ou intensificar o vento de forma completamente caótica e imprevisível. Esse tipo de coisas não se prevê, apenas se acautela conhecendo os riscos. E mesmo conhecendo os riscos, nem tudo é possível acautelar, às vezes bastam uns instantes para tudo mudar. Acho que os bombeiros deviam apenas proteger casas e pessoas, e não enfiarem-se em serras onde tudo pode acontecer. Pelo menos nestas alturas do ano em que as condições são perigosas.
Do ponto de vista da meteorologia, parece-me que ontem (posso estar enganado) nem foi daqueles dias que por norma consideramos ter um risco muito extremo (corrente leste, ar muito seco, muito calor, etc). Há é um acumular de factores, muita biomassa aguentou-se verde e húmida ainda bastante tempo devido à muita chuva que caiu até relativamente tarde (Março, etc), e dá a sensação que nesta altura se continuar calor que as coisas se podem descontrolar seriamente. Eu vejo aqui pelo Minho, em que o verde intenso se aguentou até estas semanas, mas agora já se nota alguma vegetação a secar, e os incêndios dia a dia começam a multiplicar-se apesar das últimas noites e manhãs frescas e húmidas.
Atenção à próxima semana, como referiu mais acima o Agreste.