Floresta portuguesa e os incêndios

Mortos de Pedrógão. PGR pondera divulgar lista depois de cruzar nomes
HÁ UMA HORA
A procuradora Ana Simões, do DIAP de Leiria, é a titular do inquérito ao incêndio de Pedrógão. Deverá também passar a ficar responsável pelo caso do atropelamento da 65ª vítima
...
http://observador.pt/2017/07/24/pgr-pondera-divulgar-lista-depois-de-cruzar-nomes/

Ministério da Justiça sabia “desde o primeiro momento” da vítima mortal noticiada pelo Expresso
19h57

“A identificação das vítimas é matéria do processo-crime que se encontra neste momento sob direção do Ministério Público, a quem compete definir os termos e modos da sua divulgação” http://expresso.sapo.pt/politica/20...ento-da-vitima-mortal-noticiada-pelo-Expresso
 
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Indústria papeleira diz que reforma florestal é “o maior atentado” à floresta
25.07.2017
Num comunicado hoje divulgado na imprensa, a Celpa – associação do sector das celuloses – diz que a reforma foi aprovada de forma “apressada e atribulada” e “não respeita a opinião e os fundamentados contributos da quase totalidade dos agentes do sector florestal, nomeadamente das cerca de 50 entidades chamadas à Comissão de Agricultura e Mar”

A Celpa – Associação da Indústria Papeleira considerou hoje que a reforma florestal aprovada no parlamento na semana passada é “o maior atentado” alguma vez realizado à floresta na história da democracia em Portugal.

Num comunicado hoje divulgado na imprensa, a Celpa diz que a reforma foi aprovada de forma “apressada e atribulada” e “não respeita a opinião e os fundamentados contributos da quase totalidade dos agentes do setor florestal, nomeadamente das cerca de 50 entidades chamadas à Comissão de Agricultura e Mar”.

Para a indústria papeleira, a legislação aprovada “não honra a comunidade científica e universitária, que tem afirmado categoricamente que os incêndios estão diretamente relacionados com a falta de gestão e limpeza do território (que leva ao excesso de combustível no terreno), o insuficiente número de ‘barreiras corta-fogo’ (por exemplo, 10 metros face às estradas, 50 metros face às habitações)”.

Dos três diplomas aprovadas já na madrugada do dia 19 destaca-se a alteração do regime jurídico aplicável às ações de arborização e rearborização, em que fica definido que “não são permitidas as ações de arborização com espécies do género ‘eucalyptus’” e as de rearborização são condicionadas.

O parlamento aprovou ainda a criação de um sistema de informação cadastral simplificada e a alteração do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios, iniciativas do Governo votadas já com a introdução de propostas de todos os grupos parlamentares.

No comunicado hoje divulgado, a Celpa defende que os incêndios “em nada dependem das características das espécies florestais, do eucalipto ou de outras, como o demonstram os factos históricos e o explica a comunidade científica e universitária”.

Diz que a reforma florestal terá um impacto “profundamente negativo” em toda a fileira florestal, designadamente por aumentar o desinvestimento, a degradação e o abandono da floresta, promovendo o risco de incêndios, proibir a única espécie florestal rentável num prazo de 10-20 anos, contribuir para o aumento de matos e incultos, que corresponde a cerca de 50% da área ardida em Portugal neste século”.

A Celpa acrescenta que a reforma da floresta “reduz o rendimento dos pequenos proprietários e produtores florestais”, “promove a desertificação do interior e das zonas rurais do país, colocando em causa os cerca de 100.000 empregos da fileira florestal” e “impacta negativamente um sector que representa 5% do PIB em Portugal e 10% das exportações do nosso país”.

Defende ainda que os diplomas aprovados vão promover “as importações de madeira, que representam já hoje cerca de 200 milhões de euros anuais” e impedir o crescimento da espécie florestal que mais contribui para a absorção de CO2 (por área ocupada e por unidade de tempo)”.

Diz ainda a indústria papeleira que “quando a pressa e os interesses político-partidários dominam e suplantam o conhecimento técnico e científico e ignoram a opinião das entidades mais relevantes, conhecedoras e competentes na área florestal (…), defraudam-se justas expectativas, prejudicam-se milhares de proprietários e empregos e desencorajam-se investimentos futuros”.

“O erro histórico cometido contra a floresta é de tal forma grave que apenas podemos acreditar na inevitabilidade da sua reversibilidade num futuro próximo”, acrescenta.
http://expresso.sapo.pt/economia/20...forma-florestal-e-o-maior-atentado-a-floresta
 
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Portugal regista a maior área ardida da última década
Manuel Rifer

16:51
Este ano os fogos já consumiram 75.264 hectares de florestas. Esta é a maior área ardida em Portugal nos últimos dez anos, de acordo com o relatório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Foram registados 7.795 em Portugal, o que equivale a 75.264 hectares ardidos numa análise feita desde o primeiro dia do ano e até ao dia de ontem (24 de julho)

A informação foi avançada à agência Lusa por Rui Esteves, comandante operacional nacional da Proteção Civil, que afirmou que a média do número de ocorrências de fogo e de área ardida é “muito superior” ao decénio de 2007 a 2016.


Rui Esteves aproveitou para fazer um balanço dos últimos dias, entre 16 e 24 de julho, tendo-se registado 774 incêndios, que foram combatidos por 27.793 operacionais e 7.387 veículos, além de se terem realizado 555 missões com meios aéreos. Os maiores incêndios foram os dos concelhos de Alijó (Vila Real), Mangualde (Viseu) e Guarda.

Recorde que no último relatório indicou que entre 1 de janeiro e 30 de junho de 2017 ocorreram um total de 6.641 ocorrências (1.662 incêndios florestais e 4.979 fogachos) que resultaram em 61.624 hectares de área ardida de espaços florestais, entre povoamentos e matos. Apesar de tanta área ardida, segundo os dados, 2017 não é o ano com o maior número de ocorrências.
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/...a-a-maior-area-ardida-da-ultima-decada-190313
 
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Pedrógão Grande. Seguradoras já pagaram 2,7 milhões de indemnizações



A "grande maioria" das indemnizações provisionados e que ainda não foram pagas dizem respeito a seguros de multirriscos comércio e indústria.


As seguradoras já pagaram 2,7 milhões de euros de indemnizações relativas aos incêndios de Junho nos concelhos de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, revelam os dados da Associação Portuguesa de Seguradores (APS).

Dos sinistros participados ao abrigo de contratos de seguro em vigor, 432 correspondem a sinistros cobertos por apólices de seguros. Isto corresponde a um valor agregado de danos, pagos ou provisionados, no valor total de 21,7 milhões de euros.

A "grande maioria" das indemnizações provisionados e que ainda não foram pagas dizem respeito a seguros de multirriscos comércio e indústria: 29 processos de sinistro abertos com 14,7 milhões de euros de danos já apurados.

A APS destaca que as seguradoras já procederam a indemnizações em cerca de metade dos danos nas 300 habitações com seguro: 1,7 milhões de euros já pagos num total estimado de 3,4 milhões.

Mais de 80% dos capitais dos seguros de vida também já foram pagos. Em relação aos veículos com cobertura de danos próprios foram recebidas 36 participações, com 116 mil euros já pagos num total de 307 mil euros.

"O pagamento das indemnizações está dependente, consoante os casos, do cumprimento de formalidades legais e judiciais, da apresentação de orçamentos e recolha de informação complementar, assim como da conclusão dos processos de habilitação de herdeiros ou identificação dos beneficiários, diligências estas que estão ainda em curso", diz a APS no comunicado.

A APS destaca que as seguradoras suas associadas "continuarão a assumir o pagamento de todas as indemnizações que sejam devidas ao abrigo dos contratos de seguro vigentes, nos termos e segundo os procedimentos neles previstos".
https://sol.sapo.pt/artigo/573743/p...doras-ja-pagaram-2-7-milhoes-de-indemnizacoes
 
Bombeiros. Presidente destituído foi detido em Pedrógão Grande por “usurpação de funções”
HÁ 2 HORAS
10
Rui Silva, presidente destituído da Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários, foi detido esta quarta-feira em Pedrógão Grande por "usurpação de funções".

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Rui Silva procedia a uma entrega de donativos aos bombeiros de Pedrógão Grande, em nome da associação que já não preside


O presidente destituído da Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários (APBV), Rui Silva, foi detido esta quarta-feira em Pedrógão Grande, por alegada “usurpação de funções”, confirmou uma fonte da comissão de gestão da APBV ao Observador.

A mesma fonte avançou que Rui Silva procedia esta quarta-feira de manhã a uma entrega de donativos aos bombeiros de Pedrógão Grande em nome da APBV – associação que já não preside – e terá sido detido pela GNR de Pedrógão Grande no decorrer das atividades. Além das funções que exercia sem autoridade, Rui Silva encontrava-se fardado sem autorização.


Também terá sido detido o tesoureiro que formou direção com Rui Silva, que foi destituído na mesma altura.

Contactada pelo Observador, a GNR do município não confirma nem desmente a detenção: “Sendo verdade, não o podemos confirmar”.


Um comunicado enviado pela comissão de gestão ao Observador dá conta da intenção de pedir “judicialmente a dissolução e liquidação da Associação” face a “momentos difíceis, mercê de situações que se prendem com a regularidade dos membros dos órgãos sociais.”

A Direção da APBV recusa-se a prestar contas e a diligenciar para que seja possível o agendamento de Assembleia Geral de Associados, cujo número e identidade se desconhecem.

Face a tais circunstâncias, é com profundo pesar que a Comissão de Gestão se vê forçada a tomar medidas drásticas que ponham termo à situação de desgoverno em que a Associação se mantém há meses.

Assim, será pedida judicialmente a dissolução e liquidação da Associação.”

Em abril deste ano, a Presidente da Mesa da Assembleia Geral da APBV fez saber que Rui Silva continuava a exercer funções e a dar a cara pela associação, apesar de ter sido destituído em fevereiro por “irregularidades nas eleições” dos órgãos sociais da associação.

Em causa está uma Assembleia Geral, convocada (sem legitimidade para isso) por Rui Silva, onde compareceram duas pessoas e onde foi aprovada a reeleição do bombeiro como presidente. A Presidente da Mesa prontamente anulou essa decisão, mas Rui Silva continua a encabeçar publicamente a APBV.


Já tinha sido colocado na reserva dos Bombeiros Voluntários de Vila do Conde por “não cumprir as horas mínimas de formação”, tinha confirmado o Comandante dos Bombeiros de Vila do Conde. Além da carreira nos bombeiros, Rui Silva é fiscal da Câmara Municipal de Vila do Conde e, agora, candidato do CDS à Junta de Freguesia de Árvore, no mesmo município.
http://observador.pt/
 
Honestamente acho que este assunto está a assumir contornos bastante redutores. Tudo se deve ao eucalipto, aparentemente. Mas não acredito nesta tese já que acho improvável a inexistência de incêndios massivos em PT tendo a em conta a sua orografia e clima. Antigamente não haviam bombeiros como há hoje e não acredito que as cabras e as vacas comessem as ervinhas todas. PT nem sempre teve a mesma densidade populacional:

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Começando:

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Não haviam incêndios grandes? Boa gestão florestal ou inexistência de árvores?

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Mais árvores, mais incêndios. O eucalipto é um fenómeno relativamente recente e tem propriedades favoráveis à combustão mas os incêndios não se devem só a isso. Para além dos fatores anteriormente mencionados, as alterações climáticas de longo prazo também determinam a severidade dos incêndios.

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Acrescento que incendiários sempre existiram. Mas antigamente o problema devia ser resolvido local e rapidamente. Eram chumbados ou ceifados e, pronto, era menos um incendiário. Hoje em dia a abordagem é mais 'humana'.
 
Última edição:
Pedrógão Grande: Aldeia de Penela já está a cortar eucaliptos
28 jul 2017 14:15

Ferraria de São João, localidade de Penela que foi afetada pelo incêndio de Pedrógão Grande, já começou a cortar eucaliptos na aldeia e, em outubro, deve começar a fazer a reflorestação na zona de proteção da povoação.


A pequena aldeia de xisto do concelho de Penela (distrito de Coimbra) decidiu no final de junho, após o incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande (distrito de Leiria), avançar com uma zona de proteção contra incêndios de cerca de 100 metros em redor da localidade.

Entretanto, os habitantes já se puseram ao trabalho.

Fizeram o cadastro - no qual contabilizaram cerca de 300 parcelas de terrenos com eucaliptos - e avançaram esta semana com o corte destas árvores, que está a decorrer com recurso a uma equipa de madeireiros, contou à agência Lusa o presidente da associação de moradores, Pedro Pedrosa.

Os trabalhos de corte dos seis hectares de eucaliptal na zona de proteção da aldeia (que tem um total de 15 hectares) começaram na segunda-feira e estima-se que, dentro de duas a três semanas, todas as árvores estejam cortadas e que sejam limpos os sobrantes (ramos e folhas).

Depois do corte, prossegue-se com o arranque das raízes e "a lavoura do terreno", que vai ficar preparado para a reflorestação com espécies autóctones e mais resistentes às chamas.

Esta reflorestação deve decorrer entre o final de setembro e o início de outubro, referiu Pedro Pedrosa, sublinhando que a parte final do processo depende da altura "das primeiras chuvas".

Ao mesmo tempo, a população vai estar atenta ao possível aparecimento de rebentos de eucaliptos, sendo que a manutenção e a gestão dos seis hectares da zona poderão ser realizadas "através de ações de voluntariado".


O corte vai conseguir ser pago com a própria madeira arrecadada e o arranque vai ser feito através de "fundos próprios" da associação de moradores e, se possível, com apoios, que Pedro Pedrosa espera que possam chegar.

"Temos um programa próprio de adoção dos sobreiros", explicou, sublinhando que esta espécie resistiu quando as chamas chegaram à aldeia e estancou o avanço do incêndio para as casas.

Neste momento, já receberam mais "dez pedidos de adoção" dos sobreiros, realçou.

Qualquer pessoa pode ser padrinho ou madrinha de uma destas árvores presentes na Ferraria de São João, através do pagamento de 60 a 80 euros de nove em nove anos (o ciclo da cortiça).

"Se quiserem, têm direito a 50% da cortiça. Os restantes 50% revertem para o projeto", aclarou Pedro Pedrosa, acrescentando que também há a possibilidade de a associação se candidatar a fundos.

Na Ferraria de São João, foram contabilizadas 300 parcelas de terrenos com eucaliptos, que totalizam uma área de seis hectares dentro dos 15 hectares da zona de proteção da aldeia contra incêndios.

Os restantes hectares são constituídos por zonas agrícolas, sobreiral, mato e espaços de habitação, informou.

Depois desta aldeia do concelho de Penela, também a aldeia de xisto de Casal de São Simão, no concelho de Figueiró dos Vinhos, decidiu avançar com uma zona de proteção contra incêndios.

Dois grandes incêndios começaram no dia 17 de junho em Pedrógão Grande e Góis, tendo o primeiro provocado 64 mortos e mais de 200 feridos e só foram extintos uma semana depois.

Estes fogos terão afetado aproximadamente 500 imóveis, dos quais mais de 200 eram casas de primeira habitação.
http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/pedrogao-grande-aldeia-de-penela-ja-esta-a-cortar-eucaliptos
 
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@luismeteo3 aleluia! Isto sim é um exemplo que deve ser seguido, principalmente na zona do Mação.

Penso que não se deve aniquilar na totalidade a plantação de Eucaliptos, deve-se sim fazer a respectiva monocultura em terrenos apropriados e não ao "Deus dará" como neste momento se está a suceder por esse País fora.
 
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Bombeiros. Dirigentes associativos propõem “revolução”

Grupo de seis dirigentes dos bombeiros voluntários lançam apelo à unidade. "O contexto do tempo em que vivemos obriga-nos a assumir, com determinação e garra, o nosso destino", refere carta interna.

Os presidentes de seis associações de bombeiros voluntários vão difundir uma carta às restantes associações e a todos os presidentes de federações para contestar uma situação que “chegou ao limite dos limites“. É o “primeiro passo” de uma “revolução” contra “a tutela” e contra as instituições representativas dos bombeiros portugueses. “O contexto do tempo em que vivemos obriga-nos a assumir, com determinação e garra, o nosso destino”, refere o documento, a que o Observador teve acesso.

A tomada de posição surge na sequência dos “grandes incêndios” das últimas semanas. Fogos que puseram “a nu fragilidades, incompetências, demagogias, intenções escondidas, reformas adiadas e, enfim, uma indefinição clara da instituição Bombeiros de Portugal que, nalguns dos seus aspetos desvalorizamos, mas não escamoteamos”.


A proposta de uma “reflexão alargada” aos quase 38 mil bombeiros portugueses partiu de um encontro dos presidentes de seis associações de bombeiros voluntários, figuras com peso no setor: Vila Viçosa (cujo presidente, Inácio Esperança, também dirige a Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora), Santa Marinha do Zêzere (José Miranda), Figueira da Foz (Lídio Lopes, presidente do conselho fiscal da Liga de Bombeiros Portugueses), Valença (Luís Brandão Coelho, presidente da federação e Viana do Castelo) e Palmela (Octávio Machado). É um “murro na mesa”, como descreve um dos promotores da carta ao Observador.

Os dirigentes contestam o “impasse, a dúvida, a indefinição e o faz de conta do politicamente correto, com intenções que nem sempre são os da defesa dos legítimos interesses da proteção e socorro dos portugueses”, refere o documento que chegará esta sexta-feira aos dirigentes dos bombeiros de todo o país.

Os autores da missiva, dirigentes associativos — é nessa qualidade que assinam a carta –, criticam a falta de respostas da tutela, mas deixam subentendido que os próprios representantes nacionais do bombeiros têm facilitado a “passividade” dos responsáveis políticos. O pedido de mobilização — um “primeiro passo de um caminho que não se mostra condicionado a nenhum poder” — , surge a cerca de três meses das eleições para a Liga de Bombeiros. Há duas listas na corrida, mas não está posta de parte a possibilidade de surgir uma terceira, em função do documento que vai ser enviado esta tarde aos dirigentes de todo o país. “O que não podemos é continuar sem que nada aconteça”, sublinha um dos subscritores.
http://observador.pt/2017/07/28/bombeiros-dirigentes-associativos-propoem-revolucao/
 


Aqui nem um pomar de figueiras da índia escapou á força das chamas, nem o sistema de rega escapou, as plantas recuperam devido á sua rusticidade, mas demoram o seu tempo, mas fica um exemplo, que quem não tenha o proveita de aproveitar os frutos, á partida funciona bem como um corta-fogo.
 
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Governo "vai mesmo avançar" com cadastro florestal e investir nos sapadores
O primeiro-ministro, António Costa, disse hoje que o Governo "vai mesmo avançar" com o cadastro florestal, investindo ainda no aumento das equipas de sapadores florestais.

"O cadastro vai mesmo ser feito", afirmou António Costa, no concelho de Oliveira do Hospital, na cerimónia de apresentação de 20 novas equipas de sapadores florestais, em que também foi assinalado o 10º aniversário da criação da primeira Zona de Intervenção Florestal (ZIF) do país, a ZIF do Alva e Alvoco.

Segundo o primeiro-ministro, "há décadas que todos os governos têm medo de avançar com o cadastro", mas o actual executivo está determinado a promover a sua realização.

Defendeu também que o trabalho das equipas de sapadores "é absolutamente essencial" para a protecção da floresta portuguesa, o que levou o Governo a "descongelar o programa" dos sapadores florestais, que estava parado desde 2009.

"A chave é limpar a floresta a tempo e horas", com os sapadores a fazerem esse trabalho durante o inverno e reforçarem a vigilância no verão, disse António Costa.

Ao mesmo tempo, o Governo, que conta com apoio de todos os partidos da esquerda parlamentar -- PS, Bloco de Esquerda, PCP e Verdes -- avançará com "uma grande reforma florestal" necessária "para o futuro do país".

Independentemente de essa reforma "só produzir efeitos a médio prazo", há razões "para não adiar mais aquilo que foi adiado", acrescentou.

Para António Costa, importa que a floresta, em Portugal, "seja cada vez menos uma ameaça" para as populações, a economia e o ambiente.

Acompanhado pelo ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, e outros membros do Governo, António Costa preconizou, igualmente, um redobrado esforço na criação de novas ZIF no país.
http://www.jornaldenegocios.pt/econ...s-sapadores?ref=HP_Destaques3notíciascompatro
 
Incêndio de Pedrogão vinte e tal mil hectares ( maioritariamente eucaliptos)

Aqui quem está a fazer demagogia és tu.
As pessoas que arrancaram os eucaliptos junto ás aldeias não foi porque ouviram os especialistas como tu falar na tv, foi sim porque viram como ardem e a perigosidade que representam para as suas casas.


Quando numa discussão ou troca de ideias faltam os argumentos honestos, lança-se mão das mentiras e, pior, das meias-verdades. Em regra, depois vêm os insultos.

"Incêndio de Pedrogão vinte e tal mil hectares (maioritariamente eucaliptos)": MENTIRA.

Na grande área ardida dos incêndios de 17 de junho, que coalesceram no dito "incêndio de Pedrógão", em que foram percorridos pelo fogo 46000 hectares (veja o EFFIS), o eucalipto representa certamente entre 30-40%, pelas minhas contas (não há relatórios oficiais publicados). O resto é pinhal, matos, terrenos agrícolas e mesmo áreas urbanas.

Vá lá à zona ardida ver o que realmente se queimou ou então, se não tiver paciência para isso, pegue nos dados geográficos (que foram disponibilizados pelo EFFIS na net há mais de um mês), cruze-os com a cartas de ocupação do solo e deixe de espalhar mentiras.

Meu caro, por mais que isso lhe custe e não encaixe na sua ideologia, em Portugal o que arde num grande incêndio é o que está disponível na região: se é eucalipto, ardem eucaliptos, se é pinheiro, ardem pinheiros, se são sobreiros, ardem sobreiros. Num ano normal, o que mais arde são os matos autóctones. Veja as estatísticas e arranje um bocado de tempo para ler o post admirável do Eng. Jorge Capelo, do INIAV, que eu aqui coloquei há umas semanas e que provavelmente lhe passou despercebido, ou então não entendeu: https://www.meteopt.com/forum/mensagem/613566/.

Mas o que me levou ao trabalho de lhe responder não foi a sua falta de respeito à verdade. Mentiras e meias-verdades a circular na internet (e até na imprensa dita "respeitável") são mais que muitas, e normalmente não me tiram o sono.

Mas enganar as pessoas tentando fazer crer que só por se usarem estas ou aquelas espécies em redor das suas casas, se livram de se magoar no próximo incêndio, já passa das marcas.

Parece que regressámos à idade Média, a crendice suplanta o conhecimento e a racionalidade. É usar e abusar do medo e da desorientação das pessoas.

Este ano até aparecem árvores milagreiras (as chamadas "árvores-bombeiras", normalmente sobreiros, mas podem ser outras, desde que não sejam eucaliptos ou pinheiros), que supostamente apagam fogos e protegem casarios.

Como é que as árvores-bombeiras-milagreiras funcionam?

Funcionam assim (fotografia de João Porfírio, retirada do jornal Observador, de 27 de julho):



Graças a Deus chegaram lá os GIPS a tempo, esses sim, é que foram os santos milagreiros.

Já não há pachorra.
 
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